dezembro 31, 2018

Battle, Netflix | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Battle
Diretor: Katarina Launing
País: Noruega
Ano: 2018
Género: Drama, Música e Romance
Elenco: Lisa Teige, Fabian Svegaard Tapia, Achmed Akkabi, Vebjørn Enger, Karen-Lise Mynster, Charlott Utzig, Silje Marie Baltzersen, Sigyn Åsa Sætereng, Stig R. Amdam, Bao Andre Nguyen, Sofie Albertine Foss, Morad Aziman, Marius Vold, Lucas Lute

Sinopse:
Quando o pai de Amalie abre falência, a vida abastada da jovem dançarina acaba. Mas, após conhecer Mikael, um dançarino de hip-hop, encontra um novo ritmo para seguir.

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Battle, filme norueguês que surpreende na Netflix.

Opinião:


Battle
é um filme norueguês trazido até nós pela Netflix que nos conta a história de descoberta interior da jovem Amalie. Um filme que com todas as suas falhas não podia ter um final mais perfeito. Devo começar por confessar que face às críticas positivas em relação ao filme criei algumas expectativas e que apesar disso ele conseguiu me cativar e fazer entrar na história de Amalie.

A protagonista de Battle, Amalie, é uma jovem cheia de falhas e que ao longo do filme vai apreender mais sobre si própria e sobre o mundo do que aquilo que, provavelmente, julgava que fosse possível. Mesmo que o roteiro pudesse ter desenvolvido mais certos aspetos da vida e personalidade da protagonista e das suas motivações para esconder as suas novas circunstâncias de vida dos seus amigos e namorado, o filme conseguiu seguir para um final conclusivo e maravilhoso, apesar de que podíamos ter visto mais qualquer coisinha após a cena final.

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Lisa Teige é Amalie, a protagonista de Battle.

Amalie é uma jovem com uma vida abastada e que estuda dança moderna numa prestigiada academia, mas o seu pai entra em falência e eles acabam por ter que se mudar para um apartamento pequeno noutro local. Para além de ter que se adaptar à sua nova vida, Amalie tem como objetivo ganhar uma vaga para trabalhar numa companhia de dança famosa na Holanda. É à procura de um local para treinar que Amalie se cruza com Mikael, um dançarino de hip-hop que a vai ajudar a crescer enquanto dançarina e também enquanto pessoa.

Na verdade, Amalie não é a princípio uma dançarina excecional, quer dizer ela tem a técnica, mas faltam-lhe os sentimentos. É a partir do momento em que ela conhece Mikael e entra no mundo do hip-hop e das battles (batalhas) que a sua dança ganha mais emoção e seu torna especial.

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Lisa Teige e Fabian Tapia na cena mais emocionante do filme.

Com uma banda sonora divinal entramos no mundo do hip-hop e das battles (batalhas). A battle final do filme é perfeita, porque nela os protagonistas conseguem expor a cru todos os seus sentimentos sem dizer uma palavra, são os seus movimentos, gestos e expressões durante as danças que nos mostram aquilo que vai nas suas almas.

Concluindo, Battle é aquele tipo de filme que mesmo não sendo perfeito consegue encantar o espetador com uma facilidade enorme. A química entre os protagonistas também é muito boa e ambos não podiam ter sido melhor escalados para o papel. Lisa Teige e Fabian Tapia são ambos excelentes atores e dançarinos, sem eles este filme não teria sido tão mágico.

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O melhor: A banda sonora e a emocionante battle final entre os protagonistas.

O menos bom: A motivação para Amalie ter escondido a sua situação financeira dos amigos não foi bem desenvolvida, o que fez com que muitas vezes me irritasse com as suas atitudes por não conseguir compreendê-las.
dezembro 28, 2018

TOP 7 - Quem são as personagens de Baby?

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Baby é uma série italiana de seis episódios lançada pela Netflix no final de novembro sobre duas adolescentes italianas que enveredam pelo mundo da prostituição como espace para o vazio das suas vidas.

Esta série é composta por várias personagens interessantes que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, mas que mesmo assim conseguiram chegar ao coração de muitos fãs. As sete personagens mais relevantes da série são:


1- Chiara (Benedetta Porcaroli)

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Chiara é uma jovem atleta com uma vida abastada, mas cujos problemas familiares se refletem na sua vida fazendo com que ela sinta um tremendo vazio interior. Os seus pais vivem um casamento falso, pois mesmo estando separados e tendo amantes, fingem continuar felizes perante as outras pessoas e utilizam a filha como desculpa.

A situação em casa de Chiara é no mínimo tensa, os seus pais não falam um com o outro e muito menos com a filha que se sente ignorada. Os seus melhores amigos no início da série são Camilla e Fabio, mas irá desenvolver uma grande amizade com Ludo e se apaixonar pelo novo aluno Damiano.

Chiara adentra dentro do mundo da prostituição procurando uma aventura, um escape à sua vida. Á medida que se sente cada vez mais isolada e sozinha ela vai-se aproximando de Ludo e criando juntamente com ela uma vida secreta que envolve o mundo da prostituição.

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Personagem complexa dotada de vários níveis difíceis de decifrar, permite-se diminuir enquanto pessoa ao aceitar um caso secreto com Niccolò e ao ter que presenciar constantemente a troca de carinhos entre este e a namorada. Além disso não consegue confessar o caso à sua melhor amiga Camilla que é também irmã de Niccolò prejudicando a sua amizade com esta.


Inicialmente tem vergonha de assumir a sua amizade com Ludo perante Camilla e Fabio, o que mais uma vez abona pouco a seu favor. Concluindo, Chiara é a principio uma adolescente realmente vazia que não consegue se relacionar a cem por cento com os seus amigos, não conseguindo ser sincera com eles e tentando viver das aparências tal como os seus pais.



2- Ludovica (Alice Pagani) 

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Ludovica, mais conhecida como Ludo, interpretada pela carismática Alice Pagani é a outra protagonista de Baby. Uma jovem isolada socialmente, sem amigos e vítima de Bulying vê o ex-namorado Brando, melhor amigo de Niccolò, expor para toda a escola um vídeo intimo dos dois, sendo que é ela é julgada como vadia pelos colegas.

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Ludo envolve-se com Fiore.
Os pais de Ludo estão divorciados e, sendo a filha menor, é ela quem mais sofre com os atritos entre os progenitores. A mãe de Ludo tem vários problemas financeiros agravados pelos seus namorados mais jovens e oportunistas. O seu pai recusa-se a pagar os seus estudos no colégio privado que frequenta, sendo essa é uma das suas maiores motivações para entrar na prostituição, outra é o seu caso com Fiore, por quem a jovem desenvolveu sentimentos e se sentiu traída. Ao seguir com o esquema da prostituição ela está também a provar ao ex-amante que ele não foi realmente importante para ela...



3- Damiano (Riccardo Mandolini)

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O filho secreto do embaixador do Líbano em Itália, Damiano é um rapaz rebelde que tenta se adaptar a um novo ambiente, completamente diferente daquele de onde vem.
Após o falecimento da mãe, Damiano vai viver com o pai e a família deste devido a uma promessa que fez à mãe. A sua relação com o pai é fria e o facto de viverem na mesma casa não parece diminuir a distância entre eles.
Tem um irmão mais novo que desconhecia, fruto do casamento do pai com Mónica, a atraente professora de atletismo da sua escola.
Irá desenvolver sentimentos por Chiara, mas acabará por se ver envolvido com Camilla quase sem saber como.



4- Camilla (Chabeli Sastre)

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A melhor amiga de Chiara e sua colega de atletismo, Camilla tem um irmão, Niccolò, que se irá envolver secretamente com Chiara, apesar de namorar com Virgínia e assim abalar os alicerces da amizade de ambas, uma amizade que não parece ser lá muito sólida.
Camilla é vista como a menina certinha e sonha estudar nos EUA através de uma bolsa de estudos do colégio juntamente com Fabio e Chiara.
Desenvolve sentimentos pelo novo bad boy da escola, Damiano, sem saber que Chiara também está interessada no rapaz. Aliás, Camilla parece ser a única ignorante quanto aos sentimentos de Chiara por Damiano e vice-versa.







5- Fabio (Brando Pacitto)

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O filho do diretor do colégio, Fabio é o melhor amigo de Camilla e Chiara e desenvolve uma boa amizade com Damiano ao longo da série. Calmo e ponderado, ele acaba por funcionar como uma espécie de conselheiro para os amigos, mas esconde um segredo que não é aceitável na escola hipocritamente conservadora que frequenta.
Fabio perdeu a mãe quando ainda era muito jovem e foi criado pelo pai, um homem rígido e intransigente que lhe dá pouca liberdade.




6- Fiore (Giuseppe Maggio)

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Uma personagem complexa, Fiore é apontado como um dos antagonistas da história, mas a sua ambiguidade faz com que isso seja pouco claro, é interpretado pelo belo ator italiano Giuseppe Maggio.
Fiore é o co-proprietário de um bar noturno juntamente com o primo Saverio frequentado por Ludo e mais tarde por Chiara.
Envolve-se com Ludo, mas acaba por a incitar à prostituição. Apesar da sua atitude aparentemente indiferente em relação a Ludo, parece se preocupar e gostar mais dela do que aquilo que dá a entender. O que é demonstrado quando persegue e agride Brando, após Ludo lhe contar acerca do vídeo intimo de ambos que este divulgou para toda a escola e o quanto ela se sentiu diminuída com tudo isso.



7- Niccolò (Lorenzo Zurzolo)

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Irmão de Camilla e namorado da fútil Virgínia, no início da série tem um relacionamento secreto com Chiara, desenvolvendo uns ciúmes doentios por ela, apesar de ainda continuar com a namorada. Os seus ciúmes de Chiara com Damiano vão fazer com que cometa vários atos reprováveis para destruir a reputação de Damiano e que revelam o seu carácter duvidoso.
Juntamente com Brando irá desenvolver um interesse pouco saudável pela professor de atletismo da escola, Mónica que é também a madrasta de Damiano.

Outras personagens:


Mónica (Claudia Pandolfi):

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Professora de atletismo do colégio é casada e tem um filho pequeno com o embaixador do Líbano em Itália. Recentemente descobriu que o marido tinha um filho, Damiano, que praticamente abandonou com a mãe num bairro pobre de Itália.
Acolhe Damiano na sua casa e tenta servir como moderadora na difícil relação do marido com o filho. Ao mesmo tempo o seu casamento sofre uma inevitável crise.
Irá se tornar num troféu a conquistar para os alunos Brando e Niccolò.


Brando (Mirko Trovato):

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O estouvado melhor amigo e cúmplice de Niccolò, é tão falho em carácter quanto o último. Teve um anterior relacionamento com Ludo e acabou por divulgar um vídeo intimo com os dois que destruiu a reputação da jovem.
Não é uma personagem particularmente relevante para a história, mas não deixa de ter um importante papel de suporte que irá crescer na próxima temporada ao descobrir algo importante no fim desta temporada.
dezembro 27, 2018

Baby, Netflix | Opinião Séries

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Dados Técnicos:
Título original: Baby
Diretores: Andrea De Sica, Anna Negri
País: Itália
Ano: 2018
Episódios: 6
Género: Drama
Elenco: Benedetta Porcaroli, Alice Pagani, Riccardo Mandolini, Chabeli Sastre, Brando Pacitto, Lorenzo Zurzolo, Galatea Ranzi, Tommaso Ragno, Massimo Poggio, Mehdi Nebbou, Giuseppe Maggio, Mirko Trovato, Federica Lucaferri, Beatrice Bartoni, Isabella Ferrari, Claudia Pandolfi, Paolo Calabresi


Sinopse:
No seu mundo luxuoso, as aparências são tudo. Cansadas das regras, elas iniciam uma vida secreta sem lei nem normas.


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Chiara e Ludo são as protagonistas de Baby.

Opinião:

Muitas foram as críticas negativas para com a nova série italiana da plataforma de streaming Netflix. Acusada de promover a prostituição de menores, Baby teve uma importante agência de proteção de vítimas de tráfico sexual a tentar boicotar a série mesmo antes do decorrer das filmagens, mas afinal tratou-se de excesso de zelo, exagero ou ignorância por parte do público? Acho que tratou-se de um pouco de tudo. Uma série ligeiramente baseada em factos reais como Baby deveria funcionar como um alerta para uma realidade que muitos desconhecem ou apenas ignoram, mas que definitivamente existe e continuará a existir.

Hoje em dia parece que todas as séries produzidas pela Netflix originam grandes polémicas por uma razão ou por outra. Uma série é, apesar da sua possível influência sobre as massas, ficção devendo ser encarada como tal e é todo o alarido que criam à volta destas séries que as tornam imensamente populares, às vezes por razões que não o seu próprio mérito. A Netflix ignorou todas as críticas, que até ajudaram a plataforma com o marketing, e partiu com entusiasmo para o lançamento da série a 30 de novembro.

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Ludo e Chiara tornam-se amigas e envolvem-se numa aventura que poderá trazer consequências perigosas.

Baby
segue as vidas de duas alunas de um prestigiado colégio privado de Roma, Chiara e Ludovica. Por um lado temos os seus conflitos na escola e com os pais, por outro temos a vida dupla que ambas irão desenvolver devido a várias circunstâncias que as vão empurrando cada vez mais para a prostituição. Chiara e Ludo tornam-se grandes amigas, mas as razões de ambas para embarcar neste modo de vida são opostas. Ludo precisa de dinheiro para pagar as propinas do colégio, já que o seu pai milionário ignora a filha mais nova se recusa a pagar os seus estudos devido aos conflitos que tem com a ex-esposa. A mãe de Ludo esbanja todo o seu dinheiro com namorados mais novos e oportunistas.

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Ludo com a mãe.

Chiara não precisa de dinheiro, mas a sua vida familiar está a deixá-la seriamente deprimida, os seus pais estão separados, mas para manterem as aparências vivem na mesma casa, apesar de terem amantes e perante os outros fingem ser um casal de verdade, além disso a sua vida na escola não vai nada bem. Após ser descoberto o seu caso secreto com Nicolo, irmão de Camilla e namorado de Virgínia, a miúda mais popular da escola, Chiara passa a ser ostracizada pelos colegas e a sua amizade com Camila sofre com isso. Chiara vai encontrar na prostituição um escape para os seus problemas, uma escolha que irá abalar a sua vida, a sua amizade com Camilla e Fabio e o seu possível relacionamento com Damiano, o rebelde filho secreto do embaixador libanês em Itália.

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Chiara sente-se vazia.

Chiara e Ludo são as duas personagens centrais da série, elas têm passados e ambientes familiares diferentes, contudo, ambas veem de famílias disfuncionais demasiado preocupadas com o seu umbigo para reparar naquilo que se passa com as suas filhas bem debaixo dos seus narizes. Mas não vamos culpar unicamente as famílias e colegas destas adolescentes por elas terem enveredado pela prostituição, há também os oportunistas Savario e Fiore, donos de um bar noturno de Roma que irão ver nas jovens um meio para ganhar dinheiro, as inserindo no mundo da prostituição. E claro, há ainda a personalidade das jovens que irão enveredar por este caminho em prole de qualquer outro.

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Chiara e Damiano vivem uma atração que tentam negar.

Damiano é também ele uma personagem interessante para o enredo, filho de um embaixador, ele foi criado pela mãe na pobreza para após o falecimento desta ir viver com o pai e a sua família e passar a estudar num colégio de prestígio onde não é bem aceite pelos colegas. A luta de Damiano para ser adaptar à sua nova vida ao mesmo tempo em que tem que lidar com a atração que sente por Chiara e os sentimentos que Camilla nutre por ele, tornam esta personagem pouco aproveitada face a todo o seu relevo para a série. Depois há Fabio, o melhor amigo de Chiara e Camilla que também se torna num bom amigo para Damiano. Filho do diretor do colégio, ele esconde um segredo que, na sociedade hipocritamente conservadora de Baby, poderá muito bem ser a sua queda.

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Camilla e Chiara.

Baby é, inegavelmente, uma série que poderia ter sido melhor desenvolvida, principalmente ao nível de algumas das suas personagens, mas mesmo assim consegue cativar o público. Já li várias críticas negativas sobre quase tudo aquilo que Baby tem para oferecer desde o tema, o enredo, os diálogos, os atores, as cenas, ora não estamos perante uma obra da qualidade de Elite, mas mesmo assim Baby tem qualidade e argumentos para se aguentar com mais uma temporada sem perder o interesse do público.

O ritmo lento e a banda sonora repetitiva são os únicos pontos que me deixaram um pouco desconfortável com a série, mas mesmo assim estou no role de pessoas que realmente gostou de assistir Baby e que esperam ansiosamente pela segunda temporada para ver as consequências que a vida dupla das jovens terá não apenas sobre elas, como também sobre os seus amigos e familiares, porque certamente haverão consequências.

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Alice Pagani está excelente como Ludo.

O melhor: O carisma da atriz Alice Pagani que dá vida à rebelde Ludo.

O menos bom: Não gosto lá muito da banda sonora...


dezembro 21, 2018

Amor Ocasional, Netflix | Opinião Séries

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Dados Técnicos:
Título original: Plan Coeur
Diretores: Renaud Bertrand, Noémie Saglio
País: França
Ano: 2018
Episódios: 8
Género: Comédia, Drama, Romance
Elenco: Zita Hanrot, Joséphine Draï, Sabrina Ouazani, Tom Dingler, Guillaume Labbé, Yvan Naubron, Marc Ruchmann, Syrus Shahidi


Sinopse:
Elsa, uma mulher com azar ao amor, mal acredita na sua sorte quando tudo corre bem com o encantador Jules. Mal sabe ela que faz tudo parte de um plano.

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Elenco principal de Amor Ocasional.


Opinião:

Hoje venho vos falar de uma série francesa de comédia romântica que foi uma autêntica surpresa, no bom sentido, que encontrei na Netflix estes dias, chama-se Amor Ocasional e, clichês à parte, é de uma originalidade e criatividade dignas de nota.

Elsa é uma jovem parisiense que tem duas melhores amigas no mínimo especiais, Emilie e Charlotte, que lhe vão pregar uma grande partida, com boas intenções é certo, mas como se costuma dizer de boas intenções está o Inferno cheio.

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Charlotte, Emilie e Elsa (da esquerda para a direita) são as melhores amigas.

Elsa e o ex-namorado, Max, acabaram à dois anos, após este a ter traído com a sua atual noiva e desde aí que ela não consegue seguir em frente com a sua vida amorosa tendo uma obsessão pouco saudável por ele. Uma das suas amigas, a irreverente e despreocupada Charlotte, decide dar um empurrão na vida intima da amiga contratando-lhe, sem que ela soubesse, um acompanhante de luxo para dormir com ela. Claro que esta situação renderá situações hilárias e também alguns dissabores para os vários intervenientes nesta trama de amor e enganos.

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Jules é contratado para sair com Elsa pelas suas melhores amigas.

Elsa é uma personagem da qual acabamos por gostar mesmo com todos os seus defeitos e, principalmente, com as suas virtudes. Ela é um doce de pessoa capaz de contagiar todos à sua volta com energia positiva mesmo estando triste por dentro. O seu modo atrapalhado e inocente torna-a a personagem mais divertida de toda a série muito graças ao talento da atriz Zita Hanrot.

A intenção de Charlotte e mais tarde de Emilie era fazer com que Elsa se abrisse para o mundo e finalmente pudesse ultrapassar Max, mas como era inevitável, ela acaba por se apaixonar pelo charmoso Jules Dupont, não sabendo que ele foi na verdade contratado pelas amigas para sair e dormir com ela.

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Contrariamente ao que seria de supor também Jules apaixona-se por Elsa.

Jules, interpretado pelo ator Marc Ruchmann, tem no início da série uma atitude profissional, contida e mostra pouco de si, mas ao longo dos episódios vai se transformando numa pessoa encantadora, capaz de dar grandes provas de amor. A sua química com Zita Hanrot faz com que a história deste casal funcione às mil maravilhas e nos convença da sua veracidade.

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Jules e Elsa.

Emilie e Charlotte mostram logo no início da série as suas enormes divergências, elas são cunhadas, uma vez que o companheiro de Emilie é o irmão de Charlotte e partilham o mesmo apartamento, sendo que Charlotte vive no andar de cima e Emilie no andar de baixo. Ao contrário de Charlotte, Emilie é mais séria a contida, além ter a mania de dar ordens a toda a gente como se fosse um general, ainda mais agora que se encontra na fase final da gravidez. A divertida dinâmica entre estas duas que apesar de serem o completo oposto uma da outra são grandes amigas e ainda entre estas e Elsa, que também é muito diferente das amigas em termos de personalidade, rende-nos grandes gargalhadas e cenas insólitas.

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Emilie, Elsa e Charlotte vão ter que ultrapassar várias situações ao longo da série.

O enredo de Amor Ocasional está soberbo, as personagens principais foram muito bem construídas, os atores escolhidos para escalar os papéis principais da série estão excelentes e o facto de estarmos perante uma série francesa, interpretada por atores de nacionalidade francesa no cenário deslumbrante da mágica cidade de Paris, faz com que tudo seja abordado de modo diferente daquele que estamos habituados neste tipo de comédias românticas.

Como é óbvio, a série começa num tom marcadamente cómico e ao longo dos seus oito episódios vai tomando um tom mais sério e triste, mas mantém sempre aquela áurea de comédia romântica chichê, aliás se há algo em que Amor Ocasional aposta é nos seus clichês fazendo uma sátira divertida a este tipo de obras.

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Elsa e Jules têm uma grande química juntos.

Concluindo, adorei. Recomendo esta comédia romântica a todos aqueles que apreciam este género de obras, mesmo sabendo que a língua francesa poderá causar alguma estranheza a quem está demasiado habituado a assistir comédias românticas made in EUA, mas a Netflix tem nos presenteado ultimamente com várias obras estrangeiras de grande qualidade como La Casa de PapelElite, The Rain e agora Amor Ocasional.

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O melhor: A construção da personagem de Elsa por parte da atriz Zita Hanrot.

O menos bom: De momento não consigo apontar nenhum defeito à série, poderia dizer que é demasiado clichê, mas isso é algo que a série faz de propósito e quem não gosta de um bom cliché? Eu gosto.
dezembro 18, 2018

Castlevania (2ª Temporada), Netflix | Opinião Séries

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Dados Técnicos:
Título original: Castlevania
Realizador e argumentista: Sam Deats
País: EUA e Canadá
Ano: 2018
Género: Fantasia, Ação


Sinopse:
Trevor Belmont não é mais a mesma pessoa, mas só ele pode impedir a fúria de Drácula contra a humanidade.

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Opinião:

Não conhecia os jogos nos quais a série Castlevania foi baseada, mas como fã de animes e ainda por cima de histórias de vampiros dispus-me a ver a primeira temporada desta série assim que saiu e devo dizer que fiquei dececionada com os seus quatro episódios que foram sem dúvida para lá de introdutórios. Mas como um ano passa a correr, logo chegou a segunda temporada, lançada pela Netflix em outubro. Foram oito episódios que não desgostei, mas que não me cativaram por aí além.

Esta segunda temporada de Castlevania tem o dobro dos episódios da primeira temporada, oito no total, e pega a história a partir do ponto no qual a primeira temporada havia parado. Isto é quando Trevor, Sypha e Alucard partem à procura do castelo de Drácula para o derrotar e assim salvar a humanidade.

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Trevor, Alucard e Sypha (da esquerda para a direita).


Confesso que arrastei o visionamento da série por um muito tempo. As razões são que, por um lado, tive outros compromissos pessoais que me roubaram tempo e, por outro, os primeiros episódios desta temporada começaram numa atmosfera muito diferente daquela que estou habituada em obras do género, isto apesar das inúmeras referências já conhecidas.

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Trevor Belmonte é o último descendente de uma poderosa família de caçadores de vampiros.

No início não gostava, particularmente, do protagonista de CastlevaniaTrevor Belmonte, sendo que quase todas as outras personagens da história me pareciam mais interessantes do que ele. Mas o que é certo é que ao longo da série ele foi evoluindo, conseguindo um amadurecimento digno de nota.

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Alucard é o filho de Drácula e Lisa Tepes.

Alucard, pelo contrário, começando como uma das personagens mais interessantes da história, acaba por ficar um pouco apagado e demasiado focado naquela de "vou matar o meu pai". Onde está o conflito relativamente a isso? Quer dizer, ele não foi uma criança abandonada ou negligenciada, ele foi amado pelos pais, sendo que, por isso, deveria haver um conflito maior para esta personagem.

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Alucard e Sypha.

Sypha Belnades, por sua vez, quase que me pareceu o vértice de um triângulo amoroso pouco explorado ou não fosse realmente uma maga extremamente poderosa. O pega na mão de um, faz umas festinhas no braço do outro, foi um bocado entediante e não acho que a história de Castlevania precise de romance para se desenvolver... Se Sypha não tivesse uns feitiços realmente poderosos, ela seria apenas uma daquelas personagens femininas inúteis que, infelizmente, abundam por aí.

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Carmila, a vampira que veio destabilizar a ordem de Drácula.

Carmila é a "cadela" da história, uma vampira com tanto de bela quanto de manipuladora. Na próxima temporada vamos certamente apreciar o seu domínio sobre todos os outros vampiros. Porque acredito que ela é certamente mais esperta que todos os eles, isto apesar de presentir que a sua sede de poder poderá muito bem ser o seu ponto fraco.

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Hector, o mestre da forja de Drácula que se deixa manipular por Carmila.

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Isaac, o leal mestre de forja de Drácula.

Hector e Isaac, os mestres da forja de Drácula, são das personagens mais ricas que foram introduzidas nesta segunda temporada. Desconfio que ambos irão ter um papel importante no desenrolar da terceira temporada e espero sinceramente que Hector encontre um rumo, porque desconfio que, ao contrário de Isaac, ele poderá ter ainda algum tipo de salvação.

Para além da falta de desenvolvimento de Alucard, a segunda maior deceção que tive nesta temporada foi a participação pouco ativa de Drácula, que apareceu realmente abatido, nostálgico e sem vontade de viver. É uma pena, porque esta personagem merecia uma participação muito mais decisiva para a história.

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Drácula confronta um dos seus comandantes, Goodbrand.

O melhor: A introdução de novas e interessantes personagens como Carmila, Hector e Isaac.

O menos bom: A falta de desenvolvimento da personagem de Alucard, aquela personagem que mais prometia e que, por isso, foi aquela que mais me dececionou.
dezembro 16, 2018

Casais GarLycans (Série VLG, Laurann Dohner)

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Andei um bocado zangada com a senhora Laurann Dohner, isto porque em vez de continuar as séries Cyborg Seduction e New Species (as minhas favoritas), ela criou novas séries e lançou vários livros de rajada dessas séries. Mas confesso que a minha zanga não demorou muito tempo e logo me aventurei nas suas novas séries, sendo que uma dessas séries foi VLG (Vampires, Lycans and Gargolas).

Não me apaixonei pela série VLG logo de início, os seus livros eram protagonizados por Lycans (lobisomens) e VampLycans que são uma mistura de vampiros com Lycans, isto porque, convenhamos, a autora já tinha escrito sobre lobisomens de modo muito mais emocionante e podia ter continuado essas séries que também estão atualmente em fase stand by, por outro lado acho que as histórias sobre vampiros e lobisomens já estão a ficar um bocado batidas. Mas tudo mudou quando coloquei os olhos nos GarLycan, eles são uma mistura deliciosamente original entre Gárgulas e Lycans, foi com eles que Laurann me conquistou para a série.

Os Gárgulas são seres poderosos podem viver por milhares de anos, apesar de à primeira vista poderem parecer humanos, eles têm asas semelhantes às asas de morcegos e obviamente conseguem voar, além disso eles tomam a forma de estátuas de pedra inquebráveis, até agora eles são os predadores mais poderosos da série, mais poderosos que os Vampiros, Lycan e VampLycans, eles odeiam os vampiros e têm mantido uma aliança duradoura com os Lycans, porque precisam das suas mulheres para se reproduzirem, quanto aos VampLycans a sua relação é conflituosa e ambígua devido à mistura de sangue vampiro que corre nas veias dos últimos. Contudo, a relação entre o clã de Gárgulas e os clãs VampLycans que habitam no território do Alaska parece ter melhorado consideravelmente desde que Aveoth tomou controlo o do clã Gárgula.

Os GarLycans resultaram do cruzamento entre Gárgulas puro sangue com Lycans puro sangue, apesar desta mistura sanguínea ter sido necessária e aceite pelos líderes originais do clã, estes acabaram por se ressentir dos seus descendentes mais poderosos e tentaram eliminar os seus filhos e esposas para restaurar a raça Gárgula às suas origens puras. Aveoth é um GarLycan, filho do anterior líder, assim que soube dos planos do pai, ele tomou o lugar do pai e é agora o temível líder dos Gárgulas. Aveoth é considerado a personagem mais poderosa da série até ao momento.

Até agora três dos livros da série VLG foram protagonizados por GarLycans, o primeiro foi o sétimo volume da série e conta a história do misterioso Aveoth, seguindo-se a história dos irmãos Creed (volume 8) e Glacier (volume 9), isto apesar dos Garlycans serem mencionados desde o primeiro livro da série. É sobre estes casais que vou falar neste post. Vou listá-los por ordem de preferência, ao invés da ordem dos seus livros:



1- Creed e Angel



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Creed: Livro 8 da série VLG.
Angel foi arrancada de uma vida de abusos quando criança por um anjo da guarda que a levou nos braços e a entregou a um casal Lycan para a criar e amar como se fosse deles. Era inevitável que ela desenvolvesse sentimentos pelo seu misterioso salvador, o GarLycan que protege a sua matilha. Á medida que ela vai crescendo, o seus sentimentos vão se aprofundando ao mesmo tempo que passa mais tempo com ele, apenas para ser rejeitada pelo seu herói. Deprimida, Angel deixa a sua matilha, para se afastar da dor. Agora, anos mais tarde, a sua mãe chama-a de volta a casa. O guardião da matilha está em necessidade...
Creed é frio e distante emocionalmente. Ele teve que se tornar desse modo para sobreviver a uma vida dura. A sua única fraqueza é Angel. Ela merece uma vida feliz, que ele não lhe pode dar. Creed nasceu em servidão e não lhe é permitido ter uma companheira. Mas, a cada trinta anos ele tem uma noite de calor. A devastação está sobre ele e Angel está determinda a estar lá para ele. Ele vai levá-la para a sua cama, acorrentá-la e finalmente será capaz de tocá-la...

Creed e Angel logo descobrem qua a sua única noite de paixão tem perigosas consequências.


A história do casal:

Personagens-livro-Creed-Laurann-Dohner

Angel foi em tempos uma criança abusada fisicamente pelo pai e pela madrasta e que vivia em condições extremamente precárias. Foi Creed que a encontrou e a levou para um casal Lycan, da matilha que ele protege, que não podia ter filhos. Esse casal cuidou e amou Angel com todas as suas forças. Enquanto crescia, Creed era apenas o seu misterioso salvador que a levou pelos céus até um lar cheio de amor.

Graças a Creed, Angel é uma criança feliz e amada, mas ao entrar na adolescência as suas diferenças em relação às outras crianças Lycan começam a fazer-se notar, é nessa altura que Creed se aproxima dela e a ajuda a não se sentir tão solitária, mas, inevitavelmente, ela acaba por se apaixonar por Creed. Quanto faz dezoito anos, Angel confessa os seus sentimentos, apenas para passar a ser completamente ignorada por Creed.

Deprimida, Angel parte para Washigton onde tenta reconstruir a sua vida sem Creed e encontra um trabalho que adora, passando a visitar a sua família apenas duas semanas por ano. Mas tudo muda quando a sua mãe chama-a de volta a casa. Acontece que Creed precisa dela, mesmo que não o admita.

De trinta em trinta anos, os Gárgulas entram em necessidade sexual, passando por uma noite de devastação, na qual a sua fome de sexo está acima de tudo. Para além de Angel não existem outras voluntárias para passar a noite com Creed, dada a sua personalidade fria e distante, mas mesmo que o houvesse Creed não seria capaz de magoar Angel desse jeito, porque no fundo ele é um rapaz extremamente meigo e completamente apaixonado pela nossa heroína.

Creed foi o quarto filho indesejado de um Gárgula puro sangue com uma fêmea Lycan, desprezado pelo pai e amado pela mãe, Creed foi entregue pelo pai ao clã como castigo e para servir como escravo por cem anos, é por essa razão que ele não pode tomar uma companheira, porque ainda lhe faltam muitos anos de servidão, mas as coisas saem de controlo na sua noite de devastação e a sua vida e a vida de Angel nunca mais serão as mesmas.

Laurann Dohner tem nos habituado com protagonistas femininas fortes e que sabem aquilo que querem, este é mais um dos casos, Angel sabe o que quer e ao ter a oportunidade de passar a noite com o grande amor da sua vida, ela pretende aproveitar cada momento.

Creed é uma personagem muito fofa, ele viveu uma vida extremamente dura que o devia ter tornado duro como pedra, mas ao invés disso ele é paciente, doce e tem um grande coração. Ele fará tudo pela mulher que ama, mesmo que isso signifique que ele terá que pagar com a sua própria vida.

O pai de Creed é o grande vilão deste livro, mas só mesmo lendo a história para saber o que este homem é capaz de fazer contra o próprio filho. Por outro lado, os irmãos mais velhos de Creed são nos apresentados e todos eles prometem grandes histórias no futuro, sendo Glacier o protagonista do próximo livro da série.

Creed e Angel são, garantidamente, o meu casal GarLycan favorito até ao momento, o seu passado bem desenvolvido faz com que seja fácil criarmos empatia por este casal.



2- Glacier e Mandy


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Glacier: Livro 9 da série VLG.

Desde o fatídico dia em que foi arrancada do seu trabalho e transformada em vampira, que a vida de Mandy foi destruída literalmente. Forçada a se tornar numa assassina para o Conselho de Vampiros, ela encontrou consolo ao eliminar a escumalha que ela é designada para matar. As coisas descambam quando ela descobre que o seu próximo alvo é um antigo colega de trabalho dos seus tempos de humana... um mesmo sexy por quem ela em tempos teve sentimentos profundos. Pior, o Conselho está errado. Ele não é um vilão, mas um protetor. Um que ela se recusa a matar, independentemente das ordens.
Glacier fica chocado quando se encontra cara a cara com Mandy num beco escuro. Ainda mais quando descobre que a outrora doce humana é agora uma vampira designada para assassiná-lo. A suas ordens são claras. Eliminá-la. Mas o que faz um GarLycan quando o dever entra em conflito com o seu desejo de proteger a mulher pela qual ele em tempos teve sentimentos profundos? Ele está prestes a descobrir.


A história do casal:

Personagens-livro-Glacier-Laurann-Dohner

Glacier e Mandy conheceram-se à trinta anos atrás, quando Mandy era apenas uma jovem humana que trabalhava na discoteca que Glacier / Ice protegia, na verdade, ele estava infiltrado para apanhar um perigoso vampiro que pretendia criar uma seita de humanos manipulados mentalmente.

Numa fatídica noite, Mandy é raptada por um vampiro e transformada, a partir daí a sua vida nunca mais foi a mesma. Após ser transformada numa vampira, Mandy teve a sorte de ter sido encontrada pelo Conselho dos Vampiros antes de ser forçada a tornar-se numa escrava sexual do mestre vampiro que a transformou, ao invés disso, o Conselho treinou-a para se tornar num dos seus letais assassinos. É numa das suas missões de execução que Mandy reencontra o grande amor da sua vida, Glacier.

Glacier é um dos irmãos mais velhos de Creed, ele surgiu pela primeira vez no livro anterior da série que foi o livro que nos contou a bela história de Creed e Angel, e a sua história com Mandy ainda consegue ser mais complicada do que a história de Angel e Creed. Também Mandy e Glacier têm um passado, mas quis o destino que eles nunca mais se encontrassem. Glacier nunca soube o que aconteceu com Mandy até que os seus caminhos se cruzam e eles são colocados em lados opostos de um conflito milenar entre Vampiros e Gárgulas.

Apesar de ter sido transformada numa vampira, Mandy manteve a seu personalidade intacta e o seu amor por Glacier não diminuiu com o tempo. O grande conflito de Glacier será ter que encarar que Mandy é agora uma vampira e, por isso, não poderá confiar nela, mas quando ele descobre que ela é a mesma pessoa que em tempos conheceu, ele irá desafiar as suas próprias ordens e regras para a manter segura.

Mandy sabe que a sua única solução é a morte, mas Glacier se recusa a matá-la, então ela está novamente com o homem que ama e pode ser que eles finalmente tenham a oportunidade de ficar juntos. Mas o conflito interno de Glacier irá tornar tudo muito mais difícil, mas será o seu amor realmente proibido? Vamos ver...

Este é o livro com um maior desenvolvimento em relação ao enredo, por um lado, temos um clã Lycan problemático e com um líder fraco, por outro, temos o poderoso Conselho dos Vampiros, muito mais poderoso e organizado do que se suponha e por outro, vamos descobrir um grande segredo dos Gárgulas, que é a razão porque eles odeiam profundamente os vampiros.

Kelzeb, o principal executor e melhor amigo de Aveoth, está de volta, apesar da sua participação se resumir a conversas telefónicas com Glacier, espero que ele tenha um livro em breve, mal posso esperar para ver esse macho, ao mesmo tempo divertido e arrogante, ficar de joelhos por uma mulher. Tempest, o irmão de Glacier, continua uma peste como sempre e é outro que ia adorar ver de rastos por uma mulher...




3- Aveoth e Jillian


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Aveoth: Livro 7 da série VLG.
Jillian Milzner viveu toda a sua vida em fuga. O seu dador de esperma biológico (como ela lhe chama) deixou bem claro que desejava que ela nunca tivesse nascido. A maioria das crianças recebe presentes dos seus pais. O seu mandou criminosos para fazerem ameaças de morte para garantir que ela nunca tentasse encontrá-lo. Ele não precisava se dar ao trabalho, uma vez que ela não quer ter nada a ver com Decon Filmore

Lord Aveoth não está surprendido por receber notícias de Decker Filmore. O homem está desesperado por fazer que o GarLycan desista da caça pela sua vida e, igualmente, determinado a reclamar o seu clã VampLycan. Para atingir ambos os objetivos, ele irá oferecer a Aveoth a sua outra neta meio humana da sua linhagem de sangue.

É solitário ser o Lord de um clã, então Aveoth concorda com a reunião e é instantaneamente atraído por Jill. Ele fica furioso quando descobre que ela foi-lhe trazida contra a sua vontade, mas ele quer mantê-la. Mesmo que tenha que expor o seu segredo mais negro... que pode destruír o seu clã.


A história do casal:

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Aveoth é o frio e perigoso líder do clã Gárgula que comanda as falésias do Alaska à muito tempo. Todos o temem e ninguém duvida que este GarLycan, responsável por assassinar o seu próprio pai, é capaz dos atos mais atrozes. Ele é o líder absoluto e todos os outros clãs de Lycans, VampLycans e Vampiros o temem, mas Aveoth esconde um terrível segredo que poderá muito bem ser a sua queda.

Jillian é a neta meio humana de um poderoso VampLycan que caiu em desgraça devido à sua sede de poder desmedida e que assim perdeu o controlo do seu clã. Decker Filmore espera usar a neta que nunca reconheceu para controlar o poderoso GarLycan Aveoth, uma vez que este em tempos esteve noivo da sua falecida cunhada, logo Jill tem uma linhagem de sangue que irá interessar a Aveoth. Confesso que não percebi muito bem esta parte... Decker pensa que Aveoth é um vampiro viciado no sangue da sua falecida cunhada? Esqueçam porque isto não faz qualquer sentido.

Enquanto Aveoth é muito diferente do modo como é retratado ao longo dos livros anteriores da série e até mesmo no início do livro, tendo um lado meigo e muito humano, Jill é uma personagem que não me cativou a cem por cento. Ela é uma mulher desbocada que diz tudo aquilo que lhe vem à mente sem se preocupar em ser ofensiva e olhem que ela é super ofensiva com Aveoth que faz de tudo, literalmente, por ela. Aquele pedaço de mau caminho caído dos céus está loucamente apaixonado por ela e ela continua a tratá-lo de modo absolutamente descortês...

Confesso que este casal não me cativou e acho que Aveoth merecia muito melhor, mas pensando bem, Jill foi como uma lufada de ar fresco na vida solitária e monótona do belo líder do clã Gárgula, então tudo correu pelo melhor para ambos. Espero que eles sejam felizes e que ela tenha as suas muito faladas "crianças morcego" (só quem leu o livro irá perceber esta piada).

Winalin é uma fêmea Gárgula puro sangue usada neste livro como jogete pelo irmão, considero-a uma vítima e espero que ela tenha um livro em breve, pois gostava de a ver enfrentar o irmão e lutar pela sua própria felicidade, secretamente gostava de a ver junta com Kelzeb, mas sei que isso é pouco provável... Entretanto, senhora Dohner pense nisso...

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