janeiro 28, 2018

Até os Mares Serem Desertos | Opinião Livros

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Capa do livro Até os Mares Serem Desertos.

Sinopse:
Taran Ferguson, aristocrata arruinado, está cansado de esperar que os seus dois sobrinhos assegurem a linhagem de família através do matrimónio. Perante a passividade dos jovens, resolve tomar medidas (no mínimo) drásticas: invade o baile de um lorde com o objetivo de raptar três potenciais noivas. Mas a situação complica-se quando, inadvertidamente, rapta uma noiva a mais. Entre as eleitas encontram-se agora uma jovem lindíssima, uma herdeira de reputação ligeiramente duvidosa, uma beldade inglesa e uma incauta donzela sem nome e sem fortuna…
E no regresso a casa a situação complica-se ainda mais. Taran não só terá de lidar com a ira de Lord Bretton, que por azar se encontrava no lugar errado à hora errada, como com o forte nevão que os encurrala a todos no decrépito castelo. À medida que as horas vão dando lugar a dias, a tentação vai insinuar-se entre o insólito grupo. Quem entre eles irá ceder?
 Escrito em conjunto por três das mais talentosas escritoras da literatura romântica contemporânea , Até os Mares Serem Desertos é uma combinação harmoniosa de talento e emoção. Um romance original, refrescante e pleno de magia!



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Opinião:

 Até os Mares Serem Desertos é um livro de romance histórico que relata três histórias de amor diferentes, mas passadas no mesmo tempo e local com a particularidade de cada história ter sido escrita por uma escritora diferente, sendo a primeira escrita por Julia Quinn, a segunda história por Eloisa James e a última por Connie Brockway.

Antes de continuar quero dizer que este livro tem uma capa lindíssima e uma das personagens mais excêntricas que tive a oportunidade de conhecer nos últimos tempos, trata-se de Taran Ferguson, um aristocrata que para além de arruinado teve o infortúnio de perder a esposa antes de possuir a sua própria descendência, assim a sua única esperança reside nos seus sobrinhos que tardam em casar e gerar descendência. Então eis que após uma noite de bebida e festa, ele decide levar a cabo um ato extremo que consiste em raptar três jovem casadoiras para que os seus sobrinhos escolham uma delas para casar.

A ideia pode ter parecido genial para Taran e seus homens, mas para as jovens em questão e para os seus sobrinhos a ideia não lhes pareceu assim tão genial. Para agravar a situação estamos em dezembro, pleno do Inverno escocês e chegada da carruagem com as convidadas e convidado à força, uma vez que o Duque de Bretton estava dentro da carruagem no momento do rapto, visto que ele era o dono da dita carruagem, coincide com uma tempestade que irá durar vários dias. Portanto, este grupo heterogéneo de pessoas encontra-se preso dentro de um castelo escocês que já conheceu melhores dias. O que irá acontecer durante estes dias poderá muito bem vir a ser magia ou talvez não.

A primeira história, contada pela já conhecida Julia Quinn, é a história de John, conhecido por todos como Duque Bretton e Catriona Burns, uma jovem escocesa, raptada por engano do baile visto não possuir fortuna. Esta é talvez a história mais simples e cujo desenrolar me pareceu mais fácil e sem grandes complicações.

A segunda história, contada por Eloisa James, foi indubitavelmente a minha favorita. Contou a história do belo mas rígido Conde Oakley, recentemente abandonado pela noiva, sobrinho mais novo de Taran e de Fiona Chisholm, uma jovem que herdou uma fortuna da mãe, mas cuja reputação foi arruinada por um incidente do passado.

A terceira história foi nos contada por uma autora que ainda não conhecia e foi aquela de que menos gostei. A razão? Não sei explicar. Talvez porque não me encantei particularmente com escrita da autora, ou mais provavelemente com a personalidade do Conde de Rocheforte, Robin, para os familiares e amigos e com Lady Cecily, uma herdeira inglesa cujos pais encorajam a casar por amor, mas que parece não conseguir encontrar esse homem, que diz a sua mãe, ela conseguirá encontrar à primeira vista. Achei a história de ambos demasiado forçada e súbita.

Depois temos ainda uma outra jovem, Marillia, a irmã mais nova de Fiona, uma jovem bela e rica com uma personalidade mimada, no mínimo diferente que rende os momentos mais divertidos da história, pelas suas atitudes completamente irreverentes digamos assim. O seu par romântico é de algum modo óbvio, mas a sua história não nos é contada, o que foi uma pena.

Concluindo, não estamos perante um livro profundo e uma história original, mas estamos perante um livro romântico que se lê muito rapidamente e que rende bons momentos.


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O melhor: A história de amor entre Oakley e Fiona, escrita pela brilhante Eloisa James.

O menos bom: Um livro demasiado cliché, com o evoluir das relações amorosas entre as personagens demasiado rápido.
janeiro 26, 2018

The End of the F***ing World | Opinião Séries

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Poster da série The End of the F***ing World.
Título original: The End of the F***ing World
Criadores: Jonathan Entwistle, Lucy Tchernick
País: Reino Unido
Ano: 2017
Episódios: 8 (25 min cada episódio)
Género: Comédia dramática
Elenco: Jessica Barden, Alex Lawther, Steve Oram, Christine Bottomley, Navin Chowdhry, Wunmi Mosaku, Gemma Whelan, Jonathan Aris, Eileen Davies


Sinopse:
James tem 17 anos e a certeza de que é um psicopata. Alyssa, também com 17 anos, é a descontraída nova aluna da escola. O casal faz uma estranha conexão e embarca numa fuga em busca do pai biológico de Alyssa.


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Opinião:
 Mais uma vez a Netflix apresenta no seu catálogo uma série de qualidade cinco estrelas! The End of the F***ing World é uma série britânica bastante curtinha, apenas 8 episódios com 25 minutos de duração que se vê de uma assentada só.

A história gira em torno de James, um adolescente que se julga um psicopata e procura alguém que possa ser a sua primeira vítima, quando este conhece Alyssa passa a considerá-la como um alvo para assassinar, contudo nem todo corre como o esperado.

Alyssa é uma rapariga que, tal como James, tem os seus próprios problemas e que decide fugir de casa e procurar o seu pai biológico, pelo caminho acaba por arrastar James com ela.

Durante toda esta série vamos acompanhando a fuga destes dois jovens que pode muito bem ser uma viagem espiritual de descoberta interior do verdadeiro "eu" que devido aos seus traumas não conseguiam descobrir no seu contexto habitual.


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Alyssa e James antes da fuga.

Durante a fuga insana de James e Alyssa irão acontecer variadas situações, incluindo uma que poderá colocar o futuro de ambos em jogo, mas ao mesmo tempo esta fuga foi tão essencial para o crescimento de ambos que julgo que valeu a pena.


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Alyssa e James durante a fuga.


A meu ver a personagem que sofreu um maior desenvolvimento ao longo da história foi James, no início ele era um jovem estranho e apático, cujo o sonho e única meta na vida era assassinar uma pessoa, mas com o tempo o rosto dele vai se tornando menos fechado e o jovem passa a demonstrar sentimentos graças à sua interação com Alyssa, por quem se apaixona verdadeiramente.

Alyssa também vai crescer durante esta história, mas a sua vida em casa era bem mais complicada do que a vida de James, que possuía um trauma do passado que o impedia de seguir em frente. Alyssa tem que lidar com uma situação muito complicada, a sua mãe divorciou-se do seu pai quando ela era apenas uma criança e recentemente casou com outro homem e tem dois bebés gémeos, mas o seu marido assedia sexualmente a sua filha mais velha e ela finge nada ver.

No decorrer da série temos ainda tempo para conhecer duas detetives da polícia encarregadas de investigar um caso de homicídio, que se vai cruzar com o caso de desaparecimento dos nossos dois jovens, que tiveram um caso de uma noite recentemente e que, por isso, a sua relação profissional encontra-se um pouco abalada... E, pelo menos a detetive Noon parece gostar a sério da sua colega que parece ser indiferente, mas palpita-me que ela não seja assim tão indiferente quanto queira parecer. A detetive Noon é uma personagem por quem facilmente criamos uma grande empatia, já a outra a detetive Darego nem por isso, as suas atitudes são extremamente frias em todos os sentidos.


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As detetives Teri Darego e Eunice Noon (da esquerda para a direita).
Outras personagens interessantes, mas das quais vemos pouco são o pai de James e mãe de Alyssa que apesar de amarem os filhos têm modos muito estranhos de o demonstrar, pois não se conseguem ligar emocionalmente a eles.


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O padrasto e a mãe de Alyssa e à direita o pai de James.

Em suspense ficou o final, onde não sabemos qual o real desfecho, a partir daqui ou acabou a história e somos nós que temos que idealizar o final ou vai haver uma segunda temporada e vamos finalmente saber o que vai acontecer com os nossos jovens.


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Alyssa e James disfarçados.

O melhor: A química entre os atores responsáveis por encarnar o par protagonista.

O menos bom: O final em aberto.
janeiro 23, 2018

Ore Monogatari!! | Opinião Animes

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Poster anime Ore Monogatari!!
Título original: Ore Monogatari!!
Diretor: Morio Asaka 
País: Japão
Ano: 2015
Episódios: 24
Género: Shoujo/Romance


Sinopse: Takeo é um gigante com um coração doce e generoso. Contudo, a maioria das miúdas não estão interessadas nele, mas sim no seu melhor amigo Makoto, que é bonito e charmoso. Takeo não se importa realmente com isso e aceita-o como algo óbvio... Até que conhece Rinko Yamato, uma miúda que se sente atraída por ele, assim que ele a salva de um prevertido no comboio e que quer estar com ele. Isso desenrola uma série e acontecimentos que leva a que outras miúdas também queiram estar com o Takeo. Poderão o Takeo e a Rinko permanecer juntos?


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Rinko Yamato, Takeo Gouda e Makoto Sunakawa (da esquerda para a direita).


Opinião:

Ultimamente ando numa onda de animes shoujo, eu uma mega fã de Naruto, e estou a adorar! Ore Monogatari!! surge nessa onda como mais um anime shoujo, mas desta vez num registo muito mais cómico e surreal. Não falo surreal porque uma menina fofinha como a Rinko não se possa apaixonar perdidamente por um gigante de aspeto rude como o Takeo, mas sim pelas situações completamente exageradas que fazem parte deste anime, como os vários salvamentos à Super-homem protagonizados pelo Takeo ou as situações completamente caricatas e pouco realistas que acontecem frequentemente.

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Takeo após um dos seus famosos salvamentos à Super-homem.

A história de Ore Monogatari!! é em si bastante simples, sem grandes complicações e com conflitos de fácil resolução. Trata-se de uma história de amor bastante fofa entre uma menina bonita e fofinha chamada Rinko Yamato e Takeo Gouda, literalmente, um gigante com um coração de ouro. Apesar de ser extremamente popular entre os garotos da sua idade, Takeo é temido pelas meninas devido ao seu aspeto assustador, em contra partida, o melhor amigo de Takeo, Suna é o seu completo oposto, sendo extremamente popular entre as garotas, apesar de não se interessar por nenhuma delas, principalmente porque elas desprezam o seu melhor amigo Takeo, isso não é uma fofura? Suna, diminutivo de Sunawaka Makoto é uma personagem secundária com quase tanto destaque quanto os protagonistas que também vemos crescer e evoluir.

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O casal Takeo e Rinko.

O anime segue então à volta do crescimento e amadurecimento da relação entre Takeo e Rinko, sendo que os dois estão completamente caídos um pelo outro desde o momento zero. A partir do instante em que Takeo, num dos seus famosos momentos à Super-homem, salva Rinko de um pervertido no comboio, os dois caem de amores um pelo outro.

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Takeo salvando a Rinko de um prevertido no comboio juntamente com Suna.

Rinko é uma excelente pasteleira e Takeo percebe de comer como ninguém, já aí eles combinam às mil maravilhas, formando um casal fofo e meloso sem estarem sempre grudados um no outro.

Por outro lado, Ore Monogatari!! pode ser um anime um quanto repetitivo, uma vez que a história não sofre nenhuma evolução significativa, sendo apenas e evoluir de uma relação de amor sem grandes complicações que, quando existem, são geralmente provocadas pelo surgimento de um ou outro personagem interessado num dos protagonistas, mas que afinal não chegam a ser de grande ameaça.

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Esta é a cara que a Rinko faz quase invariavelmente quando o Takeo faz alguma coisa.

Um ponto bastante forte neste anime é o seu protagonista atípico. Os protagonistas masculinos de anime shoujo costumam ser tão irritantes de perfeitos, é o caso do Kurosawa Yamato de Suki-tte Li Na Yo ou de Shota Kazehaya de Kimi Ni Todoke, exemplos de perfeição masculina completamente perseguidos e assediados pelas meninas da sua escola para quem são completamente indiferentes, tal como o Suna, mas que escolhem aquela que é diferente das outras. Takeo é o completo oposto e as suas colegas de escola fogem dele a sete pés, apesar dele se apaixonar constantemente. Já Rinko, a menina que se interessa por ele, é o ideal de beleza (pelo menos nos termos dos japoneses), delicada, pequenina, fofinha, bonitinha, sempre alegre e uma excelente pasteleira, confesso que ela chega a ser irritante de tanto perfeitinha que é. Ela é uma personagem demasiado dependente do Takeo, o que faz com que o anime chegue a ser um pouco machista na minha opinião. Do género, dama em apuros está sempre a ser salva pelo seu cavaleiro andante.

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Takeo está constantemente a salvar Rinko de situações de vida ou morte.

Ore Monogatari!! não é um anime que agradará a quem gosta apenas de animes de ação e aventura, mas agradará a todos os fãs de shoujo sem qualquer dúvida. Contudo, não é aquele tipo de animes que podemos ver de uma assentada só, uma vez que torna-se cansativo de tão repetitivo que é. Todo o anime parece ser sobre a jornada de amadurecimento emocional de Takeo e é muito interessante ver como o nosso gigante é muito desajeitado, apesar das suas boas intenções.

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A imaginação de Rinko não deixou de me surpreender...

Entre as várias personagens que compõem este anime temos, para além dos protagonistas e do melhor amigo de Takeo, Makoto Sunakawa, a irmã mais velha deste, Ai, que sempre foi apaixonada por Takeo, mas que, por nunca lhe ter confessado os seus sentimentos, por vergonha de ser mais velha, acaba por perdê-lo para Rinko; as amigas de Rinko e algumas outras personagens com papéis mais ou menos secundários e que serviram os seus propósitos, mais ou menos profundos, ao longo da obra.

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Takeo e Suna quando eram crianças com a irmã mais velha de Suna, nessa altura já apaixonada em segredo por Takeo.

Concluindo, assistir Ore Monogatari!! é divertimento garantido, sendo impossível não largar várias gargalhadas quando estamos a ver os seus 24 episódios, mas não será certamente um dos melhores animes shoujo que já vi.

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A modesta deste casal nunca deixa de ser encantadora.

O melhor: As cenas cómicas e a interação entre o casal protagonista (Rinko e Takeo).

O menos bom: Devia possuir metade dos episódios, pois ao fim de algum tempo torna-se num anime repetitivo e cansativo de assistir.
janeiro 22, 2018

Dar a Volta, Jenny Blake | Opinião Livros

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Capa do livro Dar a Volta.

Sinopse:
Se tem o trabalho ou o negócio perfeito, parabéns. Mas se não está plenamente certo disso, está na altura de começar a pensar no seu próximo passo.
 O emprego que tem deixou de ser um desafio? Ou nunca o foi? O que faz é apenas uma forma de sustento? Sente-se infeliz no trabalho? Sente mais cansaço do que entusiasmo? A vontade de mudar está presente, mas falta-lhe coragem? Ou simplesmente não sabe como o fazer? Se estas são questões com as quais se identifica, então está na hora de dar a volta.
 Hoje, já não existem carreiras, mas sim percursos profissionais, que dependem muito mais das suas competências do que da empresa onde trabalha. Mas como podemos planear uma mudança profissional? De acordo com Jenny Blake, a resposta está em pequenos passos e não num grande salto. E a solução está bem mais perto do que julga.
 Em vez de olhar para um futuro distante e tão desconhecido que apenas promove o receio, com Dar a Volta vai aprender, passo a passo, a fórmula simples e sustentável para vencer esse receio e avançar com segurança rumo à felicidade profissional.



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Opinião:

De vez em quando tenho uma vontade irresistível de ler um livro que me ofereça uma fórmula mágica para resolver todos os impasses da minha vida sejam eles de natureza pessoal, afetiva e até mesmo profissional. Neste contexto encontrei este livro, Dar a Volta, com um título sugestivo e uma capa chamativa, pois apesar de ser simples, o contraste entre o azul celeste e o amarelo canário chama-nos a atenção no meio de tantos outros livros do género no expositor da livraria.

No entanto, Dar a Volta não é um daqueles livros que nos garante um sucesso imensurável se mandarmos tudo às urtigas e começarmos de novo, muito pelo contrário, é um livro diferente por apelar à calma e à construção de um plano estratégico para o nosso futuro. Por nos chamar à atenção para a importância de usarmos os nossos trunfos e as nossas experiências para algo que nos concretize. Mas como passar da teoria à prática? Essa é a minha maior dificuldade e a verdade é que sem alguém que me aconselhe e me oriente, como parece ser aquilo que a autora faz para ganhar a vida, isto é dar consultoria profissional na área da gestão de carreira, não me parece que eu consiga realmente "dar a volta", neste ponto acho que este livro está excelente para promover o negócio da autora, mas não é lá de grande ajuda por si só. Todavia, comprometo-me a tentar seguir algumas das táticas apontadas pela autora para que possa me sentir mais realizada a nível profissional.

Demorei imenso tempo para ler este livro, eu que sou uma leitora voraz, vi-me literalmente grega para concluir esta leitura. A razão? Trata-se de um livro demasiado técnico digamos assim, num registo muito longe dos romances que adoro ler. Mas de vez em quando sabe bem sair da rotina e apreender algo mais, principalmente, num tema pertinente e que me interessa pessoalmente em larga escala.

Dar a Volta é um livro que vale a pena ler, mas que deve ser lido com calma por duas razões. Primeiro, porque torna-se um pouco maçudo se for lido de uma assentada só e em segundo lugar para que possamos assimilar os seus conselhos calmamente e os possamos aplicar no nosso próprio ritmo. Sendo um livro que devemos ir consultando aos poucos.

Outro ponto interessante sobre este livro é história da autora, uma jovem que aparentemente tinha o emprego de sonho na Google, um emprego que milhões de pessoas ambicionam, mas que não se contentou com isso e seguiu os seus sonhos com uma persistência incrível.

Seguem algumas das minhas passagens favoritas:

Talvez tenha experimentado o fracasso no passado e se sinta hesitante quanto a expor-se de novo a essa possibilidade. Contudo, ao mesmo tempo, sabe que o maior fracasso é não tentar - contentar-se, sucumbir ao medo e viver como uma sombra do seu ser mais verdadeiro.

Os impactantes não são afligidos pelo Medo de Ficar de Fora. Têm é Medo de Não Tentar.


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O melhor: É um livro que nos dá muitos conselhos úteis sobre o que fazer para mudarmos o rumo da nossa vida em termos profissionais.

O menos bom: É um livro com uma linguagem demasiado técnica para quem não está habituado a este tipo de leituras.


Sobre a autora:
Jenny Blake, com apenas 20 anos de idade, interrompeu os estudos de Ciência e Comunicação Política, na Universidade da Califórnia, para ser a primeira funcionária de uma startup de sondagens políticas em Silicon Valley. Aí, a sua vida deu uma volta e ingressou na Google, onde ajudou a criar e a lançar um programa de formação global para gestores, chamado Guru de Carreira. Ao fim de cinco anos, mesmo com um emprego de sonho, Jenny sentiu que precisava de algo mais e deu uma nova volta à sua vida. Criou uma empresa própria de consultoria profissional e empresarial e tornou-se conferencista internacional. 
Ao fim de vários anos como consultora e de conhecer inúmeros casos de clientes seus, e lembrando também o seu próprio percurso profissional, a autora reuniu neste livro todos os conhecimentos e métodos com que tem ajudado pessoas em todo o mundo a construir carreiras dinâmicas e sustentáveis, e, mais importante, a encontrar a felicidade profissional.
janeiro 12, 2018

Suki-tte Li Na Yo (Say "I Love You") | Opinião Animes

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Poster Suki-tte li na yo.

Título original: Suki-tte li na yo
Autor: Hazuki Kanae
País: Japão
Ano: 2012
Episódios: 13 + Ova
Género: Shoujo/Romance


Sinopse: Mei é uma rapariga tímida que nunca teve um namorado e até mesmo um amigo em 16 anos. Até ao dia em que acidentalmente chuta Yamato, o rapaz mais popular da escola, e por alguma razão, este se interessa por ela.


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Não tenho palavras para descrever o quanto adorei este anime, apesar de, no início, ter tido algumas reservas devido ao tom diferente de Suki-tte li na yo, mais pesado, mais dramático do que o tom dos animes shoujo que estou habituada a assistir, todavia Suki-tte li na yo tem um toque muito leve de comédia. Mas as minhas reservas não tinham qualquer razão de ser e o tom que no início me causou estranheza apenas tornou a história mais real e profunda.

Suki-tte li na yo, pode ser traduzido como Diz: "Eu amo-te" e, como o próprio nome indica, é uma história de amor, neste caso entre Tachibana Mei, uma jovem de 16 anos com problemas de socialização devido a um caso de bullying que sofreu no passado e Kurosawa Yamato, um jovem da mesma idade com problemas de excesso de socialização, mas esta última parte sou eu revoltada com o facto dele ser demasiado gentil e não conseguir dizer não a nenhuma miúda ou miúdo, principalmente às miúdas, o que várias vezes acabou por magoar a pobre da Mei.


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Os protagonistas: Tachibana Mei e Kurosawa Yamato.

A personagem mais interessante e que vem a sofrer (no bom sentido) um maior desenvolvimento ao longo do anime é sem dúvida Mei, uma menina corajosa, honesta e com um grande coração, mas que não tem amigos e se isola propositadamente do mundo, porque deixou de acreditar na amizade quando foi falsamente acusada e isolada pelos seus "amigos" da escola primária.

A vida de Mei decorre sem sobressaltos, de modo apático e triste até que no seu caminho se cruza Yamato. Yamato é uma joia de rapaz, bonito, alegre e popular, enfim o completo oposto de Mei, mas por alguma razão ele se interessa loucamente por ela, e apaixonado busca se tornar seu amigo. A resistência de Mei vai cedendo fase à persistência do rapaz, que logo de caras e para a salvar de um perseguidor a beija, aliás vão rolar vários beijos neste anime, o que para quem está habituado a ver este tipo de animes sabe que costuma ser muito raro.

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Um dos beijos mais surpreendentes que rola neste anime.

Mas este anime não se fica por aqui e foca temas tabu sobre a adolescência como o sexo e a sua banalização, a baixa-autoestima, a depressão e o bullying. Enfim, mesmo que não mergulhe a fundo nestes temas, o facto de os abordar torna este anime mais negro, mas ao mesmo tempo mais interessante e consciencioso.

Existem várias personagens complexas e que, provavelmente devido ao facto do anime ser curto e não conseguir adaptar toda a manga que ainda está em publicação, necessitavam de um maior desenvolvimento, como é o caso de Aiko Muto, Kai Takemura e até Megumi Kitagawa, uma jovem modelo que manifesta um interesse quase doentio por Yamato.

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Elenco principal de Suki-tt li na yo: Yamato, Kenji, Aiko, Mei e Asami (da esquerda para a direita).

Aiko possuía excesso de peso e como não tinha confiança na sua imagem, fazia imensos sacrifícios para agradar aos seus namorados e acabava sempre traída, até que quando um dos seus namorados a traí ela entra em depressão e pede a Yamato para ter sexo com ela para provar que a acha bonita... Percebo que a Aiko não estava bem, mas qual era a desculpa de Yamato? A partir daí ela apaixona-se por Yamato e perde 17 quilos num ano para ficar mais atraente para ele, ficando entretanto cheia de estrias devido à perda de peso repentina. Inicialmente, Aiko repudia a Mei por causa dos seus sentimentos por Yamato, mas com o tempo torna-se numa boa amiga para Mei, sempre a ajudando e lhe dando bons conselhos.

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Aiko Muto

Megumi pode ser à vista de todos um exemplo de perfeição, lindíssima e talentosa, mas há algo nela, para além de ser manipuladora e falsa para com todas a pessoas, frágil e um passado solitário, gostava de ver isso mais explorado. Ela interessa-se por Yamato e tenta separar o nosso casalinho.

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Megumi Kitagawa


Kai era o melhor amigo de Yamato na escola anterior e torna-se em alvo de bullying, bem extremo e violento, com recurso a queimaduras com beatas de cigarro e tudo, acho estas cenas chocantes. Como é possível que crianças sejam capazes de cometer tamanhas atrocidades uns aos outros? Infelizmente, isso é algo que acontece na vida real. Kai é um menino de ouro e apesar de tudo o que passou ele é a pessoa mais honesta e corajosa de todo o anime, procurando sempre ser um bom conselheiro para todos, principalmente para Mei, ajudando-a na sua relação com Yamato, mesmo tendo um fraquinho por ela. É a minha personagem favorita depois dos protagonistas e só aparece mais tarde na história, apesar de ser mencionado logo de início por Yamato.

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Kai Takemura

Enfim, Suki-tte li na yo é um anime bastante complexo que cativa os fãs de shoujo num instante, não é à toa que tem uma grande base de fãs. Os seus temas complexos fazem nos pensar e dá uma certa nostalgia saber que acabámos de assistir ao último episódio, que não temos outro episódio pronto para vermos depois.

Após assistir este anime fica a saudade e a vontade de ler a manga ainda em publicação para saber a continuação desta história comovente, que é o que planeio fazer.

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Suki-tte li na yo é um anime cheio de personagens complexas e bem desenvolvidas.

O melhor: Tachibana Mei e a sua personalidade encantadora.

O menos bom: Não me levem a mal, o Yamato é uma joia de rapaz, mas há certos limites que devemos impor a nós próprios para ajudar a outras pessoas, principalmente, se as nossas atitudes, mesmo que altruístas, vão acabar por magoar quem nós amamos.
janeiro 08, 2018

Ao Haru Ride (Blue Spring Ride) | Opinião Animes

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Ao Haru Ride (Blue Spring Ride)

Título original: Ao Haru Ride
Criado por: Ai Yoshimura
País: Japão
Ano: 2014
Episódios: 12
Género: Shoujo


Sinopse: Futaba estava apaixonada por um colega de turma chamado Kou Tanaka. Contudo, Kou é transferido de escola sem que esta consiga confessar os seus sentimentos, no entanto, o seu mundo dá uma volta quando ela o reencontra.


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Surpreendentemente e de modo involuntário, têm sido as pessoas que eu sigo no tiwtter que me têm aconselhado os animes que tenho vindo a assistir nos últimos tempos, foi o caso de Kimi No Na Wa, Koe no Katachi (o meu preferido), 5 Centimeters Per Second (de algum modo uma desilusão), Howl's Moving Castle (a minha maior surpresa) e agora Ao Haru Ride. Neste último caso, Ao Haru Ride trata de um anime shoujo bastante fofo, sobre dois adolescentes que se apaixonam, mas que não conseguem confessar os seus sentimentos, devido à saída repentina de um deles da escola que ambos frequentam.

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Futaba e Kou eram colegas de turma e estavam apaixonados um pelo outro, mas devido a um acaso do destino foram separados antes de confessarem os seus sentimentos um pelo outro.

Quatro anos volvidos, Futaba volta a reencontrar Kou, mas as personalidades de ambos já não são aquilo que costumavam ser, fruto das suas vivências ao longo do tempo em que estiveram separados. Mas poderá o amor que na altura eles não conseguiram viver retornar e ser finalmente vivido?

Futaba é uma menina que foi excluída pelas suas colegas por ser bonitinha, do tipo que os rapazes preferem, por essa razão, ao entrar para a nova escola, ela adota uma nova personalidade, mais desleixada e menos feminina. Assim conseguindo novas amigas, só que as novas amigas que ela encontrou não são propriamente boas amigas...

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Futaba, a protagonista da história.

Tudo corre normalmente para Futaba, até que um dia ela encontra no corredor da escola um rapaz muito parecido com Kou Tanaka, o seu amor de infância. Esse rapaz é realmente o Kou, mas o seu apelido é agora Mabuchi e a sua personalidade, o completo oposto do que era anteriormente. O que será que aconteceu na vida de Kou para que ele se tenha tornado tão frio e distante? Isso é algo que a Futaba tentará descobrir.

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Kou Mabuchi, o outro protagonista da história e interesse romântico da Futaba.

A Futaba, a protagonista do anime, é uma menina bonita e de bom coração, mas meio trapalhona, representando um tipo bastante cliché de protagonista de anime shoujo, Kou é um menino inteligente, calmo, frio e bastante distante emocionalmente dos outros, ou seja, também ele outro cliché do anime shoujo, mas nada disso retira o brilhantismo desta obra. A evolução das personagens é plausível e se, por vezes, a personalidade da Futaba nos irrita, noutras vezes, são as atitudes de Kou que se revelam extremamente frustrantes.

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Um momento fofo à la shoujo.

As personagens secundárias de Ao Haru Ride também têm espaço para crescer ao longo do anime. É o caso de Yuri Makita, a melhor amiga de Futaba, também ela apaixonada por Kou, Shuko Murao, uma colega de turma que é apaixonada pelo professor Tanaka, irmão mais velho de Kou, e Aya Kominato, apaixonado por Murao e que se torna no melhor amigo de Kou. Infelizmente, apesar de Ao Haru Ride lançar várias histórias bastante interessantes, ele não encerra nenhuma delas, o que faz com que nos sintamos desfraldados...

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Os representantes de turma: Futaba, Kou, Makita, Murao e Kominato (da esquerda para a direita).

Ao longo dos 12 episódios de Ao Haru Hide vamos assistindo ao crescimento de Futaba e Kou, assim como ao evoluir da sua relação de amizade para algo mais profundo. Mas, infelizmente, este anime não chega a adaptar toda a manga, uma vez que esta ainda não estava completa aquando da criação do anime. Por outro lado, volvidos 3 anos e após a conclusão da manga à já algum tempo, já não me parece muito plausível que uma segunda temporada de Ao Haru Ride seja lançada. Assim sendo, comecei a ler a manga para saber a conclusão desta linda história de amor.

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Kou e Futaba


O melhor: Ver o crescimento dos protagonistas e das outras personagens.

O menos bom: A falta de um final conclusivo para a história principal e para todas as outras histórias secundárias.
janeiro 07, 2018

American Vandal (Netflix) | Opinião Séries

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Poster American Vandal

Título original: American Vandal
Criadores: Dan Perrault e Tony Yacenda
País: EUA
Ano: 2017
Episódios: 8
Género: Comédia dramática, pseudodocumentário
Elenco: Tyler Alvarey, Griffin Gluck, Jimmy Tatro, Camille Hyde, Lou Wilson, Eduardo Franco, Jessica Juarez, Camille Ramsez, Calum Worthy, G. Hannelius, Karly Rothenberg
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt6877772/


Sinopse: Um liceu é abalado por um ato de vandalismo, mas o principal suspeito declara-se inocente e alia-se a um cineasta. Um verdadeiro crime, misterioso e satírico (fonte: Netflix).



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Opinião:

American Vandal é mais uma série de excelente qualidade da Netflix. Parte documentário, parte série, American Vandal traz-nos uma sátira ao sistema educacional e ao modo como as pessoas são muitas vezes julgadas de acordo com estereótipos pré-concebidos sobre o seu lugar na sociedade, neste caso mais concreto no meio escolar, onde parece existir uma espécie de hierarquia que rotula as pessoas de acordo com os seus gostos, as suas atitudes e mais seriamente, a sua personalidade.

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Dylan Maxwell é o principal e único suspeito do crime.

Dylan Maxwell é o suposto criminoso e mais vale dizer que ele tem praticamente a palavra culpado escrita na testa, ou um dos seus passatempos preferidos não fosse desenhar pénis por toda a escola. Pénis esses que foram desenhados em 27 viaturas, estacionadas no parque de estacionamento do liceu, pertencentes aos professores. Assim sendo, o principal suspeito de tamanha atrocidade que custou 100 mil dólares em prejuízo foi Dylan e com o aparecimento de uma testemunha "credível" e de uma professora com quem ele tinha uma espécie de atrito, Dylan é rapidamente condenado e expulso do liceu, aguardando o julgamento em tribunal.

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A professora Shapiro acredita ter sido o principal alvo do crime prepertado supostamente por Dylan.

Todos acreditam piamente na culpa de Dylan, tirando os seus melhores e únicos amigos, com quem gere um canal de YouTube mediano, com partidas de mau gosto e poucos seguidores, a namorada e os pais. Mas existe um aluno, Peter Maldonado, que irá investigar a fundo o que de facto aconteceu e se Dylan é ou não o verdadeiro culpado e, não o sendo, quem foi afinal o culpado?

Um pseudodocumentário, American Vandal, satiriza todo o estilo do documentário Making a Murderer também ele criado pela própria Netflix. Mas ao contrário de Making a Murderer, American Vandal não nos trás um caso real, mas sim um suposto crime, bastante plausível diga-se de passagem, num liceu fictício de uma cidade californiana.

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Peter e Sam conduzem esta investigação de modo extremamente minucioso.

Toda a investigação leva contornos hilariantes, mas também nos mantém em suspense sobre o que aconteceu efetivamente. Dylan será realmente o culpado e encontra-se a brincar com Peter, ou poderá Peter ter tido um golpe de génio e realizado este crime para poder criar um documentário que o poderá levar ao estrelado dos documentários, digamos assim?

Os outros suspeitos podem ou não ter tido justificações plausíveis para realizar o crime eles próprios, mas a investigação de Peter leva contornos que nos fazem rir às gargalhadas. Ninguém poderá dizer que esta série não fala de temas complexos, mas a sua genialidade é não tentar se levar a sério, nos mantendo entretidos e concentrados durante os seus curtos 8 episódios.

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Peter confronta Dylan acerca da sua culpa.

O impacto das redes sociais na vida dos adolescentes é aqui muito bem descriminado, especialmente em como toda a vida dos jovens pode ser completamente esmiuçada através dessas redes e em como parece mais importante para muitos jovens criar uma imagem falsa que corresponda às expectativas que os outros possam vir a ter deles, do que efetivamente viver a sua própria vida consoante os seus próprios objetivos.

Peter Maldonado parece ter levado o seu documentário até às últimas consequências e achei importante que isso tivesse sido implícito na série. Até que ponto temos o direito de expor a vida das outras pessoas apenas para fazer valer o nosso ponto de vista? Terá o documentário criado por Peter e pelo seu melhor amigo Sam ultrapassado as barreiras da ética moral?

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Aqui os nossos investigadores encontram a origem da "arma do crime", mais concretamente da lata de tinta usada para desenhar os pénis nos carros dos professores.

O final é outro dos pontos fortes de American Vandal (apesar de na altura não ter ficado contente com o desfecho da série), uma vez que o mundo não é efetivamente preto e branco e as nossas atitudes para com os outros podem ter, por vezes, consequências nefastas na vidas dessas mesmas pessoas.

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Durante o decorrer desta investigação Peter e Dylan tornam-se mais próximos.

Mais uma vez a Netflix acerta em cheio nas suas escolhas em termos de séries, espero que em breve possamos dizer o mesmo em relação aos seus filmes, mas enfim isso é algo para outra altura.

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Detalhes da investigação minuciosa levada a cabo por Peter.


O melhor: Um pseudodocumentário inteligente e divertido, é preciso pedir mais?

O menos bom: Talvez um pouco repetitivo, mas nada que me tivesse incomodado realmente.

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