fevereiro 27, 2018

Okusama Ga Seito Kaichou! | Opinião Animes

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Poster do anime Okusama Ga Seito Kaichou!

Título original: Okusama Ga Seito Kaichou!
Autor: Yumi Nakata
Diretor: Hiroyuki Furukawa 
País: Japão
Ano: 2015
Episódios: 12 (Primeira temporada)
Género: Comédia, Ecchi, Romance, Shounen, Vida Escolar
Classificação: 16 anos
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt5373222/


Sinopse:
Tudo começa quando Izumi Hayato está concorrendo a presidente do conselho estudantil. Mas quando uma linda garota aparece prometendo a liberação do amor jogando preservativos para o público ele acaba perdendo para ela e se torna o vice-presidente. Na reunião do conselho estudantil, a presidente recém- eleita se convida para a casa de Izumi, onde prontamente anuncia que vai se tornar esposa dele graças a um acordo de conveniência feito regado a bebida por seus pais quando tinham apenas três anos.

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Elenco principal da primeira temporada de Okusama Ga Seito Kaichou!

Opinião:
Não sou uma grande apreciadora de animes do género ecchi, pelo contrário, costumo fugir deles como o diabo foge da cruz, mas desta vez encontrei um anime desse género que me agradou bastante e que me ensinou a não ser tão preconceituosa quanto a este tipo de animes, talvez porque apesar de ser do tipo harém (várias personagens femininas competindo pelo protagonista masculino) é de um tipo harém bastante ligeiro, focando mais o relacionamento entre o casal protagonista, o Hayato e a Ui, mais conhecida durante todo o anime por "presidente". Além disso é um anime muito divertido de se assistir com cenas bastante engraçadas e inusitadas, é uma pena que os seus episódios só tenham 8 minutos de duração (ou não).

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Digam lá se a Ui não é uma gracinha?

Como é óbvio não estamos perante um anime com uma história complexa, mas a simplicidade do enredo deste anime até que tem o seu interesse, uma vez que se Okusama Ga Seito Kaichou! fosse um ecchi demasiado complexo com demasiadas voltas e reviravoltas eu não teria conseguido assisti-lo até ao fim, como de resto já aconteceu com outras obras do género.

A história gira em torno de Izumi Hayato, um adolescente de 16 anos que concorre a presidente do conselho estudantil da sua escola e acaba derrotado por Wakana Ui, uma linda jovem que, imaginem, atira preservativos sobre a sua audiência ao mesmo tempo que proclama a libertação do amor (seja lá o que isso for...). Derrotado o nosso protagonista aceita tornar-se vice-presidente do conselho. Contudo, ele não imaginava era que a "presidente" iria se mudar de armas e bagagens para o seu apartamento, proclamando ser sua noiva desde os três de idade, altura em que os seus pais fizeram o acordo sob condições pouco sóbrias digamos assim.

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E é assim que a Ui entra na vida/apartamento do Hayato.

Convenientemente, os pais de Wakana e Hayato estão ausentes do Japão deixando os jovens entregues "à sua sorte" naquele apartamento, no qual irão rolar várias cenas indecentes que muitas vezes não obedecem à lei da gravidade com o rosto do Hayato a cair sempre nos sítios mais impróprios do corpo da Ui.

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O pai do Hayato avisa o filho do seu noivado arranjado por mensagem de telemóvel...

Outro ponto a constatar é a divergência de personalidade da Ui, que na escola enquanto presidente tem uma personalidade confiante e até autoritária e em casa é o completo oposto estanto sempre dependente do Hayato, que inclusive é o único dos dois que sabe cozinhar e parece que muito bem.

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A tentação de Hayato...

Em relação às outras meninas, aquela que mais se destaca é a presidente do conselho disciplinar, Rin Misumi, que se torna vizinha do Hayato e tem uma queda por ele. Acreditando que ele tem um fetiche estranho tenta ajudá-lo, mas só acaba atrapalhando a vida do nosso protagonista, que para proteger o segredo de viver com a Ui vê-se metido em várias confusões.

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Rin com a irmã, a enfermeira da escola que parece ser a personagem mais prevertida de todo o anime.

Eventualmente os pais da Ui acabam por aparecer, mas mais parecem um par de adolescentes, tanto em aspeto como em mentalidade e o modo como aceitam tudo isto é pouco credível.

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A mãe da Ui parece uma criança de 10 anos...

Desnecessárias são algumas das cenas ecchi que não envolvem ambos os protagonistas, apenas o protagonista masculino e outras meninas. São cenas que servem apenas para agradar aos fãs do género que desconfio serão essencialmente do sexo masculino, pois todas essas cenas envolvem personagens femininas a cair com os seus atributos bem posicionados sobre o pobre do Hayato que tem realmente que ter os nervos de aço, o que não deve ser fácil para um adolescente com as hormonas aos saltos.

Concluindo, eu cá adorei este anime, apesar de fugir a tudo aquilo que costumo apreciar num anime, mas de vez em quando é bom sairmos da nossa zona de conforto. Se procuram um anime leve e descontraído com cenas picantes qb, Okusama Ga Seito Kaichou! é a escolha certa.

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Hayato e Ui

O melhor: As cenas picantes entre Ui e Hayato que, de algum modo, conseguiram ser fofas e românticas à sua maneira ecchi.

O menos bom: Poucos episódios e de muito curta duração (8 minutos cada).
fevereiro 25, 2018

TOP 7 - As Capas de Livros Mais Bonitas da Minha Estante

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Estou de volta com mais um Top 7, desta vez sobre as capas de livros mais bonitas da minha estante. Quero realçar que este Top é estritamente pessoal, uma vez que os nossos gostos variam de pessoa para pessoa e ainda bem que assim é, caso contrário o mundo seria uma seca, pois todos nós vestiríamos as mesmas roupas, veríamos os mesmos filmes e séries e até leríamos os mesmos livros. Por outro lado, a minha estante possui apenas uma pequena amostra dos livros que existem, pois estou muito longe de possuir uma biblioteca (não é que eu não gostasse disso, mas além de monetariamente tal também seria fisicamente impossível). Cá vai então o meu novo Top 7.

7- Para Sempre de Judith McNaught

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A capa do livro Para Sempre, um romance histórico da autoria da já consagrada escritora Judith McNaught é muito bonita num estilo tradicional, ou seja não é propriamente original e além disso segue a regra dos livros deste tipo, a capa deve conter uma mulher com um vestido de época. No entanto, esta capa é lindíssima dentro desse estilo e inovadora pelo facto do possuir pontos dourados por toda a capa cujo objetivo é imitarem a queda de folhas. Claro que a fotografia não lhe faz jus, apesar de eu ter tentado, juro.
A história de amor entre Victoria, uma americana temperamental e Jason, um aristocrata inglês rígido e admirado por todos, promete encantar os corações mais gelados.

6- A Filha das Estrelas de Nora Roberts

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Eu sou uma grande fã escritora Nora Roberts, autora que de resto figura num dos lugares cimeiros do meu Top 7 - Escritoras Favoritas, contudo admito facilmente que as capas dos seus livros não se destacam pela originalidade. Elas são quase exclusivamente compostas pelo rosto de uma mulher bonita e flores. Todavia a Editora Chá das Cinco da chancela da Saída de Emergência Edições tem tentado inovar nas últimas publicações dos livros da autora. Assim surgiu a capa do livro A Filha da Estrelas, que se encontra acima, muito mais bonita ao vivo do que na foto garanto. Assumo que gosto imenso da estética da capa com uma mulher é certo, mas cujo rosto permanece oculto e as borboletas que dão um toque lindíssimo à capa.
A Filha das Estrelas é um livro que apesar de já ter sido escrito à alguns anos pela autora chega-nos nesta nova edição e nos conta uma história de amor contemporânea, mas principalmente uma história de superação, pois a protagonista, Emma, vive com a culpa de um acontecimento trágico do passado que despedaçou a sua família até então feliz.

5- As Portas da Meia-Noite de Lara Adrian

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Todos os livros da saga Raça da Meia-Noite de Lara Adrian possuem capas mais ou menos semelhantes, mas estas não deixam de ser bonitas e apelar ao poder feminino.
As Portas da Meia-Noite é um livro cuja capa representa dignamente todas as capas dos outros livros da autora, pretendendo representar a protagonista, uma mulher de armas, na capa em toda a sua glória. Adoro!
Os livros desta coleção são sobre vampiros, logo à partida podia ser algo pouco original, mas os vampiros criados pela mente de Lara são sem dúvida especiais, especialmente aqueles que pertencem à Ordem, uma organização que luta, nas sombras, pela paz entre os vampiros e os homens.

4- O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern

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O Circo dos Sonhos é um livro que nos conta um história de magia e amor diferente do habitual e que, tal como a história, a capa possui uma originalidade digna de nota. Uma capa diferente e bastante original, talvez a capa mais original a figurar deste meu humilde Top 7.
O Circo dos Sonhos é um local mágico criado como espaço de duelo entre dois rivais eternos, dois mágicos de talento imensurável. Estes dois mágicos criam cada um, uma criança, Celia e Marcos. Estes são então treinados para também eles duelarem nesse Circo dos Sonhos, diferente de todos os outros circos que só abre à meia noite e que não apresenta cores garridas, apenas preto e branco, tal como está representado na sua fabulosa capa, que consegue de modo surpreendente captar a essência da história cujas suas páginas nos contam.
Um dos melhores livros que li até hoje e curiosamente escrito por uma autora que desconhecia de todo e da qual apenas conheço esta obra, Erin Morgentern.


 3- Julieta de Anne Fortier

 
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A história de Julieta pode não ser particularmente original, uma espécie de Romeu e Julieta, mas cujos os protagonistas são os descendentes desses trágicos heróis da literatura clássica, de resto podem consultar a minha opinião sobre o livro aqui. Foi o primeiro post que escrevi para este blogue e portanto não representa o meu melhor trabalho em termos de análise, mas já dá para ficarem com uma ideia da história contada neste livro.
A capa de Julieta é muito bonita e dá gosto olhar para ela, sim não é uma capa lá muito original, uma flor na capa de onde é que já vi isto? Mas eu simplesmente adoro esta capa pela sua simplicidade e beleza.


2- Hush, Hush de Becca Fitzpatrick

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Antes de dizer mais alguma coisa quero garantir que tirei várias fotografias a esta capa e mesmo assim não consegui uma foto que lhe fizesse justiça...
Hush Hush é o primeiro livro da saga homónima escrita por Becca Fitzpatrick e todos os livros desta saga possuem uma capa muito bonita e no mesmo estilo de cores cinzentas, mas este primeiro livro tem uma capa simplesmente genial. Seria desse modo que imaginaríamos um anjo a cair do céu? Talvez sim, talvez não, mas o nosso protagonista, Patch, é de facto um anjo caído que anda entre nós à muito tempo e que fatidicamente acaba por se apaixonar e, ainda por cima, por Nora, uma jovem que possui descendência nefilim, ou seja que possui sangue humano e anjo. Esta relação colocará a ambos em grande perigo.


1- Puros de Julianna Baggott

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E finalmente o vencedor do meu Top 7 - As Capas Mais Bonitas da Minha Estante é Puros de Juliana Baggott, cujos direitos de adaptação cinematográfica, ouvi dizer, foram comprados, por isso não se admirem se em breve virem um filme muito semelhante à história deste livro.
Puros tem um capa muito bonita e ainda mais bonita ao vivo, mas esse é o problema de todas as capas que aqui apresentei, uma vez que existem pormenores como neste caso os relevos da capa que a fotografia não consegue revelar.
Falando um pouco sobre a história deste livro trata-se de uma distopia acerca de um mundo pós-apocalíptico em que uma guerra nuclear destruiu a maioria da humanidade, era suposto apenas um pequeno grupo de seres humanos protegidos dentro de uma cúpula terem sobrevivido, mas não foram apenas os Puros a sobreviver, houveram alguns sobreviventes entre as ruínas do mundo destruído, mas esses sobrevivente sofreram hediondas mutações e são alvos a abater por parte dos Puros. Os protagonistas desta história pertencem, cada um, a um desses grupos, mas estão de algum modo relacionados...
Um livro muito bom, cujas continuações ainda não tive a oportunidade de ler, mas aguardo ansiosamente a continuação desta grande história.


E vocês? Tenho a certeza que conhecem algum livro com uma capa tanto ou mais bonita que estas que aqui apresentei...

fevereiro 21, 2018

Livros de Alice Vieira | Opinião Livros

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Eu desconhecia de todo a obra de Alice Vieira e, muito por acaso, surgiu a vontade de conhecer alguns livros desta grande autora de literatura infanto-juvenil portuguesa e não só, pois sei que ela tem alguns livros de poesia publicados, mas como não encontrei nenhum livro seu nesse registo, seguem os meus comentários sobre quatro livros de literatura infanto-juvenil da autora.

1- Úrsula, a Maior

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Capa do livro Úrsula, a Maior.

Sinopse:
Maria João, de 14 anos, é filha de pais divorciados (o pai é um homem de esquerda, da classe média; a mãe vive para os seus sonhos domésticos e um pouco distante da realidade). O livro mostra a sua relação com os seus amigos da escola e o modo como ela constrói o seu próprio eu, observando criticamente as regras e valores dos pais. Maria João ajuda também a construir a personalidade de outra rapariga: Xuxu. Esta, filha de um aristocrata amigo da mãe, tem de percorrer um longo caminho para ganhar o direito ao seu próprio nome: Úrsula.

Comentário:
A primeira obra que aqui apresento é Úrsula, a Maior, uma história leve e ao mesmo tempo carregada de significado, narrada por uma miúda de 14 anos chamada Maria João, cuja mãe insiste em trazer estranhas para partilhar o seu quarto, assim após a partida de Sara para casar com Simão, surge Úrsula, mais conhecida por Xuxu.
Xuxu é o completo oposto em relação a Maria João, tanto em personalidade como em aparência e, se de início, Maria João e Xuxu são como duas estranhas cujo único ponto em comum é partilharem o mesmo quarto, com o tempo Maria João vai ganhando empatia pela Xuxu e resolve ajudá-la, fazendo com que ela se torne mais assertiva e independente, ou seja mais parecida com a própria Maria João.
Gostei da Maria João com a sua personalidade pragmática e o seu modo de ser simples, sem grandes complicações. Filha de pais divorciados desde muito pequena, Maria João consegue gerir muito bem o choque de personalidades e mentalidades entre a casa da mãe, uma monarquista acérrima que não voltou a casar e parece ainda não ter aceitado bem o seu divórcio ocorrido à uma década e a casa do pai, um republicano inflamado, casado em segundas núpcias com Carolina, uma professora de Filosofia e fã de ópera, que Maria João adora e admira.
O sonho de Maria João é vir um dia a torna-se atriz, mas não uma atriz daquelas que aparecem na televisão e sim, uma atriz do Teatro Nacional ou então, se a primeira hipótese falhar, ser deputada da Assembleia da República. Sem dúvida uma jovem prevenida quanto ao futuro, a nossa protagonista.
Úrsula, a Maior é um livro curto escrito numa linguagem acessível, o que de resto era de se esperar dado o seu público alvo. Tenho pena de não ter descoberto esta autora mais cedo...

2- A Lua Não Está à Venda

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Capa do livro A Lua Não Está à Venda.

Sinopse:
Dona Estrela (uma viúva) é proprietária do café Lua Cheia, ponto de reunião e convívio de diversas "figuras" das redondezas. Beatriz é professora. A sua história entrelaça-se com as histórias e sonhos de pessoas vulgares (adultos e jovens) que vivem no mesmo bairro lisboeta. Um livro sobre a solidão, mas também sobre a boa vizinhança e o único modo como as pessoas vulgares conseguem sobreviver: com a cabeça cheia de sonhos e projetos.

Comentário:
A Lua Não Está à Venda foi sem dúvida uma surpresa, esperava um livro mais leve, mais voltado para o público adolescente, em vez disso encontrei um livro que fala de um tema bastante adulto: a solidão.
O café Lua Cheia é o espaço central onde se desenvolve toda a história, é à volta dos seus clientes e suas famílias, num qualquer bairro lisboeta e das suas histórias que vamos passeando os nossos olhos pelas páginas deste livro.
Sem ter propriamente um começo e um final, vamos tendo conhecimento sobre a vida de várias pessoas, dos seus medos, dos seus sonhos e das suas esperanças para o futuro, como diz na sinopse deste livro a maneira dessas pessoas sobreviverem é "com a cabeça cheia de sonhos e projetos".
D. Estrela é a proprietária do café Lua Cheia, uma viúva de cinquenta anos com uma filha de quinze anos chamada Júlia, a quem assim nomeou em homenagem ao seu ídolo Júlio Iglesias. A vida de D. Estrela pode ser atarefada, mas mesmo assim ela sente muito a falta do seu falecido marido, Casimiro.
Beatriz é a professora de História da escola onde estudam Júlia, Sílvia, Rui, Francisco e Miguel entre tantos outros adolescentes, Beatriz vive atualmente com o irmão João e o cão deste, Teobaldo, e tem que lidar, tal como o irmão, com o seu passado traumático às mãos de uma mãe abusiva cujas palavras feriam mais do que gelo.
Para além de D. Estrela e da professora Beatriz vamos vivenciando os problemas de várias outras pessoas, todas elas ligadas de algum modo ao café Lua Cheia.
Este foi o meu livro preferido das quatro obras que aqui apresento de Alice Vieira.

3- Um Fio de Fumo nos Confins do Mar

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Capa do livro Um Fio de Fumo nos Confins do Mar.

Sinopse:
No ano em que comemora 20 anos de actividade literária, Alice Vieira volta a surpreender-nos com este romance para jovens. Alice Vieira oferece-nos uma história actualíssima, em que a crítica mordaz é pontuada pelo seu humor, capacidade de construção de personagens e talento de fina observadora. Magnífico!

Comentário:
Maria Guilhermina, mais conhecida por Mina é uma adolescente com uma família atípica. Ela vive com a mãe e Nana, uma professora de piano francesa, atualmente reformada que a acolheu e à sua mãe e que ela considera como uma avó. Para além disso, há ainda o namorado mais novo da mãe, Crispim, um cinéfilo e comunista convicto que ela já considera como o pai que nunca teve.
A vida de Mina corre como sempre até que Nana e Crispim a incitam a procurar a sua avó verdadeira, uma viscondessa que ela nem sabia que existia... Assim, ela acaba enviando uma carta para um programa de televisão que ajuda a procurar pessoas desaparecidas, apresentado por uma tal de Rute Isabel. É neste ponto que começa a história de Um Fio de Fumo nos Confins do Mar.
Enquanto aguarda a vez para contar a sua história no programa, Mina confessa para os leitores que não está assim com tanta vontade de encontrar a avó rica que expulsou a sua mãe de casa quando descobriu que ela estava grávida e seria mãe solteira. Nana, na altura governanta na casa deles, acolhe a jovem e o bebé no seu minúsculo apartamento.
A vida de Mina pode não ser recheada de aconchego e bens materiais, apesar de não lhe faltar ópera, romances escritos em francês e amor. A adolescente acaba por reconhecer que é feliz à sua maneira e que o resultado desta tentativa de encontrar os seus parentes não é tão importante assim.

4- Águas de Verão

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Capa do livro Águas de Verão.



Sinopse:
Águas de Verão é uma curta viagem ao passado. A narradora recorda a sua infância e a vida no seio de uma família muito tradicionalista, formal. Um dos romances mais poéticos de Alice Vieira, esta narrativa mostra como as ideias de respeito e de bom comportamento podem inquinar a alegria de viver, se impostas de forma rígida e como simples convenções. Apesar disso, os vários irmãos desta família problemática acabam por descobrir o sabor da alegria e o prazer do divertimento na personagem de um saxofonista bem-humorado com quem travam conhecimento num hotel de termas.

Comentário:
Águas de Verão é, como diz na sinopse, uma viagem ao passado, mais concretamente à educação conservadora e tradicionalista da narradora, a jovem Marta de 12 anos, a mais velha de quatro irmãos.
Os irmãos de Marta são António, Francisco e Bé (Maria Isabel). A educação dos meninos é incrivelmente rígida e cheia de regras e limitações.
Todos os anos, no final do Verão, as crianças são levadas pelos pais para um hotel de termas e é numa dessas viagens que as crianças conhecem Guadolfo, o novo saxofonista do hotel, um homem no mínimo e invulgar e que parece não ter crescido. É neste homem, o completo oposto dos seus pais, que estas crianças vão encontrar a sua infância perdida... Uma história bonita e de algum modo esperançosa.
fevereiro 16, 2018

A Herança de Eszter, Sándor Márai | Opinião Livros

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Capa do livro A Herança de Eszter.
 Sinopse:
Durante vinte anos Eszter viveu uma existência cinzenta e monótona, fechada sobre si própria, esperando a morte e sonhando com o retorno de um amor impossível. Até ao dia em que, inesperadamente, recebe um telegrama de Lajos, o único homem que amou e graças ao qual encontrou, por um breve período, sentido para a sua vida. Grande sedutor e canalha sem escrúpulos, Lajos não só traiu Eszter como destruiu a sua família, tirando-lhe tudo o que possuía. Agora, depois de uma ausência prolongada regressa, e Eszter prepara-se para o receber comovida e perturbada por sentimentos contraditórios.



Opinião:
Já li este livro à muito tempo atrás e já tinha escrito esta opinião nessa altura, sendo a mesma publicada noutro site, mas este livro foi tão importante para mim que não podia deixar de colocar a opinião no meu blogue.

A Herança de Eszter traz-nos um relato cru, mas ao mesmo tempo belo, do passar do tempo e de como este leva à perda da inocência e ao esmorecer dos nossos sonhos e esperanças.

Eszter, a protagonista desta história, encontra-se na fase final da vida (apesar de não ser muito velha, a sua vida parece estar próxima do fim), podemos dizer que viveu o melhor que pode, ou que simplesmente esperou pouco da vida, mas a verdade que nos é revelada, à medida que tomamos conhecimento da sua história e do seu grande desgosto de amor, é ainda mais fatalista.

Eszter vive sozinha com Nunu, prima, criada e sua antiga ama, com escassos recursos numa mansão degrada que foi em tempos o máximo expoente da riqueza que a sua família outrora possuiu. A sua vida é pacata e simples com todos os seus rituais monótonos do quotidiano, os seus dias parecem passar sem a menor das emoções até ao dia em que Lajos retorna. Lajos seu antigo amor, o homem que a trocou pela sua irmã mais nova e esbanjou todo o património daquela família. O homem que enganou a todos, com o seu charme fácil e as suas notáveis habilidades de ator.

Lajos retorna para roubar de Eszter a única coisa que ainda lhe resta, a casa onde viveu toda a sua vida, para todos nós e para a própria não podia haver nada mais claro. É aí que reside toda a forte carga de fatalismo desta história, onde uma mulher prestes a partir deste mundo decide-nos contar uma história sem grandes elaborações, a sua própria história. O que nos é contado não é agradável, Eszter cede às exigências de Lajos apenas pela ilusão que criou ao longo da vida de que Lajos de facto a amou e que a sua vida podia ter sido completamente diferente se Vilma, a sua irmã, não os tivesse separado. No entanto, tudo isso não passou de uma ilusão na qual Eszter decidiu acreditar fosse por solidão, desespero ou frustração.

Para mim, o simples facto de Eszter nos decidir contar o que de facto aconteceu naquela última visita de Lajos é um indicativo de que ela sabe que foi vítima de uma grande injustiça, e que pretende deste modo repor a justiça à sua maneira.

Esta é a história de Eszter mas podia ser a história de qualquer outra pessoa, uma história sem grandes enredos, sem um grande número de personagens, mas  com uma verosimilhança com a vida incrivelmente natural e uma qualidade literária acima da média, ou não fosse escrita por um dos maiores nomes da literatura do seu tempo: o grande Sándor Márai.

O tom depressivo, fatalista e abertamente moralista faz-nos sentir uma certa desmotivação em relação à história mas o objetivo desta obra não é entreter mas sim fazer pensar, obrigar-nos a olhar para dentro de nós próprios para a nossa vida, as nossas escolhas, os nossos medos e para tudo o resto que nos define.


O melhor: A beleza das palavras de Sándor Márai.

O menos bom: A passividade de Eszter face ao seu destino.
fevereiro 09, 2018

Carbono Alterado (Netflix) | Opinião Séries

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Poster da série Carbono Alterado.
Título original: Altered Carbon
Criador: Laeta Kalogridis
País: EUA
Ano: 2018
Episódios: 10
Género: Drama, Fição Científica, Thriller
Elenco: Joel Kinnaman, James Purefoy, Martha Higareda, Renée Elise Goldsberry, Dichen Lachman, Will Yun Lee, Kristin Lehman, Chris Conner, Ato Essandoh, Tamara Taylor, Byron Mann 
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt2261227/

Sinopse:
250 anos após a sua morte, um prisioneiro regressa à vida num corpo novo e com a oportunidade de ganhar a liberdade. Mas para isso, tem de resolver um complexo homicídio.

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Opinião:
Mais uma vez a Netflix acerta em cheio com mais uma grande aquisição para o seu já recheado catálogo de séries! Carbono Alterado é a nova aposta da Netflix, uma série de drama e fição científica baseada no romance clássico cyberpunk noir de Richard K. Morgan que nos trás a história de Takeshi Kovacs, um homem misterioso que volta à vida após 250 anos.

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Takeshi Kovacs no seu corpo original, interpretado pelo ator Will Yun Lee.

O facto de Takeshi ser, provavelmente, a personagem mais misteriosa de série torna tudo muito mais interessante e empolgante. Durante todos os longos 10 episódios de Carbono Alterado acompanhamos a viagem de descoberta de Takeshi não só do seu eu interior como do mundo misterioso que o rodeia, um mundo que ele desconhece, mas ao qual tem que se adaptar sob uma pele que não é a sua. O seu passado como emissário, membro de um grupo de guerrilheiros que foi derrotado numa guerra que ocorreu no passado, também é explorado ao longo da série e é neste passado que residem as bases para a segunda temporada de Carbono Alterado, o que devo confessar aguardo com uma certa expectativa.

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Takeshi Kovacs na sua nova pele, interpretado pelo ator sueco Joel Kinnaman.

Um ponto bastante bem explorado nesta série é a nossa aparência, ou seja o que nos define é a nossa personalidade fruto das nossas memórias e vivências. Chega a um ponto no futuro em que a nossa aparência deixa mesmo de importar, porque nós podemos ser quem quisermos, pelo menos se tivermos o dinheiro suficiente para comprar o corpo que desejamos ou fazer clones. O nosso protagonista é forçado a isso, sendo colocado num corpo que lhe é completamente estranho. Tak é filho de mãe japonesa e pai eslavo, tendo portanto uma aparência oriental e é colocado no corpo de um homem caucasiano, neste caso do ator sueco Joel Kinnaman e tem que se adaptar ao mesmo tempo a um novo corpo e um novo mundo. É muito interessante ver como Tak se adapta ao mundo e ao seu novo aspeto como um camaleão faz para sobreviver a todo um ambiente hostil.

Laurens Bancroft é o homem responsável por trazer Takeshi de volta à vida, um mega milionário que já viveu vários séculos e que necessita que Tak descubra quem foi o responsável pelo seu próprio assassinato. A partir daqui desenvolver-se-à uma intrincada teia de intrigas, sexo, amor, crime, tortura e imortalidade.

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Bancroft com o filho que ele não deixa crescer.

O mistério do assassinato de Bancroft torna-se cada vez mais negro à medida que Tak avança na investigação, até ao ponto que ele descobre algo aterrador relativamente ao seu próprio passado.

Takeshi, inicialmente um solitário, irá criar laços com várias pessoas que o ajudarão na sua jornada. É o caso da Detetive Kristin Ortega que tem os seus próprios motivos para perseguir Tak, Vernon Elliot, um militar na reserva, cuja mente da filha ficou extremamente danificada por motivos ainda por esclarecer, Ava, a esposa de Elliot que é também uma excelente hacker, Poe, literalmente o hotel no qual Tak está hospedado, portanto um computador com inteligência artificial bastante avançado.

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A Detetive Kristin Ortega tem os seus próprios motivos para se envolver com Tak.

Ao longo de Carbono Alterado vários temas polémicos são abordados como a imortalidade, o significado da alma humana, as questões religiosas em conflito com a utilização dos dispositivos, para onde é transferida a mente da pessoa para posterior reposição num corpo diferente. Mas o ponto mais interessante foi mesmo verificar que a criação dos dispositivos apenas aumentou a discrepância entre as classes ricas e os pobres. Os últimos por não possuírem o dinheiro necessário para comprar os melhores corpos, se vêm obrigados a literalmente vender as suas almas ao ricos e poderosos como Bancroft que pode dispor dos corpos deles como bem entender, inclusive utilizá-los para os seus hábitos sadistas e psicopatas, assim surge a legalização do assassinato e violação porque tudo pode ser revertido, algo completamente aberrante para a sociedade atual que ainda valoriza o seu corpo como o bem mais precioso de que dispõe, ou assim deveria ser. A própria criadora dos dispositivos tenta por fim à sua criação, mas falha sem ao menos ter conseguido tentar.

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O mundo de luxo e ostentação dos Matus revela que o mundo não mudou assim tanto.

Os atores, escolhidos a dedo por Laete Kalogridis, que já possui os direitos de adaptação desta obra à muito tempo, inicialmente para a realização de um filme, mas que não conseguiu realizar o seu projeto, estão perfeitos no seu papel, principalmente Joel Kinnaman, o protagonista atormentado pelo seu passado e Dichen Lachman, no papel de Reileen Kovacks, a irmã de Tak, também ela um produto do futuro distorcido que nos é apresentado e que, tal como Bancroft e todos os outros Matus (os mais ricos e poderosos que vivem literalmente no céu) perdeu toda a noção de moral. Além disso a obsessão de Rei por Tak é completamente doentia...

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Tak e a irmã Rei nos seus corpos originais.

Concluindo, Carbono Alterado é o tipo de série que mais aprecio, num estilo cyberpunk noir são nos apresentados temas bastante pertinentes sobre a evolução da humanidade e até que ponto somos capazes de ir se não tivermos nada que nos limite. Aqui o céu é literalmente o limite, pena que apenas para alguns.

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O cenário futurista criado para Carbono Alterado está soberbo.

O melhor: A história intrincada sobre uma evolução distorcida da humanidade que perdeu todos os seus valores em prol de uma imortalidade hipotética.

O menos bom: Talvez os episódios tenham uma duração demasiado elevada (perto de 60 minutos) para alguns telespetadores mais impacientes, o que não é de todo o meu caso.
fevereiro 01, 2018

O Plano da Herdeira, Courtney Milan | Opinião Livros

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Capa do livro O Plano da Herdeira.
Ela pode ser alvo da chacota da sociedade, mas vai ser a última a rir...


Sinopse:
Miss Jane Fairfield parece não acertar em nada do que faz. Desde a forma como fala (tem mesmo de falar assim tão alto?) e as coisas que diz (e que mais valia não dizer), às roupas pavorosas que veste (parece um pavão!), não há nada de atrativo nela - e, ao que parece, nem o dote associado ao seu nome a vai poder salvar.
Dir-se-ia até que o faz de propósito…
Será que…?
Sim. É precisamente esse o plano. E Jane está disposta a tudo, até a fazer as figuras mais ridículas, se isso significar que a irmã permanecerá a salvo…
Já Mr. Oliver Marshall faz tudo como deve ser. Filho bastardo de um duque, cresceu na pobreza, e agora pretende dar voz ao povo. Bastará um passo em falso para deitar tudo a perder - por isso não se vai deixar distrair pela esquisita criatura de quem todos se riem. Depressa se torna evidente, porém, que Jane não é aquilo que parece...
Não…
É muito, mas muito mais… conseguirá ele resistir?
Após o sucesso de "A Guerra da Duquesa", Courtney Milan volta a encantar-nos com "O Plano da Herdeira", o segundo volume da série Entre Irmãos.




Opinião:
Tenho orgulho em afirmar que sou uma leitora com gostos literários bastante variados, que vão desde romance histórico e contemporâneo, a fantasia, thrillers policiais, aventura, desenvolvimento pessoal e um sem números de outros géneros literários. Neste momento, encontro-me numa onda de romances históricos e depois de ler Até os Mares Serem Desertos embrenhei-me n'O Plano da Herdeira com grande entusiasmo. E esta foi sem dúvida uma das leituras mais interessantes dos últimos tempos.

A história em si é cliché e ao mesmo tempo original. Jane Fairfield é uma jovem herdeira com uma fortuna considerável e um dote de fazer inveja a muitas jovens casadoiras, que pode garantir um bom casamento a quem o possuir. Contudo, este dote é uma fonte de angustia para a própria, dado que esta não pretende de jeito nenhum encontrar um marido, pelo menos até que a sua irmã mais nova, Emily, atinja a maioridade e não seja obrigada a suportar todo o tipo de tratamentos impingidos pelo seu tutor legal, o seu tio Titus, para curar os ataques convulsos de que sofre.

Jane é uma mulher vistosa, uma mulher que gosta de vestidos espalhafatosos com cores garidas, rendas, pérolas, rubis e todo o tipo de acessórios que o dinheiro pode comprar. Mas para além disso é barulhenta e tem o péssimo hábito de dizer aquilo que pensa sem qualquer tipo de filtros e, por cima de tudo isso, corre à boca cheia que ela é o resultado de uma relação adultera entre a sua mãe e outro homem, o homem que lhe deixou a sua enorme fortuna. Resumindo, Jane não é a jovem mais popular entre a alta sociedade, mas o seu dinheiro poderia ser suficiente para que muitos homens tentassem a sua sorte, daí que ela exagere em todos os seus defeitos para afastar todos os seus possíveis pretendentes.

Oliver Marshall, apesar de ser o filho bastardo de um duque, é, por seu lado, o arquétipo da perfeição. Um homem calmo, ponderado, que não é capaz de fazer nada que contrarie a alta sociedade, não porque goste particularmente deste meio  bucólico e de aparências, mas porque é um homem ambicioso, cujo sonho é um dia vir a tornar-se primeiro ministro. Assim sendo, ele deverá escolher a esposa perfeita, ou seja o completo oposto de Jane, uma mulher pacata, recatada e ponderada. Mas muitas vezes o nosso coração não está de acordo com a nossa mente e quando conhece Jane, ele sente-se imediatamente atraído por ela.

Apesar de ter gostado bastante deste livro devo confessar que a sua leitura não foi assim tão consensual, na primeira parte do livro fiquei entediada perante o desenrolar (ou falta dele) dos acontecimentos, especialmente perante a lentidão com que os nossos protagonistas se envolvem. Na segunda parte do livro revoltei-me um bocado com as atitudes do Oliver, mas foi muito mais divertida e interessante do que a primeira parte.

A melhor personagem de todo o livro foi Jane. Uma mulher corajosa, inteligente e prepicaz. Para além disso, uma mulher com uma generosidade enorme para com as outras pessoas, isto apesar de tudo o que sofreu. Devido ao facto dela ser tão generosa, sempre que o Oliver tinha um comportamento cobarde e egoísta eu ficava ainda mais irritada com ele.

O final foi maravilhoso como seria de esperar neste tipo de obras. Mas devo confessar que estou deveras curiosa com o próximo livro desta série que deverá sem dúvida focar a história entre Sebastian e Violet, a fria condessa de Cambury. Desconfio que há um grande segredo entre ambos...



Sobre a autora:
Courtney Milan
Courtney Milan publicou o seu primeiro romance em 2010. Desde então, os seus livros têm figurado sempre nas listas dos melhores da Publishers Weekly e da Booklist. É também autora bestseller do New York Times e do USA Today, e finalista do RITA Award.
Mas Courtney nem sempre foi escritora. Licenciou-se em Físico-química e em Direito, e ainda trabalhou na área durante algum tempo. Hoje em dia, dedica-se à escrita a tempo inteiro e vive com o marido, um cão e um gato nas Montanhas Rochosas.
Para mais informações sobre a autora pode consultar o site
www.courtneymilan.com

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