abril 29, 2018

Ready Player One: Jogador 1 | Opinião Filmes

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Poster do filme Ready Player One
Poster do filme Ready Player One: Jogador 1.

Título original: Ready Player One
Realizador: Steven Spielberg
País: EUA
Ano: 2018
Género: Ação, Aventura, Fição Científica
Elenco: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe, T.J. Miller, Simon Pegg, Mark Rylance, Philip Zhao, Win Morisaki, Hannah John-Kamen, Ralph Ineson, Susan Lynche, Clare Higgins, Laurence Spellman, Perdita Weeks, Joel MacCormack, Kit Connor
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt1677720/


Sinopse:
Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

Poster do filme Ready Player One

Opinião:

Ao contrário de muito boa gente que aguardava com expetativa a estreia do novo filme de Steven Spielberg, eu não contava assistir tão cedo a Ready Plaver One, uma vez que não fazia muito o meu tipo de filme, mas acabei por assistir a este tão aguardado filme de fição científica e por apreciá-lo muito mais do que aquilo que julguei à partida.

Ready Player One é um filme que foi adaptado de um romance homónimo de Ernest Cline que também assume a co-autoria do argumento deste filme em conjunto com Zak Penn. Segundo o que consegui apurar o livro era alvo de algumas críticas devido à falta de desenvolvimento de algumas personagens e o filme tentou colmatar essas faltas. O filme até pode ter conseguido colmatar algumas falhas do livro, mas como não li o livro não posso afirmar com toda a certeza... Agora quanto ao filme, notei realmente que algumas personagens podiam de facto ter sido melhor desenvolvidas, mas uma vez que não estamos perante um filme que se propõe a aprofundar a história das suas personagens, mas sim a deslumbrar com efeitos especiais de ponta e a conduzir-nos a uma forte nostalgia, dadas as enormes referências à cultura pop e geek dos anos 80/90 e ainda 2000/2010, posso considerar que este filme é realmente muito bom, mais uma pérola de cinema de culto para Steven Spielberg, cuja idade parece aguçar as suas já reconhecidas capacidades de realização.

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Todo o cenário do mundo virtual de OASIS está muito bem conseguido.

Tye Sheridan interpreta o protagonista Wade/Parzival e podemos dizer que faz um papel bastante competente e ainda nos consegue convencer que é um rapaz extremamente prespicaz e inteligente, exceto uma ou outra atitude completamente descabidas. Olivia Cooke que interpreta Samantha/Art3mis, a "líder" da rebelião (não percebi muito bem esta parte), irá ajudar o nosso herói a lutar contra a empresa maligna IOI, que é no fundo apenas uma concorrente da empresa de jogos virtuais criada por Halliday, que procura a todo o custo tomar o controlo da OASIS para dominar o mercado e com isso o mundo.

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Tye Sheridan interpreta o protagonista Wade/Parzival.
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Olivia Cooke é Samantha/Art3mis.

Halliday é interpretado por Mark Rylance, para mim um dos melhores atores do mundo! Este homem escolheu uma carreira de teatro em prol do cinema, mas de vez em quando dá uma perninha nos filmes de Steven Spielberg, que se assume como um dos seus maiores fãs. É sempre bom ver um génio a representar, mesmo que o seu papel em Ready Player One seja bastante curto, ele consegue demonstrar o seu grande talento em criar personagens únicas.

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Parzival e Anorak/Halliday interpretado por Mark Rylance.

Todo o casting de Ready Player One foi de resto muito bem conseguido, procurando espelhar toda uma comunidade heterogénea com uma variedade culturas e etnias que já fazem parte do nosso presente e que sem dúvida farão parte do nosso futuro.

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Núcleo principal de personagens (apenas falta o protagonista Wade/Parzival).

Quando estava a assistir Ready Player One, não consegui deixar de relacionar o seu tema com o tema apresentado no filme de animação japonesa Summer Wars da autoria do mestre Mamoru Hosoda. Achei a ideia do mundo virtual muito semelhante e até mesmo o modo como todos os outros jogadores foram ajudar o protagonista no final bastante semelhante com aquilo que nos foi apresentado em Summer Wars, com as devidas diferenças de enredo é claro.

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Parzival e Art3mis no mundo virtual OASIS.

Concluindo, Ready Player One pode não ser um dos meus filmes favoritos de sempre, mas sem dúvida terá um lugar especial no meu coração, seja pela atualidade do seu tema, seja pelos seus cenários espetaculares e pelas suas cenas de ação de tirar o fôlego. Garantidamente um filme que vale todo o burburinho à sua volta.

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Jogadores do mundo virtual OASIS.

O melhor: A atualidade e pertinência do seu tema.

O menos bom: Algumas das suas personagens principais não formam minimamente desenvolvidas.
abril 27, 2018

Sedução na Noite, Sherrilyn Kenyon | Opinião Livros

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Capa do livro Sedução na Noite.
Sinopse:
Valério é um Predador da Noite romano desprezado pela maioria dos predadores gregos que alimentam um profundo ódio à civilização que o viu nascer. De origem aristocrática e arrogante, Valério mal sabe o que pensar quando conhece Tabitha Devereaux. Ela é sensual, imprevisível e incapaz de o levar a sério. Mas é também irmã gémea da mulher do seu maior rival. A única coisa que Tabitha leva a sério é matar vampiros. E agora terá de enfrentar, junto com o predador romano, o mais mortífero de todos os seus inimigos... uma ameaça acabada de regressar do mundo dos mortos. Para vencer este mal, Valério precisa de aprender a confiar em alguém e pôr tudo em risco para proteger o homem que odeia e a mulher que o leva à loucura.

Valério puxou pela ponta da luva de cabedal Coach da mão direita, para a ajustar, enquanto percorria a rua quase deserta. Como sempre, estava impecavelmente vestido com um casaco de caxemira preto, uma camisola de gola alta preta e calças pretas. Ao contrário da maioria dos Predadores da Noite, não era um bárbaro que só vestia cabedal. Era a epítome da sofisticação. Da educação. Da nobreza. A sua família descendia de uma das mais antigas e respeitadas famílias nobres de Roma. Como um ex-general romano cujo pai fora um respeitado senador, Valério teria de bom grado seguido os passos do pai não fosse a intervenção das Parcae, ou Parcas. (Pág. 22)

Opinião:

Espetacular e intenso, é como melhor posso definir este livro, o segundo que li de uma das minhas sagas preferidas, Predadores da Noite, da autoria de grande vencedora do meu Top 7- Escritoras Favoritas, Sherrilyn Kenyon.

O que torna este livro tão apaixonadamente viciante são os seus protagonistas, Valério Maguns e Tabitha Deveraux. Ele personifica a calma e retidão, ela é, literalmente, um furação pronto a explodir. Valério e Tabitha são tão diferentes e ao mesmo tempo tão perfeitos um para o outro.

Valério é um Predador da Noite. Teve uma vida repleta de dor e um fim trágico pelas mãos dos seus próprios irmãos. Nascido numa família aristocrática, mas dominadora e completamente tirânica, foi considerado um fracasso pelo pai, tudo porque no mundo dos conquistadores romanos não havia espaço para a compaixão humana. Assim, a infância de Valério foi passada sob o chicote e punhos de ferro do pai e as humilhações dos irmãos. Por conhecer a dor de um modo tão profundo, ele acaba por construir um invólucro de proteção à sua volta, criando uma fachada de pura indiferença e adoptando uma conduta séria e excessivamente contida. Ele veste Armini e Versace, não come nada que não seja servido sem talheres, não tem amigos, ou até muitas pessoas que o tolerem, mas nunca perde a compostura e por mais magoado que se sinta nunca o irá demonstrar.

Durante séculos, ele tem protegido a humanidade das ameaças que se escondem nas sombras da noite. No entanto, ele está completamente sozinho, nem mesmo os seus companheiros de armas o toleram, tudo por causa das suas origens, as mesmas que o arruinaram em vida. Agora chegou a altura de combater a solidão que apesar de tudo não conseguiu nublar um dos corações mais puros e bondosos que compõem o universo dos Predadores da Noite.

Tabitha, uma auto-denominada caçadora de vampiros pertencente a uma família com fortes capacidades psíquicas, chegou com a sua personalidade explosiva e atitudes espontâneas e lançou o mundo do nosso herói de cabeça para baixo, mas também trouxe alegria a amor. Juntos eles são um casal improvável e, contra todas as expectativas, acabam por formar um dos casais mais compatíveis que já vi.

Na minha opinião, o passado fascinante e sofredor de Valério acaba por ofuscar a história de Tabitha. Mas apesar de tudo são precisos dois para criar uma grande história de amor que tem como pano de fundo as lendas e os deuses gregos.

— Eu não sou humano, menina Devereaux. Caso não tenhas reparado, sou um dos amaldiçoados.
— Querido, abre os olhos e olha à tua volta. Todos fomos amaldiçoados, de uma forma ou de outra. Mas ser amaldiçoado está longe de morto. E tu vives como se estivesses morto. (Pág. 54)

O melhor: Valério Maguns!

O menos bom: É revoltante ter que presenciar o modo cruel e injusto como todos os outros tratam o Valério.
abril 25, 2018

O Protector, Madeline Hunter | Opinião Livros

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Capa do livro O Protector de Madeline Hunter
Capa do livro O Protector.


Sinopse:
Anna de Leon é tudo o que Morvan quer. Mas é ela quem comanda no campo de batalha… e está demasiado habituada a dominar para se subjugar à paixão.

Numa terra sem lei, devastada pela guerra e pelas pragas, Morvan Fitzwaryn, um cavaleiro errante, faz jus à sua honra e protege os mais fracos.
Habituado a ser o melhor, o mais forte, o mais temido, não esperava vir a conhecer um guerreiro cujas qualidades de combate rivalizassem com as suas. Quando se encontram pela primeira vez, é Morvan quem precisa desesperadamente de ajuda. De espada na mão e porte altivo, o guerreiro a quem ficará a dever a vida é, surpresa das surpresas, uma mulher!
Em pouco tempo, a imbatível Anna de Leon torna-se no único prémio digno de ser conquistado… e o único que Morvan não consegue arrebatar.

Ela sentiu-se encurralada pela atenção dele. Aquela sensação estimulante voltou a trespassá-la. Ele emanava poder. Um poder forte, voluntarioso e muito masculino. Face a ele, sentiu a sua própria vontade e a sua força retraírem-se, deixando-a vulnerável e exposta. Instintivamente, soube que tinha de sair. Agora.


Livro O Protector de Madeline Hunter

Opinião:

Aprecio romances históricos e também aprecio a autora Madeline Hunter, que figura inclusive no meu Top 7 - Escritoras Favoritas. Assim iniciei a leitura do livro O Protector com alguma expetativa.

Infelizmente, já conhecia Morvan Fitzwaryn do livro anterior desta série, Casamento de Conveniência, e não gostava particularmente dele, porque já no livro anterior ele mostrava uma certa arrogância e superioridade em relação aos outros. Não me havia agradado a forma como ele foi preconceituoso para com o protagonista, David, só porque ele não era um nobre de nascimento e havia ainda a agravante de "sujar as mãos" para ganhar a sua própria fortuna (um pecado imperdoável). Assim já fui de pé atrás para a leitura deste livro e, verdade seja dita, já o havia comprado à muito tempo atrás sem nunca ter olhado para ele, mas como tinha acabado de ler A Origem do Amor ainda estava de "ressaca" com este género literário e pretendia continuar nesta onda romântica, o que depois de ler A Desumanização de Valter Hugo Mãe eu achava que merecia.

A história deste livro desenvolve-se maioritariamente na Bretanha, num tempo muito conturbado dessa região, com inúmeros conflitos e disputas territoriais, uma vez que tanto a França como a Inglaterra lutavam pelo domínio da Bertanha. Além disso tanto a Bertanha como o resto do mundo estavam a ser velozmente assolados pela peste negra, epidemia que dizimou uma parte considerável da população da Europa e da Ásia. Portanto, historicamente este livro não poderia ter sido inserido num contexto mais interessante.

Os protagonistas deste livro possuem ambos caracteres bastante fortes. Anna de Leon é, literalmente, uma mulher guerreira, destinada a um convento, desistiu temporariamente desta "vocação", após a morte do pai e do irmão mais velho a deixar como responsável pelas terras da família e pelos camponeses que nelas viviam. Morvan é um nobre inglês destituído das suas terras pelos escoceses quando ainda era um menino, acolhido pelo Rei Eduardo na corte inglesa tornou-se num dos seus melhores cavaleiros, mas vendo que o rei não poderia cumprir a sua promessa de o ajudar a recuperar as suas terras, deixa a corte inglesa e torna-se mercenário, é assim que vai parar à Bertanha com um punhado de soldados sobre as suas ordens e é nestas terras que irá conhecer Anna de Leon e apaixonar-se à primeira vista.

Do dois protagonistas, Anna é a minha preferida, longe de ter a arrogância de Morvan, ela é uma pessoa extremamente bondosa e inteligente, sempre preocupada com os outros e ajudando todos sem pedir nada em troca, além disso é uma mulher à frente do seu tempo que de algum modo conseguiu se impor num mundo dominado pelos homens, daí que não tenha gostado que Morvan tenha tentado restringir o espírito livre e indomado desta mulher espetacular. Mas, ao contrário de algumas opiniões que li aqui e ali, não concordo que ele tenha nalgum ponto conseguido domá-la, foi óbvio para mim que ela soube fingir submissão quando era necessário reagrupar para reorganizar a sua estratégia.

Como já devem ter percebido não apreciei lá muito o Morvan, mas acho que apesar de tudo ele soube se render e bater em retirada e achei isso louvável para um homem tão arrogante e dominador quanto ele. Sei que a Anna podia ter feito um casamento bem pior, mas desde o início do livro que é impossível não desejar o melhor para ela.

Madeline Hunter não me desaponta com a sua escrita, mas comparando este livro aos anteriores que li dela, posso afirmar não me senti totalmente arrebatada por esta história de amor, provavelmente, devido ao facto de não ter criado uma boa empatia com o protagonista que apesar de completamente apaixonado soube se comportar como um verdadeiro canalha algumas vezes.


O melhor: Anna de Leon, uma protagonista que foge totalmente aos clichés do género.

O menos bom: A personalidade de Morvan Fitzwaryn, um homem demasiado arrogante e cheio de si que até irrita.
abril 24, 2018

Contos da Lua Vaga, Kenji Mizoguchi | Opinião Filmes

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Capa do filme Contos da Lua Vaga.

Título original: Ugetsu Monogatari
Realizador: Kenji Mizoguchi
País: Japão
Ano: 1953
Género: Drama, Fantasia
Elenco: Machiko Kyô, Mitsuko Mito, Kinuyo Tanaka, Masayuki Mori, Eitarô Ozawa, Sugisaku Aoyama, Mitsusaburô Ramon, Ryôsuke Kagawa, Kichijirô Ueda, Shôzô Nanbu, Kikue Môri, Ryûzaburô Mitsuoka, Ichirô Amano, Eigorô Onoe, Saburô Date, Fumihiko Yokoyama...
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt0046478/

Sinopse:
Uma fábula de ambição, família, amor e guerra passada no meio de uma Guerra Civil Japonesa no séc. XVI.
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Uma das cenas mais bonitas de Contos da Lua Vaga.


Opinião:

Por se tratar de um clássico do cinema japonês, não me preocupei muito com os famosos spoilers, por isso tenham cuidado...

Recentemente, tive a oportunidade de assistir a Contos da Lua Vaga que é um clássico do cinema japonês, realizado por um génio desse tipo de cinema, Kenji Mizoguchi. Trata-se de um filme de 1953, um dos primeiros filmes a mostrar ao mundo a grande qualidade do cinema japonês. Kenji Mizoguchi tem neste filme uma das suas obras mais reconhecidas e discutidas ao longo do tempo. Apesar dos seus outros filmes serem também de grande qualidade.

Nos seus filmes, Mizoguchi tem sempre o cuidado de abordar a capacidade de amor e sacrifício femininos, uma homenagem notável às mulheres da sua vida. A sua mãe, que morreu quando ele era ainda muito novo, e a irmã mais velha, Sizuko, que criou a ele e aos irmãos mais novos, mas que chegou a ser vendida pelo pai para servir de gueixa. Por essa razão, Mizoguchi e o seu pai viveram em permanente conflito devido aos maus tratos que o último sempre aplicou às mulheres da família. Tudo isso se repercutiria na obra cinematográfica de Mizoguchi.

Falando deste filme propriamente dito muito à a dizer, um filme que apesar de ser a preto e branco é de uma beleza invulgar, de uma atenção aos detalhes quase beirando a loucura ou Mizoguchi não fosse conhecido pela sua obsessão compulsiva pela perfeição das cenas que gravava, exigindo a repetição das cenas vezes sem conta para desespero dos seus atores.

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O aparecimento da bela e misteriosa Dama Wakasa irá despoletar parte dos acontecimentos narrados neste filme.

Contos da Lua Vaga
narra a história de dois homens que, não contentes com as suas vidas simples, ambicionam mais. Genjuro, um agricultor que é também um grande oleiro, sonha fazer muito dinheiro com as suas peças de olaria, Tobei, seu vizinho e cunhado sonha ser samurai, mas por não ter dinheiro para comprar uma armadura e uma lança não é levado a sério pelos outros. Estes homens ambiciosos combinam dividir o dinheiro que conseguirem com a venda das peças de olaria entre eles, mas as coisas não correm como o previsto, uma vez que o país está a ser assolado por uma violenta guerra civil e um grupo de soldados pilha a aldeia. Conseguindo resgatar a maioria das suas peças, Genjuro e Tobei partem juntamente com as suas esposas e o filho ainda pequeno de Genjuro num barco rumo à cidade para vender as ditas peças. A partir daqui o caminho dos protagonistas será tortuoso, principalmente para as suas jovens esposas, vítimas da ambição egoísta dos próprios maridos.


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Miyagi e Ohama trabalham para manter o "sonho" dos seus maridos.

Enquanto Tobei foge da esposa para se tornar samurai, a sua esposa Ohama é emboscada e violada por um grupo de soldados. Enquanto Genjuro deixa-se seduzir pelas regalias que a vida numa mansão com a jovem Dama Wakasa lhe oferecem, a sua esposa Miyagi tenta regressar sozinha a casa com o seu filho pequeno e quando está prestes a consegui-lo acaba morta por um grupo de assaltantes.
 
Tobei reencontra a esposa já como samurai para descobrir que ela se tornou numa prostituta para poder sobreviver e Genjuro descobre que a jovem Wakasa é na realidade um fantasma e que tudo aquilo que tem vivido não passa de uma ilusão. E assim voltam os dois homens para casa sem dinheiro, sem fama e sem glória, mas profundamente marcados pelo que aconteceu.

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Genjuro e a Dama Wakasa.

As mulheres deste filme são as suas verdadeiras vítimas. Desde a mulher de Genjuro que sacrifica a sua própria vida, à mulher de Tobei que sacrifica o seu corpo até à Dama Wakasa que sacrifica o seu espírito. Todas elas são vítimas da ambição dos homens e do tempo de guerra em que vivem.

As cenas mais fascinantes deste filme são aquelas que envolvem a vida idílica de Genjuro com a Dama Wakasa, sendo o cenário idilicamente belo um apanágio para o facto de se tratar apenas de uma ilusão.

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Um dos cenários maravilhosos do filme.

Concluindo, Contos da Lua Vaga é um filme poeticamente belo com uma mensagem com tanto de bela quanto de triste, mas profundamente marcante.


O melhor: A fotografia e os detalhes incríveis dos cenários.

O menos bons: Não é uma crítica ao filme em si, até porque na altura não havia cinema a cores, mas o facto do filme ser a preto e branco retira-lhe muita da beleza aplicada aos seus cenários.
abril 23, 2018

A Origem do Amor, Manda Collins | Opinião Livros

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Capa do livro A Origem do Amor.
Com este anel, te desposo. Com o meu corpo, te venero.

Sinopse:
POR VEZES, O AMOR VERDADEIRO...
A vida de Lady Isabella Wharton é tremendamente preenchida: desde bailes a almoços, não lhe falta o que fazer em Londres. Por isso, é a contragosto que aceita a “sugestão” da madrinha de ir visitar o seu neto solteiro no campo e persuadi-lo a regressar à cidade.

SURGE ONDE MENOS SE ESPERA...
Para Trevor Carey, duque de Ormond, não há nada que supere os prazeres simples da vida. Os salões de festa londrinos estão longe da sua lista de prioridades, até ao dia em que conhece Isabella. Pois os ares do campo parecem despertar naquela criatura presunçosa uma nova mulher – mais intensa, mais apaixonada. Conseguirá ele enfrentar a sociedade e conquistar o coração de Isabella?

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Opinião:

Depois de ler A Desumanização de Valter Hugo Mãe senti necessidade de enveredar por uma leitura bem mais leve, foi assim que finalmente me propus a ler A Origem do Amor, um livro que já se encontrava na minha estante à algum tempo, mas ao qual havia sempre preterido por outras obras.

Este livro conta-nos a história de amor entre Isabella, uma jovem viúva com os seus próprios segredos e traumas e Trevor Carey, o novo duque de Ormonde, que hesita em aceitar o título do qual o pai foi deserdado por ter optado se casar por amor.

Demorei a entrar na história, as primeiras páginas não me cativaram e quase até metade do livro tive vontade de parar a leitura por várias vezes, mas a partir do momento em que a relação entre os protagonistas se torna mais intima, as coisas começaram a ficar mais interessantes e profundas e não consegui largar o livro de jeito nenhum.

A Origem do Amor é um livro que não me ficará na memória, ao contrário d'A Desumanização,  mas, por outro lado, foi um livro que me entreteve e me facultou uma distração prazerosa dos problemas da vida.

Para além de termos um romance maravilho entre duas personagens que de facto merecem o seu final feliz com todo o mérito, temos um grande mistério a ser desvendado, apesar de para mim ter sido um bocado óbvio quem seria o culpado direto. Agora, quem é a mente que está por detrás de tudo o que aconteceu à protagonista, ainda não faço ideia... E esse é o maior trunfo que a autora leva para os próximos títulos desta série (Planos Perversos), desenvolver um mistério relacionado com um segredo partilhado por três jovens viúvas, Isabella, Perdita, a sua irmã mais nova, e a sua grande amiga Georgina. Sendo Georgina a protagonista do próximo livro da série.

Para além dos protagonistas gostaria de destacar as irmãs mais novas de Trevor, Belinda e Elanor, duas meninas com um coração de ouro, é caso para dizer que o irmão mais velho tem feito um excelente trabalho sozinho na educação das irmãs, apesar de se recusar a ver que elas estão a crescer, principalmente, Elanor que com dezassete anos está quase pronta para o seu grande debute na sociedade. Isabella ajuda-o a ver um pouco isso, apesar dele não o conseguir aceitar por completo.

O contraste, que deve ser aberrante, entre a vida no campo e a vida na grande cidade de Londres não chega a ser explorado na obra, apesar de estar sempre a ser referido, o que achei uma desilusão... Mas no geral toda a história foi bem conduzida e o seu grande clímax final foi bastante entusiasmante e fez-me temer pela segurança da protagonista.


O melhor: Trevor Carey com a sua bondade e o seu charme fácil.

O menos bom: A primeira parte do livro enrola um bocado, na tentativa de prolongar o enredo. Espero que a autora aumente o ritmo nos próximos livros da série.
abril 19, 2018

A Desumanização, Valter Hugo Mãe | Opinião Livros

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Capa do livro A Desumanização (7ª Edição)

Sinopse:
Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza.

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Opinião:

À já algum tempo que pretendia ler uma obra de Valter Hugo Mãe, um escritor português com bastante sucesso, tanto dentro como fora de portas, e que já ganhou vários prémios. Contudo, apesar de ter gostado deste livro, A Desumanização pode não ter sido a escolha ideal para a primeira leitura de Valter Hugo Mãe. Porquê? Isto porque apesar da escrita lindíssima, quase poética, este livro segue exclusivamente num tom marcadamente melancólico. Trata-se de uma história forte de dor e sofrimento e que, tal como o nome indica, fala sobre a desumanização do mundo para a protagonista da obra, Halldora, uma criança que é forçada a crescer sem ter ainda maturidade para tal e que é completamente consumida pela perda da sua irmã gémea.

Eramos gémeas. Crianças espelho. Tudo em meu redor se dividiu pela metade com a morte.

A vida de Halldora sofre um grande revés com a morte da sua irmã gémea, a partir daí a curta vida de Halldora, já fortemente marcada pela perda da irmã, irá se tornar cada vez mais negra, mais marcada pela melancolia e pela perda. Mas desenganem-se aqueles que julgam que este será o único revés na vida da protagonista, uma criança muito solitária, cujo pai, um homem que adora ler e que inclusive escreve poesia, é o único apoio. A sua mãe, uma mulher de algum modo desequilibrada psicologicamente, não sei se com a morte da filha ou se os seus distúrbios já vinham de antes, despreza a filha "menos morta" e chega a impingir-lhe vários tipos de maus tratos, tanto físicos, como psicológicos.


A poesia é a linguagem segundo a qual deus escreveu o mundo. Disse o meu pai. Nós não somos mais do que a carne do poema. Terrível ou belo, o poema pensa em nós como palavras ensanguentadas. Somos palavras muito específicas, com a terna capacidade da tragédia. A tragédia, para o poema, é apenas uma possibilidade. Como um humor momentâneo.

A Desumanização fala principalmente sobre tristeza e luto, sobre as dificuldades da protagonista em aceitar a morte da irmã, nas suas tentativas de preencher o vazio deixado por Sigriurd e da sua vontade de fugir, que era a vontade da irmã, de deixar aqueles recônditos fiordes gelados para trás e da sua enorme lucidez em ver as coisas que se passam à sua volta, mas nunca conseguir fazer realmente parte daquele local.

Como açoriana consigo compreender perfeitamente a insularidade em que vive o povo islandês, aquela sensação de estarmos presos na terra na qual não escolhemos nascer, mas da qual para sempre faremos parte e que para sempre estará no nosso coração independentemente do sítio para onde iremos. A nossa ilha estará sempre connosco, sendo ao mesmo tempo fonte de conforto e aconchego materno e também uma prisão e nos limita e nos corta as assas. Em criança nunca conheci essa sensação quase palpável e condicionante, porque na infância nós estamos centrados apenas em nós próprios. Halldora sente tudo isso, é uma criança especial, talvez bem à frente da terra na qual nasceu.

A relação de Halldora com a mãe é no mínimo reprovável. Uma mãe deveria ser o conforto e aconchego da sua filha, mas, pelo contrário, a mãe de Halldora é a principal fonte de angústia da filha que vive constantemente com medo e em silêncio por causa das atitudes loucas da mãe. A mãe de Halldora devia ser internada num hospício em vez de a deixarem a "tomar conta" de uma criança de nove anos.

O tempo vai passando e Halldora vai experienciando de modo muito pouco convencional e até reprovável o "amor", o sexo, mas vai viver novamente a dor da perda e com todos esses ensinamentos ela vai seguir rumo ao futuro, seja ele qual for.

No início odiei a história d'A Desumanização, mas quando acabei a leitura do livro passei a amá-la, porque apesar de tudo, Halldora, a "menos morta", é uma personagem fascinante, de uma complexidade notável, capaz de bondade, mas também de malvadez, uma jovem extremamente analítica e visionária, no fundo ela é completamente humana, porque no fundo é impossível isso da desumanização.


Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.

Sobre o autor:

Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia. Publicou sete romances: Homens imprudentemente poéticos; A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino.
abril 16, 2018

Love, Chunibyo and Other Delusions! | Opinião Animes

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Poster-anime-Love-Chumibyo-and-Other-Delusions!
Poster do anime Chuunibyou.

Título original: Chuunibyou demo koi ga shikai!
Diretor: Tatsuya Ishihara
País: Japão
Ano: 2012
Episódios: 12 (Primeira temporada)
Género: Comédia, Romance, Vida Escolar


Sinopse:
Yuuta Togashi sofreu de chuunibyou enquanto estava no ensino fundamental. Quando se formou, ele colocou o seu passado para trás das costas... ou era suposto. Agora, prestes a começar o Ensino Médio, Yuuta só quer deixar o seu passado embaraçoso para trás e ter uma vida escolar normal. Porém isso não será assim tão fácil graças à existência de Takanashi Rikka, sua vizinha e colega de classe, que ainda sofre de chuunibyou e conhece sua antiga identidade.

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Elenco principal de Chuunibyou.

Opinião:

Tive conhecimento e vontade imediata de ver este anime porque ele foi comparado a Toradora! num blogue que eu sigo. Como uma grande fã do anime Toradora!, cujo único defeito foi o final um pouco deprimente, tinha que ver Chuunibyou e foi o que fiz.

Anime-Chuunibyou
Os primeiros episódios foram ricos em situações inusitadas entre os protagonistas, mas para mim faltava ainda uma ligação entre eles.

Os primeiros quatro episódios não me cativaram, mas persisti pela comparação a Toradora! e ainda bem que o fiz, porque a partir daí foi sempre a abrir com o anime a deixar a comédia um pouco de lado e a tornar-se mais dramático e romântico.

Se, nos primeiros episódios, achei as personagens muito infantis e demasiado forçadas, com o passar dos episódios a história foi se tornando mais profunda e as personagens muito mais humanas e realistas.

Rikka-eYuuta-anime-Chuunibyou
Rikka e Yuuta, o casal de protagonistas.

A história gira em torno de Rikka Takanashi e Yuuta Togashi. Ele sofria de uma espécie de distúrbio de personalidade chamado chuunibyou e ela ainda sofre desse mesmo distúrbio. Os portadores de chuunibyou julgam-se iguais a tantas personagens de anime que vemos por aí com poderes especiais e o potencial para salvar o mundo, eles também acreditam que existem dimensões paralelas.

O Yuuta autointitulava-se "Dark Flame Master", mas agora que está "curado" sente-se completamente envergonhado pelas suas atitudes bizarras do passado e decide mudar de escola, de preferência para uma escola onde ninguém o conheça e saiba sobre o seu passado, mas as coisas não correm conforme o esperado, uma vez que a sua vizinha do andar de cima, Rikka, ainda sofre de chuunibyou e descobre sobre o alter ego de Yuuta (Dark Flame Master) passando a persegui-lo, o que é facilitado pelo facto de ambos frequentarem a mesma escola e pertencerem à mesma turma. E assim acabam as hipóteses de Yuuta de ter uma vida escolar normal.

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Uma das muitas cenas engraçadas de Chuunibyou.

Um dos pontos mais fortes de Chuunibyou são mesmo as suas personagens, principalmente, os seus protagonistas, o Yuuta é um rapaz que, apesar de se sentir tremendamente envergonhado pelo seu passado "negro", trata a Rikka muito bem e está sempre pronto para a ajudar. A Rikka é uma personagem muito fofa e divertida, no início achava as suas atitudes descabidas, mas ao longo do anime vamos percebendo que por detrás do seu chuunibyou está algo bem mais profundo do que diversão e foi aí que ela me cativou.


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Rikka, com toda a sua fofura.

Os outros membros do clube criado pela Rikka na escola são a Sanae Dekomori, uma aluna mais nova que atua como "serva" fiel da Rikka, que é super engraçada e que está sempre às turras com a Shinka Nibutani, uma colega de turma de Yuuta e Rikka que é, à primeira vista, um modelo de perfeição, mas que, tal como o Yuuta, luta desesperadamente para ocultar dos outros que ela também sofreu de chuunibyou, sendo o seu alter ego "Mori Summer", uma feiticeira com mais de 100 anos.
 

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Sanae Dekomori
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Shinka Nibutani, à primeira vista ela parece um anjinho...
 
E temos ainda Kumin Tsuyuri e Makoto Isshiki, a Kumin é um ano mais velha do que os restantes membros do clube e o seu passatempo preferido é dormir. O Isshiki é um amigo do Yuta que junta-se ao grupo por acaso e que se apaixona pela Kumin, mas é um caso bem platónico.


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Kumin Tsuyuri, a senpai fofinha.
 
Concluindo, este anime consegue desenvolver os seus personagens com uma primazia que muitos outros animes não conseguem e vale sobretudo pela sua história que é muito mais do que personagens bobas e excêntricas a lutar com poderes imaginários. Todo o tratamento que foi dado à questão do chuunibyou foi excelente, afinal cada personagem tinha as suas próprias motivações para atuar desse modo. Além disso o romance entre os protagonistas também é para lá de fofo. Adorei!

Quanto à comparação com Toradora! aceito-a no sentido de que se tratam de dois animes de comédia romântica com grandes lições de vida, apesar dos seus enredos não terem nenhuma semelhança entre si. No entanto, são duas obras de qualidade que valem a pena ser assistidas.

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Rikka e Yuuta.

O melhor: O desenvolvimento dos personagens, principalmente da protagonista, Rikka.

O menos bom: Os seus quatro primeiros episódios, que quase me fizeram desistir deste anime maravilhoso.
abril 11, 2018

TOP 7 - Animes de Vampiros

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Estou de volta com mais um Top 7, desta vez sobre animes que possuam vampiros no seu enredo. Isto porque, tal como no Ocidente, no Oriente os vampiros também têm sido objeto de inspiração para muitas obras, sendo que os animes não fogem à regra.
As obras que aqui apresento são animes aos quais já tive a oportunidade de assistir. Apesar de existirem, provavelmente, outros animes de qualidade sobre o tema, comprometi-me a falar neste blogue apenas sobre as obras que já vi, pois só assim posso vos informar da melhor maneira possível.
Este meu novo Top 7 pretende indicar alguns animes que possuam vampiros no seu enredo, independentemente de estarmos a falar de uma obra de terror, de ação ou até mesmo de comédia. Como fã, ou apenas curiosa sobre determinado tema, gosto de ver várias obras com diferentes pontos de vista sobre a mesma temática.
Segue então o meu Top 7 - Animes de Vampiros:


7- Tsukihime

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Título original: Shingetsutan Tsukihime
Autor: Kinoko Nasu
Diretor: Katsushi Sakurabi
País: Japão
Ano: 2003
Episódios: 12
Género: Drama, Mistério, Romance, Horror, Fantasia


Sinopse:
Quando criança, Tohno Shiki sofreu um terrível acidente que quase o matou. Quando acordou, notou que podia ver linhas nos objetos e pessoas que mais ninguém podia ver. Posteriormente, uma enigmática mulher deu a Tohno um par de óculos que removia todas as linhas de sua visão. Anos depois – devido à sua saúde frágil – retornou para casa da irmã, justamente quando uma onda de misteriosos assassinatos teve inicio na cidade. O que serão as estranhas linhas que somente ele é capaz de ver? E terá ele conexão com as mortes?

Comentários:
Devem estar a pensar, ao ler a sinopse deste anime, mas afinal o que é que isto tem a ver com vampiros? Simplesmente, a mulher bonita de cabelos loiros que veem no poster do anime, Arcueid Brunestud, é uma vampira.
O protagonista do anime é Tohno Shiki um rapaz de 17 anos que tem um poder bem macabro que é ver as "linhas da morte" de qualquer ser e até objeto e, com isso, consegue retalhar (literalmente) qualquer coisa. É assim que num acesso loucura qualquer (não cheguei a perceber porquê) ele acaba a retalhar a mulher de cabelos loiros, mas como ela não é humana e sim uma vampira ancestral, ela consegue se regenerar, mas perde temporariamente parte dos seus poderes e fica muito fraca, a partir daí o Tohno vai ter que ajudá-la a descobrir um mistério que envolve uma série de assassinatos cometidos por um vampiro que foi criado pela própria e apaixonam-se um pelo outro.
Um dado muito curioso sobre este anime é que existem várias versões da história em formato Visual Novel que é uma espécie de jogo que segue vários caminhos consoante as escolhas do jogador, cada versão tem uma heroína e finais diferentes, o que é certo é que o Tohno acaba sempre a dar-se bem com uma miúda, se é que me entendem, mas isso já é muita mistura para mim...
Esta história foi criada originalmente por Kinoko Nasu que é o criador da série Fate/Stay Night. O que eu mais gostei neste anime foi o mistério que envolve toda a história e o facto do protagonista estar envolvido com o sobrenatural desde que nasceu, mas desconhecer este facto de todo, ao contrário de todas as outras personagens.


 

6- Karin


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Título original: Karin
Diretor: Shinichiro Kimura 
País: Japão
Ano: 2005-2006
Episódios: 24
Género: Comédia Romântica, Fantasia, Vida Escolar

Sinopse:
Karin é descendente de uma tradicional família de vampiros, mas ela não é uma vampira comum. Enquanto os outros vampiros precisam se alimentar de sangue para sobreviver, Karin produz uma quantidade excessiva de sangue e, quando morde a pessoa, em vez de sugar o sangue da pessoa, ela doa o seu. Em outras palavras, Karin é uma vampira criadora de sangue que não possui as outras fraquezas dos vampiros podendo estar exposta ao sol. Por isso, Karin podia viver uma vida normal, até que um dia, um aluno novo foi transferido para a sua escola. Quando Karin via o garoto, ela tinha sangramentos por causa da presença do garoto. Mas pior que tudo, um dia o garoto descobre que Karin é uma vampira… E agora, o que ele vai fazer?

Comentários:
Este anime foge a todos os clichés possíveis relacionados com vampiros e apresenta-nos uma história diferente e bem interessante. Trata-se de uma comédia romântica com toques de fantasia, sobre uma vampira "ao contrário", pois no lugar de sugar o sangue das suas vítimas, Karin doa o seu próprio sangue às suas vítimas.
Karin, devido às suas características únicas, consegue viver normalmente entre os humanos, ao contrário do que acontece com a sua família, mas tudo muda quando Kenta Usui é transferido para a sua turma.
Kenta é um rapaz tímido e infeliz, características responsáveis por vários problemas para Karin, dado que ela tem uma preferência por sangue de pessoas infelizes e tem imensas hemorragias nasais quando Kenta está por perto. Nas suas várias tentativas de manter o rapaz feliz, ela acaba por estar sempre com ele e fazer-lhe marmitas com o almoço que ele adora, além disso eles trabalham juntos num restaurante e Kenta acidentalmente descobre que Karin é uma vampira, mas mantém o seu segredo. Assim os dados estão lançados para uma bonita história de amor entre um humano e uma vampira peculiar.
Este anime é adaptado de um manga e, segundo consegui apurar, ambos convergem no início da história, mas ao longo do enredo encaminham-se em sentidos diferentes e têm finais distintos.

 
 

5- Hellsing


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Título original: Herushingu
Autor: Kouta Hirano
Diretor: Taliesin Jaffe, Umanosuke Iida, Yasunori Urata
País: Japão
Ano: 2001-2002
Episódios: 13
Género: Ação, Fantasia


Sinopse:
A agência Hellsing é um grupo dos guerreiros que protege a Inglaterra e a igreja Anglicana de vampiros. Guiados por Integra Hellsing, a líder da lendária família Hellsing, a agência combate vampiros junto com Alucard, um vampiro renegado que luta pela humanidade. Alucard não é um vampiro ordinário, e também não é um amante dos humanos, ele possui seus próprios motivos para lutar ao lado dos humanos.

Comentários:
Um dos animes mais conhecidos e clichés desta lista, o que não quer dizer que seja mau, muito pelo contrário. Quem já não ouviu falar do lendário caçador de vampiros Van Hellsing? Ora na altura dos acontecimentos narrados no anime, o professor Van Hellsing já faleceu à muito tempo atrás, sendo a sua filha, Integra Hellsing, a líder da agência Hellsing, que é como diz na sinopse uma agência de caçadores de vampiros.
Alucard é um vampiro renegado que faz parte da dita agência e que, felizmente, está do nosso lado, caçando e exterminando os da sua própria espécie. As suas razões permanecem ocultas durante uma boa parte da obra.
Hellsing é uma obra recheada de ação com muitos vampiros a serem exterminados por Alucard em cenas alucinantes, mas é também uma obra extremamente violenta com muitas cenas gore.
Hellsing é um dos animes mais antigos desta lista, adaptado de uma manga homónima, mas é também um dos mais conhecidos e que até hoje continua a possuir numerosos fãs e teve uma sequela chamada Hellsing Ultimate.

 
 

4- Black Blood Brothers



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Título original: 
Diretor: Hiroaki Yoshikawa
País: Japão
Ano: 2006
Episódios: 12
Género: Ação, Fantasia, Comédia


 
Sinopse:
Dez anos após a Guerra Santa em Hong Kong, Mochitsuki Jirou (Gu) retorna ao Japão com seu irmão mais novo, Michitsuki Kotaro. Os dois rapidamente descobrem que um antigo inimigo da guerra santa se infiltrou na Zona Especial - Cidade onde humanos e vampiros co-existem e lá conhece Mimiko uma oficial que trabalha para a Zona Especial onde os Red Blood são uma referência aos humanos e Black Blood são referências aos vampiros, os irmãos Mochitsuki são Old Blood (Sangue Antigo) - Os últimos descendentes de algum antigo clã elite de vampiros. Quando Kotaro é sequestrado, Jirou não tem outra alternativa e volta a lutar mais uma vez.

Comentários:
Black Blood Brothers é um anime curtinho, mas bastante interessante e com muitas cenas de ação mescladas com comédia.
Gu e Mimiko têm uma interação no mínimo conflituosa e a sua relação vai evoluindo ao longo dos 12 episódios do anime de modo bastante interessante e acho que esse é o ponto mais interessante da história para além de toda a nova estratificação da sociedade em Red Blood (humanos) e Black Blood (vampiros) e no meio disso tudo o protagonista e o seu irmão são Old Blood, os últimos descendentes de um antigo clã de vampiros. Interessante não?
A história começa uma década após uma guerra violenta entre humanos e vampiros ter sido travada, sendo que os humanos conseguiram travar a sede de sangue dos vampiros graças à intervenção de um vampiro especial que eles intitularam de "Lâmina de Prata", esse vampiro era Jirou, também conhecido como Gu. Gu retorna ao Japão com o seu irmão mais novo para ir viver em paz numa Zona Especial onde os humanos convivem em paz com os vampiros, mas a chegada de Gu leva a que os seus inimigos de longa data ponham em ação um plano para finalmente o aniquilar.

 
 

3- Dance in the Vampire Bund


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Título original: Dansu in za vanpaia bando
Autor: Nozomu Tamaki, Hiroyuki Yoshino
Diretor: Akiyuki Shimbou, Masahiro Sonoda
País: Japão
Ano: 2010
Episódios: 13
Género: Ação, Fantasia, Drama

 
Sinopse:
Depois de milênios na clandestinidade, Mina Tepes, a Princesa do pacto antigo e governante de todos os vampiros, quer mudar. Utilizando a grande riqueza da linha Tepes, ela pagou a totalidade da dívida nacional bruta do Japão e ao fazê-lo, ganhou a autoridade para criar uma "distrito especial" ao largo da costa do Japão, cujo objetivo é torná-lo num futuro paraíso para os vampiros do mundo inteiro. Agora, na véspera da conferência de imprensa anunciando a existência de vampiros para o mundo, os terroristas e facções rivais estão planejando assassinar Mina Tepes antes que ela tenha a chance de fazer seu anúncio de mudar o mundo.

Comentários:
O anime mais recente desta lista, apesar de já ter sido feito em 2010, Dance in the Vampire Bund, tem uma abordagem bastante diferente em relação aos vampiros, mas enganem-se aqueles que acham que os vampiros desta obra estão do lado da humanidade, alguns apenas querem viver em paz, sem terem que se esconder nas sombras, mas outros não olham a meios para provar a sua superioridade. Em relação aos humanos também temos aqueles que estão dispostos a aceitar esta nova espécie entre eles e outros que irão realizar atos de grande violência contra os vampiros. É a ambiguidade dos homens e dos vampiros que mais é explorada nesta obra.
O protagonista da história Akira é um rapaz que sem saber tem uma espécie de pacto com a rainha dos vampiros, Mina Tepes, que faz dele seu servo e que verá a sua vida ligada a todo este conflito entre humanos e vampiros. Mas será ele realmente humano?

 
 

2- Vampire Knight


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Título original: Vanpaia naito
Autora: Hino Matsuri
Diretor: Kiyoko Sayama
País: Japão
Ano: 2008
Episódios: 13 + 13 (2 temporadas)
Género: Ação, Fantasia, Romance, Drama

 
Sinopse:
Yuuki não possui memória alguma antes dos seus 5 anos de idade, a sua única lembrança mais antiga é de 10 anos atrás, quando foi salva por Kaname Kuran de um Vampiro de Nível E que a atacara durante uma noite nevosa. Kaname a levou para casa de um velho amigo dos seus pais, Kaien Kurosu, onde foi adotada. Yuuki acredita, assim como o seu pai, que a maioria dos Vampiros são bons e que podem conviver amigavelmente com os humanos, ao contrário do seu parceiro, Zero, que odeia os vampiros e duvida da concretização desse sonho pacifista. Isso porque a sua família foi assassinada por uma vampira, sendo ele o único sobrevivente.

Comentários:
Vampire Knight é um anime incontornável com esta temática, sendo que ainda teve uma segunda temporada intitulada Vampire Knight Guilty, mas para sabermos a conclusão da história só mesmo lendo o manga... E parece que as coisas ficaram para lá de confusas com o triângulo amoroso entre os protagonistas a ficar cada vez mais bicudo.
A única coisa que me irritou em Vampire Knight foi o triângulo amoroso entre os protagonistas, até porque torci pelo par errado até ao final da história, altura em que a Yuuki descobre algo surpreendente sobre si própria e faz a sua escolha. Mas ao pesquisar sobre o final da manga descobri que ela afinal amava verdadeiramente os dois e tem um filho de cada! Impressionante como isso me fez desgostar de um anime que adorei por outras razões que não este triângulo.
O que mais gostei em Vampire Knight foi da história do Zero (a minha personagem favorita), da luta dos vampiros pelo poder e de saber qual o mistério relacionado com o passado de Yuki.
Convém também ressaltar a qualidade de toda a banda sonora do anime que está excelente, principalmente, as opening themes interpretadas pelo duo japonês On/Of.

 

1- Trinity Blood
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Título original: Trinity Blood
Autor: Yoshida Sunao
Diretor: Tomohiro Hirata
País: Japão
Ano: 2005
Episódios: 24
Género: Ação, Fantasia


Sinopse:
Quando a população da Terra cresceu exponencialmente, os humanos tentaram colonizar Marte. Durante a colonização, eles descobriram duas tecnologias extra-terrestes: os Bacillus e as nanomáquinas Kresnik. Os colonos injetaram os Bacillus em seus corpos e se transformaram em Methuselahs (vampiros) e injetaram os Kresnik no corpo de quatro bebes provetas: Seth, Cain, Abel e Lilith que achavam ser os únicos corpos que poderiam sobreviver aos testes. 
Quando os colonos voltaram para a Terra, uma guerra se iniciou entre os Methuselahs e os humanos sobreviventes na terra. Abel, Cain e Seth ficaram do lado dos Methuselah – Mas Lilith ficou do lado dos humanos. A guerra continua levou ao “Armageddon”, o apocalipse que aconteceu 900 anos antes de começar a história. Durante a guerra, Cain ficou louco e matou Lilith. Sofrendo, Abel levou seu corpo para o Vaticano onde ela foi enterrada e ficou ao seu lado, chorando, por 900 anos. No começo da história, os vampiricos Methuselahs, que têm uma política e força militar superior, continuam a manter a guerra contra os Humanos normais. 
A Igreja Católica de Roma é a maior força militar determinada a proteger os humanos dos Methuselahs, tendo seu centro de poder no Vaticano. Os Methuselahs têm a capital de Bizzantium, que é cercado por um campo de partículas para filtrar a radiação UV, protegendo a população.

Comentários:
Um dos meus animes preferidos até hoje e, quando o assisti, ele já não era propriamente recente. Como podem ver pela sinopse este anime possui um enredo bastante complexo, mas mais complexas que o seu enredo são as suas personagens. Sendo que a personagem que mais me fascina é o protagonista, Abel Nightroad, um vampiro extremamente poderoso que se alimenta do sangue de outros vampiros. Abel é, à primeira vista um padre trapalhão, mas quando ele mostra a sua verdadeira face, ele se parece com um anjo da morte, porque na realidade ele é um Kresnik. O passado de Abel é nos contado na sinopse que parece ser usada mais para conhecermos o passado do protagonista e o contexto em que se encontra a humanidade do que como um resumo da história.
Apesar do seu grande poder, Abel é um pacifista que se recusa a matar os seus adversários, ele também está do lado da humanidade, ao contrário do que aconteceu no passado. Proteger a humanidade faz parte da expiação dos seus pecados cometidos contra os homens no passado.
Esther Blanchett é a protagonista feminina, uma jovem que foi criada por uma freira e que desconhece a sua origem. Abel terá que a escoltar até ao Vaticano e juntos farão uma grande descoberta em nome da paz entre vampiros e humanos.
Toda a banda sonora do anime está excelente, mas a música de abertura de Trinity Blood, chamada de Dress é de arrepiar de tão bonita e acertada que é para o tom melancólico e gótico do anime, sendo interpretada por uma conhecida banda de Visual Kei japonesa, os BUCK TICK (acho que agora deixaram um bocado o Visual Kei de lado). A voz do vocalista Atsushi Sakurai é lindíssima.
Este anime possui dois pontos positivos, pois para além de ser uma história sobre vampiros, também é uma história pós-apocalíptica com traços góticos e vitorianos. A obsessão pela evolução e sobrevivência do ser humano levou-o a criar uma/duas novas espécies que vão constituir a maior ameaça à sua sobrevivência efetiva. O ponto negativo tem a ver com o final do anime demasiado abruto e incompleto.
Um dado curioso sobre este anime é que o seu produtor faleceu antes da conclusão do anime, sendo os seus últimos episódios feitos por outros produtores.
abril 09, 2018

Tomb Raider: A Origem | Opinião Filmes

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Poster do filme Tomb Raider: A Origem.

Título original: Tomb Raider
Realizador: Roar Uthaug
País: EUA
Ano: 2018
Género: Ação, Aventura
Elenco: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins, Kristin Scott Thomas, Derek Jacobi, Alexandre Willaume, Tamer Burjaq, Adrian Collins, Keennam Arrison, Andrian Mazive, Milton Schorr, Hannah John-Kamen
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1365519/


Sinopse:
Lara Croft é a independente filha de um aventureiro excêntrico que desapareceu anos antes. Com a esperança de resolver o mistério do desaparecimento de seu pai, Lara embarca em uma perigosa jornada para o seu último destino conhecido - um túmulo lendário em uma ilha mítica que pode estar em algum lugar ao largo da costa do Japão. As apostas não podiam ser maiores, pois Lara deve confiar em sua mente aguda, fé cega e espírito teimoso para se aventurar no desconhecido.
 
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Alicia Vikander interpreta a lendária Lara Croft.
 
Opinião:
Alicia Vikander interpreta pela primeira vez o papel da lendária heroína Lara Croft. Eu, que praticamente cresci a jogar Tomb Raider no papel de Lara Croft, aguardava com expectativa esta nova adaptação ao cinema das aventuras de Miss Lara. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não sou fã da Angelina Jolie e o ar artificial de boneca insuflável que ela conferiu aos filmes anteriores da franquia não me cativou propriamente, pois isso é algo que cativará certamente mais ao público masculino.

Nesta nova adaptação, Vikander interpreta uma Lara mais jovem e inexperiente, a dar os primeiros passos como a lendária exploradora Lara Croft. Sendo assim não concordo com as críticas que apontam esta nova Lara como um saco de pancada que se recupera facilmente das lesões, primeiro, percebemos que ela tem treinado a sua resistência física e que possui agilidade e rapidez, características que ela usa em seu proveito e que certamente irá aperfeiçoar para que nos próximos filmes possamos testemunhar o seu amadurecimento enquanto exploradora de artefactos raros.


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Alicia Vikander interpreta uma Lara Croft mais jovem e inexperiente.

O maior mistério do filme prende-se com o desaparecimento do pai de Lara, isto quando ela era apenas uma adolescente. A jovem não sabe o que aconteceu ao pai e não aceita a morte deste, tendo vivido por conta própria, renunciando à enorme fortuna do pai, como estafeta nas ruas de Londres. Contudo, ela terá que tomar posse das empresas e dos bens do pai para que estes não sejam vendidos, quando está prestes a assinar os papeis, ela recebe uma pista sobre o paradeiro do pai desaparecido e parte numa aventura que irá definir o início de uma lenda.

Um ponto que eu sempre verifiquei em relação aos jogos Tomb Raider foi a excessiva sexualização da heroína dos jogos e quando fizeram as primeiras adaptações para o cinema continuaram com essa onda, sendo Angelina Jolie, na altura, o máximo expoente da mulher sex symbol, nesta nova adaptação, tal como no jogo no qual o filme foi baseado, há a preocupação em tornar Lara Croft mais humana, mais real e com várias falhas e isso é o ponto mais positivo deste novo filme de Tomb Raider, criar uma Lara Croft com a qual nos podemos identificar mais facilmente.

O amadurecimento psicológico da personagem ao longo do filme é também bastante palpável, se bem que o mistério em relação ao seu pai e à Rainha japonesa Himiko podia ter sido muito mais desenvolvido. Aguardo com expetativa os novos filmes de Tomb Raider com Alicia Vikander como Lara Croft.


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Lara Croft tenta abrir a entrada para  o túmulo da Rainha Himiko.

Para além de Alicia Vikander que para mim está muito bem como Lara Croft, Daniel Wu foi uma grande surpresa, pois não contava com a sua participação neste filme, o protagonista de Into the Badlands dá um ar da sua graça, mas a sua personagem foi demasiado secundária para testemunharmos o seu enorme talento.


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Lu Ren (Daniel Wu) e Lara Croft (Alicia Vikander).

O melhor: As cenas de ação de tirar o folgo e que nos fazem lembrar o jogo.

O menos bom: O mistério referente à Rainha japonesa Himiko podia ter sido muito mais explorado do que aquilo que realmente foi.

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