junho 29, 2018

A Conspiração da Condessa, Courtney Milan | Opinião Livros

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Capa do livro A Conspiração da Condessa.

Ambos partilham um segredo. E talvez, não seja o único...


Sinopse:
A reputação de Sebastian Malheur é bem conhecida na sociedade londrina: ele tem o dom de escandalizar tudo e todos! Se não é pelo seu estilo de vida libertino (é o que dá ser bonito e desejável), é pelas suas rocambolescas teorias científicas. A má fama não é algo que o apoquente. 
Violet Waterfield, pelo contrário, tem uma reputação respeitável a manter. Viúva do conde de Cambury, já sofreu muito na vida, e pretende apenas levar uma existência pacata. Mas Violet esconde um segredo, algo que a liga profundamente ao devasso Sebastian... É que as teorias científicas não são dele. São dela! E quando Sebastian, farto de viver uma mentira, ameaça expô-los a ambos, Violet terá de fazer tudo ao seu alcance para o impedir... ainda que isso possa destruir o seu já frágil coração.
Depois de A Guerra da Duquesa e O Plano da Herdeira, A Conspiração da Condessa promete deixar as emoções ao rubro...

Opinião:

Depois de ler O Plano da Herdeira fiquei com imensa curiosidade para ler o livro seguinte da série Entre Irmãos, nomeado de A Conspiração da Condessa porque as personagens principais deste livro me pareceram extremamente interessantes e a sua história prometia com o seu polémico segredo em comum. Contudo, este livro acabou por se revelar uma desilusão com personagens que tinham tudo para ser extraordinárias, mas que se tornaram demasiado maçadoras e desinteressantes.

Quando leio um romance histórico, geralmente, adoro toda a envolvência da época, os bailes, os vestidos, as conveniências, as histórias de amor arrebatadoras, mas este livro acabou por se afastar desses ambientes e focar-se mais nas descobertas científicas do final do século XIX e no facto das mulheres estarem completamente limitadas em relação aos homens como se estes possuíssem um intelecto superior.

A protagonista deste livro, Violet, é uma jovem viúva que sofreu imenso por não conseguir ter filhos. A principal responsabilidade de uma mulher da nobreza é fornecer descendência ao marido para além de organizar a casa. Apesar de ser uma mulher extremamente inteligente e garantidamente à frente do seu tempo, Violet não consegue publicar os seus trabalhos de investigação científica. Então o seu amigo de infância, secretamente apaixonado por ela desde sempre, Sebastian Mauller, publica os trabalhos de Violet em seu nome conseguindo um sucesso e audiência imediatos, contudo, também consegue inúmeros inimigos que consideram as suas ideias escandalosas. Os dois formam então uma parceria secreta durante anos, até que Sebastian cansado se decide a acabar com tudo.

Como podem ver este livro tinha tudo para ser mais interessante que o livro anterior da série, mas para mim acabou por ser o contrário. A relação entre Sebastian e Violet acaba por ser demasiado morna ao longo de todo o livro e os traumas de Violet tornam tudo demasiado difícil e impossível entre eles e não havia necessidade de diminuir o Sebastian para engrandecer Violet, acho que eles podiam perfeitamente estar ao mesmo nível e todo aquele problema dele com o irmão... Não percebi a necessidade disso.

Não querendo ser demasiado rigorosa, quero apontar que a razão pela qual não apreciei particularmente este livro foi o facto de não ter criado grande empatia com a protagonista feminina que era uma mulher demasiado contida e com umas ideias demasiado retrogradas para além de ser uma cientista genial, o que me pareceu paradoxal. Todavia, adorei o Sebastian e outra história o teria feito brilhar.

Em relação à escrita da autora, só tenho a apontar os diálogos demasiado repetitivos e pouco naturais, ou seja, pouco fluidos e plausíveis na vida real. De resto, a sua narração continua cinco estrelas.

Muitas pessoas irão certamente apreciar esta história, mas esta é a minha humilde opinião sobre A Conspiração da Condessa de Courtney Milan.


O melhor: Um livro que nos fala sobre as dificuldades das mulheres em verem os seus trabalhos científicos reconhecidos e não só numa época em que os homens eram vistos como seres superiores.

O menos bom: Enredo demasiado repetitivo e personagens pouco desenvolvidas apesar do seu enorme potencial.

Sobre a autora:
Courtney Milan publicou o seu primeiro romance em 2010. Desde então, os seus livros têm figurado sempre nas listas dos melhores da Publishers Weekly e da Booklist. É também autora bestseller do New York Times e do USA Today, e finalista do RITA Award.

Mas Courtney nem sempre foi escritora. Licenciou-se em Físico-química e em Direito, e ainda trabalhou na área durante algum tempo. Hoje em dia, dedica-se à escrita a tempo inteiro e vive com o marido, um cão e um gato nas Montanhas Rochosas.
junho 12, 2018

Caixa de Doces, Netflix | Opinião Filmes

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Poster internacional do filme Caixa de Doces.

Título original: Candy Jar
Realizador: Ben Shelton
País: EUA
Ano: 2018
Género: Comédia, Romance
Elenco: Jacob Latimore, Sami Gayle, Christina Hendricks, Uzo Aduba, Helen Hunt, Tom Bergerson, Paul Tigue, Austin Flynn, Blake Flynn, Zack Shines, Daniel Kang, Evan Castelloe, Ryan Walden, Wilbur Fitzgerald
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt6744044/


Sinopse:
Adversários no clube de debate do liceu, eles têm em comum a ambição de entrar nas universidades dos seus sonhos. (Fonte: Netflix)


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Jacob Latimore e Sami Gayle protagonizam este filme da Netflix.

Opinião:

De vez em quando assisto a um filme original Netflix e acabo sempre desiludida e me perguntando como pode esta plataforma de streaming criar séries cinco estrelas e filmes de péssima qualidade? Mas com Caixa de Doces aconteceu o contrário, as minhas expetativas já estavam em baixo devido a anteriores desilusões e acabei por me surpreender com um filme bastante bom.

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Bennett e Lona são eternos rivais e os únicos membros do clube de debate da sua escola.

Caixa de Doces é um filme de comédia romântica sobre dois adolescentes, Bennett e Lona, que vivem em constante disputa. Eles são os únicos membros do clube de debate da sua escola e ambos ambicionam entrar na universidade dos seus sonhos. Bennett quer entrar em Yale e Lona em Harvard, toda a sua vida é em função disso e, por isso, eles não têm amigos e passam o tempo todo a estudar, a única pessoa com quem os jovens desabafam é com a orientadora da escola Kathy, papel assumido por Helen Hunt. Kathy é de resto uma personagem que terá um grande impacto sobre os protagonistas e o modo como eles irão passar a ver a vida.

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Bennet e Lona não concordam com nada.

A rivalidade dos dois jovens apenas é suplantada pela rivalidade das suas próprias mães que foram colegas de escola. Julia, a mãe de Bennet é senadora e Amy, a mãe de Lona, é empregada de balcão num café. Nos seus tempos de escola elas representavam o estereotipo de marrona e líder da claque, respetivamente. Mas apesar de tudo, elas são boas mães e querem o melhor para os seus filhos.

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Uzo Aduba e Christina Hendricks são Julia e Amy, as mães em "guerra" dos protagonistas.

As coisas não correm como o esperado e, depois de uma discussão pública entre as mães de Bennet e Lona, eles são descalcificados da competição individual de debate. Mais tarde, eles são recusados pelas universidades dos seus sonhos. Os jovens não têm então outro remédio senão trabalhar em conjunto para competir como dupla, tendo que debater o mesmo tópico, apesar de nunca estarem de acordo com nada. Assim eles vão acabar por se conhecer e descobrir que têm muito mais em comum do que aquilo que julgavam e a sua relação vai se aprofundando ao longo do tempo.

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Com a convivência o casal descobre ter mais em comum do que julgavam.

Caixa de Doces, no original Candy Jar, acaba por ser um grande filme que passa uma mensagem deveras importante para os jovens de hoje em dia. Num mundo cada vez mais cruel e competitivo será que vale a pena ganhar sempre? E quando não ganhamos? Estará tudo perdido? Lona e Bennett terão que apreender a lidar com o primeiro grande fracasso das suas vidas e seguir em frente. Eles aprendem uma valiosa lição sobre a vida e a necessidade de aproveitar tudo aquilo que ela nos oferece de bom.

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O melhor: A química entre os protagonistas.

O menos bom: Algumas partes repetitivas do argumento.
junho 12, 2018

Os Deuses do Egito, Alex Proyas | Opinião Filmes

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Poster do filme Os Deuses do Egito.

Título original: Gods of Egypt
Realizador: Alex Proyas
País: EUA, Austrália
Ano: 2016
Género: Ação, Aventura, Fantasia
Elenco: Brenton Thwaites, Gerad Butler, Nikolaj Coster-Waldau, Elodie Yung, John Samaha, Courtney Eaton, Paula Arundell, Alia Seror-O'Neil, Emily Wheaton, Rachael Blake, Bryan Brown, Michael-Anthony Taylor, Emma Booth, Felix Williamson, Chadwick Boseman
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt2404233/



Sinopse:
A sobrevivência da humanidade se vê ameaçada quando Set, o impiedoso deus das trevas, apodera-se do trono do Egito e transforma o próspero Império num caos. Na esperança de salvar o mundo e resgatar o eu verdadeiro amor, um mortal chamado Bek forma uma improvável aliança com o poderoso deus Horus. Sua batalha contra Set e seus escudeiros atravessa o além e os céus para um confronto épico.

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Elenco principal de Os Deuses do Egito.

Opinião:

Sabem aquele tipo de filme tão cliché e idiota, mas que não conseguem deixar de ver? Este filme teve esse efeito em mim. Com um caché obviamente milionário, mas com uns efeitos especiais de péssima qualidade, Os Deuses do Egito é aquele tipo de filme que tem tudo para ser um blockbuster de sucesso à escala mundial, mas tudo falha redondamente desse os atores escalados, apesar de estarem grandes atores nas fileiras deste filme como Gerad Butler, os efeitos especiais, o enredo, os diálogos, a fotografia, tudo falha. Todavia, este filme exerce um certo encantamento sobre o espetador e a curiosidade leva a melhor sobre nós. Não pretendendo ser um sucesso de crítica, este filme é entretenimento garantido para todos os fãs de ação, aventura e mitologia egípcia.

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Gerad Butler interpreta o vingativo Deus das Trevas, Set e Bryan Brown é o seu irmão, o Deus Osiris.

A história do filme é bastante intrincada, quando o deus Horus preparava-se para suceder ao pai Osiris no trono do prospero Império do Egito, o seu tio, o poderoso e vingativo deus Set, também conhecido por Deus da Trevas, intervém e matando o próprio irmão, toma o trono do Egito para si, exilando um Horus cego e destituído dos seus poderes, subjugando os deuses e escravizando os humanos, lança a pobreza e a desgraça sobre todo o Egito. Mas eis que surge um herói improvável, Bek, um ladrão humano que forma uma aliança improvável com Horus e ambos partem numa aventura com vista a recuperar o trono do Egito.

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Bek é o heroi improvável que se envolve nesta missão por amor.

Como podem ver este filme até que prometia para os fãs da mitologia egípcia, contudo, as coisas tornaram-se demasiado rocambolescas ao longo do filme. Primeiro, porque raio os deuses são retratados como gigantes em relação aos humanos? Os seus poderes e longa vida (podem viver mil anos) não seriam suficientes para elucidar a sua superioridade em relação aos humanos? Segundo, sangue dourado, a sério? Está bem que o filme parece ser todo em tons dourados, o que até exerce uma espécie de ambientação para o Egito antigo, mas os deuses precisavam de ter sangue dourado? Não me parece... Apesar disso, eu até que gostei bastante do filme, não pela sua qualidade como é óbvio, mas por tudo o resto, pelos figurinos, pelos cenários, pela fotografia e por incluir os deuses egípcios.

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Um exemplo do exagero desta obra que em certas alturas chegava a ser caricata.

Como já disse acima, alguns dos figurinos deste filme são deslumbrantes, como por exemplo o guarda-roupa sedutor da Deusa do Amor, Hator e o guarda-roupa elegante e pormenorizado da Deusa Nefertiti, a ex-esposa de Set.

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Elodie Yung é a Deusa Hator.

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Emma Booth é a Deusa Nefertiti

Este filme foi extremamente criticado por não possuir um único ator egípcio no seu elenco, isto sendo um filme passado no Egito e sobre os Deuses egípcios, como eles conseguiram fazer isso tendo no seu elenco atores de variadíssimas nacionalidades como australiana, dinamarquesa, francesa, escocesa, inglesa, norte-americana, entre outras, é obra... Críticas à parte este é um filme bom para nos divertir, só não assistam a Deuses do Egito com muitas expetativas, pois elas serão certamente desfraldadas.


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Gerad Butler e Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) estão em lados opostos neste filme.


O melhor: Os cenários, o guarda-roupa e a fotografia.

O menos bom: Tudo o resto.
junho 10, 2018

TOP 7 - Semelhanças entre Resident Evil e The Rain

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Quando estava a escrever o meu artigo de opinião sobre a última série que assisti na Netflix, The Rain, não pude deixar de a comprar constantemente a Resident Evil. Assim sendo, decidi elaborar um Top 7 com as principais semelhanças que encontrei entre estas duas obras.

Para quem não conhece a série Resident Evil, esta começou por ser uma grande série de vídeo-jogos de terror e ficção científica para Playstation, cujo primeiro jogo foi lançado originalmente em 1996, criados pela companhia japonesa Capcom, ganhando depois uma bem sucedida (em termos de bilheteira pelo menos) saga de filmes, protagonizados pela deslumbrante Milla Jovovich. Primeiro, fui uma grande fã dos vídeo-jogos, mais tarde assisti a todos os filmes da saga com uma espécie de deslumbramento cego. A qualidade dos filmes pode ter decrescido ao longo do tempo, mas todos eles acrescentaram algo de novo à série e valem milhões nem que seja pelos efeitos especiais de ponta.

The Rain é uma das últimas jóias da coroa da Netflix, uma série dinamarquesa de fição científica que conta ainda com uma única temporada de oito episódios, que conquistou uma legião de fãs em pouco tempo (foi lançada apenas em maio passado) e cuja segunda temporada já está mais do que confirmada.

É inegável que os criadores de The Rain foram beber inspiração à série Resident Evil, o que não quer dizer que seja mau. Para esclarecer a minha afirmação, segue abaixo o meu Top 7 - Semelhanças entre Resident Evil e The Rain:




1- Umbrella Corporation vs Apollon

Logótipo da poderosa Umbrella Corporation (Resident Evil).

Umbrella Corporation é, aparentemente, uma organização farmacêutica que faz parte do enredo de Resident Evil, mas que na realidade cria armas biológicas e é a responsável por criar e lançar o T-Vírus no mundo, primeiro na cidade de Raccoon City, depois este acaba por alastrar por todo o mundo.

O objetivo da Umbrella é controlar uma arma biológica (T-Vírus) que pode ser usada em guerras para, inclusive, conquistar países que lhe irá render milhões. Mas as coisas saem do controlo e nem os experientes cientistas da Umbrella conseguem controlar os efeitos imprevisíveis do vírus que transforma as pessoas em Zumbis assassinos e que ao longo do tempo mostra uma enorme capacidade de adaptação se transmutando em várias estripes cada vez mais perigosas, contagiosas e de efeitos imprevisíveis.

Instalações da Apollon (The Rain).

Apollon é uma empresa que faz parte do universo da série The Rain, provavelmente, também uma indústria farmacêutica ou cuja origem inicial deve ter sido essa, que também cria um vírus que lança nos países escandinavos, utilizando a chuva como veículo de disseminação. Se esse vírus vai ou não alastrar ao restante do mundo é ainda desconhecido, uma vez que a história da série ainda está ainda muito no início, com a estreia da segunda temporada agendada apenas para 2019. O objetivo da Apollon é também usar o vírus que criou como arma biológica utilizando a chuva como veículo de disseminação. Esse vírus é portanto uma arma poderosa que poderá render milhões de euros à empresa. Como mostrado no final da série, a própria Apollon não faz ideia das possíveis mutações porque o vírus que criou pode sofrer, inclusive, o facto do vírus implantado no organismo de Rasmus tê-lo transformado num portador ativo, isto é, não ficando doente ele pode infetar todas as outras pessoas por contacto com o seu sangue.

Concluindo, Umbrella Corporation e Apollon são duas empresas extremamente poderosas, cuja finalidade é criar armas biológicas e que criam um vírus que lançam de modo inconsequente no mundo julgando que têm a capacidade para controlar a sua disseminação, mas cujos efeitos imprevisíveis desse mesmo vírus acabam por os apanhar de surpresa. Ambas as empresas gerem-se pela ganância e são as grandes vilãs das suas respetivas séries, perdendo o controlo da situação ao longo do tempo.



2- Raccoon City vs Países Escandinavos

Raccoon City é identificada como o local onde foi criada a Umbrella Corporation (Resident Evil).

Raccoon City é uma cidade de média dimensão situada algures numa região montanhosa dos Estados Unidos da América e que, infelizmente, é afetada por um vírus que torna os seus habitantes em Zumbis mutantes. E que é completamente destruída, primeiro pelo T-Vírus, depois é bombardeada numa tentativa vã de conter o foco de infeção. Todas as entradas e saídas da cidade são seladas, não sendo permitido a ninguém entrar expeto as forças governamentais e os mercenários contratados pela Umbrella.

A Apollon lança o vírus que criou/descobriu através da chuva nos países encandinavos (The Rain).

A poderosa Apollon utilizou a chuva para lançar um vírus poderoso nos países escandinavos. É construído um muro que impede que os sobreviventes desses países consigam fugir e assim conter o foco de infeção. Ninguém passa pelo muro gigante que foi erguido para separar os países escandinavos, destruídos pelo vírus, do resto do mundo a não ser os mercenários contratados pela Apollon e mesmo esses são impedidos de voltar atrás pela injeção de microcápsulas com o vírus no seu organismo que vão detonar caso eles tentem a fuga.

Concluindo, em ambas as séries os sobreviventes estão presos no interior do epicentro do contágio e impedidos de sair como forma de evitar que o contágio do vírus alastre para o exterior. Tanto Raccoon City como os países escandinavos são o local onde foi lançado o vírus e os primeiros locais a ser afetados e destruídos.



3- Protagonistas ligados às organizações responsáveis pela disseminação do vírus 

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A bela Milla Jovovichi interpreta Alice, a protagonista de Resident Evil que anteriormente trabalhava para a Umbrella Corporation.

A personagem Alice não faz parte da série de vídeo-jogos Resident Evil, tendo sido criada exclusivamente para protagonizar a saga de filmes. Alice é uma mulher de ação que trabalhava anteriormente para a Umbrella Corporation como guarda-costas de um dos seus complexos laboratoriais. No entanto, no primeiro filme da saga o vírus é inadvertidamente liberado e Alice está a guardar o local, sendo uma das primeiras pessoas a entrar em contato com o T-Vírus e a conhecer os seus efeitos devastadores e extremamente contagiosos nos hospedeiros. Ela consegue sobreviver, contudo, a Umbrella utiliza-a para realizar experiências genéticas, quando ela acorda no hospital de Raccoon City, a cidade já está praticamente destruída só lhe restando fugir e aprender a lidar com os efeitos do vírus no seu organismo que curiosamente não a transforma em zumbi e lhe dão super-poderes especiais que poderão ser extremamente úteis para a sua sobrevivência neste novo mundo, mas também uma maldição.

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Rasmus e Simone são filhos de um dos cientistas da Apollon responsáveis por lançar o vírus nos países escandinavos.

Simone e o seu irmão Rasmus são filhos de um dos cientistas principais da Apollon. Simone pode não ser uma mulher de ação como a Alice em Resident Evil, mas ela está ligada à Apollon através do seu pai, um dos principais cientistas da empresa. O irmão de Simone, Rasmus foi infetado com o vírus quando ainda era uma criança pequena. Ele estava muito doente e essa pode ter sido uma última tentativa desesperada do seu pai para o salvar. O vírus não matou Rasmus, pelo contrário moldou-se ao seu organismo e alojou-se no seu cérebro e medula espinhal. Ele se tornou imune ao vírus, mas com o tempo o vírus acabou por sofrer uma mutação e não o afetando, acaba por o tornar extremamente contagioso para os outros. Simone e Rasmus passam seis anos escondidos num bunker construído pela Apollon e quando saem para o exterior a Dinamarca (país onde vivem) está já completamente destruída pelo vírus.

Concluindo, Simone e Rasmus são um pouco semelhantes a Alice, ou seja ambos estão ligados à Apollon, tal como Alice estava ligada à Umbrella, e Rasmus, tal como Alice está infetada pelo T-Vírus que se moldou ao seu DNA, tem o vírus moldado ao seu sistema nervoso central.



4- Vírus mutante

O principal problema no controlo dos vírus é a sua adaptabilidade. Tanto em Resident Evil como em The Rain, o vírus liberado sofre mutações. Enquanto em Resident Evil essas mutações foram múltiplas e variadas, em The Rain ainda é cedo para dizer, mas mesmo que os criadores da série não sigam nesse sentido, o vírus liberado pela Apollon já sofreu uma mutação crucial para a sua disseminação e que irá seriamente prejudicar as hipóteses da Apollon para criar um anti-vírus como pretendem.

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Em The Rain o vírus lançado pela Apollon mata as pessoas em segundos após entrarem em consulsões violentas.

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Em Resident Evil o T-Vírus transforma as pessoas em zumbis assassinos, mas com o tempo o vírus irá criar monstros cada vez mais poderosos e monstruosos.



5- Mercenários

Tanto a Umbrella Corporation quanto a Apollon utilizam os serviços de mercenários para realizar o seu "trabalho sujo".

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Mercenários que trabalham para a Umbrella Corporation.

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Jacob Lohmann é um dos mercenários da Apollon conhecidos como "Forasteiros" pelos sobreviventes de The Rain.



6- Sobrevivência

Tanto em Resident Evil como em The Rain é imperativo para um pequeno grupo de pessoas conseguir sobreviver num local destruído, onde um perigoso vírus, extremamente contagioso, infetou quase toda a população.

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Grupo de sobreviventes em Resident Evil 6. À exceção de Alice a maioria das outras personagens que figuram nos filmes fazem parte dos vídeo-jogos.

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Grupo de sobreviventes em The Rain.



7- Cenários Pós-apocalíticos

Os cenários pós-apocalíticos de ambas as séries estão muito bem conseguidos e são extremamente fascinantes para os fãs do género como eu. Mas enquanto Resident Evil teve um orçamento milionário para criar esses cenários, os produtores de The Rain não tendo um caché exorbitante conseguiram fazer um excelente trabalho.
junho 08, 2018

Violet Evergarden | Opinião Animes

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Poster do anime Violet Evergarden
Poster do anime Violet Evergarden.

Título original: Violet Evergarden
Diretor: Tatsuya Ishihara
País: Japão
Ano: 2018
Episódios: 13



Sinopse:
Violet Evergarden, uma jovem anteriormente conhecida como "arma", deixou o campo de batalha para começar uma nova vida. Ela interessa-se pelo trabalho das "Bonecas Automáticas", que transformam os pensamentos e sentimentos das pessoas em palavras. Então, ela começa a sua jornada como "Boneca Automática" e se cruza com as emoções e os diferentes tipos de amor de várias pessoas. Tudo isso enquanto procura o significados dessas palavras e emoções.

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Opinião:

Violet Evergarden é um dos animes mais belos dos últimos tempos. Uma grande aposta da Netflix que nos conta uma história incomum de superação e descoberta interior de uma beleza para lá de sublime.

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Violet Evergarden no ínicio do anime.

Um dos animes mais falados da temporada, Violet Evergarden era aguardado com grande expetativa por muitos fãs de anime, eu incluída. Mas não sabia muito bem o que esperar, pois até ser uma aposta da Netflix, eu nunca tinha ouvido falar desta história.

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Violet Evergargen começa uma nova vida como Boneca Automática depois da guerra.

Violet Evergarden conta-nos a história de uma jovem com esse nome e que foi criada para ser, literalmente, uma máquina de guerra sem qualquer tipo de emoções e que acabada a guerra se vê sozinha num mundo para o qual não foi preparada, um mundo gerido mais pelas emoções do que pela lógica e raciocínio que devem ser seguidas no campo de batalha. Mas ao longo da série, Violet vai crescendo cada vez mais enquanto ser humano e finalmente descobrir o significado das últimas palavras que o major Gilbert disse para ela: "Eu amo-te."

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O major Gilbert e Violet.

Violet torna-se numa "Boneca Automática" para descobrir o significado das emoções que ela não aprendeu a sentir. Uma Boneca é uma mulher que escreve cartas para outras pessoas. Portanto, Violet tem que passar para o papel os sentimentos e emoções das outras pessoas e assim ela apreende a interpretar os seus próprios sentimentos e emoções.

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Momento no qual Violet consegue passar no curso de Boneca Automática.

Não costumo apreciar particularmente animes com episódios isolados, isto é, quando cada episódio tem a sua própria história, sem ligação aparente entre si, mas como cada episódio de Violet Evergarden é importante à sua maneira para podermos testemunhar o crescimento emocional de Violet, esse "pequeno pormenor" acabou por não me incomodar assim tanto. Outra curiosidade é que cada episódio da série é narrado por uma personagem diferente, essa personagem é geralmente o cliente da Violet na altura.


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Violet tem que aprender a lidar com a perda do major.


Com este anime emocionei-me como há muito tempo não me emocionava com uma obra deste género. Todos os casos apresentados no anime são tratados com uma subtileza e delicadeza incríveis e o impacto de Violet sobre a vida dos seus clientes com as suas cartas é inestimável, tanto para os seus clientes como para a própria.

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Momento em que Luculia conhece Violet.

Quanto ao mistério do desaparecimento do major Gilbert no campo de batalha, espero sinceramente que ele esteja vivo, mas caso tal não aconteça espero que a Violet possa seguir em frente com a sua vida, tal como ele gostaria que ela fizesse.

Em relação aos seus aspetos técnicos, este anime está perfeito. Desde os cenários, às personagens e passando pela sua banda sonora tudo está cinco estrelas. Tudo foi feito com um cuidado e atenção aos pormenores digno de nota.

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Violet com os seus novos colegas e amigos.


O melhor: Os cenários e os designs das personagens.

O menos bom: Talvez o arrastar lento de alguns episódios.
junho 06, 2018

Casais de La Casa de Papel, Netflix

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Poster Casais La Casa de Papel

Que La Casa de Papel foi uma das minhas séries preferidas dos últimos tempos não é surpresa, mas para além de uma série que narra um assalto pensado ao mais pequeno pormenor, La Casa de Papel tem também romance, tendo não um ou dois, mas sim três casais formados no seu enredo, sendo todos esses casais bastante diferentes entre si. Foi neste sentido que decidi criar este post, onde vou falar um pouco sobre cada um desses casais. De fora ficam Berlim e Adriana porque não os considero um casal de jeito nenhum, mas sim um bom exemplo do que é uma relação abusiva.

Antes de continuar quero avisar que este artigo possui os eventuais spoilers, por isso, caso ainda não tenham assistido a esta espetacular série não continuem a leitura deste artigo, vejam antes a minha opinião, livre de spoilers, sobre a série aqui (opinião La Casa de Papel).

E os casais de La Casa de Papel são:



3- Raquel Murillo e Professor

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Álvaro Morte e Itziar Ituño são o Professor e Raquel Murillo.

Raquel Murillo é a inspetora encarregue do caso do assalto à Casa Nacional da Moeda de Espanha. O Professor é a mente por detrás do mesmo assalto. Portanto, eles encontram-se em lados opostos da lei. Como é óbvio a sua história começa por interesse, com o Professor a utilizar Raquel para saber pormenores da investigação e ganhar tempo para que os seus companheiros no interior da Casa Nacional da Moeda possam fabricar o máximo possível de notas de euros. Contudo, à medida que a relação entre ambos vai-se aprofundando, o Professor se verá cada vez mais enredado no seu próprio jogo de manipulação e enganos e Raquel torna-se rapidamente na única falha no seu plano perfeito como o próprio acabará por admitir a ela no final.

Raquel é uma mulher inteligente que ganhou a pulso um cargo de chefia na polícia, um mundo onde predominam os homens, logo a sua astúcia é um factor a ter em conta pelo Professor que usará a fragilidade de Raquel, enquanto uma mulher que acabou de sair de um casamento no qual foi vítima de violência doméstica e que luta na justiça pela custódia da filha pequena, ao mesmo tempo que vê o ex-marido a envolver-se com a sua irmã. Serão portanto a fragilidade e solidão de Raquel os pontos fracos que o Professor irá explorar, mas torna-se clara a imensa atração que Raquel exerce nele desde o primeiro momento.

O Professor, também conhecido por Sergio Marquina é também ele um indivíduo solitário, uma criança doente que passou toda a sua infância em hospitais e cujo pai faleceu durante o decurso de um assalto que tentava realizar para arranjar dinheiro para os tratamentos do filho. Sergio estuda e idealiza este assalto para cumprir o sonho do pai e no meio de tudo isso esquece dos seus próprios sonhos e desejos. Raquel faz com que Sergio abra os olhos para a vida e ambicione também ele um final feliz ao lado da mulher por quem se apaixona.

Professor-e-Raquel-La-Casa-de-Papel
Raquel e o Professor vivem um caso de amor que poderá por o assalto em risco.

Confesso que no início torci o nariz a este casal, mas quando finalmente ambos se entregam a este amor eles fazem um casal surpreendentemente fofo e apaixonado. Todavia, quando finalmente Raquel descobre a traição de Sergio, o seu estado psicológico já abalado pelo seu anterior casamento parece entrar num colapso. Foi doloroso assistir ao desnorte da Inspetora Murillo e à calma um pouco fria do Professor. Mas devo admitir que foi importante que pelo menos um deles tivesse mantido a calma ou todo o plano teria ido por água abaixo.

O caso de amor entre Raquel e o Professor torna-se óbvio a partir do início da série e o seu desenrolar revela-se por demais óbvio. Contudo, dou os devidos créditos aos autores da série por terem conseguido fugir ao final trágico que muitas vezes acompanha este tipo de "amor impossível". Apesar disso confesso que este não é o meu casal preferido da série.




2- Toquio e Rio

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Miguel Herrán e Úrsula Corberó são Rio e Toquio.

Toquio e Rio são dois dos assaltantes e iniciam o seu tórrido caso cinco meses antes, quando estudavam o assalto juntamente com os outros assaltantes sob a orientação do Professor. Toquio é quinze anos mais velha que Rio, esse parece ser o principal impedimento em relação ao casal do ponto de vista dos seus colegas de assalto, mas para ambos esse factor não parece importar minimamente.

Toquio é a narradora da série e chama-se Silene Oliveira. Ela é já uma assaltante à mão armada com um extenso currículo. Contudo, o seu último trabalho envolveu a morte do noivo e o consequente assassinato de um polícia da parte dela. Quando se preparava para fugir do país decide ver a mãe pela última vez, todavia, a polícia prepara-lhe uma cilada da qual foi salva pelo Professor que a convida a participar do seu plano. É na mansão em Toledo onde todos se juntam para preparar o assalto que ela conhece o jovem Rio com quem inicia um tórrido romance às escondidas dos outros membros do grupo.


Rio chama-se Aníbal Cortez, é o hacker do grupo e um génio da Informática. Ele é o membro mais jovem dos assaltantes e consequentemente o mais infantil. Ele é também aquele cujo cadastro está um pouco mais limpo e que possui uma família decente, logo ele é considerado o membro mais fraco do grupo e é a ele que a polícia tentará aliciar com um acordo.



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Rio e Toquio protagonizam intensas cenas de sexo ao longo de La Casa de Papel.


Enquanto, Toquio é explosiva e impulsiva, Rio não sendo o seu oposto, funciona como a sua contra parte e a sua ingenuidade própria da idade apela certamente aos instintos protetores da Toquio.

O romance entre Rio e Toquio não foi nenhuma surpresa até porque se iniciou antes do assalto, mas o seu desenvolvimento foi muito interessante, uma vez que havia aqui a considerar vários fatores. Estaria Toquio a tentar substituir o noivo recentemente falecido? Estaria Rio apenas deslumbrado com a mulher mais velha e experiente? Poderia o seu caso de amor ter algum futuro depois do assalto? Quanto a esta última questão acho que só na próxima temporada, já confirmada pela Netflix, poderemos ter a certeza.




1- Mónica e Denver 

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Jaime Lorente e Esther Acebo são Denver e Mónica

Por fim, mas não menos importante, temos o meu casal preferido da série: Mónica e Denver. Denver é um dos assaltantes. Mónica é uma funcionária da Casa Nacional da Moeda que é feita refém durante o assalto. A sua história de amor é das mais inesperadas. Muitos fãs contestam a veracidade deste amor, pois consideram que esta relação se desenvolveu com base na chamada Síndrome de Estocolmo. Da minha parte, eu acredito piamente neste amor. Considero este casal como o mais coeso e aquele que sai mais reforçado de toda esta situação.

No início não gostei do Denver, mas ao longo da série passei a amá-lo e invejar a Mónica. Ele é aquele personagem que por detrás do aspeto de bandido irresponsável tem um coração de ouro e uma personalidade alegre e expansiva, sendo a sua gargalhada inconfundível. Depois há a sua relação única com o pai. Denver foi criado pelo pai, Moscovo, com quem tem uma relação de grande cumplicidade e afeto. É de resto por causa do pai que Denver se tornou num dos membros deste grupo de assaltantes, uma vez que Denver envolveu-se em problemas com um perigoso narcotraficante e com o dinheiro do assalto eles podem começar uma nova vida.

Quando Mónica nos é apresentada pela primeira vez, ela descobre estar grávida do seu amante casado que é também o seu patrão. De resto o amante de Mónica, Arturo é a personagem mais odiada e irritante de toda a série. As atitudes egoístas e idiotas de Arturo são a principal fonte de problemas quer para os assaltantes, quer para a polícia e para os outros reféns ao longo da série. Torna-se claro que Arturo não gosta de Mónica, nem pretende se responsabilizar pelo bebé a caminho. Então a jovem planeia abortar e pede uma pílula abortiva, mas Denver faz-lhe ver que essa não é a melhor opção. Enquanto, muitos criticam a atitude de Denver, do meu ponto de vista ele não a obrigou a nada, ele apenas a fez ver que estava a tomar uma atitude precipitada e que esse bebé podia ser algo de bom na sua vida.

Arturo ilude Mónica que, esperançada quanto ao futuro de ambos, vai buscar um telemóvel que estava escondido num casaco de Arturo, mas é apanhada por Berlim que manda Denver executá-la. Uma vez que o nosso moço não é um assassino, Denver não consegue matar Mónica, dando-lhe antes um tiro na coxa para enganar Berlim e esconde a refém num cofre blindado, onde passa a ter a responsabilidade de cuidar dela. É neste ponto que eles se conhecem um ao outro e em pouco tempo acabam por se envolver. Mas ambos terão que ultrapassar vários obstáculos para ficar juntos, principalmente, o preconceito por parte dos outros assaltantes e dos reféns.

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Mónica e Denver apaixonam-se contra todas as expetativas.


Mónica é nos apresentada como uma mulher com pouca sorte ao amor e que vai acabar por encontrar o amor numa situação completamente inusitada. Ao contrário de Arturo, Denver importa-se realmente com ela e com o seu filho por nascer. Quanto a Denver, tudo o que ele precisava era de uma mulher decente que o amasse e compreendesse.

Mónica e Denver acabam juntos e felizes e espero, sinceramente, que tudo dê certo para os pombinhos, pois se há alguém que merece ser feliz depois de tudo o que passou na Casa Nacional da Moeda de Espanha durante o assalto são eles.
junho 04, 2018

The Rain, Netflix | Opinião Séries

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Poster da série The Rain
Poster da série The Rain.

Título original: The Rain
Realizador: Kenneth Kainz, Natasha Arthy
País: Dinamarca
Ano: 2018
Género: Fição Científica, Thriller
Elenco: Alba August, Lucas Tonnesen, Mikkel Boe Folsgaard, Lukas Lokken, Jessica Dinnage, Angela Bundalovic, Johannes Kuhnke, Sonny Lindberg



Sinopse:
Seis anos após um vírus ter dizimado a maior parte da população escandinava, dois irmãos juntam-se a um grupo de sobreviventes em busca de segurança e de respostas. (Fonte: Netflix)

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Alba August é a competente protagonista de The Rain.

Opinião:

The Rain é uma série dinamarquesa de cenário pós-apocalíptico, cuja a premissa me fascina imenso, mas cujo desenrolar da história aproximou-a cada vez mais de Resident Evil, uma das minhas séries de vídeo-jogos favoritas de sempre. Só que em The Rain, o vírus que contamina as pessoas não as transforma em Zombies assassinos, faz antes com que elas entrem em convulsão e morram em segundos, e em vez da poderosa Umbrela Corporation temos a aqui a igualmente poderosa e manipuladora Apollon. Portanto, para mim The Rain apenas se destaca nos aspetos em que se afasta de Resident Evil (nos primeiros episódios), de resto tudo acaba por me soar demasiado familiar e consequentemente desconfortável, principalmente, no final.

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O efeito do vírus...

A história gira em torno de dois irmãos, Simone e Rasmus, que são deixados sozinhos, pelo pai, um cientista que trabalha para a Apollon, num bunker construído por esta antes de espalhar um poderoso vírus sobre os países escandinavos. Esse vírus é disseminado pela chuva, daí o nome profético da série, The Rain. O pai deles prometeu voltar para vir buscá-los, mas a verdade é que decorrem seis anos e os jovens permanecem sozinhos, até que esgotadas as suas reservas de comida, Simone aventura-se a sair para o exterior... E é aqui que a aventura começa, mas é também a partir daqui que a história vai ficando progressivamente mais desinteressante.

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Rasmus e Simone ficam sozinhos num bunker durante seis anos.

Simone vai se cruzar com um pequeno grupo de sobreviventes, literalmente, esfomeados que a sequestram e ao irmão para que ela os leve até outro bunker com comida, mas cada um desses sobreviventes tem a sua própria história e nesse ponto a série segue num ritmo interessante à medida que vamos sabendo um pouco mais sobre o líder Martin, a sedutora Beatrice, a religiosa Lea, o egoísta Jean e o rebelde Patrick. Todavia, não acabam por explorar completamente a história daquela que achei uma das personagens mais complexas do grupo que é a Beatrice. Neste ponto a série parece convergir para o estilo de The Walking Dead, isto é uma série sobre um grupo de pessoas que procura sobreviver num mundo destruído e cujos seus principais inimigos são os outros sobreviventes que se tornaram seres primitivos sem qualquer respeito pelo outro, apenas focados na sua própria sobrevivência. Mas o desfecho de The Rain é sem dúvida Resident Evil...

Elenco-série-The-Rain
O grupo de sobreviventes (da esquerda para a direita): Lea, Simone, Rasmus, Martin, Jean, Patrik e Beatrice.

Quero ressaltar que quem não conhece a fundo a história de Resident Evil não vai entender a minha desilusão com esta série. A sério como é que os autores de Resident Evil não acusaram os autores de The Rain de plágio descarado? Houve alguém que assistiu a The Rain e afirmou o seguinte: "The Rain é mais do mesmo na dose certa.". Não sei quanto à dose certa, mas lá que é mais do mesmo é.

Cenário-série-The-Rain
O cenário pós-apocalíptico está muito bem conseguido.

Contudo, peço que para não encararem esta opinião como excessivamente dura e negativa, uma vez que The Rain é uma série de qualidade com bons cenários, boas personagens, interpretadas por atores competentes e um enredo de grande qualidade. Não vou dizer que não estou curiosa com a segunda temporada já confirmada pela Netflix. O único ponto negativo são mesmo as semelhanças com Resident Evil... E vou parar por aqui, porque sinto que estou-me repetir imenso com esta opinião.

Lucas-Lynggard Tonnesen-série-The-Rain
Rasmus é um personagem extremamente importante para o futuro da série...

O melhor: Os seus episódios iniciais, pelo mistério e suspense que nos compele a assistir a esta série com entusiasmo.
O menos bom: As semelhanças mais do que óbvias com a série Resident Evil, apesar de terem tentado disfarçar com um toque de The Walking Dead.

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