setembro 30, 2018

Agarra-te à Vida, Não ao Cabelo, Netflix | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Nappily Ever After
Diretor: Haifaa Al-Mansour
País: EUA
Ano: 2018
Género: Comédia, Drama, Romance
Elenco: Sanaa Lathan, Ricky Whittle, Lyriq Bent, Lynn Whitfield, Ernie Hudson, Daria Johns, Camille Guaty, Brittany S. Hall, Terry Serpico, Jen Harper, Danielle Lyn, George Wallace, John Salley, RonReaco Lee, Bo Yokely
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt0365545/


Sinopse:
Depois de sofrer um contratempo amoroso, uma publicitária embarca numa viagem de autodescoberta que começa com uma drástica mudança de penteado. (Fonte: Netflix)


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Opinião:

Ultimamente, tenho assistido a boas obras com o cunho Netflix, que de outro modo acabaria por  não assistir, foi o caso de A Todos os Rapazes que Amei, Sierra Burgess is a Loser, A Banca dos Beijos e agora este Agarra-te à Vida, Não ao Cabelo, uma boa surpresa.

Agarra-te à Vida, Não ao Cabelo é um filme adaptado de um romance best-seller de Trisha R. Thomas e conta-nos acerca da viagem de autodescoberta de uma publicitária demasiado obcecada com a sua aparência para realmente desfrutar da vida.

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Violet tinha uma vida aparentemente perfeita.

Violet tem uma vida perfeita, uma carreira de sucesso, um namorado com uma brilhante carreira de médico pela frente e uma aparência irrepreensível, está na hora do próximo passo: casamento e filhos. Mas quando ao invés dum anel de noivado, ela recebe um pequeno chihuahua, Lola, como prenda de aniversário, Violet rompe a sua relação com Clint, começando uma nova fase da sua vida.

Após a sua vida aparentemente perfeita levar um revés, Violet acaba por recorrer a um ato extremo que é rapar o seu cabelo, isto após uma noite de bebedeira e azares. No outro dia, quando acorda e se lembra do que fez, ela fica horrorizada, mas à medida que o tempo avança ela vai ficando cada vez mais confiante, enfrentando as suas inibições uma a uma.

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Numa noite de bebedeira, Violet acaba por rapar o cabelo.

Estamos perante um filme bonito, com uma mensagem de aceitação, superação e seguir em frente. Violet, por influência da mãe, viveu toda a sua vida obcecada com a sua aparência, sobretudo com o seu cabelo que tinha que estar sempre perfeito, isto é, liso e impecável, o que era muito difícil para ela, uma vez que o seu cabelo natural era extremamente encaracolado. Ela tinha que estar constantemente atenta para que o seu cabelo se mantivesse liso, pois bastava ele apanhar um pouco de humidade e já está... É num desses "acidentes" com o seu cabelo que Violet vai até ao cabeleireiro de Will e conhece a sua rebelde e intrometida filha, Zoe, com quem, após uma relação inicial conflituosa, acaba por desenvolver uma amizade especial. Posteriormente, Violet desenvolve uma relação com Will e se sente livre e feliz pela primeira vez na vida, mas as coisas acabam por regredir com a  atitude hostil da sua mãe para com o cabeleireiro e com a volta de Clint... Como será que Violet irá conduzir o seu futuro?

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Violet abraça uma nova fase da sua vida com uma mudança radical de visual.

Concluindo, Agarra-te à Vida, Não ao Cabelo é um daqueles filmes inspiradores com uma mensagem de esperança e força para mudarmos as circunstâncias da nossa vida, muitas vezes condicionada pelo que os outros esperam de nós e vez do que nós queremos para a nossa vida, no caso de Violet, ela viveu toda a sua vida condicionada pela sua mãe e mais tarde pelo namorado, Clint, sem nunca pensar em si e nos seus próprios desejos.

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Violet com as melhores amigas, que no seu estilo próprio estiveram sempre lá para apoiá-la.

O melhor: A mensagem inspiradora de superação.

O menos bom: Violet levou demasiado tempo para perceber aquilo que queria...
setembro 29, 2018

Trilogia Entre Mundos, Laini Taylor

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A Trilogia Entre Mundos é uma série de literatura fantástica composta por três livros da autoria de Laini Taylor. As obras seguem a história de Karou, uma adolescente à primeira vista normal, mas que ao longo da história vamos descobrir ser, afinal, bastante invulgar.

Um estrondoso sucesso internacional, a Trilogia Entre Mundos foi publicada originalmente em 2011 nos EUA. No ano em que foi publicado o primeiro livro da trilogia, Laini Taylor talvez não antecipasse o estrondoso sucesso que A Quimera de Praga iria alcançar: além de excelentes críticas, foi considerado o melhor livro do ano para o The New York Times, Publishers Weekly, Kirkus Review, Barnes & Noble Review, Locus (Magazine of Science Fiction & Fantasy), ABC Best Children's Book Catalog e School Library Journal. Foi ainda finalista dos Prémios Andrew Norton, Children's Choice Book Awards Teen Book of the Year e vencedor do Oregon Spirit Book Award. O sucesso do livro foi também assinalável em termos comerciais, estando presente no primeiro lugar de vendas da Amazon na categoria de «Jovens Adultos» em 2011.

Laini Tayklor é autora de livros de fantasia, tendo publicado anteriormente a série Dreamdark e o romance finalista do National Book Award Lips Touch: Three Times. Considerado por muitos livreiros e meios de comunicação como o melhor livro do ano de 2011/2012, A Quimera de Praga é o primeiro volume de uma trilogia, com direitos de tradução vendidos para mais de 30 países e cuja adaptação cinematográfica está a cargo dos estúdios da Universal Pictures.

Seguem abaixo as minhas opiniões, anteriormente publicadas no site Segredo dos Livros, relativamente a cada um dos livros que compõem esta trilogia:


1- A Quimera de Praga

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Sinopse:
Pelos quatro cantos do mundo, marcas de mãos negras começam a aparecer nas portas, gravadas a fogo por estranhos seres alados, saídos de uma fenda no céu.
Numa loja escura e empoeirada, o abastecimento de dentes humanos de um demónio começa a ficar perigosamente reduzido. E nas ruelas labirínticas de Praga, uma jovem está prestes a embarcar numa jornada sem retorno.
O seu nome é Karou. Karou não sabe quem é, nem porque vive dividida entre o mundo humano e a sua família de demónios, mas crê que as respostas podem estar para lá de uma porta nos recantos sombrios de uma loja, ou no confronto com um completo desconhecido, de olhar abrasador e aparência divina - o anjo que queimou as entradas para o seu mundo, deixando-a só.

No início da leitura, não pude evitar sentir-me um bocado desiludida, uma vez que me pareceu estar perante um romance adolescente, com alguns toques de fantasia. Não tenho nada contra, alguns livros deste género são bastante bons; mas, pela sinopse, imaginei uma história diferente, mais dentro do meu género de eleição, o fantástico. Contudo, ao fim de alguns capítulos, finalmente, a história dá uma volta de 180 graus e descola no sentido certo.

Karou é uma jovem de dezassete anos, estudante de artes numa prestigiada escola de Praga, aparentemente normal, não fosse o seu cabelo azul, tatuagens invulgares, o facto de ser especialista em artes marciais, a capacidade de pedir pequenos desejos usando contas de um estranho colar e ser filha adotiva de uma família de quimeras (seres vivos cujos corpos possuem partes humanas e animais).

A família de Karou é realmente invulgar. Achei Isza um amor, apesar de ser parte serpente, pois ela foi como uma mãe para a jovem. Brimstone, por seu lado, revelou-se uma personagem extremamente ambígua, do meu ponto de vista. Se, em parte, foi como um pai para Karou, por outro lado, sempre a tratou com uma certa frieza e distância. A melhor amiga de Karou, Zusana, era bastante incongruente; às vezes, parecia mais responsável e madura que Karou, noutras, uma miúda imatura e fascinada. Não gostei particularmente dela e foram os seus diálogos infantis com Karou que me maçaram na fase inicial da história. O ex-namorado de Karou, Kaz, é o típico rapaz convencido que se acha o centro do mundo; sempre que ele aparecia, era muito divertido observar o seu comportamento extravagante e inconsequente.

Aquela sensação de vazio e falta de identidade que sempre acompanhou Karou ao longo de toda a vida, tem uma razão de ser bastante surpreendente. O facto da autora nos ir revelando a verdade aos poucos, ao mesmo tempo que Karou a vai descobrindo, é bastante bem conseguido e permite-nos criar uma maior empatia por ela. Outro mistério bastante denso é a utilização dos dentes que Karou recolhe para Brimstone. Para que servem todos aqueles dentes em colares? A resposta é surpreendente.

A relação entre Karou e Akiva foi bastante mal explorada, sob o ponto de vista sentimental. Todavia, não deixa de ser uma relação lindíssima, nascida no meio da morte e desolação. Espero que, nos volumes seguintes, o seu amor consiga sobreviver a tantos obstáculos, privações, dor e vinganças, mas o caso parece ser mesmo muito complicado. Não sei como a autora vai conseguir juntar estes dois… Anjo e demónio, separados por gerações de ódio e com muito pouco em comum. Mas espero que a sua relação se torne mais forte e estável.

A esperança (significado do nome de Karou na linguagem das quimeras) e a traição parecem ser os temas que Laini quis desenvolver neste volume: a ânsia de Karou em saber a verdade, mesmo achando que sairá magoada; a luta milenar das quimeras contra os anjos, mesmo sabendo que nunca os conseguirão derrotar, limitando-se a travar batalhas sangrentas sem fim, na esperança de que surja algo que lhes trará, finalmente, a paz. A traição de Chiro? A traição de Akiva? Será que existem diferenças entre estas duas traições para Karou?

Tenho esperança de que, no próximo volume, a autora nos conte sobre o início desta guerra interminável entre anjos e quimeras. Como foi que as quimeras escravizadas acabaram por se revoltar?

Uma tradução literal do título em inglês Daughter of Smoke and Bone seria muito mais correta. Quem ler ou leu o livro entenderá o que quero dizer.

Este é, sem dúvida, um livro muito introdutório, apesar de uma premissa que apontava para muito mais. Espero um segundo volume muito mais promissor.


2- Dias de Sangue e Glória

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Sinopse:
Karou, antiga estudante de Arte, quimera revenante e aprendiz de ressurrecionista, tem finalmente as respostas que sempre procurou. Sabe quem é e o que é. Porém, com este conhecimento vem outra verdade que ela daria tudo para desfazer: amou o inimigo e foi traída, e um mundo inteiro sofreu por isso.
Agora, sacerdotisa de um castelo de areia numa terra de poeira e estrelas, profundamente só, Karou tenta recriar o universo do seu passado, contribuindo, com a sua dor e a sua mágoa, para a volta gloriosa das quimeras.
Porém, sem Akiva, e sem o seu sonho de amor partilhado, o caminho da esperança afigura-se impossível de trilhar.

Repleto de desgosto e beleza, segredos e escolhas impossíveis, Dias de Sangue e Glória encontra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra tão antiga como o tempo.


Em primeiro lugar, quero dizer que todas as capas dos livros desta trilogia são lindíssimas, mas esta é a mais bonita na minha opinião.

Depois do primeiro volume, esperava que este segundo livro levantasse o véu sobre o mundo de Eretz, um mundo paralelo ao nosso, habitado por anjos e quimeras, um local onde decorre uma guerra milenar. Assim foi.

Voltamos a encontrar, em lados opostos deste conflito, Akiva e Karou, anjo e demónio, separados por gerações de ódio e acontecimentos terríveis. A incapacidade de Karou para perdoar Akiva e, principalmente, a si própria por se ter apaixonado por ele, leva-a a uma maré auto-destrutiva , que destrói não só a si própria, mas também muitas outras pessoas, vítimas inocentes de um conflito violento e sanguinário.

Neste livro, temos um vislumbre da guerra e das suas terríveis consequências para ambos os lados. Os líderes influenciam o destino de milhões e a vida de inocentes é posta em causa, principalmente as crianças, o elo mais fraco de qualquer guerra. A lealdade de cada lado é abalada, uma vez que ódio gera apenas mais ódio, num círculo interminável de violência. Mas também vislumbramos esperança, uma vez que muitos soldados estão cansados deste círculo interminável de violência.

A autocomiseração de Karou é algo difícil de tolerar ao longo de mais de metade do livro. Estamos perante uma rapariga frágil, solitária e fraca que se deixa manipular cegamente sem questionar o terror que, ela própria, está a criar/soltar no mundo. Ela até traz as quimeras para o mundo humano... As suas atitudes são, na maioria das vezes, incompreensíveis. Como pode Karou viver e trabalhar lado a lado com o homem responsável pela sua morte, enquanto Madrigal, e não conseguir perdoar Akiva, cujo pecado foi entrar numa espiral de vingança e morte contra o povo que levou a mulher que amava até ao cadafalso com aplausos e urros de alegria e tão cruelmente a executou à sua frente?

Os comportamentos de Karou são bastante indignos daquilo que Brimstone sonhava e que o levou a dar-lhe o nome de “esperança” na linguagem quimera. Ele sonhava com uma heroína que, juntamente com Akiva, levaria ambos os povos à paz, a um mundo refeito. Será que Karou ainda vai a tempo?

Das novas personagens que nos são apresentadas, adorei o Ziri, leal, justo, bondoso e com uma capacidade de sacrifício para lá de admirável. Das personagens já existentes, tive oportunidade de conhecer melhor o Akiva, altruísta, capaz de amar incondicionalme nte, mesmo quando humilhado e desprezado, com um sonho inabalável de paz e uma esperança inquebrável. Liraz foi uma verdadeira surpresa; rude e forte, apresentou um lado mais humano e frágil, sendo uma das personagens que sofreu um maior desenvolvimento ao longo da história, pelo menos até este ponto. Zuzana e Mik foram um surpresa agradável, apresentando neste arco narrativo algum equilíbrio entre humor e tragédia. Mik trouxe música. Zuzana amizade verdadeira. Ambos alegria de viver. Issa foi um doce como sempre. Thiago revelou toda a sua tirania e violência. Joram e Jael, ódio e crueldade.

As atitudes auto-destrutiva s de Karou, a sua teima em culpar Akiva por todos os seus males, impediram um bocado a narrativa de evoluir. Talvez uma tentativa de Laini prolongar a história e tirar o máximo partido comercial de uma trilogia. Mas não podemos culpá-la por isso.

Um livro melhor do que o primeiro, mas que não deixa de apresentar as suas falhas e muitas pontas soltas, que só serão fechadas no derradeiro título da trilogia - Sonhos de Deuses e Monstros, porque todos eles sonham com um mundo melhor, sem guerra. O sonho de Karou e Akiva, partilhado por Brimstone e por muitos outros.


3- Sonhos de Deuses e Monstros

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Sinopse:
Dois mundos estão à beira de uma guerra cruel. Através de um assombroso ardil, Karou assumiu o controlo da rebelião das quimeras e tem a intenção de as desviar do caminho da vingança extrema. O futuro depende dela.
Quando o brutal imperador serafim traz o seu exército para o mundo humano, Karou e Akiva estão finalmente juntos - se não no amor, ao menos numa aliança provisória contra um inimigo comum. É uma versão alterada do seu antigo sonho, mas ambos começam a ter esperança de que será possível forjar um destino alternativo para os seus povos e, talvez, para si próprios.
Porém, com ameaças ainda maiores a desenharem-se, serão Karou e Akiva fortes o suficiente para se erguerem entre anjos e demónios?

Das cavernas dos Kirin às ruas de Roma, humanos, quimeras e serafins lutam, amam e morrem num cenário épico que transcende o bem e o mal, nesta impressionante conclusão da trilogia bestseller Entre Mundos.


Com este Sonhos de Deuses e Monstros, chegou ao fim mais uma grande trilogia de fantasia, com muita ação, reviravoltas surpreendentes, personagens complexas

Akiva e Karou, anjo e demónio, dois inimigos naturais que são, na verdade, duas almas gémeas inseparáveis, dois pólos opostos que se atraem para lá de todas as adversidades que se impõem no seu caminho. Neste livro, mais do que em qualquer um dos anteriores, testemunhamos a grande ânsia dos protagonistas em terminarem juntos. Quem mais nos consegue derreter o coração é Akiva com o seu jeito ao mesmo tempo amoroso e prático. Uma personagem marcante com o seu coração de ouro, olhos de fogo e sonhos de amor e paz, é impossível não gostar dele. Já Karou apresenta uma personalidade insegura e pouco coerente, revelando uma imaturidade típica de uma adolescente, mas, devido ao caráter duro da vida que levou enquanto Madrigal, uma vida de soldado quimera, deveria apresentar mais maturidade e segurança nas suas atitudes.

Akiva foi o verdadeiro pilar da revolta que juntou anjos e quimeras contra o império. Ele fez o que tinha que ser feito, mesmo o trabalho “sujo”. Foi ele quem forjou uma aliança entre dois inimigos mortais e a tornou estável com base na sua fé. Mas não convém que esqueçamos o papel de Ziri, o jovem Kirin que teve um papel fulcral nos acontecimentos. Na minha opinião, foi a personagem que mais sofreu neste livro, destituído da sua identidade e da sua própria pele. Liraz também esteve muito bem, com uma mudança de atitude bastante progressiva e credível. Ela e o Ziri tornaram-se num casal bastante fofo.

O final foi estranho. A meu ver, mais parecia um começo do que um fim. Eliza foi uma personagem completamente desnecessária para a guerra entre anjos e quimeras. Além disso, acabou por complicar

Desde que foram mencionados, no primeiro volume desta trilogia, que andei ansiosa por conhecer a história por detrás da tribo dos Stelianos, mas fiquei desiludida com eles, mais por me parecerem o completo oposto do Akiva e pela sua falta de carisma e empatia, do que pela sua falta de poder. Os Stelianos eram de facto muito poderosos, tão poderosos que sozinhos sustentavam o equilíbrio do Universo. No entanto, eram demasiado cinzentos e monótonos. E, além disso, constituíram um entrave para que o Akiva e a Karou acabassem nos braços um do outro, na altura que me parecia mais correta. Por essa, não lhes perdoo de maneira nenhuma.

No geral, gostei bastante desta trilogia, apesar das suas falhas. Com uma escrita leve e fluída, um enredo criativo e original dentro do género e uma história de amor cativante. Todavia, esperava mais e não consigo tirar da minha cabeça a impressão de que a autora se espalhou no final do livro, com aquela história dos Stelianos e das estrelas-deuses . A não ser que a Laini esteja a pensar continuar a história… Uma coisa é certa: com o final que nos apresentou, ela tem, como se costuma dizer, “bastante pano para mangas”.
setembro 27, 2018

Big Fish & Begonia | Review

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Dados Técnicos:
Título original: Dayu haitang
Diretores: Liang Xuan e Zhang Chun
País: China
Ano: 2016
Género: Fantasia, Aventura, Drama
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt1920885/

Sinopse:
Uma miúda proveniente de um reino místico transforma-se num golfinho para explorar o mundo humano, onde encontra um jovem que a leva numa fatídica demanda. (Fonte: Netflix)

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1- A história

Big Fish & Begonia é um filme de animação chinês que nos conta a apaixonante odisseia, de uma jovem oriunda de um reino mágico chamada Chun, para salvar a vida de um rapaz humano que a salvou, quando ela foi até ao mundo humano numa espécie de ritual pelo qual passam todos os jovens de 16 anos do seu reino.

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O reino de Chun é um reino mágico que controla os elementos da natureza do mundo humano é, por essa razão, que todos os jovens de 16 anos desse reino se devem transformar em golfinhos e passar uma semana no mundo humano, para assim ficarem a conhecer o mundo sobre o qual têm uma enorme influência.


Chun vai até ao mundo humano, mas no último dia fica presa numa rede de pesca e teria morrido se não tivesse sido a intervenção de um rapaz que morre para a salvar. A partir daí Chun entrará numa demanda para resgatar a alma do rapaz e cuidar dela até que finalmente esteja pronta para voltar ao mundo humano. Chun desafiará o seu mundo e todas as pessoas que conhece para resgatar a alma do rapaz e contará com a preciosa ajuda de Quin, o seu melhor amigo, nesta viagem de valor inestimável.

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Chun resgata a alma de Kun e deve cuidar dele até que este possa tomar a forma humana e voltar ao seu mundo.


2- As personagens

Big Fish & Begonia é um filme com um número considerável de personagens cada uma com características próprias e um design rico e diversificado, mas vou referir e falar um pouco apenas sobre as quatro personagens que considero as mais importantes para o evoluir de toda a história, são elas:

2.1- Chun

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Chun é a personagem principal e também a narradora da história. Ela é uma jovem de outro reino com o poder de controlar as begónias que vai até ao mundo humano após completar 16 anos para, durante uma semana, explorar tudo aquilo que lhe é possível sobre esse mundo. No entanto, no seu último dia, um acidente mudará o curso da sua vida.

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Chun é uma jovem alegre e muito observadora que tem um grande carinho pelo lugar onde vive e pelos seus familiares e amigos. Após ser salva por Kun, ela faz um pacto com um poderoso feiticeiro para resgatar a sua alma e torna-se na sua protetora.
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Apesar de ir contra tudo e todos, Chun não desiste nunca da sua demanda para salvar Kun. Contudo, ela não deixa de se preocupar profundamente com o que acontece com o lugar onde vive e com os seus habitantes.


Chun é, acima de tudo, uma jovem determinada e independente com ideais bastante fortes sobre lealdade e sacrifício, o que se nota pelo preço extremamente alto que ela paga para resgatar a alma de Kun.


2.2- Qui

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O melhor amigo de Chun e a personagem mais interessante de toda a história. Qui ama Chun incondicionalmente e tudo fará para a ajudar a esconder Kun. São desta personagem os atos mais belos e altruístas de toda a história.

Gif-filme-Big-Fish-and-BegóniaQui é um rapaz órfão criado pela avó que, por isso, se sente extremamente só. A sua única e grande amiga é Chun, por quem se apaixona de modo profundo e desinteressado. Qui tudo fará pela felicidade de Chun sem pedir absolutamente nada em troca.

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De longe a personagem que mais evolui ao longo de toda a obra, o seu poder irá aumentar à medida que a história progride, assim como a sua determinação em proteger Chun.



Qui é a minha personagem favorita da história, isto apesar de no início não se fazer advir toda a sua importância para a história, mas com o evoluir de Big Fish & Begonia, ele vai se tornando a personagem mais carismática de todo o filme.


2.3- Kun

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É inicialmente um rapaz humano que salva a vida a Chun e que morre por isso. A sua bondade, coragem e determinação fazem com que Chun resgate a sua alma a cuide dele, enquanto pequeno peixe, até que cresça e possa tomar novamente a forma humana e voltar para o seu mundo.

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Kun é a personagem menos aproveitada do trio de protagonistas, na parte inicial do anime dá mostras de ser um rapaz carismático que toma conta da sua pequena irmã, mas após a sua morte e posterior resgate por parte Chun, toma a forma de um pequeno peixe com um chifre no meio da testa. Ao longo do filme ele vai crescendo até ter o tamanho de uma pequena baleia, mas como animal de estimação de Chun ele não tem muito espaço para crescer enquanto personagem, principalmente devido à importância de Qui para toda a história.


2.4- Avô da Chun

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O avô da Chun pode ser uma personagem secundária, mas decidi falar sobre ele devido aos seus poderes divinos (ele é praticamente um deus) e à sua grande importância para o desenrolar da história. Ele é a única personagem, para além de Qui é claro, a apoiar Chun incondicionalmente, isto independentemente das consequências para ele e para o mundo. Ele e a sua esposa protegem Chun até mesmo depois da morte...



3- Conclusões

Aquilo que mais se destaca no filme é a animação perfeita em tons quentes, nomeadamente, o uso do vermelho devido à importância desta cor na tradição chinesa, sendo que representa lealdade e inocência.

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Kun e Chun passam por muitas aventuras até ao final da história.

Estamos perante uma obra poética que aborda várias questões filosóficas e culturais ligadas, essencialmente, à China e à cultura chinesa, o que torna este filme bastante enriquecedor para quem, como eu, não tem grandes conhecimentos sobre a China.

De uma grande beleza ao nível da estética e de toda a animação, Big Fish & Begonia fica de algum modo àquem de muitas animações japonesas, devido à sua história por demais corrida e sem grande desenvolvimento de algumas personagens importantes para a trama como Kun.

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Enfim, podemos não estar perante uma obra prima da animação, mas estamos perante uma boa obra com uma história enriquecedora e uma mensagem bonita sobre amor, sacrifício, deteminação e fé. Este é um daqueles filmes que nos fica na memória muito tempo depois de o termos assistido o que é muito bom.


O melhor: A animação cinco estrelas com imagens que beiram a perfeição.

O menos bom: Gostava de ter assistido a um melhor aprofundamento da personagem Kun, que ficou basicamente relegado à posição de animal de estimação durante a maior parte do filme.
setembro 23, 2018

Livro vs Filme: Inocência Perdida, Nora Roberts

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Voltando com mais uma rubrica Livro vs Filme não podia de deixar de continuar com aquilo que chamo "a onda Nora Roberts". Vou voltar a comparar um dos meus livros favoritos da autora, ou seja outro dos livros figurantes no meu TOP 7 - Romances Nora Roberts, chamado Inocência Perdida com a sua adaptação cinematográfica que dá pelo nome original de Carnal Innocence.

Carnal Innocence, à semelhança do que aconteceu com Angels Fall, Tribute e Carolina Moon, obras da autora que também já comparei com a sua respectiva obra literária nesta rubrica, foi uma produção da produtora Lifetime em formato de filme para televisão e também à semelhança dos outros filmes não possuiu um orçamento milionário, mas sim uma boa base que é um dos romances mais famosos de Nora Roberts. Vamos então analisar as duas obras em causa.


O livro:


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Sinopse:
Na pequena cidade de Innocence, no Mississípi, os dias são compridos, as noites perfumadas e os segredos difíceis de preservar. Mas quando um assassino brutal ceifa as vidas das mulheres mais bonitas do local, amigos e vizinhos são obrigados a perguntar-se se se trata de um estranho à espreita no pântano... ou de alguém mesmo ali ao lado.
 Esgotada por uma carreira frenética como violinista, Caroline Waverly chega a Innocence na esperança de que a casa da sua falecida avó lhe providencie a tranquilidade de que tanto precisa. Mas Innocence tem algo mais para lhe oferecer: o bonito e encantador Tucker Longstreet. Tucker é conhecido pelos seus romances curtos e superficiais. Mas quando vê Caroline sente que ela é diferente de todas as mulheres que conheceu. A reservada violinista também sente uma excitação inesperada ao pé dele, mas quando descobre a terceira vítima nas águas pantanosas por trás da sua casa e Tucker é considerado o principal suspeito, o seu caso de Verão pode transformar-se num caso de… vida ou morte.

Análise e pequeno resumo:

Inocência Perdida é um dos meus livros favoritos de Nora Roberts. Neste livro a autora conta-nos uma história que consegue conciliar um poderoso romance com uma série de violentos assassinatos.

Caroline Waverly é uma das maiores violinistas do mundo, esgotada por uma agenda lotada e inúmeros concertos ao redor do mundo, sofre uma espécie de esgotamento que se materializa num grave bloqueio criativo e num pânico injustificável de atuar para uma plateia, o que a força a parar a sua carreira e tentar uma recuperação na casa da sua falecida avó, numa terra isolada do Mississípi chamada Innocence. Contudo, a sua chegada coincide com uma série de crimes brutais contra belas mulheres efetuados por um Serial Killer de identidade desconhecida.

Por outro lado há Tucker Longstreet, um dos principais suspeitos dos crimes, devido às suas anteriores relações com as vítimas, que se interessa por Caroline e ambos desenvolvem uma relação. Até que ponto a relação entre ambos poderá colocar Caroline em perigo? Não posso revelar.

Geralmente consigo ter uma ideia de quem é o assassino neste tipo de obras logo à partida. Aqui tive muitas dificuldades em encontrar o culpado e não cheguei lá perto. Não estava mesmo à espera que o culpado fosse aquela pessoa em particular e até hoje acho que a autora cometeu uma grande gafe com o final deste livro, por não nos ter explicado uma das cenas mais violentas que eu já li num dos seus livros, uma cena que me causa muita estranheza por ter sido realizada por este assassino em particular (só quem já leu este livro pode saber do que estou a falar).


O filme:

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Dados Técnicos
Título original: Carnal Innocence
Diretor: Peter Markle
País: EUA
Ano: 2011
Género: Drama, Mistério, Romance
Elenco: Gabrielle Anwar, Colin Egglesfield, Shirley Jones, Pancho Demmings, Andrew W. Walker, Jud Taylor, Jennifer Taylor, Drew James, Antonio D. Charity, Kym Jackson, Ed Lauter, Josh Blaylock, Brad Rowe, John Lacy, Mia Cottet, Judson Mills

Sinopse: Caroline, uma violinista mundialmente famosa retorna à sua terra natal, Innocence, para se reguardar do mundo. Mas um Serial Killer encontra-se a assassinar mulheres jovens e belas de Innocence, e Caroline pode vir a tornar-se num seu principal alvo.

Comparações e pequeno resumo:

Desta vez adorei o filme! Lindo e com uma história bem contada, Carnal Innocense conseguiu pegar no enredo do livro e trazê-lo para o ecrã com personagens de carne e osso tão carismáticas quanto aquelas que Nora Roberts nos apresentou no livro. Além disso, o casting parece ter acertado em cheio com atores talentosos e bastante competentes nos seus papeis. Outra vantagem deste filme em relação às anteriores adaptações de obras da Nora Roberts por parte da Lifetime pode ter a ver com o facto deste filme ser mais recente e, talvez por isso, mais bem trabalhado que os anteriores.

O facto dos atores que interpretam o casal de protagonistas, Colin Egglesfield e Gabrielle Anwar, serem mais velhos do que as personagens de Nora Roberts nem se fez notar e gostei da prestação de ambos.

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Colin Egglesfield e Gabrielle Anwar são os protagonistas de Carnal Innocense.

Dos vários protagonistas masculinos de Nora Roberts, Tucker Longstreet é talvez um dos mais complexos, com mais problemas e vários defeitos, Colin Egglesfield conseguiu encarnar um Tucker mulherengo e galanteador e ao mesmo tempo vulnerável e protetor da sua família, mas de fora ficou grande parte da dinâmica da sua relação com Caroline que acabou por se inverter em relação ao que geralmente acontecia nas suas relações anteriores. Grabielle Anwar conseguiu fazer valer da sua experiência como atriz para interpretar Caroline, uma mulher bonita e talentosa, mas também com muitas inseguranças e receios quanto à sua vida.

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Muitas outras personagens fazem parte desta história e todas elas conseguem enriquecer o filme à sua maneira. Todas as personagens de Carnal Innocence são importantes para o desenrolar da história e possuem vários detalhes que as tornam únicas e ao mesmo tempo bem realistas.


O mistério do verdadeiro assassino também foi muito bem conseguido, fazendo-nos dar várias voltas até chegar-mos ao verdadeiro culpado dos assassinatos. E a identidade do assassino é bastante surpreendente tanto no livro quanto no filme.

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O melhor do filme foi a química entre o casal de protagonistas.

Vencedor:

Desta vez fiquei na dúvida quanto ao vencedor deste combate livro vs filme, mas após alguma deliberação tenho que reconhecer que o livro continua a apresentar um maior desenvolvimento e evolução das personagens do que o filme, uma vez que muita coisa ficou de fora no filme. Mesmo assim recomendo o filme como uma obra de qualidade com atores capazes e um enredo bastante bem conseguido. Este foi sem dúvida o combate mais renhido desta rubrica até agora.

setembro 22, 2018

A Banca dos Beijos, Netflix | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: The Kissing Booth
Diretor: Vince Marcello
País: EUA
Ano: 2018
Género: Comédia, Drama, Romance
Elenco: Joey King, Joel Courtney, Jacob Elordi, Carson White, Hilton Pelser, Judd Krok, Sand Shandu, Joshua Daniel Eady, D. David Morin, Bianca Boseh, Jessica Sutton, Frances Sholto-Douglas, Evan Hengst, Trent Rowe, Lindsey Abrahams, Molly Ringwalg, Morné Visser
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt3799232/


Sinopse:
Elle nunca pensou que o seu primeiro beijo resultasse num romance proibido. Conseguiu sair com o rapaz mais giro da escola, mas pode vir a perder o seu melhor amigo. (Fonte: Netflix)

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Da primeira vez que este filme me apareceu à frente, eu torci o nariz. Aonde é que eu já vi isto...? Pareceu-me uma história cliché e demasiado previsível sobre um romance adolescente. Mas ainda bem que acabei por assistir a este filme, mais um original Netflix que nos tem presenteado ultimamente com várias comédias românticas adolescentes de qualidade como foi o caso de A Todos os Rapazes que Amei e Sierra Burgess is a Loser.

A Banca dos Beijos conta-nas a típica história de uma adolescente bonita e algo trapalhona, Elle, que tem um melhor amigo, Lee, que por sua vez tem um irmão bonzão chamado Noah, por quem Elle tem um fraquinho desde sempre. Acabadas as férias do Verão, Elle e Lee retornam à escola e neste ano letivo estão-lhes reservadas muitas peripécias, principalmente a Elle que verá o seu mundo ficar de pernas para o ar devido a um amor proibido...

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Lee e Elle preparam-se para mais um ano letivo.

Após terem a ideia de criarem uma banca de beijos para o festival da primavera da escola, Elle e Lee têm a dificil tarefa de convencer Noah a participar da banca em prol do sucesso da iniciativa, mas apesar de não terem sucesso nesse objetivo, Elle troca um beijo com Noah na banca dos beijos que fará com que voem faíscas por todos os lados.

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Noah e Elle trocam um beijo que dará início a uma relação proibida.

Após iniciar uma relação secreta com Noah, Elle tem a dificil tarefa de esconder esse segredo do seu melhor amigo, devido à regra número 9 do seu pacto de amizade que diz que estão proibidos relacionamentos com familiares um do outro e é aí que começam os sarilhos para Elle que tem que se dividir entre aquilo que sente por Noah e a lealdade ao melhor amigo Lee.

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Podemos considerar este filme como tendo duas partes, a primeira foi incrivelmente divertida com todas as peripécias de Elle e o ciúme disfarçado de Noah, além disso tivemos a dinâmica da relação de amizade entre Lee e Elle que foi muito bem conseguida da parte dos dois atores. A segunda parte do filme foi mais arrastada e lenta, talvez demasiado arrastada.
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Ouvi várias opiniões a comentar que a relação entre Elle e Lee é um bocado abusiva e nesse ponto tenho que concordar, uma vez que o rapaz se achava no direito de mandar no coração de Elle que sofreu muito na segunda parte do filme à conta da atitude egoísta do amigo. Uma atitude que ele manteve, mesmo vendo a sua melhor amiga sofrer...

Concluindo, A Banca dos Beijos até pode não ser um dos melhores filmes dentro do género, mas já vi pior. De vez em quando sabe bem assistir a este tipo de filme, onde somos deliciados com uma bela história de amor de derreter corações e nos fazer sorrir com as trabalhadas de uma protagonista peculiar. Destaque ainda para a participação de Molly Ringwald neste filme que faz de mãe de Lee e Noah e para a banda sonora do filme ao estilo dos anos 80.

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Este filme teve a presença de Molly Ringwald, a grande estrela dos filmes adolescentes dos anos 80.

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Joey King está muito divertida neste papel.

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Jacob Elordi aparece mais vezes sem camisa neste filme do que aquelas que conseguimos contar.

O melhor: As peripécias no inicio do filme e a química entre Joey King e Jacob Elordi (Elle e Noah).

O menos bons: A relação de amizade entre Elle e Lee beirava o abusivo. O rapaz achava-se no direito de controlar a vida amorosa da amiga.
setembro 19, 2018

Sierra Burgess is a Loser, Netflix | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Sierra Burgess is a Loser
Diretor: Ian Samuels
País: EUA
Ano: 2018
Género: Comédia, Drama, Romance
Elenco: Shannon Purser, Kristine Froseth, RJ Cyler, Noah Centineo, Loretta Devine, Giorgia Whigham, Alice Lee, Lea Thompson, Alan Ruck, Mary Pat Gleason, Chrissy Metz
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt3120280/

Sinopse:
Um SMS para o número errado inicia um romance virtual entre uma jovem esperta mas impopular e um atleta que pensa estar a falar com uma líder de claque que é um espanto. (Fonte: Netflix)

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Elenco principal de Sierra Burgess is a Loser.

Opinião:

Muito bem se tem falado deste filme nas redes sociais, mas já antes disso, logo quando a Netflix anunciou o seu lançamento, estava cheia de curiosidade para assistir a Sierra Burgess is a Loser com Shannon Purser, como quem diz a Barb de Stranger Things e Noah Centineo, como quem diz o Peter de A Todos os Rapazes que Ameicomo protagonistas.

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Shannon Purser é Sierra Burgess e Noah Centineo é Jamey, os protagonistas de Sierra Burgess is a Loser.

Sierra Burgess is a Loser foi enaltecido pelos fãs, mas foi também alvo de críticas bastante negativas. Quanto à minha opinião tenho a dizer que o objetivo do filme foi entreter e contar uma história, logo cumpriu os seus objetivos. Quem esperava uma autêntica ode ao poder feminino e um apelo à auto-estima com uma personagem fora dos padrões de beleza tradicionais talvez tenha esperado demasiado. Sim, a protagonista é diferente, mas Sierra é no fundo uma adolescente e por mais segura que ela nos pareça a principio, a verdade é que ela está numa fase extremamente difícil da vida, na qual tenta descobrir quem é, aprender a aceitar o seu corpo e ao mesmo tempo lidar com uma grande dose de hormonas desgovernadas, isso é a adolescência ou pelo menos parte...

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Sierra com o melhor amigo Dan, a personagem mais divertida do filme.

Sierra tem dois pais bastante bem sucedidos, o seu pai é um escritor famoso e a sua mãe também escreve livros e dá palestras de auto-ajuda e desenvolvimento pessoal, o que faz com que a jovem se sinta inferior a ambos e, apesar das notas excelentes, Sierra não é assim tão confiante quanto no principio nos faz crer e isso é muito mais realista do que muitos julgam.

Quando Veronica, a miúda mais popular da escola, é abordada por Jamey, um jogador de futebol americano de uma escola vizinha, ela dá o número de telemóvel de Sierra em vez do seu e é através dessa partida que começam todas as peripécias que podemos encontrar neste filme. Jamey e Sierra começam a trocar SMS, mas Jamey pensa estar a falar com Veronica...

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Noah Centineo parece estar a gozar de um grande momento enquanto ator, sendo escalado quase simultaneamente para dois grandes projetos Netflix, A Todos os Rapazes que Amei, um filme adaptado de um romance homónimo de Jenny Han e Sierra Burgess is a Loser, adaptado de outro livro que, infelizmente, não conheço. Ambos os papéis são semelhantes e ao mesmo tempo bem diferentes, mas em ambos ele está soberbo. Acho que é caso para dizer que o rapaz tem futuro na representação.

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Jamey julga falar com Veronica, mas na verdade fala com Sierra.

A relação entre Sierra e Veronica é outro dos pontos fortes do filme e ver o evoluir da relação de amizade entre ambas torna-se quase tão mágico como ver o evoluir da relação entre Jamey e Sierra. Confesso que não gostei de determinadas atitudes tomadas por Sierra ao longo do filme, mas também admito compreender em parte as suas atitudes, mesmo sabendo que nunca seria capaz de fazer o mesmo que ela, principalmente, a Veronica, uma das pessoas que Sierra mais magoou depois de Jamey.

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Veronica é a personagem que mais evolui ao longo do filme.

Concluindo, Sierra Burgess is a Loser é um filme que recomendo sem dúvida, pode ser um filme cliché em alguns pontos, mas também é um filme que prima pela diferença noutros. Sierra está longe de ser perfeita e isso também é um ponto positivo na história, uma vez que ninguém é perfeito e todos podemos errar.

Mais uma boa aposta Netflix!

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O melhor: Noah Centineo, um jovem ator com um futuro promissor na representação.

O menos bom: A vingança de Sierra mais para o final do filme foi cruel e desnecessária.

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