domingo, 26 de julho de 2020

A Whisker Away, Netflix | Opinião Animes

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Dados Técnicos:
Título original: Nakitai Watasi wa Neko o Kaburu
Direção: Tomotaka Shibayama e Junichi Satô
Argumento: Mari Okada
País: Japão
Ano: 2020
Classificação: M/7
Género: Drama, Romance e Fantasia


Uma adolescente peculiar transforma-se em gata para chamar a atenção da sua paixoneta. Mas a dada altura, a linha que separa humana de animal começa a desvanecer-se. (Fonte: Netflix)


Como fã de animes reconheço o fascínio que os gatos exercem no imaginário dos japoneses, A Whisker Away é mais uma obra que segue nesse sentido, isto é, de mitificar o gato como um ser divino que nos pode levar numa viagem não apenas física como também espiritual, neste caso sobre o significado da nossa vida.

Lançado pela Netflix no mês passado, A Whisker Away fala-nos sobre alguns temas fortes e pesados como a depressão e o suicídio, pois, na maioria das vezes, não podemos imaginar o que vai dentro das outras pessoas, mesmo daquelas que exteriormente nos parecem alegres e corajosas.
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Miyo recebe uma máscara de gato que pode ser uma bênção ou maldição...

Miyo é uma adolescente que foi abandonada pela mãe quando era apenas uma criança e que tem vivido com o pai e a madrasta, Kaoru. Ela tenta parecer alegre perante a situação, mas vamos percebendo que ela é uma pessoa extremamente triste e que se esconde sob um sorriso falso.

Miyo não se consegue relacionar verdadeiramente com a mãe, o pai e a namorada e possui apenas uma única, mas verdadeira amiga, Yoji. Numa noite Miyo encontra uma figura misteriosa, na forma de um gato gordo, que lhe oferece uma máscara que lhe permite se transformar numa gata. O seu colega de classe Kento Hinode acolhe essa gata, dando-lhe o nome de Taro, desconhecendo que ela é, na realidade, a sua excêntrica colega de classe, Miyo. A partir desse momento Miyo torna-se obcecada por Hinode tentando de tudo para se aproximar do colega, mas conseguindo apenas ser friamente rejeitada. À tarde, disfarçada de Taro, ela vai até à casa dele onde é alimentada e acarinhada por ele e pela família dele.
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Hinode não sabe que a gata Taro é, na realidade, Miyo.

À medida que vamos adentrado na vida de Miyo vamos percebendo que a sua fachada de alegria e excentricidade é, na verdade, uma máscara que ela usa, fazendo com que a máscara de gato tenha ainda um significado mais profundo. Miyo não se sente como fazendo verdadeiramente parte da família composta pelo pai e pela madrasta, apesar dos enormes esforços desta última, mas também não esquece o abandono da mãe, apesar dos esforços desta para compensar a filha.

Hinode é um jovem calmo que não tem coragem para fazer valer o seu ponto de vista. Vive com a mãe, a irmã mais velha e o avô, julgo que o seu pai já faleceu. O seu sonho é ser tornar num oleiro como o avô, mas a oficina de olaria do avô está a passar por dificuldades e a mãe pensa em fechá-la. Hinode considera-se um covarde por não conseguir dizer à família aquilo que quer fazer.
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Kaoru tenta criar um laço com Miyo, mas a jovem resiste a esse vínculo.

A relação de Miyo e Hinode é o mote central da obra, mas na realidade está muito mais em jogo do que uma típica história de amor entre dois adolescentes, está a descoberta de um significado para a nossa vida. A certeza que que somos amados e acolhidos por alguém verdadeiramente. Não se sentindo parte da sua própria família, Miyo busca a sensação de pertença que lhe falta em Hinode, mas apesar de o conseguir na forma de gata, ela não o consegue na sua forma humana.

O desenvolvimento desta história segue num sentido fantasioso, mas é claro que toda a mensagem que nos pretende passar é espiritual, pois é a descoberta de um significado para a nossa vida que nos faz sentirmos mais felizes e realizados, tanto Miyo como Hinode precisam crescer e apreender a aceitar-se um ao outro como são na realidade, com todos os seus defeitos e virtudes, para poderem amar verdadeiramente aos outros e, principalmente, a si próprios.
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Que gatinha mais linda!

A Whisker Away pode até não ser uma obra prima, mas não deixa um filme de animação que me marcou, primeiro porque adoro gatos e até tenho uma gatinha pequena, depois porque passa uma mensagem lindíssima e importante de um modo suave como só os animes podem nos passar. Adorei!

O melhor: O crescimento emocional de Miyo.

O menos bom: A atitude stalker de Miyo incomodou-me um pouco...

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Eve e as Trevas, Sylvia Day | Opinião Livros

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Amaldiçoada por Deus, perseguida pelos demónios, desejada por Caim e Abel… tudo num só dia.

Num mundo onde os demónios podem estar ao virar da esquina, a poderosa e sensual Eve leva-nos numa aventura vibrante e provocadora, de cortar a respiração e deixar os sentidos em brasa.
Para Evangeline Holis, aquilo que parecia ser apenas uma aventura com um mau rapaz acabou por se transformar num desastre de proporções bíblicas.
Uma noite com o misterioso homem vestido de cabedal foi quanto bastou para a punição divina: a Marca de Caim.

Presa num mundo onde os pecadores são recrutados para matar os demónios, Eve tem pouco tempo para se adaptar. Agnóstica desde sempre, ela vê-se obrigada a uma série de manobras na burocracia celestial onde passa a ser um valioso mas maltratado peão.
Eve passa também a ser mais um ponto de discórdia num dos mais antigos casos de rivalidade familiar da História…
Mas para já, ela está mais preocupada em matar para se manter viva e salvar a alma que nem ela própria sabia ter.


Este é um daqueles livros cuja capa não me convence. No entanto, gostei bastante da sinopse que acabou por me induzir em erro, fazendo com que idealizasse outro tipo de história. Mas o quê? Esperava algo mais original? Não. Personagens mais complexas? Também não. Cenários espectaculares? Muito menos. Esperava apenas algo diferente...

Evangeline Hollis é a típica heroína acidental, uma rapariga fraca e inocente, mas que depressa se revela forte e determinada. Apanhada no meio de dois irmãos que supostamente se odeiam, acaba por se sentir completamente dividida e, ao mesmo tempo, ter uma enorme influência sobre ambos. Adivinha-se uma disputa épica por parte dos irmãos mais famosos da bíblia, Caim e Abel, pelo coração de Eve Hollis.

Achei a história muito cliché. Não aprecio particularmente triângulos amorosos demasiado complicados, ora vai para um lado, ora vai para o outro. Gosto de torcer por um único casal. Neste livro, Eve tendeu mais para o lado de Alec Caim, mas não senti que estivesse muito inclinada para esse lado. No passado, o ângulo de inclinação dela por Alec parecia ser, consideravelmente, maior. Por outro lado, quando aparecia Abel Reed era como se ela se iluminasse, mas não consegui perceber porquê.

Não gostei que a autora tivesse pegado no último capítulo e o enfiado no início do livro, porque, quando comecei a ler, não percebi nada do que se estava a passar e as impressões da protagonista acabaram por me induzir em erro e influenciar o resto da minha leitura. Por exemplo, pensei que ela não gostava do Alec e era forçada a conviver com ele. Assim, não gostei dele desde o início e, mesmo depois de perceber o erro, continuei a não gostar dele.

Toda esta história dos marcados, pessoas que em vida cometeram grandes pecados e, assim, receberam a chamada Marca de Caim, sendo obrigados a trabalhar para Deus, através de um contrato por tempo indeterminado, livrando o mundo dos seres infernais, é bastante original. Eve não era, propriamente, uma grande pecadora, mas, devido ao seu envolvimento acerca de dez anos atrás com Caim, o primeiro dos marcados, é vítima de uma conspiração para manipulá-lo e acaba por ser marcada pelo irmão deste, Abel. A partir daí, a sua vida muda de modo irrevogável, tornando-se caçadora de prémios de uma firma responsável por apanhar seres infernais, comandada por uma personagem muito misteriosa, o arcanjo Gadara.

Não vou dizer que adorei este livro, mas também não vou dizer que o detestei. A premissa parecia boa, considero a bíblia uma excelente fonte de inspiração. Contudo, a dinâmica entre os protagonistas, Eve e Alec, deixou muito a desejar. A relação de Eve e Abel pareceu-me muito mais fresca e interessante, apesar de surgir praticamente do nada, e, tenho a certeza, a autora vai explorá-la muito mais nos próximos volumes.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no site Segredo dos Livros.

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Sylvia Day é uma autora norte-americana bestseller que atingiu o 1º lugar do topo de vendas do New York Times e os seus romances já venceram mais de uma dezena de prémios e foram traduzidos para mais de trinta línguas, com dezenas de milhões de livros vendidos. Entre inúmeros prémios, destaca-se a Nomeação para Melhor Autora do Goodreads Choice Award e a sua obra foi considerada pela Amazon como Melhor do Ano na literatura romântica. Os direitos televisivos da série Crossfire foram vendidos à Lionsgate (produtora das séries Twilight e Jogos da Fome), aguardando-se o início da 1ª série com o tema do livro Rendida.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O Complexo dos Assassinos, Lindsay Cummings | Opinião Livros

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OS JOGOS DA FOME ACABARAM DE FICAR MAIS VIOLENTOS.

Um thriller intenso de ação e paixão num cenário futurista onde o número de assassinatos é superior à taxa de natalidade.

Meadow Woodson, uma rapariga de 15 anos que foi treinada pelo seu pai para lutar, matar e sobreviver em qualquer situação, reside com a sua família num barco na Florida. O Estado é controlado pelo Complexo Assassino, uma organização que segue e determina a localização de cada cidadão com precisão, provocando o medo e opressão em absoluto.
Mas tudo se complica quando Meadow conhece Zephyr James, que é – embora ele não saiba – um dos assassinos programados do Complexo. Será o seu encontro uma coincidência ou parte de uma apavorante estratégia? E conseguirá Zephyr impedir que Meadow descubra a perigosa verdade sobre a sua família?


Gosto bastante de histórias com esta temática, onde, numa sociedade distópica e futurista, a humanidade tenta sobreviver e erguer-se contra todas as adversidades. O modo como a autora nos demonstra a capacidade de adaptação do ser humano a circunstâncias extremas de fome, dor e perda é notável ao longo de toda a obra.

O desejo de poder e a necessidade de igualar Deus como criador de vida e morte são explorados, juntamente com os efeitos nocivos que tal comportamento acarreta, com originalidade, por uma autora muito jovem e que promete muito com esta série, diferente em muitos aspetos, semelhante noutros, a outras obras do género.

Meadow é uma adolescente de dezasseis anos que, apesar de muito jovem, conhece o pior do ser humano, sendo também ela capaz de matar sem remorsos e com bastante eficácia. Mas, apesar da sua força física, esta jovem possui uma imaturidade e ingenuidade próprias da idade, agravada por uma personalidade que ainda não está bem definida, moldada até então por um pai psicopata e dominador que mantém a filha na ignorância acerca da verdadeira história da família. Meadow idolatra a mãe falecida, para ela um autêntico exemplo de perfeição e bondade e possui um amor incondicional pela irmã mais nova, Peri, uma criança super protegida pelos irmãos mais velhos e que, devido a isso, ainda não aprendeu como a vida pode ser realmente cruel no lugar onde vive.

Zephyr é um jovem órfão de dezassete anos, não tem família, apenas uma grande amiga que trata como irmã, a excêntrica e audaz Talan. Vive num lugar imundo, passa fome e trabalha como escravo, recolhendo os cadáveres mutilados e ensanguentados das ruas. Este jovem é, ele próprio, um dos segredos mais bem guardados do Complexo dos Assassinos, uma das suas primeiras experiências bem sucedidas, uma máquina programada para matar. A sua ignorância acerca desta circunstância não oculta as memórias que o assolam constantemente, dos rostos das pessoas às quais retirou a vida. Zephyr sabe que é um assassino, mas atribui tal situação a algum tipo de loucura temporária que o ataca durante a noite. Este adolescente exprime uma das personalidades mais nobres da história, um jovem com um coração de ouro, capaz de passar fome para ajudar os outros. No entanto, é sucessivamente negligenciado por todos, inclusive por Meadow, a rapariga que ama.

Muitos segredos são revelados neste primeiro volume do Complexo dos Assassinos, a maioria deles diretamente relacionados com Meadow e a sua família disfuncional, mas não posso entrar em detalhes sem estragar a surpresa.

O final da história deixa a garantia de um segundo volume interessante, no qual poderemos, certamente, apreciar o desenvolvimento emocional de Meadow que, provavelmente, ver-se-á forçada a crescer, enquanto ser humano, para poder compreender como salvar o que resta da humanidade, sem se condenar a si mesma e àqueles que ama. Mas até que ponto conhecemos realmente quem amamos? Em quem poderá ela confiar?

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no site Segredo dos Livros.

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Lindsay Cummings é autora da série O Complexo dos Assassinos e da trilogia Balance Keepers. Começou por escrever como hobby devido à Síndrome de Fadiga Crónica de que sofre desde o secundário. O hobby tornou-se vocação e vício. Reside em Dallas com o marido, dois cães, um ouriço, um lobo e um cavalo. Lindsay coleciona armas, adora Hot Cheetos, e não consegue parar de pintar o cabelo com cores loucas e esquisitas.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

The Old Guard, Netflix | Para Sempre é Mais Duro do que Parece

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Dados Técnicos:
Título original: The Old Guard
Diretor: Gina Prince-Bythewood
País: EUA
Ano: 2020
Classificação: M/16
Género: Crime, Mistério, Ficção Científica
Elenco: Charlize Theron, KiKi Layne, Matthias Schoenaerts, Marwan Kenzari, Luca Marinelli, Chiwetel Ejiofor, Harry Melling
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt7556122/


Guerreiros antigos, que vivem nas sombras e lutam pelo bem. Mas nada dura para sempre... Nem mesmo a imortalidade (Fonte: Netflix).


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A diva Charlize Theron.

A imortalidade é um tema que tem cativado escritores, realizadores, guionistas e o comum dos mortais ao longo dos tempos, mas ser imortal é assim tão glamorouso como parece? Quer dizer, quem não gostava de viver para sempre? De não ter que se preocupar com doenças, acidentes e, principalmente, com o envelhecimento? A ideia da morte é já de si uma ideia assustadora, o fim da nossa existência... É pegando nesta premissa que Greg Rucka escreve e Leandro Fernández ilustra uma banda desenhada (HQ) a que nomearam The Old Guard. Acontece que a Netflix decidiu adaptar esta obra e para a protagonizar escolheu a diva Charlize Theron.

Se a premissa deste filme não fosse já de si muito interessante, Charlize Theron foi todo o argumento que precisei para colocar The Old Guard na minha lista de filmes para assistir na Netflix. Já sigo a carreira desta atriz à algum tempo e admiro imenso o seu talento e a sua versatilidade para protagonizar um drama com tanto carisma, quanto um filme de ação.

O grupo de quatro imortais (mais tarde cinco) que são retratados neste filme não são super-heróis no sentido original do termo, mas sim um grupo de mercenários, já com séculos de experiência, que trabalham para o bem da humanidade, mudando de lado consoante as suas crenças do que é melhor para nós. Eles não têm superpoderes, apenas a impossibilidade da morte, já que simplesmente se regeneram imediatamente de todo e qualquer ferimento, mas atenção, eles podem perder essa capacidade do nada.

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O grupo de imortais...

A líder deste pequeno exército de imortais, Andrómeda, tem a difícil tarefa de manter o grupo unido ao mesmo tempo em que tenta manter a fé no futuro da Humanidade, mas após serem emboscados pelo homem que os contratou, ela está prestes a desistir, até que surge mais uma imortal, Nile, uma jovem soldado do exército dos Estados Unidos da América. É necessário ajudar Nile a lidar a com a sua nova condição ao mesmo tempo em que o grupo tem de lidar com um inimigo que os quer capturar a todos e usá-los em bizarras experiências científicas para descobrir o segredo da imortalidade.

The Old Guard é mais um filme original da Netflix que tem tudo para dar origem a, pelo menos, uma trilogia que nos conte a história de Andy e do seu grupo, até porque o final deixou um excelente gancho para o próximo filme.

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As duas protagonistas de The Old Guard.

Um dos pontos mais interessantes deste filme é que foi protagonizado por duas mulheres o que é bastante raro em obras deste género. Sendo a personagem de Andy (Charlize Theron) devidamente explorada ao longo de quase três horas de filme, o que talvez tenha retirado alguma da ação imparável que muitos esperavam assistir neste filme, mas que criou toda uma envolvência crucial para sentirmos a devida empatia por uma personagem tão complexa quanto poderosa.

As cenas de luta protagonizadas por Charlize Theron estão soberbas e devem encher os olhos de qualquer apreciador do género. Como costumo dizer, esta bela atriz consegue fazer de modo inigualável qualquer coisa que se proponha a fazer!

O melhor: A diva Charlize Theron é tudo quanto baste para fazer este filme valer a pena.

O menos bom: Talvez não tenha tido tanta ação quanto a desejada, mas mesmo assim todas as suas cenas de ação estavam excelentes.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Trilogia Brinkmann - Livro 2: O Outro Filho, Alexander Söderberg | Opinião Livros

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Enquanto Hector Guzman se encontra em estado de coma, o seu império definha lentamente. Aron Geisler, o seu braço direito, esforça-se para manter o barco à superfície. Sophie Brinkmann está dominada e é usada para manipular os parceiros de negócio e inimigos, levando-os a pensar que está tudo sob controlo… Mas essa não é a realidade.
Quando o irmão de Hector é assassinado em Biarritz, Sophie acha que pode impedir que uma série de acontecimentos sejam desencadeados. Mas uma boa decisão leva a um resultado errado… terrivelmente errado.
Sophie torna-se peão num jogo com regras que desconhece, onde a lealdade e a amizade não têm lugar. Indefesa e sozinha num mundo onde reina a mentira e a violência desmedida, tudo em que acreditava e que a definia, parece-lhe sem sentido.
Depois do romance de estreia "O Amigo Andaluz", Alexander Söderberg apresenta-nos o segundo livro da trilogia Brinkmann, "O Outro Filho" que continua a mostrar-nos o lado mais negro e mais frágil do ser humano.

Em primeiro lugar, quero dizer que achei a capa muito bonita, mas não consigo entender qual a sua relação com a história propriamente dita, a não ser, talvez, se ligarmos a cobra com a falsidade que quase todas as personagens exibem, numa ou noutra altura da história. Em segundo lugar, quando comecei a ler este livro não sabia que era já o segundo livro de um trilogia, o que foi um grande erro...

Aqui, todas as personagens lutam para atingir os seus próprios interesses, sem se preocuparem com as consequências que os seus atos poderão trazer para as outras pessoas. Apenas Jens mostra uma lealdade despretensiosa para com a Sophie, sem pedir nada em troca. De resto, todas as outras personagens são egoístas e mesquinhas, cada uma à sua maneira. Antonia tem uma obsessão pela verdade que chega a ser quase doentia; Miles não se importa com absolutamente nada, excepto com o striptease, pelo menos no início; Sophie não olha a meios para recuperar o filho; Mikhail é contratado para ajudar Sophie e é muito bem remunerado; Tommy Jansson é um psicopata maluco, que usa a doença da mulher como desculpa para cometer assassinatos, como quem muda de roupa; Koen é um viciado em heroína, que deseja ardentemente ser reconhecido pelos patrões como um grande assassino contratado; Aron quer roubar ao melhor amigo o negócio corrupto e na bancarrota; Hector quer recuperar tudo o que perdeu, incluindo o filho adolescente; Hanke quer se vingar loucamente do Hector, e por aí adiante. Só tenho a dizer que é uma história um bocado confusa.

O livro é povoado por tantas personagens, que acaba por ser difícil entrar no enredo sem nos confundirmos com a identidade de cada uma. Apesar dos capítulos do livro serem curtos, o autor leva-nos a viajar por um número infindável de lugares, fazendo com que seja difícil nos situarmos. Num capítulo, estamos em Estocolmo, depois vamos para Biarritz, Valle del Cana, Sonora, Málaga, Berlim, Munique, Moscovo, Nice, Praga, Jutlândia na Dinamarca e por aí fora.

Sophie Brinkmann acaba por ser o fio condutor de toda a história, ao cometer um ato impensado e colocar em perigo várias pessoas. No entanto, ela é incapaz de admitir que errou, o que, para mim, retira grande parte da empatia que eu podia ter desenvolvido por ela.

Esta história está repleta de acontecimentos. Entre eles, destaco o número anormal de mortes. Morreram várias personagens importantes nos seus momentos-chave. Estas mortes foram tão repentinas e sucessivas que, às tantas, já nem sabia quem estava vivo nem quem estava morto. Por outro lado, achei algumas destas mortes demasiado precipitadas e a maioria deixou muitas questões em aberto. Também estranhei os diálogos entre as personagens que eram, a meu ver, demasiado curtos e enigmáticos.

Após concluir a leitura deste livro, só posso afirmar que, apesar de não ter sido má de todo, a leitura de policiais nórdicos, pelo menos deste autor, não é a minha onda.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no site Segredo dos Livros.

Alexander Söderberg nasceu e cresceu em Estocolmo. Trabalhou para a televisão sueca como argumentista, tendo adaptado, entre outras, obras de Camilla Läckberg. Vive atualmente no campo, no Sul da Suécia, com a mulher, três filhos e um labrador.
A trilogia Brinkmann, cujo primeiro título O Amigo Andaluz  recebeu o aplauso unânime da crítica internacional, tendo sido traduzido em 35 países, está a ser publicada pela Porto Editora.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Todos os Pássaros do Céu, Evie Wyld | Opinião Livros

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Jake Whyte é a única habitante de uma velha quinta localizada numa ilha britânica, um lugar fustigado por chuvas infindáveis e ventos cortantes onde vive sozinha com o seu desobediente cão, Dog, e um rebanho de ovelhas. Foi assim que Jake escolheu viver. Mas algo anda a atacar as ovelhas – aparece certas noites, apanha um dos animais e deixa-o completamente desfeito.


Este é um livro bastante interessante, no qual somos completamente apanhados de surpresa, relativamente aos acontecimentos que vão ocorrendo.

Os seus pontos mais fortes são a história surpreendente e o modo diferente como está escrito, em capítulos que vão alternando entre o passado e o presente da protagonista Jake.

Os capítulos que retratam o passado de Jake, estão escritos numa ordem decrescente, do seu passado mais recente até ao seu passado mais longínquo, até que, eventualmente, é desvendado o seu grande segredo. Um segredo que envolve um acontecimento traumático que a marcou física e emocionalmente para o resto da vida. É curioso como um acontecimento impensado por parte da Jake acabou por ter consequências tão trágicas e por fazer com que esta entrasse numa maré de autodestruição que acabou por a levar até ao “fundo do poço”.

Durante toda a obra, somos encaminhados para muitas encruzilhadas, até que, finalmente, somos esclarecidos sobre o que, realmente, causou aquelas horríveis cicatrizes nas costas da Jake.

Todos os Pássaros do Céu explora, principalmente, o passado da protagonista, deixando o seu futuro em aberto, mas apesar disso dá-nos um vislumbre de esperança para a sua alma torturada. O surgimento de Lloyd acaba por marcar uma viragem na sua vida, por lhe trazer paz e companheirismo, quebrando aos poucos a sua solidão auto-imposta.

O mistério das ovelhas mortas acaba por ter aqui um papel meramente secundário, o que para mim foi um ponto negativo, pois gostaria de saber mais acerca desse assunto...

Todas as personagens que fizeram parte do passado de Jake, a que acrescem todas as personagens que fazem parte do seu presente, contribuíram, de uma forma ou de outra, para moldar a sua personalidade. Considero-a uma mulher de armas que, apesar de todo o sofrimento por que passou, conseguiu manter a fé em si mesma e nos outros.

A escrita da autora é dura e crua mas, certamente, necessária para nos fazer passar uma mensagem forte, acerca das consequências nefastas que um acto impensado, por parte da protagonista, alterou a sua vida de uma forma irremediável.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no site Segredo dos Livros.


Evie Wyld é autora de um primeiro romance, After the Fire, A Still Small Voice, que foi finalista do Impac Prize, do Orange Award for New Writers e do Commonwealth Writers’ Prize, tendo recebido o John Llewellyn Rhys Prize e o Betty Trask Award. Em 2013, foi considerada pela revista Granta como um dos melhores jovens escritores britânicos, tendo anteriormente sido considerada pela BBC como um dos doze melhores novos escritores britânicos. O romance Todos os Pássaros do Céu foi nomeado para o Baileys Women’s Prize for Ficton 2014.Evie Wyld vive em Peckham, Londres, onde dirige a livraria The Review Bookshop.

sábado, 11 de julho de 2020

Blood & Water, Netflix | Toda a gente esconde um segredo

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Título original: Blood & Water
Criador: Nosipho Dumisa
País: África do Sul
Ano: 2020
Episódios: 6
Género: Drama, Mistério
Elenco: Ama Qamata, Khosi Ngema, Gail Mabalane, Thabang Molaba, Dillon Windvogel, Arno Greeff, Ryle De Morny, Greteli Fincham

Uma adolescente da Cidade do Cabo cruza-se com uma estrela de natação de uma escola privada numa festa e tenta descobrir se ela é a sua irmã que foi raptada à nascença (Fonte: Netflix).

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Mais uma série escolar da Netflix! Desta vez passada num colégio privado da África do Sul. Assim que Blood & Water estreou tornou-se rapidamente um dos programas mais vistos da plataforma de streaming e tinha que ver, pelos meus próprios olhos, o que era assim tão bom em relação a esta série cujo enredo me faz lembrar, por um lado Elite, por outro Control Z.

A protagonista da série, Puleng Kumalo, é uma adolescente de 16 anos que viveu toda a sua vida na sombra da irmã mais velha ou, mais especificamente, à sombra do fantasma da irmã, uma vez que esta foi raptada do hospital quando nasceu. Uma tragédia da qual os seus pais nunca mais recuperaram.
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Irmãs?

Após a festa de aniversário da irmã raptada, que tem sido realizada religiosamente nos últimos 17 anos, sem a presença da aniversariante, Puleng revolta-se com a situação e vai a uma festa com a melhor amiga Zama, é nessa festa que ela se vai encontrar com alguém que mudará o rumo da sua vida e não é um interesse amoroso, mas sim uma jovem chamada Fikile que ela desconfia ser a sua irmã desaparecida. Como a nossa Puleng é uma miúda inteligente e prática, ela vai estudar para o colégio que essa jovem frequenta para tentar descobrir a verdade de uma vez por todas e assim conseguir que as suspeitas de que o seu pai vendeu a filha mais velha a uma rede de tráfico de crianças acabem de uma vez por todas.
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Triângulo amoroso?

A vida familiar de Puleng é bastante complicada, por um lado temos uma mágoa que afasta os seus pais que é o desaparecimento de uma filha recém-nascida à 17 anos atrás, por outro temos as suspeitas crescentes de que foi o seu pai que vendeu a filha por dinheiro a uma rede de tráfico de crianças. A tudo isso acresce o facto de Puleng estar na adolescência que é uma fase complicada da vida, na qual ela está a tentar descobrir o seu lugar no mundo e a experienciar várias coisas pela primeira vez como o amor e a intimidade.

Numa manta intrincada de relações, Puleng vai ter que crescer, principalmente, a nível emocional para poder deslindar este caso com 17 anos que é o desaparecimento da irmã mais velha. Ela vai ainda ter que optar entre duas pessoas extremamente importantes para ela, se bem que nesse ponto não vejo muito bem qual a dúvida... Talvez ela não esteja a ver ainda a gravidade de toda a situação em que se encontra a sua família e pode ser que no futuro ela veja as coisas mais claramente.
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O que nos trará a segunda temporada de Blood & Water?

O final de Blood & Water ficou totalmente em aberto com uma cena final que nos deixa com água na boca e a segunda temporada já está confirmada, o que era expectável. Espero que o maior mistério da série seja desvendado e, como as coisas estão a adensar-se, compreendo que seja necessária mais uma temporada para que todos os pontos tenham o desenvolvimento necessário.

O melhor: As interpretações e o mistério que é o centro do enredo.

O menos bom: Gostei, mas não deixa de ser uma série cliché passada num colégio privado... Onde é que já vimos isto?

terça-feira, 7 de julho de 2020

Saga Sebastian Bergman - Livro 1: Segredos Obscuros | Opinião Livros

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Sebastian Bergman é um homem à deriva.
Psicólogo de formação, trabalhava como profiler para a polícia e era um dos grandes especialistas do país em serial killers. Perdeu tudo quando o tsunami no continente indiano lhe levou a mulher e a filha.

Tudo muda com uma chamada para a polícia.
Um rapaz de dezasseis anos, Roger Eriksson, desapareceu na cidade de Västerås. Organiza-se uma busca e um grupo de jovens escuteiros faz uma descoberta macabra no meio de um pântano: Roger está morto e falta-lhe o coração.

É o momento de Sebastian se confrontar com um mundo que conhece demasiado bem.
O Departamento de Investigação Criminal pede ajuda a Sebastian. Os modos bruscos e revoltados de Sebastian não impedem a investigação de avançar. E as descobertas sobre a escola que Roger frequentava são aterradoras.



Estava muito curiosa em relação a este livro, em parte devido à grande manobra publicitária da editora, em parte devido à excelente capa, muito bem conseguida, assim como a contracapa, alvo de uma primazia impressionante ao nível dos detalhes gráficos. No entanto, uma vez que, muito recentemente, tinha tido uma má experiência com um livro deste género, fiquei um bocado de pé atrás. Mas os meus medos acabaram por se revelar infundados. Com uma escrita muito mais acessível do que julguei à partida, somos incentivados a acompanhar a investigação extremamente complexa do assassinato de Roger Eriksson.

Roger Eriksson era um adolescente de dezasseis anos com poucos amigos e bastantes segredos obscuros, cujo corpo sem vida foi encontrado numa espécie de pântano, aparentemente esfaqueado de forma brutal e com o seu coração retirado. Um assassinato à primeira vista violento e ritualista.

A polícia de Västerås comete muitos erros logo no início da investigação. Quando a mãe do jovem reporta o seu desaparecimento na sexta-feira à noite, o caso fica esquecido em cima de uma qualquer secretária durante o fim-de-semana até segunda-feira, quando um policial bastante intuitivo mas muito desastrado e demasiado ocupado a tentar engravidar a esposa, de seu nome Haraldsson, inicia as buscas pelo jovem desaparecido, de modo negligente e com resultados trágicos. Assim, é urgente chamar os maiores especialistas em investigação de homicídios da Suécia, a Riksmord, de modo a solucionar o caso o mais rapidamente possível, antes que sejam feitas perguntas incómodas às forças policiais de Västerås. Um caso já de si complexo ganha aqui contornos ainda mais sensíveis e urgentes de solucionar.

Paralelamente, conhecemos Sebastian Bergman, a personagem chave da história, um psicólogo com um génio difícil, que trabalhou há alguns anos na Riksmord como psicólogo forense. Sebastian tem muitos problemas comportamentais, principalmente, uma grande obsessão por sexo e uma personalidade antisocial, e muitos assuntos da sua vida por resolver, incluindo a relação conflituosa com os pais já falecidos e a morte da esposa e da filha, ainda muito pequena, de forma trágica no tsunami, que ocorreu na Tailândia em 2004. Um homem marcado de forma irremediável pela vida que levou. Mas não pensemos, de modo algum, que este homem é digno de pena. Sebastian é uma personagem complexa da qual é difícil gostar, mas, quando nos habituamos ao seu carácter irascível e sarcástico, acabamos por sentir uma certa simpatia por ele.

O reencontro de Sebastian com Torkel, antigo amigo e líder da Riksmord, assim como a descoberta de uma circunstância do passado que desconhecia (a existência de um filho algures) leva-o a tomar uma decisão com um objetivo oculto, que é encontrar o filho. Essa decisão é ajudar a Riksmord na investigação do assassinato de Roger Eriksson. Somos assim introduzidos nos meandros desta investigação, onde conhecemos várias personagens: os outros membros da equipa, Vanja, Billy e Ursula que, compreensivelmente, não recebem propriamente Sebastian de braços abertos (até um santo teria dificuldades em suportar aquele homem por muito tempo) e as “testemunhas”, todas elas a ocultar pistas importantes e a prejudicar seriamente a investigação para encobrir os seus próprios segredos obscuros.

Sebastian, apesar dos seus inúmeros defeitos, é um psicólogo forense brilhante e acaba por ter um papel fundamental na condução dos colegas até ao verdadeiro culpado. A investigação dirige os membros da Riksmord para o passado da vítima, um jovem cheio de segredos, rodeados por pessoas, também elas, cheias de segredos. Uma investigação muito difícil e, por isso mesmo, bastante interessante.

A história procura ser o mais imprevisível possível com todas as suas voltas e reviravoltas, mas consegui calcular quem seria o assassino e os seus motivos, bastante antes de desvendarem a sua identidade, provavelmente por já ter assistido a muitas séries e filmes deste género e não pela quantidade de policiais que costumo ler. Mas tenho a certeza de que muitos leitores irão ser apanhados de surpresa.

No fim, quando pensamos que tudo está concluído, temos conhecimento de uma informação completamente surpreendente, não relacionada com o homicídio. Mas tenho a certeza de que ninguém ficou mais surpreendido do que Sebastian, como ele próprio refere: Nada o poderia ter preparado para aquela informação. Nada.

Recomendo vivamente a leitura deste livro. Muito bem escrito, com muitas personagens complexas e uma grande história. Apesar do seu protagonista invulgar, vou certamente acompanhar esta série. Sebastian Bergman pode ser a principal razão para eu o desejar fazer…

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no site Segredo dos Livros.


Hans Rosenfeldt nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de 20 séries e já foi apresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (The Bridge), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (The Tunnel).


Michael Hjorth nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander, de Henning Mankell.

sábado, 4 de julho de 2020

TOP 7 - Personagens de Code Geass

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Code Geass é um dos meus animes favoritos. Foi lançado em 2006 e contou com duas temporadas de 25 episódios cada, Code Geass: Lelouch ot the Rebellion (2006) e Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2 (2008). Atualmente pode ser assistido na Netflix.
O anime foi criado pela Sunrise e o design das personagens ficou a cargo da CLAMP, daí o seu aspeto tão caracteristicamente belo, que me inspirou na criação deste TOP 7.


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Sinopse:
O Japão foi invadido e conquistado pelo Império da Britannia. E agora é conhecido como Área 11 e os seus cidadãos como Elevens. O Império da Britannia tirou a independência do Japão e impôs regras para usar os Knightmares Frames. As leis do Império foram sempre obedecidas, mas problemas começaram a surgir... O jovem Lelouch, recebeu um poder especial: GEASS. Um poder absoluto, que permite ao usuário dar ordens a todos. Lelouch decide planejar a destruição do Império da Britannia usando o seu poder como arma. Os seus objetivos são: vingar a morte da mãe e criar um mundo no qual a sua irmã, Nunnally, possa viver em paz.

As principais personagens do anime Code Geass são as seguintes:


1- Lelouch vi Britannia

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O protagonista amado, odiado e, novamente, amado de Code Geass, Lelouch vi Britannia é nos introduzido inicialmente com o sobrenome Lamperouge e como um simples estudante de uma escola privada situada num futuro alternativo, no qual o Japão foi conquistado e indexado ao grande Império da Britannia. A partir daí muita coisa vai acontecer e Lelouch recebe um poder Geass inimaginável e que vai ser preponderante para mudar o rumo não só do seu destino como do destino de todo o mundo.
Lelouch é, na verdade, filho do Imperador da Britannia e um acontecimento traumático que resultou na morte da mãe e na incapacidade física da irmã mais nova, Nunnally, levou a que ele acusasse o pai de nada fazer para punir os culpados e acabasse exilado, juntamente com a irmã, no Japão, onde é acolhido pelo primeiro-ministro do país e se torna um grande amigo do filho deste, Suzaku.
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Lelouch usado o poder Geass.

Quando a Britannia conquista o Japão, Lelouch, juntamente com a irmã, é acolhido e adotado pela família Ahsford, passando a frequentar o Colégio Ahsford. Neste momento, ainda não sabemos quem é Lelouch e, muito menos, que ele esconde dentro de si um forte desejo de vingança contra o pai, o homem que considera responsável pela morte da mãe e pelo estado em que se encontra a irmã, por quem ele é capaz de fazer tudo e acreditem que este anime vai às últimas consequências em relação a isso.
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Lelouch assume a identidade secreta de Zero.

O seu encontro com C.C. dá-se por acaso, mas ao aceitar resgatar C.C. e fazer um acordo com ela em troca do Geass, Lelouch está a mover as engrenagens que o levarão a um caminho sinuoso e solitário.
Junta-se à resistência do Japão e, sob disfarce, passa a usar o codinome Zero, tornando-se um importante membro do grupo.
Lelouch é uma das personagens de anime mais inteligentes da história. Um grande estratega, amante de xadrez, inteligente, frio e calculista, tem no amor pela sua irmã mais nova, Nunnally, o seu grande ponto fraco, uma fraqueza bastante explorada pelos seus inimigos ao longo do anime.
Quando o destino de Lelouch se cruza com o destino da misteriosa C.C., os dados estão lançados para uma grande história de conquistas e derrotas. A questão com que me deparei no final deste anime foi: terá tudo valido a pena?



2- C.C.

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Uma mulher misteriosa com longos cabelos verdes, C.C. é a usuária original do Geass que Lelouch recebe da própria, em troca de realizar o seu maior desejo.
As suas habilidades foram descobertas pelo Império da Britannia que a prendeu e usou em experiências. Até que Lelouch a descobre acidentalmente e a liberta.
Acompanha Lelouch ao longo de todo o anime, onde tem um papel, por vezes, de mera espectadora como nós, noutras bastante interventivo e preponderante para o desenrolar dos acontecimentos. O seu objetivo é garantir que Lelouch não morra antes de cumprir o seu desejo.
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O maior mistérios do anime: quais os verdadeiros sentimentos de C.C. por Lelouch?

Ela recebeu o Geass de uma madre, quando ainda era criança, mas com esse poder veio uma grande maldição, a imortalidade. O sonho de C.C. é morrer, mas para que Lelouch não tenha o mesmo destino que ela, C.C. pede ao Imperador Charles para que a mate, entretanto, Lelouch a detém prometendo-lhe que se ele o fizer ela morrerá com um sorriso no rosto.



3- Suzaku Kururugi

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Suzaku era filho do primeiro-ministro do Japão, na altura em que o país foi conquistado pelo poderoso Império da Britannia. É amigo de infância de Lelouch, mas a relação de ambos sofrerá uma série de altos e baixos até ao grande e inesperado final.
É um soldado do Serviço das Forças Armadas da Britannia e foi escolhido para testar o novo modelo de Knightmare Frame, o Lancelot.
O pai era primeiro-ministro do Japão, suicidou-se, quando a Britannia invadiu e conquistou o país, e o filho torna-se membro do exército conquistador? Devo dizer que detesto esta personagem e que a sua simples existência me irrita, mas está neste TOP 7 porque reconheço a sua extrema importância para o desenrolar e, principalmente, para o grande desfecho da história.
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A personagem mais irritante do anime.

Suzaku desaprova os métodos de resistência utilizados por Zero e torna-se seu inimigo. Mas ao menos Zero faz algo pelo Japão ao contrário dele. Quando a sua pseudonamorada, Euphemia Li Britannia, morre devido a um erro infeliz de Lelouch, ele vai atrás de Zero em busca de vingança. Captura Zero e, em recompensa, o Imperador torna-o membro do Knight of Rounds, com o ranking Knight of Seven.
Como já devem ter percebido não morro de simpatias por Suzaku. Considero-o a personagem mais irritante e chata do anime e não consigo pensar nele sem me apetecer apertar aquele pescoço esquelético e presunçoso.



4- Kallen Stadtfeldf

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Kallen é um membro do grupo de Resistência do Japão, sendo que o seu falecido irmão era o anterior líder do grupo. É mestiça (mãe britânica e o pai japonês), mas no fundo acredita ser japonesa de coração e prefere ser chamada pelo seu nome de nascimento, Karen Kozuki.
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À momentos em que a adoramos e outros em que a odiamos.

Lidera o esquadrão particular de Zero, a Ordem dos Cavaleiros Negros, sendo uma das suas mais talentosas pilotos de Knightmare Frame.
Estuda na Academia Ashford juntamente com Lelouch, onde é membro do Conselho de Estudantes. Inicialmente não sabe que Lelouch é o Zero.



5- Cornelia li Britannia

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Meia irmã de Lelouch, Cornelia li Britannia é a segunda princesa do Império da Britannia e General-Chefe da Frota Imperial. É extremamente habilidosa a pilotar os Knightmare Frames e fica responsável por comandar a Área 11 (anterior Japão) juntamente com a irmã mais nova, Euphemia, após a morte de Clóvis, irmão de ambas.
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Uma vilã belíssima.

Ela tem uma forte desconfiança em relação aos estrangeiros, mesmo contra aqueles com status de Britânico Honorário, e prefere ganhar sem necessitar de ajuda. Embora ela seja decisiva e pragmática na maioria das situações, é super carinhosa com a irmã Euphemia, priorizando a sua segurança acima de tudo.
Depois de ter chegado à Área 11, Cornelia lançou uma campanha militar atrás de Zero e dos seus Cavaleiros Negros e outra facção rebelde, derrotando todos, principalmente, os Cavaleiros Negros. Cornelia é ferida durante a Black Rebellion e desaparece da visão pública, deixando Britannia no escuro sobre o seu destino. 
Uma das principais antagonistas da primeira temporada de Code Geass, na segunda temporada do anime ela toma uma posição mais neutra, perdendo destaque.



6- Euphemia li Britannia

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Irmã mais nova de Cornelia e meia irmã de Lelouch, Euphemia li Britannia é a terceira princesa da família Imperial da Britannia. Ela tem um grande coração e despreza qualquer conflito. É o membro da família que mais se importa com Lelouch e Nunnally.
Ficou encarregue de governar a Área 11, juntamente com a irmã Cornelia, sendo nomeada Sub-Vice-Rei da Área 11. Desenvolve uma relação com Suzaki Kururugi, pois a suas opiniões parecem idênticas e nomeia-o seu Cavaleiro Pessoal.
A típica princesa mimada.

No final da primeira temporada, anuncia a sua intenção de formar a Zona Especial Administrativa do Japão, na região abaixo do Monte Fuji, dando aos japoneses seu nome e seu país de volta. Acontece que durante a cerimônia de administração, ela caiu acidentalmente na influência do Geass de Lelouch sendo mandada para matar os cidadãos japoneses. Foi baleada por Zero para terminar o caos e as mortes por ela causadas, criando a Black Rebellion.
Mais tarde, foi revelado que o Império da Britannia oficialmente declarou Euphemia responsável pelo massacre, sendo lhe retirado o status real. Ela foi executada pelo Exército da Britannia e a sua morte levou à procura de vingança contra Zero por parte de Suzaku.



7- Nunnally vi Britannia

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Nunnally vi Britannia é a irmã mais nova de Lelouch que perdeu a visão e ficou paraplégica depois de um ataque terrorista que resultou na morte brutal da mãe, Marianne vi Britannia. Para além disso, ela ainda sente um trauma psicológico devido a esse acontecimento.
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A única pessoa que verdadeiramente se importava com Lelouch e vice-versa.

Após o seu regresso à Família Imperial, na segunda temporada, reassume o seu nome de nascimento, Nunnally vi Britannia, e pede para ser declarada Vice-Rei da Área 11.
É por ela que Lelouch tem como objetivo de destruir o Império da Britannia e criar um mundo pacífico, no qual ela possa viver em paz.