julho 23, 2019

A Perfumista, Cristina Caboni | Opinião Livros

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Sinopse:

Elena Rossini é herdeira de uma linhagem de importantes perfumistas: mulheres que transmitiram de geração em geração a arte ancestral de criar fragrâncias únicas e sedutoras. Apesar do dom especial para a arte dos aromas, Elena sabe que a vida pode bem ser amarga: abandonada pela mãe, não confia em ninguém, perdeu a capacidade de sonhar e deixou até de acreditar no amor. 
Quando o destino volta a pô-la à prova, Elena escolhe o caminho a seguir. Um caminho que a leva a Paris, a uma das perfumarias mais famosas da cidade, onde as suas criações conquistam os narizes mais exigentes.

Um sonho que a inicia na busca pelo "perfume perfeito", um segredo descoberto pela sua bisavó e que Elena quer resgatar. Uma descoberta que a leva a reencontrar-se consigo e a descobrir o perfume da felicidade, o perfume do amor.
Os aromas são o caminho mais directo para a alma. No lírio encontramos confiança, na mimosa, felicidade. A baunilha aconchega, a giesta fortalece. Qual o aroma da sua alma?

Opinião:

A Perfumista é um livro com uma mensagem bastante diferente do habitual, que apela ao nosso sentido olfactivo mais do que qualquer outro. Quando li a sinopse deste livro, o que mais me chamou a atenção e espicaçou a curiosidade foi, precisamente, descobrir como a autora iria conseguir envolver os seus leitores numa história que apelava a um sentido que não costuma ser foco de atenção. O olfacto pode ser um dos nossos sentidos mais menosprezados, pelo menos para uma grande maioria de nós, mas é de uma importância primordial, tendo contribuído para que o homem primitivo sobrevivesse e atingisse o grau de evolução em que nos encontramos.

Confesso que nunca dei muita atenção a toda esta história da perfumaria, e que o meu conhecimento acerca do tema se resumia aos perfumes já confeccionados e devidamente acondicionados nas suas embalagens, mais ou menos criativas e originais. Quanto ao meu conhecimento técnico sobre a matéria, era gosto ou não gosto do cheiro. Fiquei muito impressionada ao tomar conhecimento da existência dos chamados “narizes” pessoas com a capacidade (dom, na minha opinião) de identificar quase todos os cheiros que existem e que o processo de criação de um perfume envolve ciência e arte, uma junção bastante curiosa. Este livro foi, portanto, uma autêntica injecção de conhecimento acerca do tema e, nesse ponto, não podia ficar mais satisfeita.

O início do livro não me cativou por aí além, uma vez que tive de me adaptar à escrita da Senhora Caboni, um quanto melosa e floreada para o meu gosto. Prefiro autores com uma escrita mais directa e simples. Mas, depois de me habituar ao seu estilo de escrita, fui cativada pela história, pelas personagens, pelo ambiente mágico da perfumaria, pela beleza de Paris, pelos sonhos das personagens.

A história em si, mais do que uma simples história de amor, retrata uma história de auto-descoberta , da necessidade que todos nós temos de enfrentar a vida com as suas profundas tristezas e imensas alegrias e sair vitoriosos ou recomeçar com mais força do que antes. Como protagonista, Elena Rossini tem que batalhar contra os fantasmas do seu passado para erguer o seu futuro; a sua melhor amiga, Monique, tem que enfrentar a desilusão e dor de um amor fracassado para poder juntar os cacos do seu presente; Cail McLean tem que superar um acontecimento trágico do passado que o marcou fisicamente, mas sobretudo emocionalmente. São as lutas internas destas personagens que sustentam as mais de quatrocentas páginas deste livro e que nos conduzem, enquanto leitores, de um modo extremamente competente.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.

Sobre a autora:

Cristina Caboni
Cristina Caboni vive em Cagliari com o seu marido e os três filhos. Além de se dedicar à escrita, é apicultora e faz cultivo de rosas. O mundo dos aromas e das essências naturais é a sua grande paixão. O seu primeiro romance, A Perfumista, é uma homenagem a este fascinante mundo e a tudo aquilo que um aroma pode guardar.
A Perfumista é um romance de estreia que se converteu num fenómeno ainda antes da sua publicação. Com direitos vendidos para vinte idiomas, é um bestseller em Itália e em vários outros países.
julho 22, 2019

Um Erro Fatal, Sophie Hannah | Opinião Livros

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Sinopse:

A manhã que mudou a vida de Nicki Clements seria como tantas outras se o seu filho não tivesse esquecido a mochila em casa.
Foi com o objetivo de lha entregar que ela saiu.
Não planeara passar vezes sem conta pela casa do controverso jornalista Damon Blundy, recentemente assassinado. Mas a verdade é que passou...
É a estranheza do seu comportamento que leva a polícia a interrogá-la. Nicki diz a verdade: não conhecia Damon.

E não, não sabe explicar a enigmática arma do crime. Nem tão-pouco entende a mensagem que o assassino escreveu a tinta vermelha na parede da vítima: “ELE NÃO ESTÁ MENOS MORTO”.
O problema é que não poderá nunca revelar porque estava tão perto do local do crime. Se o fizer, terá de confessar um segredo que a destruirá. É que Nicki pode não ser culpada, mas está longe de ser inocente...

Opinião:

Demorei a pegar nesta obra é certo, uma vez que fui colocando outros livros no meu rol de prioridades; em parte porque os achei mais interessantes, em parte porque as outras opiniões acerca desta obra não eram muito favoráveis e fiquei um bocado desmotivada. Contudo, não podia ter ficado mais agradavelmente surpreendida com este policial, que tem a particularidade de ter sido escrito pela autora que irá continuar com a saga de um dos mais famosos detetives de todos os tempos: Hercule Poirot. Não posso deixar de apontar que sou uma grande fã do Senhor Poirot.

A investigação do homicídio bizarro de um colunista de opinião, odiado por todos e mais alguns, devido às suas críticas mordazes e sarcásticas em relação a um grande número de pessoas notáveis, leva a uma história repleta de reviravoltas e muitas surpresas. No centro desta investigação, estará Nicki Clements, uma mulher sem qualquer relação aparente com a vítima, ou será que ela nunca teve mesmo qualquer contacto com Damon Blundy?

Quando comecei a ler este livro, não conseguia parar, tal era a minha curiosidade em relação à identidade do assassino e à história rocambolesca de Nicki Clements, uma mulher com uma vida aparentemente igual a tantas outras, mas que na realidade esconde não um, mas dois grandes segredos.

Um livro muito bem escrito, que alterna capítulos escritos na primeira pessoa, nos quais Nicki é a voz que nos conduz através da sua vida atribulada, com capítulos escritos na terceira pessoa, nos quais um narrador nos leva a conhecer a investigação complexa, com mais suspeitos do que seria desejável, do homicídio de Damon Blundy. Por fim, temos ainda as colunas de opinião da vítima, publicadas periodicamente num dos jornais com mais tiragem do Reino Unido. Achei os artigos de Damon muito divertidos, com um sarcasmo ácido e intenso. Era impossível que os seus alvos não se sentissem diminuídos e ofendidos perante aqueles textos cheios de perspicácia, tenacidade e não necessariamente belos. Quando me deparei com o primeiro artigo de Damon Blundy, percebi de imediato que a resposta acerca do seu assassinato estaria, pelo menos em parte, naquelas linhas, porque há palavras que podem ser autênticas armas de arremesso.

Do vasto leque de suspeitos, temos, como é óbvio, a esposa pouco atraente, um colunista de opinião que trabalha num jornal corrente, um campeão velocista caído em desgraça devido ao consumo de doping, um bem-sucedido escritor de romances de terror/ficção científica ex-toxicodepend ente, uma bela ex-deputada trabalhista conhecida pelos seus inúmeros casos extraconjugais, duas ex-esposas bastante negligenciadas durante os seus curtos casamentos com a vítima, Nicki Clements, uma mulher sem qualquer relação aparente com Damon Blundy, ou alguém associado a ela, como a ex-melhor amiga, o irmão, o marido ou o seu amante virtual. De momento, não me lembro de mais ninguém relevante entre o leque de suspeitos. Quero apenas indicar que, quando nos deparamos pela primeira vez com o verdadeiro mentor do assassinato, torna-se difícil não suspeitar da sua relação direta com a morte de Damon Blundy, e mais não digo…

Concluindo, adorei. Um verdadeiro policial, que não se limita a investigar o crime como tantos outros, mas que nos leva para lá da vida da protagonista e explora toda a sua complexidade. De uma mentirosa compulsiva, a uma mulher cheia de segredos e traumas plenamente justificados, a uma mentirosa compulsiva novamente, Nicki Clements é, certamente, o ponto mais forte desta obra, relegando para segundo plano a equipa de investigadores responsáveis pelo caso. No entanto, senti que faltou uma conclusão para esta personagem tão bem desenvolvida. Foi como se esta perdesse toda a sua relevância, a partir do momento em que é divulgada a identidade do assassino. Enfim, senti que a Nicki foi um bocado negligenciada pela autora no final do livro.

P.S.: O modo como a autora inicia a história é genial, apesar de só nos apercebermos disso nos últimos capítulos.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.


Sobre a autora:

Sophie-Hannah
Sophie Hannah
Sophie Hannah, natural de Manchester, é uma poetisa galardoada de enorme sucesso. A sua última coletânea, First of the Last Chances, foi escolhida pela Poetry Book Society como uma das obras de referência da nova geração de poetas, em Junho de 2004. Foi finalista do prémio TS Eliot.
Pouco tempo depois de dar à luz o seu primeiro filho, escreveu O Pesadelo de Alice, a sua primeira incursão pelo thriller, um desafio que lhe tem valido os mais entusiastas elogios de toda a crítica literária. Foi a escritora escolhida para dar nova vida ao incomparável Hercule Poirot.
Vive em Cambridge, onde é professora honorária.
julho 21, 2019

O Alvo, David Baldacci | Opinião Livros

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Sinopse:

A conspiração mais perigosa e verosímil do ano
O mundo está sob ameaça de um inimigo poderoso. Existe a possibilidade de o eliminar de uma vez por todas. Mas trata-se de uma missão de alto risco; se for bem-sucedida, o mundo será um lugar melhor. Mas se falhar, estaremos perante um Armagedão.
Um ataque à Coreia do Norte, país que possui armas nucleares, colocaria os Estados Unidos debaixo de fogo e o mundo em risco. A conspiração para eliminar o líder do país está em curso e não há margem para erros. Will Robie e Jessica Reel são os únicos agentes capazes de executar a missão.

Chung-Cha foi criada num campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Nesse local de terror, não existe honra, sentimentos ou compaixão e a jovem foi treinada desde cedo para matar. É esta assassina fria que é incumbida de aniquilar, a todo o custo, a dupla Robie e Reel.
Numa luta feroz entre o Ocidente e o Oriente, quem é o caçador e quem é a presa quando o verdadeiro alvo é revelado?

Opinião:

Não costumo ler livros deste género, mas achei a sinopse super interessante. A Coreia do Norte é um país que me desperta grande curiosidade, infelizmente pelas piores razões. Já tinha ideia de algumas das péssimas condições de vida dos norte-coreanos apontadas no livro, mas não tinha ideia da gravidade de algumas, nem da paranóia que impõem às pessoas para as poderem controlar. Nota-se que o autor fez um excelente trabalho de pesquisa, para nos trazer parte do modo de vida de um povo fechado sobre si mesmo e com vivências completamente diferentes das nossas.

Este livro traz-nos uma conspiração do governo dos Estados Unidos da América para derrubar o líder supremo da Coreia do Norte, mas o modo como todo o processo é conduzido, com todos os seus imprevistos e alterações, torna o livro muito interessante, não permitindo que a história caia em previsibilidade s que a poderiam ter tornado maçadora.

Ponto número um para iniciar a leitura deste livro: Coreia do Norte. Ponto número um para me manter presa a esta leitura com bastante interesse: Chung-Cha. Uma personagem fascinante, dona de uma ambiguidade muitíssimo consistente e bem desenvolvida. Chung-Cha tinha todas as razões e mais algumas para ser uma grande vilã, uma assassina sem alma. No entanto, ela revela-se mais do que isso, muito mais... De longe a personagem mais forte e bem conseguida do livro, conseguiu, a meu ver, sobrepor-se, em impacto, importância e, principalmente, empatia aos protagonistas, já conhecidos de aventuras anteriores, Will Robie e Jessica Reel. Na minha opinião, Chung-Cha, por tudo o que passou, por tudo o que foi forçada a fazer em nome de um regime violento e opressivo e, apesar disso, ter conseguido manter a sua própria identidade e humanidade, foi a verdadeira heroína do livro.

Só mais tarde me apercebi de que este livro era a continuação de outro, ou outros, com os mesmos protagonistas: Robie e Reel. Talvez por essa razão, não tenha criado uma grande empatia por eles. Não conseguia perceber o que os tornara tão cúmplices, nem qual a exata natureza da sua relação, quando era óbvio que não sabiam absolutamente nada um sobre o outro. Aqui entrou um arco narrativo sobre o passado sombrio de Jessica, onde ficamos a conhecer um grande segredo da agente secreta, mas continuamos sem saber praticamente nada sobre o agente Roobie. Talvez no próximo livro o autor levante o véu sobre o seu passado.

Digo desde já que o final do livro é surpreendente: pode não ser o mais feliz, mas é, provavelmente, aquele que melhor poderia expressar a mensagem que o autor pretende passar aos seus leitores. Fica a questão: É possível ter fé na humanidade, sabendo que não há nada mais humano do que a vontade de sobreviver?

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.


Sobre o autor:

David-Baldacci
David Baldacci
David Baldacci nasceu em 1960, na Virgínia, onde reside atualmente. Exerceu advocacia durante nove anos em Washington, dedicando-se depois à escrita. Do seu currículo faz parte um impressionante número de bestsellers, entrando frequentemente no primeiro lugar da lista dos mais vendidos do New York Times. As suas obras estão traduzidas em mais de 45 idiomas e presentes em cerca de 90 países, sendo Baldacci um dos mais populares escritores em todo o mundo.
Baldacci é também o co-fundador, juntamente com a sua mulher, da Wish You Well Foundation, uma organização não lucrativa dedicada à promoção da literacia nos Estados Unidos.
julho 20, 2019

MIB: Homens de Negro - Força Internacional | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Men in Black: International
Diretor: F. Gary Gray
País: EUA
Ano: 2019
Classificação: M/12
Género: Ação, Aventura, Comédia
Elenco: Chris Hemsworth, Tessa Thompson, Kumail Nanjiani, Rebecca Ferguson, Rafe Spall, Emma Thompson, Liam Neeson, Laurent Bourgeois, Larry Bourgeois, Kayvan Novak, Spencer Wilding
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt2283336/

Sinopse:

O novo filme da série popularizada por Will Smith.

Uma equipa de agentes secretos sediada em Londres envolve-se na investigação de um assassinato enigmático que os leva a viajar pelo mundo fora. Eis os Homens de Negro com um sotaque britânico.

Opinião:

Começo por dizer que os Homens de Negro nunca foram muito a minha onda. Gostei dos filmes anteriores, aliás adoro praticamente tudo aquilo que tem Will Smith, mas não foram filmes que me marcaram por aí além. Foi uma decisão repentina ir ao cinema assistir a este novo filme da série e Chris Hemsworth exerceu aqui um papel preponderante na minha decisão, uma vez que sou fã dele desde Thor, mas acabei agradavelmente surpreendida com esta nova roupagem que deram à série, curiosamente sem esquecer o legado dos seus antecessores, o que não aconteceu com Hellboy, por exemplo.

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Tessa Thompson e Chris Hemsworth são Agente M e Agente H respetivamente.

Em MIB: Homens de Negro - Força Internacional temos a colaboração entre duas Agências dos Homens de Negro, a de Nova Iorque e a de Londres, mais concretamente, a colaboração entre uma agente estagiária, a determinada Agente M de Nova Iorque e o Agente H, um agente inglês considerado um herói, mas que parece um pouco perdido...

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Tessa Thompson é a Agente M (Molly).

Molly (Agente M) interpretada por Tessa Thompson é o motor central que move a ação, estando cem por cento motivada, M tenta fazer o seu melhor para ser aceite na Agência, a que aspira pertencer desde criança, quando teve o seu primeiro encontro com um extraterrestre e os famosos Homens de Negro, pelos quais ficou fascinada e procurou desde então.

Estamos perante um filme divertido que consegue ao mesmo tempo homenagear os seus antepassados e trazer uma nova roupagem à série. Chris Hemsworth e Tessa Thompson estão competentes nos seus papéis sabendo dosear os momentos divertidos com os momentos sérios numa comédia de ação e aventura de tirar o fôlego para não falar que ambos possuem uma agradável química juntos.

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M e H têm que impedir que uma poderosa arma chegue às mãos erradas.

A Agente M e o Agente H têm a missão involuntária de salvar o mundo, impedindo que dois poderosos extraterrestres ponham as mãos numa arma desconhecida com um incrível poder de destruição. Pelo caminho podem contar com a colaboração do líder da Agência de Londres, o grande Agente T, personagem importante para o desenrolar da história, interpretada pelo já consagrado Liam Neeson, encontram o divertido Peão (Pawny) que proclama M como a sua rainha e tudo fará para a proteger à sua maneira fofa e encantadora. Mas também encontrarão inimigos poderosos como a ex-namorada de H, a bela e letal Riza e os seus leais (ou não) colaboradores.

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Pawny é a personagem mais encantadora do filme.

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Liam Neeson tem um papel importantíssimo no filme.

Concluindo, MIB: Homens de Negro - Força Internacional tem tudo para entusiasmar os fãs e motivar os atores e a equipa técnica continuar com esta série trazendo-nos mais filmes de qualidade e com efeitos especiais incríveis. Mesmo não sendo a minha onda, estou disposta a assistir aos próximos filmes da série com entusiasmo, principalmente se Chris Hemsworth se mantiver no elenco, o que acho pouco provável, uma vez que ficou claro ser Molly a grande protagonista desta nova fase dos Homens de Negro, assim sendo as suas aventuras vão continuar, resta saber se no sentido de colaborar com outras Agências ou de se fixar na sua Agência de origem em Nova Iorque e ter aí novas aventuras.

O melhor: A parceria entre a Agente M (Tessa Thompson) e o Agente H (Chris Hemsworth).

O menos bom: Algumas coisas ficaram por explicar no filme, mas nada está perdido porque ficou subentendido que vão haver mais filmes...
julho 19, 2019

Acácia - Ventos do Norte, David Anthony Durham | Opinião Livros

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Sinopse:

Um assassino enviado das regiões geladas do norte numa missão. Um império poderoso cercado pelo seu mais antigo inimigo. Quatro príncipes exilados, determinados a cumprir um destino. Prepara-te, leitor, para entrar no mundo deslumbrante de Acácia.
Leodan Akaran, rei soberano do Mundo Conhecido, herdou o trono em aparente paz e prosperidade, conquistadas há gerações pelos seus antepassados.
Viúvo, com uma inteligência superior, governa os destinos do reino a partir da ilha idílica de Acácia. O amor profundo que tem pelos seus quatro filhos, obriga-o a ocultar-lhes a realidade sombria do tráfico de droga e de vidas humanas, dos quais depende toda a riqueza do Império. Leodan sonha terminar com esse comércio vil, mas existem forças poderosas que se lhe opõem.
Então, um terrível assassino enviado pelo povo dos Mein, exilado há muito numa fortaleza no norte gelado, ataca Leodan no coração de Acácia, enquanto o exército Mein empreende vários ataques por todo o império. Leodan, consegue tempo para colocar em prática um plano secreto que há muito preparara. Haverá esperança para o povo de Acácia? Poderão os seus filhos ser a chave para a redenção?


Opinião:

Antes de ler este livro, estava super curiosa acerca de todo este mundo criado por David A. Durham e todo o mistério que envolvia a rica civilização de Acácia, nomeadamente, o comércio de escravos, a utilização da "bruma", droga que controla praticamente todo o Mundo Conhecido, o Rei Leodan Akaran incluído, e tudo o resto por detrás desta grande civilização criada pela mente brilhante do autor.

Leodan amava os filhos e foi com base nesse amor que esta história se foi desenvolvendo, se bem que ainda não está concluída. Não consegui criar igual empatia pelos quatro filhos do rei. Mena é a minha preferida, a mais madura e inteligente. Achei Corinn fútil e fraca. Aliver, o mais velho, inseguro e resignado. Dariel, corajoso e ousado. Sei que estas personagens irão evoluir imenso e a minha opinião inicial sobre elas irá certamente dar uma volta de 180 graus. Existem também outras personagens que, tenho a certeza, vão ser cruciais para o desenvolvimento desta história, nomeadamente o antagonista Hannish Mei, se bem que ainda não consegui perceber as suas reais motivações na conquista de Acácia e a sua opinião em relação ao “negócio” que sustenta esta civilização, e o general Thaddeus Cleg, inicialmente traidor, posteriormente salvador.

O ataque ao rei foi, para mim, o ponto de viragem do livro, uma vez que, no começo, o autor tinha todo um mundo desconhecido para apresentar aos seus leitores. Naquela pressa de nos explicar o máximo possível sobre a história e hábitos de Acácia, Durham levou-nos no início do livro para um ritmo lento, se bem que fluído, graças ao seu talento, mas pouco entusiasmante para leitores impacientes.

Depois da morte do rei, os seus filhos foram separados e colocados em locais específicos, graças aos planos preocupados do pai. No entanto, nem tudo correu como o planeado e nenhum deles estava preparado para a sua nova vida. Os quatro acabaram sozinhos em terras estranhas e culturas diferentes, onde vão crescendo, ponto que neste primeiro livro ainda não nos é completamente revelado.

De facto, todo o livro tem um cunho introdutório, não nos sendo confessados os segredos por detrás do odioso negócio que mantém a riqueza de Acácia e da origem da droga que mantém todo um império sob controlo. Assim, não temos outra solução, se queremos saber mais sobre o universo criado por David A. Durham, senão ler todos os outros livro e saber o desfecho de uma história que promete imenso.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.


Sobre o autor:

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David A. Durham
David Anthony Durham nasceu em Nova Iorque no ano de 1969. Venceu inúmeros prémios com os livros Gabriel's Story, Walk Through Darkness, e Pride of Carthage. Com a publicação de Acácia, Durham ganhou protagonismo e tornou-se um autor em ascensão no mundo literário. Acolheu as melhores críticas no Publishers Weekly, Kirkus Reviews, SciFi Site and Fantasy Magazine, New York Times e Library Journal, sendo considerado a grande revelação dos últimos anos na Fantasia. A saga Acácia está a ser publicada em mais de 10 países e encontra-se em desenvolvimento para o cinema.
Atualmente, Durham vive com a mulher e os filhos na Califórnia e ensina na Universidade em Fresno.

julho 16, 2019

O Pistoleiro, Stephen King | Opinião Livros

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Sinopse:

No primeiro livro desta série brilhante, Stephen King apresenta os leitores a uma das suas personagens mais enigmáticas, Roland de Gilead, o último dos pistoleiros. Roland é uma figura marcante, um solitário numa viagem arrebatadora em direção ao bem e ao mal. No seu mundo desolado, que reflete assustadoramente o nosso, Roland persegue o homem de negro, conhece a atraente Alice e começa a sua relação de amizade com um rapaz de Nova Iorque chamado Jake. Ao mesmo tempo realista e onírico, O Pistoleiro deixa os leitores ansiosos pelo novo capítulo desta série.
Passada num mundo de circunstâncias extraordinárias, com um imaginário visual espantoso e personagens inesquecíveis, a série A Torre Negra é ímpar. A obra mais visionária de Stephen King, um misto mágico de fantasia e horror.

Opinião:

Alguns dias após assistir ao filme A Torre Negra na Netflix, ouvi falar numa futura adaptação televisiva da série pelas mãos da Amazon com duas atrizes portuguesas (Joana Ribeiro e Ana Padrão) e corri até à biblioteca para requisitar o primeiro livro da série: O Pistoleiro. Agora, depois de finalmente ter concluído a leitura desta que foi a minha primeira obra de Stephen King, um autor sobre o qual tinha curiosidade à imenso tempo, não consigo deixar de pensar em como o filme não tem nada a ver com o livro. 

As três personagens principais de O Pistoleiro têm os mesmos nomes e a mesma finalidade no filme e no livro, mas de resto tudo é diferente: as suas personalidades, aspetos físicos e destinos são completamente diferentes e até o seu passado, principalmente o de Jake e do próprio Pistoleiro, são completamente distintos em ambas as obras. Em relação ao Homem de Negro, ele permanece um completo mistério no filme e no livro, o que o torna na personagem mais consistente em ambas as obras. Julgo que será por esta falta de identificação do filme com o livro que o primeiro se acabou por se revelar um fracasso de bilheteiras e desiludir os fãs, apesar dos excelentes atores Idris Elba e Mathew McConaughey, que muitas vezes com pouco apoio conseguem fazer um filme brilhar. A história não tinha profundidade como a série literária essa é a verdade e sem material para trabalhar os atores não podiam fazer grande coisa.

No primeiro livro da série pouco sabemos sobre as personagens e é aos poucos que Stephen King vai levantando o véu sobre quem são aquelas personagens estranhas que habitam um mundo ainda mais estranho, com demónios que possuem as pessoas e restos de uma civilização antiga que parece ser a nossa civilização no presente. Será esta história um prenúncio sobre o futuro fim da Humanidade?

O Pistoleiro pode ser considerado um volume introdutório não avançando em grande medida no Universo que nos apresenta, apesar do autor nos levantar o véu sobre o passado de Roland, O Pistoleiro, ele não nos revela tudo o que aconteceu e levou o nosso anti-herói a perseguir incansavelmente o Homem de Negro, independentemente dos danos colaterais. É claro que ficamos com uma ideia muito genérica sobre aquilo que poderá ter acontecido, mas acabamos o livro sem saber ao certo como Roland se tornou no ultimo dos Pistoleiros nem nas suas motivações para perseguir o Homem de Negro de modo obsessivo tal e qual o Naruto a perseguir o Sasuke.

Jake é um menino empurrado para o mundo do Pistoleiro pelo Homem de Negro por razões ainda desconhecidas. Sei, pelo filme, que o papel de Jake, o rapaz ainda não acabou e que ainda vamos ouvir falar dele no futuro. O Homem de Negro é uma personagem poderosa e misteriosa sobre a qual ficamos com a sensação de saber ainda menos quando acabamos a leitura deste primeiro volume da série.

Concluindo, este livro por si só não é suficiente para cativar os fãs e conquistar leitores, por essa razão voltei à biblioteca para requisitar os próximos dois volumes da saga A Torre Negra: A Escolha dos Três e As Terras Devastadas. Aquilo que posso apontar para já é que os volumes vão aumentando de tamanho à medida que a série avança e isso é um bom sinal, porque precisamos de mais história, mais desenvolvimento das personagens para que esta série possa nos conquistar e confesso que estou disposta a ser conquistada para que quando a série da Amazon for lançada possa vibrar com o Universo fantástico criado pela mente de Stephen King, um autor já com uma extensa obra, por vezes, infeliz com adaptações ao grande e pequeno ecrã de baixa qualidade, mas noutras vezes com grandes êxitos como Carrie: A Estranha, filme de 1976 que celebrizou Sissy Sapeck como uma grande atriz e Brian De Palma como um realizador de sucesso.

Citações:

O homem de negro fugiu pelo deserto e o pistoleiro foi no seu encalço.
O deserto era a apoteose de todos os desertos, enorme, enfrentando o céu ao longo do que poderiam ser parsecs em todas as direções.
Verão e calor.
Agosto chegara à terra como um amante vampírico, matando a terra e as colheitas dos agricultores, tornando brancos e estéreis os campos da cidadela.


Sobre o autor:


Romancista norte-americano, Stephen King nasceu em 1947 em Portland, no Maine. Deu início aos seus estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos, ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock. No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu, The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In a Half-World of Terror, num fanzine de terror. Em 1970, licenciou-se pela Universidade do Maine e, de 1971 a 1974, Stephen King deu aulas numa escola secundária, até ter publicado o seu primeiro romance, Carrie (1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a continuar. A obra não teve senão um sucesso modesto, mas, depois da sua adaptação ao cinema e com a publicação do romance A Hora do Vampiro (1976), Stephen King conseguiu afirmar-se como um importante escritor.
julho 13, 2019

TOP 7 - Momentos mais emocionantes de Naruto

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Uma das coisas que me dá mais prazer é falar sobre aquele que é o meu anime favorito de todos os tempos, Naruto. Mesmo com todas as suas falhas e defeitos, Naruto foi o anime que mais me marcou até hoje e aquele que me tornou efetivamente numa grande fã de animes e me conduziu até aos doramas.

Vários foram os momentos que me marcaram em Naruto e na sua sequência Naruto Shippuden, momentos inesquecíveis e emocionantes que ainda hoje estão bem presentes na minha memória, foi nesse sentido que decidi criar este TOP 7, onde vou enumerar, por ordem cronológica, alguns dos momentos mais impactantes de Naruto e Naruto Shippuden, isto é claro, do meu ponto de vista.
Segue abaixo o meu TOP 7 - Melhores Momentos de Naruto:




1- Rock Lee vs Gaara (Naruto)

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Uma das lutas mais emocionantes do Naruto Clássico que nem sequer é encabeçada por um dos protagonistas do anime e sim por duas personagens desconhecidas até ao início da primeira fase dos exames chunin, Rock Lee e Gaara, que se tornarão em duas das personagens mais populares do anime.

Uma das lutas da segunda fase dos exames chunin à partida desigual e que, apesar de ser realmente desigual, revela-se mais renhida do que seria de supor com Rock Lee a mostrar uma fibra e resiliência incríveis, apenas igualadas pela fibra e resiliência do próprio Naruto.

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Rock Lee é um génio do Taijutsu e, principalmente, do esforço (tal como Naruto), um shinobi desprovido da capacidade de usar qualquer tipo de ninjutsu, tendo que recorrer apenas ao Taijutsu e nesse sentido tornou-se no melhor a par do seu sensei Maito Gai, por quem desenvolveu uma admiração obsessiva. Rock Lee procura imitar o seu sensei em tudo, incluindo no vestuário e no penteado.

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Enquanto que este combate é, infelizmente, o ponto alto da participação de Rock Lee em todo o anime, por outro lado Gaara é uma das personagens que mais evolui a par de Naruto, sendo que ele é indubitavelmente aquele que mais evolui emocionalmente adotando os ideais de Naruto, que passa a considerar um grande amigo e exemplo para si.

A infância de Gaara surge como um espelho da infância de Naruto, sendo este a sua contra parte, isto é aquilo em que Naruto se podia ter tornado caso se tivesse deixado corromper pela escuridão. Gaara torna-se num jinchuriki sádico e cego pelo desejo de vingança contra todos aqueles que o desprezaram. Na sua luta contra Rock Lee ele acaba por aprender uma valiosa lição que é não subestimar o adversário à partida mais fraco, porque pode acabar por ser surpreendido.

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Quem não se recorda do momento em que Rock Lee solta os pesos que usava nos tornozelos? A cena icónica é até hoje referida como uma das mais surpreendentes de Naruto Clássico.

O combate entre estes dois personagens pode não estar ao nível dos combates mais elaborados na fase subsequente de Naruto, mas é impressionante como se tornou um dos mais memoráveis de todo o anime pela importância das personagens para o futuro da história e pelo seu impacto sobre os espetadores.




2- Naruto vs Gaara (Naruto)

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Este momento inesquecível foi encabeçado pelo protagonista do anime, Naruto e por Gaara. Tratou-se de um combate não oficial para deter um Gaara psicótico e completamente fora de controlo que pretendia ajudar Orochimaru, mesmo  que sem saber, a conquistar a Vila de Konoha.

Mais do que uma luta tivemos aqui um duelo de pontos de vista que mudou o rumo de uma das personagens mais carismáticas da série, Gaara, deu origem a uma grande amizade entre ele e Naruto e em última instância conduziu à missão de resgate levada a cabo no início de Naruto Shippuden que encabeça outro dos momentos mais emocionantes desta lista.

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Gaara é, para além de Naruto, uma das minhas personagens favoritas do anime, sendo estranho e pouco sociável mas ao mesmo tempo maduro e carismático. O modo como ele adotou os ideias e Naruto e os tomou para si é absolutamente cativante e não podemos deixar de torcer para que tudo corra bem para ele.

Foi nesta luta que tivemos a oportunidade de ver outro jinchuriki em ação e perceber como o rumo de Naruto podia ter sido muito diferente, a vida destas duas personagens é marcada pela dor e pela solidão e o modo como ambos apreenderam a lidar com isso e seguir em frente é deveras inspirador para todos os fãs.

Este combate ajudou Naruto a definir os seus pontos de vista e aquilo que pretendia realmente para o futuro e fez Gaara ver que afinal ainda havia esperança, que a sua vida não precisava ser marcada pela dor e pela solidão no futuro, que ele podia trilhar outro caminho e conquistar a confiança e o amor do seu povo.

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O final da luta entre Naruto e Gaara não podia ser mais emocionante, ninguém adivinharia que tudo ia acabar daquele modo, mas desde o início dos exames chunin que Naruto nos surpreende com os seus recursos improváveis na hora certa.



3- Naruto vs Sasuke (Naruto)

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A primeira luta entre Naruto e Sasuke no Vale do Fim teve contornos épicos e marcou o final do Naruto Clássico, sendo que tudo o que tivemos depois deste arco narrativo foi um desfilar de episódios filler extremamente maçadores e sem graça até à tão aguardada estreia de Naruto Shippuden.

Este duelo inicial entre Naruto Uzumaki e Sasuke Uchiha pode não ter sido tão aguardado nem ter tido contornos tão épicos como a luta final de ambos no Naruto Shippuden, mas foi a que marcou o início de toda a saga desesperada de Naruto para recuperar o amigo rebelde, Sasuke Uchiha.

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Desde o primeiro episódio de Naruto que somos confrontados com a rivalidade acesa entre Naruto e Sasuke e o quanto eles são parecidos apesar de nunca o admitirem. Ambos são órfãos que vivem à parte, mas enquanto Sasuke é admirado pelos outros, Naruto é visto como um empecilho pelos colegas o que acabou por acender a rivalidade entre ambos, uma vez que Naruto se ressentia da falta de atenção e do constante desprezo que sofria por parte de toda a Vila sem saber a razão para tal.

Esta luta entre ambos era previsível desde o início do anime em que qualquer coisa podia acender o rastilho entre ambos. Quando Sasuke vê a evolução de Naruto, também ele se passa a ressentir do poder do colega, porque ele quer ser mais forte para poder se vingar do irmão e não vê essa evolução em si próprio, quando Orochimaru lhe oferece poder, Sasuke não olha para as consequências dos seus próprios atos e abandona Konoha sem olhar para trás, mas Naruto promete aos outros e, principalmente, a si próprio que irá trazer o amigo de volta para a Vila, a sua jornada será tortuosa, mas nada impedirá o ninja laranja de Konoha de cumprir a sua promessa.

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Com a ajuda de alguns colegas Naruto consegue apanhar Sasuke no Vale do Fim e luta com ele quando não o consegue demover por palavras a voltar para a Vila, no final desta luta emocionante assistimos à inevitável partida de Sasuke...



4- A captura de Gaara pela Akatuki (Naruto Shippuden)

Naruto Shippuden não podia começar de modo mais grandioso, a luta de Gaara, agora Kazekage da Vila Oculta da Areia, contra Deidara e Sasori, dois poderosos elementos da Akatsuki e a sua consequente captura emocionou todos os espetadores, mas foi a desesperada missão de resgate levada acabo pela Vila Oculta da Areia juntamente com Konoha um dos pontos mais altos da segunda parte do anime que marcou o regresso de Naruto às missões ninja e mostrou que afinal havia jinchurikis estimados pelos seus pares e pelos aldeões das suas vilas.

Quando a Akatsuki começou a capturar os jinchurikis para o seu plano macabro de destruição do mundo não encontrou muita resistência, uma vez que os jinchurikis eram comummente desprezados e temidos pelas suas Vilas, mas quando chegou a vez de Gaara a coisa mudou de figura e é aqui que a Akatsuki acaba por sofrer as suas primeiras baixas de peso: Sasori e Deidara.


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No nosso primeiro contacto com Gaara após o fim dos exames chunin, uma vez que não conto com os episódios filler em que este apareceu, verificamos o quando ele amadureceu verdadeiramente e se tornou no novo Kazekage da Vila Oculta da Areia, curiosamente o sonho de vida de Naruto.


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A captura de Gaara e a consequente extração do bijuu do seu interior, que lhe causou a morte, constitui uma sequência alucinante de cenas emocionantes que provaram que Naruto Shippuden ia conquistar todos os fãs de Naruto e não só. Foi essencialmente a crença de Naruto em Gaara que convenceu Chiyo a fazer o derradeiro sacrifício para trazer Gaara de volta à vida, sendo mais uma vez o papel do ninja laranja de Konoha determinante.




5- A morte de Jiraiya (Naruto Shippuden)

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Jiraiya também conhecido por Ero-senin foi aquela típica personagem de apoio que estava lá para orientar Naruto e fazê-lo crescer enquanto shinobi e ser humano. A sua morte, ironicamente às mãos de outro dos seus alunos, Nagato Uzumaki, foi ao mesmo tempo dramática e de uma construção e condução genial por parte de Masashi Kishimoto, autor de Naruto.


A luta entre Jiraiya e os seis caminho de Pain foi do melhor que assisti em Naruto Shippuden, um duelo entre duas das personagens mais poderosas do anime que mostrou o quanto Jiraiya era inteligente e perspicaz apesar da suas personalidade pervertida e brincalhona, não foi à toa que Jiraiya foi convidado por três vezes para assumir o posto de Hokage, apesar de sempre ter recusado.


A morte de Jiraiya levou Naruto a ter que suportar a sua perda de modo intenso, nos últimos anos Jiraiya havia se tornado no pai que Naruto não chegou a ter por fatalidade do destino. Os conselhos sábios de Jiraiya aliados ao seu sentido de humor pervertido tornaram-no numa das personagens mais populares do anime e a sua morte entristeceu muitos fãs, mas consigo perceber que foi necessária para o crescimento de Naruto enquanto pessoa.



Jiraiya acreditava piamente na profecia que dizia que ele ia encontrar uma criança que ser iria tornar no salvador do mundo, primeiro pensou em Minato, pai de Naruto, mas a sua morte precoce o fez repensar, depois pensou em Nagato, mas este acaba por se deixar levar pela escuridão em seu coração após a perda do melhor amigo Yahiko e se tornar no carrasco do seu sensei. No final, Jiraiya morre com a firme convicção que afinal a criança da profecia é o próprio Naruto Uzumaki.




6- Naruto vs Pain (Naruto Shippuden)

Quem não se lembra da espetacular entrada de Naruto como a última esperança da Vila para combater contra Pain numa Konoha já destruída e derrotada? Inesquecível! O surgimento de Naruto no modo senin e sobre o grandioso sapo Gama juntamente com outros sapos gigantescos no momento certo impactou todos os espectadores com a sua grandiosidade e é até hoje recordado como o momento mais grandioso do Naruto Shippuden.

O combate entre Naruto e Pain foi um dos pontos mais altos de todo o anime, com Naruto a provar o quanto havia evoluído. Contudo, a sua entrada impactante acabou por não durar muito, pois Pain era de facto um adversário extremamente poderoso, quase a perder o combate Naruto recebe uma ajuda inesperada: Hinata.

Foi na luta entre Naruto e Pain que assistimos à mais espetacular declaração de amor de todo o anime. Hinata tenta ajudar Naruto ao mesmo tempo que confessa o seu amor por ele. Mas ver Hinata a ser brutalmente espancada leva Naruto a perder o controlo sobre o chakra da Kurama e a libertar mais caudas do que seria seguro ganhando novamente vantagem na luta.


O diálogo que se segue entre Naruto e Nagato acerca do ideal de paz de cada um é de uma inspiração digna de nota. Quem gosta principalmente das cenas de ação e luta, achou que foi maçador e cortou o ritmo acelerado até então, quem como eu aprecia bons diálogos e reviravoltas no enredo, esta foi sem dúvida a conversa mais inspirada e instrutiva do anime. A capacidade de Naruto em inspirar os outros e fazê-los mudar de opinião é um dos pontos mais fascinantes sobre esta personagem, uma vez que é à partida identificado como alguém pouco inteligente e mais dado à ação do que à estratégia e raciocínio, mas muitas vezes acabamos surpreendidos pela sua perspicácia e capacidade de aprender muito rapidamente.



7- Sasuke vs Itachi (Naruto Shippuden)

A luta dos dois irmãos Uchiha constituiu um dos momentos mais emocionantes e aguardados de Naruto Shippuden muito por causa de Itachi Uchiha, uma das personagens mais marcantes de todo o anime e com a história mais trágica e bem desenvolvida dentro de um imenso role de personagens com vidas marcadas pela dor e pela perda.

Inicialmente apresentado como um dos grandes vilões do anime, a sua primeira aparição é já no fim de Naruto Clássico onde a sua atitude para com Sasuke faz jus à sua má fama e começamos a vê-lo como uma personagem desprezível. Mais tarde vamos identificando nele algumas características de anti-herói até que finalmente o vemos morrer como o herói que sempre foi, numa das lutas mais trágicas e tristes de todo o anime.


Itachi foi uma das personagens do anime que mais fãs conquistou ao longo de Naruto Shippuden, acabando por morrer como uma das mais queridas pelos espectadores. A sua devoção para com Konoha é louvável, mas o facto de ter assassinado todos os membros do seu clã, incluindo os seus próprios pais, colocava as pessoas de pé atrás... Mais tarde descobrimos que fê-lo por amor e devoção à Vila de Konoha e fez de tudo para manter o irmão mais novo vivo, inclusive juntou-se à Akatsuki para espiar a organização criminosa para a Vila.

A morte de Itachi fez-me chorar pelas circunstâncias em que ocorreu e tornou-se num dos momentos mais emocionantes do anime, confesso que odiei o Sasuke nessa altura mais do que a qualquer outra personagem, foi nesse momento em que desejei que ele não voltasse mais para Konoha e fosse derrotado por Naruto de modo humilhante. Mas Sasuke nunca foi uma das minhas personagens favoritas do anime por isso...

Quero ainda ressalvar que Itachi não perdeu o combate, ele simplesmente morreu devido à grave doença de que padecia devido ao uso excessivo dos seus poderes.



Outros momentos emocionantes:


O encontro entre Naruto e a mãe

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Um momento de levar às lágrimas. O primeiro e único encontro entre Naruto e a sua falecida mãe, Kushina Uzumaki, surgiu numa altura importantíssima para a história, ou seja no momento em que Naruto tentava controlar o chakra da Kyubi, numa tentativa desesperada de ganhar vantagem nas difíceis lutas que se avizinhavam.

O diálogo que se desenvolveu entre Naruto e a mãe emocionou a todos e levou muitos às lágrimas pelo seu simbolismo e por tudo o que significava para o nosso herói que finalmente se viu confrontado com o facto de ter sido amados pelos seus pais ao ponto de ambos terem sacrificado as suas vidas para o salvar e isso era tudo o que Naruto precisava saber para seguir a sua jornada.


O último encontro de Naruto com o pai

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O segundo encontro entre Naruto e o pai, Minato Namikaze, o Quatro Hokage de Konoha, surgiu em plena guerra shinobi com um Naruto francamente debilitado e a precisar seriamente de ajuda. Minato surgiu para auxiliar o filho a derrotar Madara Uchiha com parte do poder da Kyubi que guardou no seu interior e finalmente entregar esse poder ao filho.

O momento em que se despede do filho para sempre é de fazer chorar as pedras da calçada não pela sua profundidade, mas porque sentimos que é sem dúvida a despedida definitiva entre ambos. Enquanto Naruto faz o seu relato de vida ao pai para que este conte tudo a Kushina, Minato vai se desvanecendo até, eventualmente, desaparecer para sempre num momento bastante emotivo.

Finalmente Minato passa todo o seu legado para o filho que se torna no novo herói de Konoha e, no futuro, acabará por se tornar no Sétimo Hokage de Konoha como sempre sonhou e tal como o pai.
julho 07, 2019

Uma Odisseia Coreana, Netflix | Opinião Doramas

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Título original: Hwayugi
País: Coreia do Sul
Ano: 2017
Episódios: 20
Género: Romance, Fantasia
Elenco principal: Seung-gi Lee, Seung-won Cha, Yeon-Seo Oh, Lee El, Seong-oh Kim, Hong-ki Lee, Ji-ru Sung, Sung Hyuk, Se-yeong Lee, Bora
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt7099334/

Sinopse:

Uma criatura mítica que procura a invencibilidade contra-ataca quando se vê à mercê de uma mulher que consegue ver seres sobrenaturais (Fonte: Netflix).

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Elenco principal de Uma Odisseia Coreana.

Opinião:

Hoje venho vos falar sobre o último dorama que assisti. Uma Odisseia Coreana está disponível na Netflix para quem quiser assistir e digo desde já que vale a pena visualizar os 20 episódios deste dorama de fantasia e romance produzido em 2017, apesar da sua longa duração, cerca de hora e meia cada episódio.

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Seon-mi (Yeon-Seo Oh)
A história gira em torno de uma protagonista feminina muito especial, Jin Seon-mi é a dona de uma agência imobiliária que tem desde criança a capacidade de ver espíritos e outras criaturas sobrenaturais. Um encontro quando criança entre esta de dois seres sobrenaturais extremamente poderosos, Son Oh-gong e Woo Hwi-chul, vai marcar para sempre a sua vida de modo irrevogável, supostamente a transformando numa Samjang, um humano com poderes especiais, sendo o seu sangue com cheiro a lótus tão poderoso que os monstros que a devorarem literalmente ficarão mais fortes e poderosos o que a torna num alvo para o mundo sobrenatural, além disso o seu destino é se sacrificar para salvar a Humanidade.

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Rei Demónio Woo (Seung-won Cha)
Woo Hwi-chul também chamado de Rei Demónio Woo é um ser sobrenatural extremamente poderoso, sendo o seu animal espiritual um touro, que utiliza uma grande empresa de entretenimento chamada Lúcifer como fachada para as suas atividades sobrenaturais e para encontrar energia derivada das emoções humanas sob a forma de cristais para se alimentar e fortalecer. O Rei Demónio procura ser um exemplo e impressionar constantemente o domínio espiritual para ser promovido a divindade e deste modo resgatar a alma da sua amada, castigada a numerosas reencarnações dolorosas por um pecado do passado que envolveu a morte do filho de ambos. É na sua demanda para impressionar o domínio espiritual que ele encontra Seon-mi e a convence a retirar um objeto de uma casa... Acontece que nessa casa se encontrava preso Son Oh-gong que por sua vez convence Seon-mi a libertá-lo em troca de proteção quando chamasse o seu nome, mas ao mesmo tempo ele faz com que a jovem esqueça o seu nome e desaparece da sua vida durante vinte cinco anos.

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Son Oh-gong (Seung-gi Lee)
Son Oh-gong (Seung-gi Lee) também chamado de Grande Sábio é um ser poderoso, cujo animal espiritual é um macaco, que engana Seon-mi no passado devido à sua natureza trapaceira, mas que no presente a reencontra e é forçado a cumprir a antiga promessa que fez à jovem de a proteger do mundo sobrenatural, aqui começa a verdadeira aventura deste popular dorama com a interação entre ambos a nos render incontáveis momentos deliciosos e alguns bastante irritantes, pois o nosso protagonista tem um feitio bastante peculiar e a relação entre ele e Seon-mi demora algum tempo a descolar no rumo certo.

Com personagens divertidas, uma história interessante e bem desenvolvida, apesar dos efeitos especiais não estarem propriamente ao nível de Hollywood, e atores soberbos, Uma Odisseia Coreana promete e cumpre com uma história cativante e empolgante.

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Seon-mi e Son Oh-gong formam um casal marcado pelo destino.

Não podendo dizer muito sobre a história avanço que Seon-mi e Son Oh-gong vão ficar ligados um ao outro graças a um objeto mágico e que o Rei Demónio tem novamente um papel preponderante em relação a isso. Gostei que a história do Rei Demónio também não fosse desprezada, assim como a história de outras personagens menos centrais para a história, mas que mesmo assim viram o seu papel ser devidamente reconhecido, o que muitas vezes não acontece.

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O Rei Demónio e o Grande Sábio têm uma bonita relação de amor/ódio.

A relação conflituosa entre Son Oh-gong e Woo Hwi-chul também nos rende momentos divertidos e situações caricatas, mas foi interessante verificar que apesar de tudo ambos tinham um grande apreço um pelo outro. Mas é a relação entre Son Oh-gong e Seon-mi que rouba as cenas, sendo que os dois atores têm uma grande química e conseguem convencer como casal protagonista ligado pelo destino, isto apesar da sua relação ter que levar um tempo a descolar para não parecer demasiado forçada. Para além destes três personagens centrais temos ainda PK, uma celebridade que trabalha na agência Lúcifer para recolher cristais de energia, a Ricaça, uma jovem que morre e retorna à vida como zumbi devido ao sangue da Samjang (Seon-mi) que desenvolve uma relação muito especial com PK, o Principe dos Mares outro ser sobrenatural que toma o corpo de Alice, uma humana que também é uma celebridade da Lúcifer e os irmãos General Invernal e a Fada Primaveril que por alguma razão desconhecida partilham o mesmo corpo.

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Fada Primaverial, Ricaça, Principe dos Mares e PK (da esquerda para a direita).

Concluindo não podia deixar de recomendar este dorama que no principio me causou alguma estranheza pela duração excessiva de cada episódio, mas que no final me cativou completamente.

O melhor: O desenvolvimento da relação entre Son Oh-gong e Seon-mi.

O menos bom: O final... Tem que haver uma segunda temporada, por favor!

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