fevereiro 20, 2019

Só em Sonhos, Sherrilyn Kenyon | Opinião Livros

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Capa do livro.
Sinopse:
Xypher tem apenas um mês na Terra para se redimir através de uma boa ação ou será condenado à tortura no Tártaro para toda a eternidade. Mas a redenção pouco significa para um semideus que apenas deseja vingança contra aqueles que causaram a sua queda.

Simone Dubois é uma médica-legista com dons psíquicos e capaz de ajudar os mortos a encontrar os seus assassinos. Quando Xypher pede a sua ajuda para abrir um portal para o Inferno e combater demónios, Simone tem a certeza que está perante um louco.

O futuro da Humanidade encontra-se em risco, mas qual a maior ameaça que Simone enfrenta? Os demónios que vêm em sua perseguição, ou o homem misterioso e sedutor que mudou irremediavelmente a sua vida?

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Opinião:

Só em Sonhos é mais um livro da espetacular saga dos predadores de Sherrilyn Kenyon. Neste caso é contada a história de Xypher, um Predador dos Sonhos, metade deus, metade demónio.

Como fã confessa da autora, posso afirmar que apesar de curtinho este livro tem uma história bastante interessante e ganha muitos pontos por ser diferente, em vários aspetos, em relação às histórias anteriores. Existem ainda outras características que tornam este livro distinto dos restantes livros da saga, a capa, que ficou bastante bonita e o título, que não inclui a palavra “noite” para quem conhece os outros livros da autora percebe certamente o que eu quero dizer.

Achei Simone uma protagonista bastante divertida com uma inteligência e sarcasmo dignos de nota. Gostei bastante da sua interação com Xypher, Jesse, Gloria, Tate e com todas as demais personagens com conotação paranormal deste livro, que são imensas. Só mesmo alguém com um incrível sentido de humor negro poderia suportar tantas informações sobrenaturais, em tão curto espaço de tempo. Incluindo uma revelação que ninguém estava à espera, muito menos ela, mas não posso falar sobre isso sem correr o risco de entrar em spoilers.

O Xypher era amoroso, quase como uma criança negligenciada, com todas aquelas fragilidades, que tão bem escondia sob uma carapaça dura e rude, não é a minha primeira impressão sobre ele mas sem dúvida a que mais predomina. Não poderia haver outra mulher para o Xypher, só Simone teria coragem suficiente para tentar compreendê-lo e amá-lo.

Todavia, começo a ficar um bocado cansada do passado traumatizante dos protagonistas masculinos da Sherrilyn, por um lado compreendo que é seu o passado sofrido que faz aqueles seres sobrenaturais mais humanos aos nossos olhos e, assim, criarmos uma forte empatia por eles, e por outro, já não aguento tanto melodrama existencial. Será possível que quanto mais poderosos formos mais dor e sofrimento teremos que aguentar para viver? Basicamente, é esta a mensagem que começo a receber com esta saga, o que não quer dizer que vou deixar de a ler, a aura de mistério que rodeia muitas das suas personagens faz com que isso seja impossível, quem não tem curiosidade sobre o Savitar, o Jaden, o Nick, o Acheron, e sobre muitas outras personagens que de vez em quando vão aparecendo? Apenas quer dizer que vou começar a espaçar mais a leitura destes livros para poder descansar um pouco de tanta dor e sofrimento.

Não deixo de recomendar este livro. Para quem gosta de romances sobrenaturais tem aqui um equilíbrio perfeito entre romance, fantasia e ação. E, claro, não podia faltar o poder redentor do amor.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue D'Magia.
fevereiro 19, 2019

À Solta na Noite, Sherrilyn Kenyon | Opinião Livros

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Capa do livro.
Sinopse:
É um mundo cruel para os Predadores. O perigo espreita em cada esquina. Não há ninguém em quem possam confiar. Ninguém que possam amar. Não se quiserem continuar vivos...

Wren Tigarian era apenas uma cria órfã quando foi levado para o Santuário. Muitos veem-no como uma aberração - uma mistura proibida de duas espécies, pelo que se tornou um solitário, isolando-se tanto do contacto com os Predadores do Homem como com os humanos. Até conhecer Marguerite Goudeau. Filha de um notável senador dos EUA, Marguerite detesta a farsa social em que é obrigada a viver. Contudo, não tem outra opção senão tentar adaptar-se a um mundo onde se sente uma estranha. O mundo dos humanos nunca devia contactar com o dos Predadores do Homem, que habitam a seu lado, invisíveis, desconhecidos, indecifráveis. Mas para que possa proteger Marguerite, Wren terá de combater não apenas os humanos que nunca aceitarão a sua natureza animal, como também os Predadores do Homem que o querem ver morto. É uma corrida contra o tempo num mundo de magia sem fronteiras que lhes poderá custar não apenas a vida, mas a alma...

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A Albertina prepara-se para passar a noite com o meu exemplar de "À Solta na Noite".

Opinião:

Sou fã da Sherrilyn Kenyon há já algum tempo. Os seus livros são negros, misteriosos e imensamente românticos. Os seus heróis são pessoas sofridas, maltratadas e brutalmente traídas por quem mais amavam. Contudo, de algum modo, conseguem manter o coração intacto, ou quase... No fundo, o que mais anseiam é o que todos nós ansiamos: amar e ser amados.

A autora tem por costume criar personagens com um grau de complexidade notável, onde a dualidade da mente humana é explorada com talento e criatividade. Aqui os vilões não são cem por cento maus e os heróis não são tão santinhos assim. Na sua maioria são pessoas especiais, com poderes sobrenaturais que no fundo das suas almas atormentadas não podiam ser mais humanas, com as suas dúvidas, receios, sonhos e esperanças. O seu passado sofrido faz-nos criar uma forte empatia com elas. Fazendo com que as apoiemos em todos os momentos da sua busca incansável pela felicidade.

Wren é o protagonista deste livro. Literalmente um animal solitário. Maltratado e negligenciado pelos próprios pais. Criado numa jaula, como se duma aberração se tratasse. Eventualmente, acabou por acreditar que tinha uma deficiência. Um híbrido de tigre das neves e leopardo que nunca devia ter nascido, isto de acordo com a própria mãe.

Após a morte dos pais em circunstâncias misteriosas, Wren é levado para o Santuário, um refúgio onde encontra hostilidade ao invés de acolhimento. Assim, ele vai crescendo na mais reclusa das solidões, na maior das incompreensões, até ao dia em que a conhece. Ela é Marguerite Goudeau, também ela uma solitária. Maggie vive num mundo que despreza, pautado por frivolidades e falsidades com o qual nunca se identificou. O seu pai é frio, distante e controlador. Os seus amigos não são realmente seus amigos, à exceção de Nick (desaparecido recentemente). Quando o seu destino se cruza com o de Wren, os dados estão lançados para que estas duas almas solitárias se juntem.

Adorei a dinâmicas entre os dois protagonistas e o modo intenso como a autora nos colocou na pele de ambos. Wren foi, de longe, a personagem mais cativante do livro. Um animal sob a pele de homem. Um predador com um coração bondoso e uma capacidade incrível de se sacrificar pela pessoa que ama para lá de qualquer dúvida.

Em relação às outras personagens, confesso que estou muito curiosa sobre quem é, ou mais exatamente, o que é, Savitar. Palpita-me que os seus segredos devem ser surpreendentes.

De resto, este é um livro muito afastado do mundo dos Predadores da Noite, onde nos é apresentado o mundo dos Predadores do Homem, mais propriamente dos Katagaria (animais com a capacidade de se transformar em homens) inimigos mortais dos Arcadianos (homens com a capacidade de se transformar em animais). A autora tem aqui muito material para criar histórias espetaculares e, conhecendo o seu trabalho, sei que as nossas expectativas não serão desfraldadas.


Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue D'Magia
fevereiro 17, 2019

De Homem para Homem, Netflix | Opinião Doramas

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 Dados Técnicos:
Título original: Maen Too Maen
País: Coreia do Sul
Ano: 2017
Episódios: 16
Género: Ação, Drama, Thriller, Romance
Elenco: Hae-Jin Park, Sung-woong Park, Min-Jung Kim, Jeong-an Chae, Jason Nelson,
Ho-jin Chun, Hyun-Sung Jang, Man-sik Jeong, Si-eon Lee, Jeong-hun Yeon
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt6032762/


Sinopse:
Um agente secreto trabalha infiltrado como guarda-costas e é forçado a lidar simultaneamente com missões de segurança nacional e com a estrela temperamental que protege (Fonte: Netflix).

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Opinião:

Confesso que já me tinha cruzado várias vezes com este dorama na Netflix, mas, talvez pela capa demasiado escura, não me chamou a atenção... Agora estou arrependida de não ter assistido mais cedo a De Homem para Homem, um dos doramas mais divertidos e interessantes que assisti nos últimos tempos.

Adorei o facto do protagonista ser tão sério que chegava a ser cómico e a nossa mocinha ser cheia de defeitos e completamente maluca. Ri imenso com este dorama e o jeito diferente e caricato dos protagonistas. Para além disso, amei as cenas de ação e comédia para não falar da banda sonora que está fenomenal.

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Hae-Jin Park como agente secreto Kim.

De Homem para Homem conta-nos uma história de espiões, digna dos grandes êxitos ocidentais como da Saga 007 (James Bond). Neste caso temos como protagonista o agente fantasma K que se envolve em missões secretas pelo mundo inteiro, mas desta vez um grande mistério envolvendo o desaparecimento de outro agente e de umas estátuas de madeira leva-o de volta à Coreia do Sul onde se irá passar por guarda-costas de uma mimada estrela de filmes de ação, mas o seu maior problema nesta missão não é o ator temperamental que está encarregado de proteger, mas a extremamente possessiva agente deste, Do-Ha, que é também uma fã maluca do ator e não nutrirá grandes amores pelo guarda Kim a principio.

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O guarda-costas Kim e Yeo Woon-gwang numa cena icónica.

A relação entre o guarda-costas Kim e Do-Ha começa como um interesse da parte dele e acaba como algo mais profundo e assistir a esse desabrochar é sem dúvida um dos pontos mais fortes de todo o dorama. Para além disso, temos o tal ator temperamental que fala na sinopse, Yeo Woon-gwang, brilhantemente interpretado por Sung-woong Park. Yeo Woon-gwang é aquela típica estrela cheia de manias e caprichos, mas por detrás de tudo isso podemos vislumbrar um homem integro e leal aos seus amigos que sofreu um grande desgosto de amor no passado.

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O trio de personagens que torna este dorama tão especial.

Este dorama acaba por ter todos os ingredientes para cativar o público, ação quanto baste, um romance de derreter corações, cenas de comédia de rir às gargalhadas e um grande mistério. Não se deixem enganar pelo poster pouco apelativo como eu!

Ouvi um zumzum sobre uma possível segunda temporada e cá estou eu para assistir com entusiasmo! Contudo, espero sinceramente que não deitem a história a perder como, por vezes, acontece com muitas séries ocidentais.

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O guarda Kim e Do-Ha

O melhor: O ator Hae-Jin Park que nos entrega um protagonista carismático e cheio de contrastes.

O menos bom: Talvez um arrastar desnecessário do número de episódios.
fevereiro 16, 2019

O Diabo também Chora, Sherrilyn Kenyon | Opinião Livros

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Capa da livro.

Sinopse:
Sin, um antigo deus Sumério, era um dos mais poderosos do seu panteão… até à noite em que Ártemis lhe roubou a divindade e o deixou a um passo da morte. Durante milénios, o ex-deus convertido em Predador da Noite procurou recuperar os seus poderes e vingar-se de Ártemis. Mas agora tem peixes mais graúdos — ou demónios mais graúdos — com que se preocupar. Os letais gallu, que tinham sido enterrados pelo seu panteão, começam a despertar e estão famintos de carne humana. O seu objetivo: destruir a humanidade. Sin é o único que os pode deter… se uma certa mulher não o matar primeiro.

E para quem apenas conheceu a traição, agora Sin terá de confiar numa pessoa que não hesitará em o entregar aos demónios. Ártemis pode ter roubado a sua divindade, mas outra mulher roubou-lhe o coração. A única pergunta é: irá ela mantê-lo… ou dá-lo a comer aos que o querem morto?

Opinião:

Este é o terceiro livro da saga Predadores da Noite que leio. O primeiro foi O Beijo da Noite que não é propriamente muito introdutório em relação aos Predadores da Noite e, por essa razão, não fiquei muito empolgada com a série, apesar de achar a escrita da autora muito boa. Mas depois de, muito por acaso, acabar por ler Sedução na Noite, fiquei viciada e pretendo ler todos os livros desta série.

O Diabo Também Chora tem uma protagonista que achei muito misteriosa e enigmática em O Beijo da Noite. Nessa altura, não gostei muito dela. Neste livro, acabei por compreender toda essa aura de mistério que a rodeava. Katra mostra-nos uma personagem que podia ser mimada e caprichosa, por ser muito poderosa ou, por outro lado, cruel e fria, dada a vida de exclusão que viveu durante mais de dez mil anos, imaginem. No entanto, ela é incrivelmente espirituosa, divertida e sarcástica. Kat não pode ficar de braços cruzados, quando o mundo está em perigo, estando disposta a sacrificar-se a si própria pelo bem daqueles que ama. É uma personagem que cativa imediatamente, ao contrário de Sin. Achei-o demasiado "quadrado" e bruto, no início. Ele era super repetitivo, sempre a insultar a mãe de Kat. Sim, ele tinha razões para isso, eu sei. Mas era cansativo estar sempre a ler os mesmos insultos à mesma personagem. Aqui, a autora podia ter usado mais originalidade e, dado o facto da mãe de Kat ser mesmo odiosa, não devia ser difícil.

Com o passar das páginas, é nos mostrado o passado de Sin e levantado o véu sobre os seus sentimentos e receios. Com a evolução do seu amor por Kat, vamos vislumbrando um outro lado dele, um lado vulnerável, com uma fragilidade quase palpável que nos cativa. Aí passei a adorar esta personagem e a achá-la quase tão carismática como o Valério (Sedução na Noite), contudo faltou o quase...

Acheron foi uma grande surpresa neste livro. Os diálogos que teve com a filha deixaram-me com uma grande vontade de ler o livro que conta a sua história. Questiono-me como um "homem" com um passado tão sofrido, que foi humilhado e maltratado por todos os que o deviam proteger e traído de forma cruel por quem mais amava pode manter o coração tão puro. Quando ele disse a Kat: "O diabo também chora quando olha à sua volta no inferno e descobre que está sozinho", fiquei encantada com ele. Esta frase, na minha opinião, deu origem ao título do livro e o seu contexto não podia ter sido melhor, pois não dizia apenas respeito a Sin, mas dizia também respeito ao próprio e a todos os outros Predadores da Noite, personagens com passados trágicos e cuja salvação para o seu futuro é quebrar a solidão com o amor.

Adorei este livro. Mas não consigo decidir se o prefiro a Sedução na Noite. Acho que são os dois muito bons, cada um à sua maneira. Kat consegue bater Tabitha, mas Sin não consegue bater Valério, apesar de quase empatar com ele.

O melhor: A oportunidade de conhecermos melhor a personagem Katra.

O menos bom: A personalidade bruta do protagonista masculino Sin.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros
fevereiro 15, 2019

As regras da Sedução, Madeline Hunter | Opinião Livros

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Capa do livro.

Sinopse:
As regras dele vão iniciá-la no mundo do prazer e da sensualidade... As regras dela vão subjugá-lo.

Hayden chega sem aviso e sem ser convidado - um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras…

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Opinião:

Este foi o segundo livro de Madeline Hunter, uma das escritoras que figura no meu TOP 7 - Escritoras Favoritas que tive o prazer de ler. Assim, depois de um Casamento de Conveniência no mínimo marcante, as minhas expectativas eram bastante altas relativamente e este Regras da Sedução. O resultado não podia ter sido mais satisfatório.

Com esta história cativante, a autora conjuga, de modo soberbo, uma paixão arrebatadora com todo um ambiente hostil e ao mesmo tempo fascinante que nos envolve,  criando um romance tão tocante quanto profundo. O estatuto social e todo um conjunto de regras vigentes forçam duas pessoas completamente diferentes, que em circunstâncias normais nunca se teriam cruzado, a ligar irremediavelmente as suas vidas por um frágil fio do destino. No entanto, contra todas as expectativas esse fio acaba por se revelar pouco frágil face aos sentimentos profundos que os unem.

Alexia, aparentemente, não possui nada que a faça destacar-se no mundo de frivolidades em que vive. Não é bonita, não tem dinheiro, vive de favor em casa dos primos, mas tem carácter, uma personalidade forte e ao mesmo tempo cordial, uma sinceridade audaz, uma postura irrepreensível e uma inteligência sagaz. Todo um conjunto de características que irá chamar sobre ela as atenções do Lord Hayden Rothwell.

Hayden é, aparentemente, um homem severo e rude. Um génio financeiro, que trata as amantes como parceiros de negócio, ou seja, com um contrato devidamente estabelecido entre ambas as partes. No entanto, é também um homem atraente, sedutor, incrivelmente rico, com uma inteligência acima da média, que apesar não ser normalmente impulsivo pode sê-lo e, de um modo tão arrebatador quanto sincero. Alexia e Hayden podem não ser perfeitos mas são os seus defeitos que os unem um ao outro e a nós leitores.

Há ainda um terceiro elemento nesta história que deve ser destacado pela sua grande relevância para o desenrolar dos acontecimentos, Benjamin Longworth. Este homem foi para Alexia, o primeiro amor, ou assim julgava ela, para Hayden, um grande amigo, ou assim julgava ele. Benjamin pode ter contribuído em grande escala para a união dos protagonistas mas foi também durante todo o livro a principal força motriz que os afastava, pairando como uma sombra entre eles.

Mais do que um romance com uma forte carga erótica, temos uma história bem construída que nos envolve logo de início numa leitura compulsiva e agradável, através da qual vamos testemunhando o crescimento de uma forte paixão que se vai metamorfoseando-se num amor mais forte que qualquer preconceito social, levando ao triunfo do amor.

Estou desejosa por ler o livro da autora que tem como protagonista o irmão mais velho de Hayden, Christian pareceu-me uma personagem enigmática, ao mesmo tempo perigosa e fascinante, com tanto ainda para dar…

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue D'Magia.
fevereiro 14, 2019

Tudo o que ficou para trás, Nora Roberts | Opinião Livros

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Capa do livro

Sinopse:
Uma história apaixonante sobre confrontar o passado e saciar um antigo desejo de vingança
Aos vinte e cinco anos, a Princesa Adrianne tem uma vida que a maioria das pessoas invejaria. Mas a sua postura de menina linda, elegante, rica e mimada é um artifício, um esforço cuidadosamente calculado para esconder uma perigosa verdade e um trágico passado.
Há uma década que Adrianne vive com desejo de vingança. Durante a infância apenas pôde assistir à crueldade escondida atrás da fachada do casamento de conto de fadas dos pais. Agora tem o plano perfeito para fazer o seu pai pagar a crueldade que cometeu: irá apoderar-se de O Sol e A Lua, um lendário colar de valor inestimável.
Contudo, conhece um homem que parece adivinhar todos os seus segredos. Inteligente, encantador e enigmático, Philip Chamberlain tem os seus próprios motivos para se aproximar de Adrianne. E só demasiado tarde ela se aperceberá do perigo… quando se vê obrigada a enfrentar dois homens extraordinários: um com o conhecimento para lhe roubar a liberdade, o outro com o poder para lhe roubar a vida.

Opinião:

Sou uma fã incondicional da autora Nora Roberts. Admiro a sua capacidade para criar histórias de amor lindíssimas, com um toque muito próprio, onde a característica mais vincada e que mais admiro é a personalidade forte das suas protagonistas. Tenho lido várias obras da sua autoria ao longo dos anos e um dos meus livros preferidos até hoje é Lua de Sangue. Nunca me desapontei com os seus livros, mas desta vez estive próxima desse sentimento.

Tudo o que ficou para trás está longe de ser o livro mais romântico da autora. Apenas quando passamos mais de metade da sua leitura é que, finalmente, os protagonistas interagem entre si. A partir daí, torna-se tudo demasiado rápido. O fim é pouco credível, do meu ponto de vista.

O livro aborda a vida de Phoebe Springs, atriz famosa, talentosa e de uma beleza incomparável, que abdica de todos os luxos de Hollywood por amor, quando o seu ingénuo coração é arrebatado por Abdu, um charmoso xeque de um pequeno país árabe chamado Jaquir, tornando-se a sua rainha. No entanto, o que parecia uma história de amor de conto de fadas, depressa se revela um autêntico pesadelo. Desprezada pelo homem que amava por lhe ter dado uma filha ao invés do esperado herdeiro do trono e não poder ter mais filhos, Phoebe encontra-se sozinha num país com fortes tradições muçulmanas, onde as mulheres não passam de adereços, que servem unicamente para agradar aos homens, e estes podem ter várias esposas. Maltratada, humilhada e violada repetidamente pelo marido, ela aguenta tudo por ainda o amar e, principalmente, pela filha que, apesar de tudo, cresce feliz no harém do pai, o único mundo que conhece. Para colmatar a dor, Phoebe sucumbe ao consumo de álcool e calmantes, tornando-se rapidamente vítima do vício. Todavia, quando Abdu ameaça levar a sua filha para uma escola na Alemanha e casá-la com um homem mais velho, por conveniência, quando esta fizesse quinze anos, tudo muda.

Adrianne é a filha mestiça de Phoebe, odiada pelo pai, por lhe lembrar a sua maior fraqueza, o casamento com uma ocidental. Cresce na América, sem apoios de qualquer tipo do pai, com uma mãe doente, que nunca conseguiu recuperar de tudo o que passou em Jaquir. Desde cedo, Adrianne desenvolve um profundo sentimento de revolta e vingança contra Abdu, sentimento que não esmorece, mesmo com a morte da mãe. É durante a sua cruzada de vingança contra Abdu, que conhece Philip, um famoso ladrão de jóias internacional, tal como ela. Juntos, iniciam um duelo de vontades, ao mesmo tempo que planeiam o roubo de uma jóia de valor incalculável, de seu nome “O Sol e a Lua”, guardada no cofre real do palácio de Jaquir.

Abdu representa uma personagem completamente detestável. O desprezo e ódio que sentia pela mulher e pela filha eram quase palpáveis e sem uma razão válida. Nem a idade serviu para derreter um bocadinho que fosse aquele coração de pedra, se calhar até de diamante, não pelo seu valor, mas porque ouvi dizer que é um dos materiais mais duros do mundo. Phoebe era uma mulher ao mesmo tempo corajosa e extremamente frágil e quebradiça. Tive muita pena de que esta não tivesse a força suficiente para recuperar o controlo da sua vida. Senti a vitória de Abdu sobre ela com muito desagrado. Adrianne era mais forte, por ter herdado um pouco do caráter frio do pai, mas herdou principalmente a bondade da mãe. Philip era um autêntico bon vivant que reconheceu de imediato a mulher da sua vida. Mas conseguirá ele fazer com que ela perceba isso?

Enfim, um livro que me deixa um bocado triste, mais pela história em si do que pelo trabalho de Nora Roberts, que não deixa de ser excelente.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.
fevereiro 12, 2019

O Ano do Dilúvio, Margaret Atwood | Opinião Livros

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Capa do livro

Sinopse:
O Sol já brilha no céu, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dilúvio seco, uma praga criada em laboratório pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dançarina de varão, e Toby, que do alto do seu jardim no terraço observa e escuta. Está aí mais alguém? Um livro visionário, profético, de dimensões bíblicas, que põe a nu o mais ridículo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destruição e para a esperança. Negro, terno, inquietante, violento e hilariante, revela Margaret Atwood no seu melhor.

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Opinião:

O desafio de ler uma obra de Margaret Atwood surgiu no Clube do Livro ao qual pertenço. Enquanto os meus colegas se comprometeram a embrenhar por obras mais conhecidas da autora, nomeadamente, A História de uma Serva que deu origem à proclamada série da Hulu, optei, por falta de escolha visto que foi o único livro da autora que me restou na biblioteca, por uma obra menos conhecida, O Ano do Dilúvio. Não sabia propriamente o que esperar com este livro e devo confessar de demorei a entrar na história e nem sei se cheguei a entrar realmente nela. Só mais tarde descobri que este livro é o segundo volume de uma trilogia iniciada com Ónix e Crex e mais tarde fechada com MarAddam, o volume que dá o nome à trilogia.

Deus podia ter concebido o Homem a partir do puro Verbo, mas não foi esse o método que ele usou. Também o podia ter formado do pó da Terra, o que, de certo modo, até fez, pois o que mais pode significar "pó" senão átomos e moléculas, os componentes básicos de todas as entidades materiais?

O Ano do Dilúvio retrata um mundo pós-apocalíptico, no qual (aparentemente) apenas restaram duas mulheres: Toby e Ren. À partida, elas não têm qualquer relação entre si, mas depressa descobrimos que as coisas não são bem assim. Toby e Ren podem ter passados diferentes, mas ao longo das suas vidas, elas acabaram por convergir, num momento específico, para um estranha seita de ecologistas adoradores de animais chamada Jardineiros de Deus.

Ao longo de todo o livro vamos tendo um vislumbre alternado do passado e presente de Toby e Ren. Toby é mais velha, poderia ser mãe de Ren, a sua vida era relativamente normal até a sua mãe falecer com uma estranha doença e o seu pai se suicidar, a partir daí a vida da jovem Toby sofre revés atrás de revés, acabando por ir parar às mãos cruéis de Blanco. A sua morte parecia eminente até que é resgatada pelos Jardineiros. Mesmo nunca se considerando uma verdadeira crente, Toby acaba por abraçar todos os membros daquela estranha seita como se fossem a sua própria família. 

Ren era apenas uma criança quando a mãe Lucerne fugiu com Zeb, um membro dos Jardineiros, e a levou juntamente com eles para viver no meio desta seita, a sua vida até então priveligiada levou uma volta. Ren sente-se extremamente solitária até que encontra Amanda, que passa a ser a sua melhor amiga e de algum modo um grande apoio, apesar do medo dos outros membros do grupo que esta a influencie. Mas, do mesmo modo com que arrancou Ren da sua vida anterior, Lucerne arrasta novamente a filha para a sua vida anterior. Ren sofre novamente com uma reintegração forçada e, mais tarde com o abandono da mãe e a sua vida torna a ser novamente alterada para convergir com a sua profissão futura: prostituta e dançaria exótica num clube famoso chamado Escamas.

Apesar de ser a vida de Ren que mais voltas irá sofrer ao longo do livro, Toby é a minha personagem favorita, uma vítima que acaba por se erguer mesmo com os seus traumas e que tenta fazer o melhor por aqueles que a acolheram, tentando ser verdadeira consigo própria, ao mesmo tempo que tenta agradar àqueles que a salvaram. As crianças temiam-na, mas respeitavam-na acima de tudo. Os outros Jardineiros consideraram-na como um deles muito antes dela própria ter aceitado esse destino, de algum modo lhe imposto por um qualquer sentimento de lealdade. Além disso, Toby é garantidamente a personagem melhor preparada para enfrentar um Apocalipse com a sua dureza e sentido de humor mórbido. Por explorar fica a sua relação com Zeb, o membro mais carismático dos Jardineiros.

Já Ren é aquele típico exemplo de criança ingénua que cresce como uma mulher fraca sem forças para ultrapassar as contrariedades de vida e se deixa levar na maré mais fácil. Sem Amanda e, principalmente, Toby, Ren nunca teria conseguido se salvar, a verdade é essa.

O Ano do Dilúvio está longe de ter sido um livro cativante, mas foi de algum modo uma leitura interessante com uma mensagem pertinente para o futuro da Humanidade. Num planeta que avança rapidamente na exploração desenfreada dos seus recursos naturais a um ritmo assustadoramente rápido, este livro oferece-nos uma visão ao mesmo tempo profundamente negativa e de algum modo esperançosamente otimista para o futuro da Humanidade.

Segundo as Palavras Humanas de Deus, a tarefa de salvar as Espécies escolhidas foi dada a Noé, que simbolizava os que estavam conscientes entre a Humanidade. Somente ele foi prevenido; somente ele arrogou a si a intendência original de Adão, mantendo as benquistas Espécies de Deus a salvo até as águas do Dilúvio recuarem e a sua Arca encalhar em Ararat. Então, as Criaturas salvas foram soltas sobre a Terra, como se numa segunda Criação.

O melhor: Ver a evolução da personagem Toby.

O menos bom: Tentar seguir o fio à meada com uma história estranha e demasiado profética, isto apesar de considerar os sermões do líder dos Jardineiros, Adão Um, bastante interessantes e instrutivos.


Sobre a autora:


Margaret-Atwood
Margaret Atwood
Margaret Atwood nasceu em Otava em 1939. É a mais celebrada autora canadiana e publicou mais de quarenta livros, de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Arthur C. Clarke, o Booker Prize, o Governor General’s Award e o Giller Prize, bem como o prémio para Excelência Literária do Sunday Times (Reino Unido), a Medalha de Honra para Literatura do National Arts Clube (EUA), o título de Chevalier de l’ Ordre des Artes e des Lettres (França) e foi a primeira vencedora do Prémio Literário de Londres. Está traduzida para trinta e cinco línguas. Vive em Toronto com o escritor Graeme Gibson.
fevereiro 09, 2019

Clássicos da Literatura | Frankenstein, Mary Shelley

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Sinopse:
Mary Shelley começou a escrever Frankenstein quando tinha apenas dezoito anos. Simultaneamente um thriller gótico, um romance apaixonado e um conto de advertência sobre os perigos da ciência, Frankenstein conta a história do estudante de ciências Victor Frankenstein. Obcecado em descobrir a origem da vida e conseguindo animar matéria inerte, Frankenstein monta um ser humano a partir de partes do corpo roubadas; porém, ao trazê-lo à vida, recua horrorizado ante a fealdade da criatura. 

Atormentada pelo isolamento e pela solidão, a criatura outrora inocente vira-se para o mal e desencadeia uma campanha de vingança assassina contra o seu criador, Frankenstein.

Frankenstein, um best-seller instantâneo e um antepassado importante do terror e da ficção científica, não só conta uma história aterrorizante, como também suscita perguntas profundas e perturbadoras sobre a própria natureza da vida e o lugar da humanidade no cosmos: o que significa ser humano? Quais são as responsabilidades que temos uns com os outros? Até onde podemos ir na manipulação da Natureza? Na nossa época, cheia de notícias sobre a engenharia genética, doação de órgãos e bioterrorismo, estas questões são mais relevantes do que nunca.

Para muitos leitores, que talvez só conheçam Frankenstein em segunda mão, o original pode ser uma surpresa. Quando Mary Shelley o começou, tinha apenas dezoito anos, embora já fosse amante de Shelley e amiga de Byron. No seu prefácio, a autora explica como ela e Shelley passaram parte de um verão húmido com Byron na Suíça, divertindo-se a ler e a escrever histórias de fantasmas. A sua contribuição foi Frankenstein, uma história sobre um estudante de filosofia natural que descobre como transmitir vida a uma criatura construída a partir de ossos que ele próprio recolheu em cemitérios. A história não é um estudo do macabro, mas sim um estudo sobre como o homem usa o seu poder, através da ciência, para manipular e perverter o seu próprio destino, e isso faz com que seja um livro profundamente perturbador.


Opinião:

Como diz a sinopse deste livro: Para muitos leitores que talvez só conheçam Frankenstein em segunda mão, o original pode ser uma surpresa. Este livro foi, realmente, uma grande surpresa. É certo que já conhecia, através das suas inúmeras referências literárias, televisivas e até cinematográficas, a história de Victor Frankenstein e da horrenda criatura que este construiu a partir de partes de cadáveres, e a quem deu, insensatamente, a vida. Afinal, trata-se de um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, uma história intemporal e de uma qualidade literária indiscutível.

Toda a atmosfera gótica do livro acaba por lhe conferir um tom bastante agradável. O modo como nos é apresentada a história é, também ele, bastante interessante. Primeiro, conhecemos o narrador do livro, uma personagem sem qualquer intervenção na ação que se vai desenrolando e, através da qual, vamos tomando conhecimento do relato de um moribundo chamado Victor Frankenstein. É através das cartas desta personagem, Walton, um jovem idealista que empreende uma viagem ao pólo Norte, para a sua irmã, que temos conhecimento de toda a história.

Victor Frankenstein é, no começo, um homem feliz com todo um futuro brilhante pela frente, uma noiva perfeita, um pai extremoso, irmãos que o adoram e admiram, um melhor amigo incrível e um verdadeiro lar. No entanto, a sua ambição, aliada a uma certa ingenuidade, leva-o a criar um ser que acaba por desprezar logo no instante em que lhe dá a vida. A partir daí, a jornada deste homem irá conduzi-lo à destruição de todos aqueles que ama e, finalmente, à sua própria destruição.

O monstro criado por Frankenstein talvez não seja um demónio no início da história, mas, ao ser abandonado no mundo, desprezado e maltratado por todos, acaba por desenvolver uma personalidade tão terrível quanto a sua aparência horrenda. O modo cruel como conduz Victor à destruição, através de um plano maquiavélico e sangrento de vingança, leva a que seja, para mim, uma personagem para lá de qualquer tipo de absolvição.

Elizabeth, a noiva de Victor, é uma personagem encantadora, pelo facto de ter mantido a sua fé no noivo e esperado pacientemente por ele, mesmo quando este se mostrava apático e se ausentava durante anos. Mesmo quando julgou que a causa do seu sofrimento fosse a união entre ambos, também nessa altura não hesitou em deixá-lo ir, caso fosse esse o seu desejo. O amor incondicional do pai de Victor por ele foi notável. Ele esteve sempre lá para o filho, acreditando nele, sem questionar fosse o que fosse. Henry Clerval, o melhor amigo de Victor, era o amigo que qualquer um gostaria de ter, uma autêntica rocha de apoio e de lealdade. Todos sofriam por Victor. Todos, sem exceção, viram a sua vida ser arrasada por um verdadeiro monstro.

Até que ponto a personalidade do monstro criado por Frankenstein foi moldada pelas circunstâncias externas, pela vida cruel que levou sozinho, sem ninguém para o auxiliar e ensinar, não sabemos. Até que ponto toda esta tragédia podia ter sido evitada, se Frankenstein tivesse acedido ao pedido do monstro e criado uma “noiva” para ele, também não sabemos. Mas, uma coisa é certa, tudo isto aconteceu, porque o jovem Frankenstein decidiu fazer o papel de Deus e, mesmo que as suas intenções tenham sido as melhores, não podemos esquecer que:
As melhores ideias podem ser perigosas.

Artigo de opinião da minha autoria publicado originalmente no blogue Segredo dos Livros.

Sobre a autora:

Retrato-de-Mary-Shelley
Mary Shelley
Mary Shelley (nascida Mary Wollstonecraft Godwin, conhecida como Mary Wollstonecraft Shelley) foi uma romancista britânica, contista, dramaturga, ensaísta, biógrafa, escritora de viagens e editora das obras do seu marido, o poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley. Era filha do filósofo político William Godwin e da escritora, filósofa e feminista Mary Wollstonecraft.
Mary Shelley foi levada a sério como escritora ainda em vida, embora os críticos tenham muitas vezes deixado escapar o tom político dos seus livros. No entanto, após a sua morte, foi principalmente lembrada apenas como mulher de Percy Bysshe Shelley e como autora de Frankenstein. Só em 1989, quando Emily Sunstein publicou a sua biografia premiada Mary Shelley: Romance and Reality, é que se analisou pela primeira vez de forma exaustiva todas as cartas, diários e obras de Shelley no seu contexto histórico.
Os estudiosos consideram agora Mary Shelley uma grande figura Romântica, importante pela sua obra literária e pela sua voz política como mulher e liberal.
fevereiro 06, 2019

Engenhos Mortíferos, Christian Rivers | Opinião Filmes

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Poster-do-filme-Engenhos-Mortíferos

Dados Técnicos:
Título original: Mortal Engines
Diretor: Christian Rivers
País: EUA, Nova Zelândia
Ano: 2018
Género: Ação, Aventura, Fantasia
Elenco: Hugo Weaving, Hera Hilmar, Robert Sheehan, Jihae, Ronan Raftery, Leila George, Patrick Malahide e Stephen Lang

Sinopse:

Num futuro não muito distante, o planeta Terra foi praticamente destruído devido à denominada Guerra dos Sessenta Minutos. Para escapar aos constantes cataclismos que daí decorreram, as grandes metrópoles foram colocadas sobre rodas gigantes e transformadas em cidades-tracção. Cada uma delas avança pelo planeta de modo a obter recursos naturais que assegurem a sobrevivência dos seus habitantes, mesmo que isso se traduza em saques e conflitos armados. Ao mesmo tempo, a perda de conhecimentos científicos em várias áreas fez a sociedade regredir em termos tecnológicos, culturais e humanitários. É neste contexto de total desesperança que Hester Shaw e Tom Natsworthy decidem enfrentar a injustiça e se transformam nos grandes protagonistas da mudança....
Com argumento de Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, e realização de Christian Rivers, um filme de aventura que adapta o primeiro de quatro volumes da série de ficção científica criada pelo escritor britânico Philip Reeve.

Poster-do-filme-Engenhos-Mortíferos

Opinião:

Engenhos Mortíferos foi um filme que prometia imenso, mas que acabou de algum modo injustiçado, tornando-se num dos mais recentes fracassos de bilheteira dos últimos tempos, o que pode ter acabado com os planos dos seus criadores para a criação de várias sequelas, ou talvez não, quem sabe...

Esta grande obra de aventura no estilo Steampunk acabou desprezada por muitos espetadores, mas da minha parte não podia ter desfrutado mais desta maravilhosa ode aos cenários Steampunk e bandas sonoras de arromba, como fã deste tipo de obras não pude deixar de me sentir encantada face toda a magia que nos envolve com este filme. Se o livro de Philip Reeve podia ter sido melhor adaptado ao cinema, seguramente que podia ter sido, mas esta adaptação cinematográfica não deixou de ser bastante competente do ponto de vista desta simples fã que não chegou a ler a obra original não tendo assim tão altas expectativas.

Shrike-personagem-do-filme-Engenhos-Mortíferos
Shrike é a personagem mais assustadora da obra, mas está de algum modo a mais...

Neste filme produzido por Peter Jackson seguimos as aventuras de Hester Shaw e Tom Natsworthy, dois jovens empurrados para um mundo perigoso e que têm que aprender a sobreviver juntos em meio a um mundo destruído em consequência da evolução tecnológica descomunal dos "antigos" que devemos ser nós, o Homem atual. Um obra futuristica e que certamente tenta nos alertar para os perigos da ambição desmedida do homem e a sua teimosia em criar armas cada vez mais perigosas para o futuro dos seus próprios filhos.

Neste mundo futurista, passado já no próximo milénio, o mundo foi destruído na chamada guerra dos sessenta minutos à mais de mil anos. À beira da extinção, a humanidade acabou por fazer aquilo que sempre faz, adaptou-se às suas novas circunstâncias de vida, neste caso criando gigantescas cidades móveis que se deslocam pelo que resta do mundo e lutando com outras cidades móveis para roubar todos os recursos que conseguem encontrar e assim sobreviver, no eterno lema da lei do mais forte.

Cena-do-filme-Engenhos-Mortíferos
A poderosa cidade de Londres persegue cidades mais pequenas para roubar as suas mercadorias.

O único ponto de negativo de Engenhos Mortíferos reside para quem, como eu, esperava assistir a grandes duelos entre cidades igualmente poderosas. Neste filme, a poderosa e ricamente ostensiva cidade de Londres não encontra cidades adversárias à sua altura, sendo quase todo o filme passado nesta cidade. Em compensação, Hester e Tom, os protagonistas fugitivos levam-nos a conhecer os meandros deste mundo fora do casulo que é a cidade móvel de Londres.

Cena-do-filme-Engenhos-Mortíferos-e-Castelo-Andante
Espero não ser a única a encontrar semelhanças entre as cidades predadoras de Engenhos Mortíferos e o Castelo Andante.

Engenhos Mortíferos acabou por me levar nostalgicamente até Howl's Moving Castle, uma das melhores obras de animação japonesa do mestre Miyazaki dos famosos estúdios Ghibli, pois acho que é impossível não comparar as cidades predadoras deste filme com o famoso Castelo Andante criado por Miyazaki que é quase como uma personagem de carne e osso, mais conhecido que as próprias personagens do filme.

Personagens-do-filme-Engenhos-Mortíferos
Hester Shaw (Hera Hilmar) e Valentine (Hugo Weaving) foram as personagens que mais apreciei.

Em relação ao elenco, contrariamente a todas as críticas negativas venho aqui debitar elogios, principalmente a Hera Hilmar no papel da misteriosa Hester e Hugo Weaving, um ator que se especializou no papel de mau da fita, sendo o seu personagem, Valentine, um claro exemplo do seu inegável talento na arte de representar a vilania no grande ecrã.

Cena-do-filme-Engenhos-Mortíferos

O melhor: As cidades predadoras, a banda sonora e o estilo Steampunk.

O menos bom: Um enredo que podia ter sido melhor desenvolvido e algumas cenas clichés que beiravam o ridículo.
fevereiro 03, 2019

Um Desejo Inevitável, Lorraine Heath | Opinião Livros

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Capa-do-livro-As-Lições-do-Amor-Lorraine-Heath


PRÉMIO ROMANCE HISTÓRICO DO ANO


Sinopse:
Nascido nas ruas mas educado na aristocracia, Drake Darling não consegue fugir das suas origens humildes, sobretudo porque Lady Ophelia Lyttleton lhas relembra constantemente.
Para ela, Darling nunca será um verdadeiro nobre.
Até ao dia em que Darling salva Lady Ophelia de se afogar nas águas do Tamisa e descobre que ela sofre de uma inexplicável perda de memória. Aproveitando essa oportunidade, ele decide castigar Lady Ophelia, convencendo-a de que ela é sua criada.
Contudo, enquanto brinca a este malicioso jogo, Darling fica inevitavelmente rendido ao charme de Lady Ophelia.
Ophelia parece corresponder aos seus sentimentos, mas está inquieta. Sente que algo na história dele não bate certo. E quando recupera finalmente a memória, fica devastada e aterrorizada com a traição de Darling. Agora, ele terá de provar que merece a confiança dela para reconquistar o seu coração.
Poderá a paixão ser mais forte que o preconceito?



A História:


Depois de ler As Lições de Amor de Lorraine Heath e ter ficado encantada com a sua escrita, praticamente corri para ler o segundo livro da série, Um Desejo Inevitável. Neste segundo livro temos a história de Lady Ophelia e do misterioso Drake Darling, ambos os personagens constavam do livro anterior como personagens secundárias, ela é uma das melhores amigas de Grace, a irmã adotiva de Drake. Ophelia e Drake odeiam-se à partida, apesar de existir claramente uma grande atração entre eles, mas a sua relação vai levar um grande revés neste livro.

Lady Ophelia, por circunstâncias a principio desconhecidas, é resgatada do rio Tamisa por Drake que a principio desconhece a identidade da dama que resgatou do rio e quando descobre que ela é, na verdade, Lady Ophelia elabora um plano para se vingar de todo o desprezo que tem sofrido por parte da arrogante Lady durante anos. Ophelia nunca hesitou em rebaixar Drake, tratando-o como a um criado, alguém que estivesse abaixo dela. Assim Drake confessa para a amnésica Ophelia que ela é sua criada. O plano inicial deviria durar apenas um dia, mas as coisas acabam por sair de controlo e Drake ver-se-à enredado no seu próprio plano perverso.



As Personagens:


Lady Ophelia Lytteton

Margot Robbie
Principais características físicas:
Cor do cabelo: Loiro
Cor dos olhos: Verdes
Estatura física: Mediana

Ophelia Lytteton é uma aristocrata de nariz empinhado, filha de um conde que se considera acima do povo e trata os seus empregados de modo extremamente descortês. Mas a sua fachada fria e cruel esconde um segredo sombrio que a faz se considerar indigna de qualquer homem.

Ambos os pais de Ophelia faleceram e ela vive com o irmão que esbanjou praticamente toda a fortuna da família. Ophelia possui um dote bastante avulutado ao qual o irmão não consegue por as mãos, esse dote não será dela caso ela se case com um plebeu, só um nobre terá acesso ao seu dote, mas o mesmo poderá chegar diretamente às suas mãos quando ela completar trinta anos.

Ophelia convenceu as suas amigas que pretende casar por amor, mas na verdade aquilo que ela ambiciona é permanecer solteira até completar a idade em que poderá receber o seu próprio dote e ser livre.


Uma personagem de muitas camadas, ao longo da história Lorraine Heath vai despindo essas camadas uma a uma perante os nossos olhos até que Ophelia passa a ser uma das personagens mais humanas que encontramos num livro do género e as suas atitudes se não desculpáveis passam a ser de algum modo compreensíveis aos nossos olhos.


Drake Darling

Ben Barnes (em O Retrato de Dorian Gray)

Principais características físicas:
Cor do cabelo: Negro, um pouco mais compridos do que ditava a moda da época
Cor dos olhos: Negros
Estatura física: Alto e musculoso
Tatuagens: Um dragão colorido que ocupa todas as suas costas

Drake Darling, um ex-menino de rua que foi resgatado pelo duque de Greystone e pela sua esposa Frannie e educado juntamente com os filhos destes como se fosse seu próprio filho. Drake cresceu como um homem de impressionante beleza e tornou-se no gerente de um clube de jogos extremamente bem sucedido, o Dodger's que foi fundado por Frannie, sua mãe adotiva, Jack Dodger e o conde de Claybourne, personagens que algueres no passado tiveram as suas própirias histórias contadas em livro por Lorraine Heath. Mas, na verdade, Drake nunca se sentiu como um verdadeiro membro da família, apesar de ter sido tratado como tal por todos.

Apesar de rico e respeitado por todos, Drake considera-se sujo e indigno de pretencer àquela família. Filho de um ladrão e assassino, considera-se contaminado pelo sangue do pai e não quer casar para não passar o seu sangue contaminado aos seus filhos. No fundo Drake ainda se sente como o menino de rua sujo e assustado que entrou na casa do duque de Greystone pela chaminé para o roubar...

Também ele uma personagem de múltiplas camadas, Drake terá que lutar contra os fantasmas do seu passado para aceitar o seu futuro.


Conclusões:

Simplemente adorei este livro, posso dizer que o final maravilhou-me completamente e que quando me recordo dele simplesmente não consigo parar de sorrir.

Tanto Ophelia quanto Drake são personagens de múltiplas camadas que nos cativam por tudo o que passaram na vida até chegarem aos braços um do outro. Antes que ambos se possam entregar a uma maravilhosa história de amor, tanto um como o outro tem que aprender a aceitar e amar a si próprio acima de tudo.

Uma maravilhosa história de amor que é muito mais do que isso. Trata-se de uma história de crescimento interior de duas pessoas que todos os seus amigos vêm como maravilhosas à exceção dos próprios. Ver a evolução da sua relação e como ambos são perfeitos um para o outro faz parte da magia deste livro. 


O melhor: O final maravilhoso que ainda hoje me faz sorrir.

O menos bom: Talvez o facto de Drake ter demorado demasiado tempo para contar a verdade a Ophelia.

Sobre a autora:

Lorraine Heath é uma autora norte-americana, bestseller do New York Times e do USA Today, que conta com mais de 60 romances publicados.
 Quando se licenciou em Psicologia pela Universidade do Texas, Lorraine não fazia ideia de que tinha acabado de ganhar uma base valiosíssima que lhe permitiria criar e descrever personagens consideradas quase «reais».
Por essa razão, os seus livros já foram nomeados e contemplados com inúmeros prémios, entre os quais o Prémio RITA para Melhor Romance e, por duas vezes, o prémio All About Romance (AAR) para a mesma categoria.
fevereiro 01, 2019

As Lições do Amor, Lorraine Heath | Opinião Livros

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Autora vencedora do Prémio RITA para Melhor Romance

Sinopse:
Lady Grace Mabry tem tudo o que uma donzela debutante pode desejar: é bonita, inteligente, vem de boas famílias e possui um dote bastante valioso. No entanto, Grace desconfia dos inúmeros pretendentes que a cortejam, pois acredita que muitos estão apenas interessados na sua riqueza.
Para a ajudar a perceber se os interesses dos seus apaixonados são genuínos, Grace procura o seu amigo de infância, o Duque de Lovingdon. Sem qualquer fé no amor desde que perdeu a família, Lovingdon vive uma vida de libertinagem e prazer. Conhecedor dos jogos e estratagemas para conseguir a atenção de uma mulher, Lovingdon só tem de ensinar a inocente Grace a diferenciar as emoções falsas das verdadeiras.
Mas mal as lições começam, Lovingdon depara-se com um jogo demasiado perigoso, que parece não conseguir controlar...
Conseguirá o Duque abrir o seu coração inteiramente ou irá perder aquela que descobriu que ama?




A História:

Hoje venho falar de um livro de romance histórico que achei maravilhoso e às vezes é mais difícil falar de algo que adoramos do que de algo que não gostamos assim tanto. Este livro, As Lições do Amor traz-nos a história de amor entre o Duque Lovingdon e Lady Grace, dois amigos de infância distantes durante períodos conturbados das suas vidas e que se reencontram devido à determinação inabalável de Grace em trazer Lovingdon de novo para a sua vida.

Grace procura Lovingdon para que este a ajude a reconhecer o amor. Estamos em plena temporada londrina e a jovem Grace é o grande furor da temporada, rodeada por inúmeros pretendentes e pela inveja das outras jovens casadoiras. Grace é linda, inteligente e filha de um Duque, mas o principal atrativo para os seus pretendentes é o seu volumoso dote, tendo plena consciência desse facto, Grace vai a horas impróprias da noite a casa de Lovingdon para pedir que este a ajude a encontrar um pretendente que a ame a ela e não ao seu dinheiro. Relutantemente, Lovingdon lá acabará por a ir ajudando, e mesmo que ele não seja mais o mesmo, Grace irá e algum modo ajudá-lo a colar o cacos do seu coração um a um.



As Personagens:

Grace Mabry

Deborah Ann Woll

Principais características físicas:
Cor do cabelo: Ruivo
Cor dos olhos: Azuis
Estatura física: Alta e magra

De longe uma das personagens mais fascinantes que já encontrei num romance histórico. Grace não é perfeita e são as suas imperfeições que a tornam tão fascinante. Fruto de uma bela história de amor impossível entre o Duque de Greystone e Farnnie, um mulher criada nas ruas e treinada na arte de enganar, mas essa é uma história que é narrada por Lorraine Heath noutro livro não aqui. Grace parece ter herdado o romantismo do pai e a coragem e raciocínio rápido da mãe. Crescendo sob a alçada da relação maravilhosa entre os pais, Grace ambiciona para si própria um amor igual, a sua dificuldade em encontrar um marido que ame e a ame de volta antes que o pai perca a visão totalmente e não a possa conduzir pelo altar da igreja leva-a a buscar ajuda e quem melhor que a sua paixão de infância, o agora devasso Duque de Lovingdon.

Esta bela ruiva de olhos azuis sabe o que quer e luta por isso, uma mulher corajosa e determinada com uma base familiar bastante sólida, mas que sempre sofreu com uma certa falta da autoestima, ainda mais agora depois de sofrer um grave problema de saúde que lhe deixou mazelas tanto físicas como psicológicas.

Não quero incorrer em spoillers, mas Lorraine Heath abordou um tema bastante tabu naquela época e por demais atual nos tempos que correm, um tema que provavelmente muito poucos esperavam encontrar neste tipo de obras. Estamos perante uma grande autora que certamente me conquistou com as suas personagens fascinantes e incrivelmente reais, sendo Grace o melhor exemplo disso mesmo.


Henry, Duque de Lovingdon

Alex Pettyfer
Principais características físicas:
Cor do cabelo: Loiro
Cor dos olhos: Ambar
Estatura física: Alto e musculoso

Lovingdon era o arquétipo de homem perfeito, rico, bonito e sem vícios. A sua postura era de uma retidão irrepreensível até à morte da esposa e da filha para o tifo, a partir daí torna-se num canalha recluso que só se preocupa com jogos, bebida e prostitutas, afastando todas as pessoas que o amam, incluindo a sua família e amigos mais próximos. A espiral auto destrutiva de Lovingdon parece não ter fim e é apenas quando Grace torna a entrar na sua vida que encontrará alguma luz na escuridão onde se tem embrenhado cada vez mais num mar de culpa e sofrimento.

Lovingdon culpa-se desesperadamente pela morte da esposa e filha e recusa-se a amar novamente, a forte atração que ele passa a sentir por Grace, que já não é a criança que ele em tempos conheceu, irá levá-lo a um viagem turbulenta em que tenta negar desesperadamente o que sente e a evolução desses sentimentos.

Um protagonista masculino maravilhoso, apesar de um ou outro defeito, e que devido à personalidade irreverente de Grace acaba por ficar um pouco apagado na história, Lovingdon tem um grande caminho a percorrer antes de poder se entregar novamente ao amor.



Conclusões:

Quem não adora uma bela história de amor? Eu adoro! E As Lições do Amor não fogem à regra, podemos não estar perante um intrincado e complexo romance, mas a mestria de Lorraine Heath conduz-nos pelas almas perturbadas dos seus protagonistas, fazendo com que nos seja impossível não sentir uma forte empatia por eles.

Sendo um romance histórico já sabemos que o seu final é cliché e previsível, mas de algum modo não conseguimos parar de ler, ansiosos para que os nossos protagonistas tenham o seu final feliz e que todos os seus problemas se resolvam.

A Grace é uma personagem maravilhosa com toda a sua alegria e vontade de viver, Lovingdon é o seu oposto, um homem amargurado que por sua vez perdeu toda a sua alegria e vontade de viver. Apenas alguém como Grace poderia ajudar Lovingdon a encontrar-se novamente, assim como só Lovingdon poderia dar a Grace todo o amor que ela precisa.


O melhor: A personalidade corajosa e determinada de Grace.

O menos bom: Lovingdon foi daqueles protagonistas teimosos que enrolou demasiado até aceitar os seus sentimentos.

Sobre a autora:

Lorraine Heath é uma autora norte-americana, bestseller do New York Times e do USA Today, que conta com mais de 60 romances publicados.
 Quando se licenciou em Psicologia pela Universidade do Texas, Lorraine não fazia ideia de que tinha acabado de ganhar uma base valiosíssima que lhe permitiria criar e descrever personagens consideradas quase «reais».
Por essa razão, os seus livros já foram nomeados e contemplados com inúmeros prémios, entre os quais o Prémio RITA para Melhor Romance e, por duas vezes, o prémio All About Romance (AAR) para a mesma categoria.

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