La Casa de Papel, Netflix | Opinião Séries

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Poster da série La Casa de Papel.

Título original: La Casa de Papel
Criador: Alex Pina
País: Espanha
Ano: 2017
Episódios: 22 (duas temporadas)
Género: Crime, Mistério
Elenco: Álvaro Morte, Úrsula Corberó, Pedro Alonso, Paco Tous, Jaime Lorente, Miguel Herrán, Alba Flores, Itziar Ituno, Fernando Soto, Juan Fernández, Maria Pedraza, Esther Acebo, Darko Peric
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt6468322/


Sinopse:
Oito ladrões fazem reféns e fecham-se dentro da Casa Nacional da Moeda de Espanha, enquanto um génio do crime manipula a polícia para executar o seu plano.

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Opinião:

Ouvi falar maravilhas sobre este novo êxito da Netflix que é La Casa de Papel, uma série espanhola na qual ocorre o assalto do século, perpetrado por oito criminosos cadastrados com muito pouco a perder e o Professor, uma figura misteriosa e inteligente que é a mente por detrás do plano, umas vezes brilhante, outras nem tanto, mas sempre interessante. E devo dizer que a pessoa que mais terá que trabalhar ao longo da história é sem dúvida o Professor que se verá enredado em cada vez mais problemas ao longo da série e cuja identidade secreta ficará várias vezes em risco.

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Álvaro Morte (Professor) tem aqui um dos melhores papeís da sua carreira (segundo as palavras do próprio).

La Casa de Papel conta até agora com duas temporadas, estando uma terceira a caminho, mas não sei até que ponto não deviam colocar um ponto final na história. Mesmo assim, vou dar o benefício da dúvida à Netflix que no quesito das séries tem dado provas de enorme competência e originalidade.

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Reféns de La Casa de Papel.

Falando um pouco da história de La Casa de Papel, sem dar spoilers desnecessários a quem ainda não assistiu, quero dizer que quem está demasiado habituado a assistir séries norte-americanas (como eu) vai estranhar o tom de La Casa de Papel, principalmente, ao nível dos diálogos e ao exagero de determinadas emoções, sendo que às vezes parece que estamos no meio de uma telenovela. Mas estranhamentos à parte, já dizia o grande Fernando Pessoa, num slogan publicitário para a Coca-Cola, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." e eu entranhei esta série como à muito tempo não entranhava uma série. Havia episódios cujo final era tão empolgante que tinha que assistir o início do próximo.

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Oito criminosos cadastrados preparam durante cinco meses o assalto perfeito.

La Casa de Papel tem várias falhas como muitas outras séries, mas os seus pontos fortes conseguem se sobrepor a todas as suas falhas. Trata-se de uma história bastante emocionante. Logo no primeiro episódio somos confrontados com o assalto em curso e vamos sabendo dos planos que eles estudaram, durante cinco meses numa mansão abandonada em Toledo, com o Professor à medida que eles vão sendo executados e por meio de flashbacks, o que torna tudo bem mais entusiasmante, porque queremos saber desesperadamente como é que eles vão resolver determinada situação.

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A bela Úrsula Corberó é Toquio, a protagonista e narradora da história.

Por outro lado, a série mostra não apenas o lado dos assaltantes, mas também o lado dos policias envolvidos neste caso, principalmente, de Raquel Murillo, a detetive encarregue do caso, que é para além disso uma mulher com os seus próprios problemas pessoais e que verá este caso entrar, literalmente, na esfera pessoal da sua vida.

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Raquel Murillo, a inspetora responsável pelo caso e o seu parceiro Angel.

Em relação às personagens, o seu carisma e desenvolvimento faz com que criemos mais empatia pelos "maus" do que pelos "bons", assim os assaltantes ou atracadores são as personagens que mais empatia me solicitaram, com destaque para Nairobi, uma mulher furação, cuja especialidade é falsificar notas de dinheiro e cuja personalidade efusiva e bem disposta contrabalancei-a com o facto de ser um dos elementos chave do grupo de assaltantes; Berlim, o líder do grupo, um homem com claros desequilíbrios psicológicos e um currículo de ladrão impecável, mas que esconde um segredo, Tóquio, a narradora instável da história e Denver.

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O grupo de oito assaltantes que invade a Casa da Moeda Espanhola.

Tenho que falar de Denver, porque ele foi uma personagem pela qual antipatizei à primeira vista, mas que no fim acabei por adorar. Quando o vi pela primeira vez, ele me pareceu um daqueles drogados que se dedicam a tráfico de droga sem qualquer moral e sem nenhum propósito, a isso vinha a acrescentar o facto de não conseguir ver nenhuma razão plausível para ele ter sido inserido no grupo, a não ser pelo facto do pai dele ser outro dos elementos do grupo, Moscovo, um especialista em arrombamento de cofres e fugas. Denver é daquelas personagens que passamos a admirar ao longo do tempo, porque afinal ele tem um grande coração e a sua relação com o pai é das mais bonitas da obra. Além disso, o seu romance com Mónica não deixou de ser bonito com ou sem Síndrome de Estocolmo. Denver e Mónica são o meu casal preferido da série.

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Denver e Mónica, o casal mais improvável da série.

Concluindo, La Casa de Papel é a típica série que pela originalidade da história, competência dos atores e até pela banda sonora, com destaque para o fado português, conseguiu cativar milhões de fãs em todo o mundo, isto apesar de não ser falada em inglês o que diz muito sobre a sua qualidade.

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O elenco feminino de La Casa de Papel é um dos seus pontos fortes (da esquerda para a direita: Nairobi, Tóquio, Raquel Murillo, Alison Parker e Mónica).

O melhor: Ver o desenrolar de um assalto em tempo real.

O menos bom: O arrastamento do assunto que notei na segunda temporada.

2 comentários:

  1. Eu concordo que uma das melhores coisas é ver o assalto! Eu também resgatei a trilha sonora, é excelente. As series são os meus passatempos preferidos já que existem produções de diferentes temas, eu também recomendo assistir a série Sr. Ávila, em especial é uma das minhas séries de drama preferidas e quando fiquei sabendo que teria uma nova temporada, não pude esperar para investigar ao respeito. É das melhores que já vi, a história é levada de uma forma perfeita porque mantém o espectador sempre interessado, é uma excelente opção para ver.

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    1. Muito obrigada pelo seu comentário Thiago. "La Casa de Papel" é uma grande série. A Netflix tem nos trazido grandes obras que de outro modo nos passavam ao lado, pelo menos a mim. Nunca tinha ouvido falar na série "Sr. Ávila", mas parece ser bem interessante...

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