janeiro 26, 2017

Um Segredo do Passado, Jason Reitman| Opinião Filmes

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Laybor Day
Poster português do filme Um Segredo do Passado (Laybor Day)

Realização: Jason Reitman
País: Estados Unidos da América
Ano: 2014
Género: Drama, Romance
Elenco: Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Tom Lipinski, Stephanie Atkincon, Tobey Maguire
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1967545/


Sinopse:
Henry Wheeler, um rapaz de treze anos, luta por ser o homem da casa e por cuidar da sua mãe Adele, enquanto se confronta com todos os problemas da adolescência. Numa ida às compras, Henry e a sua mãe encontram Frank Chambers um homem intimidante, mas claramente a necessitar de ajuda, que os convence a levarem-no para casa deles e que, mais tarde, lhes revela ser um condenado fugitivo. Os dias que se seguem vão definir o resto das suas vidas... (Fonte: Netflix)


Opinião:
Este filme é completamente diferente daquilo que estava à espera. Temos um enredo bastante sombrio a principio, mas que acaba por se revelar de alguma maneira romântico e esperançoso. Temos dois grandes atores, Kate Winslet e Josh Brolin, que conseguem alimentar todo o filme com o seu carisma e talento, formando um casal incrivelmente realista e verdadeiro. Sem eles este filme não teria funcionado tão bem, teria sido apenas mais um filme dentro do género. Um género já bastante explorado.

O enredo é simples e ao mesmo tempo apelativo, adaptado de um romance escrito por Joyce Maynard de seu nome Laybor Day. Temos uma mãe divorciada que se esforça por lutar contra uma grande depressão, que a impede de sair de casa e que acaba por a tornar prisioneira na sua própria casa, um adolescente de 13 anos que na sua inocência tenta compensar a perda da mãe agindo como “marido substituto”, mas que obviamente não consegue colmatar a grande solidão em que vive a sua mãe, Adele. Frank, o terceiro elemento da história, é alguém que irá mudar a vida de mãe e filho ensinando-lhes importantes lições de vida, curiosamente, trata-se de um prisioneiro foragido, um homem que aparentemente cometeu um crime de homicídio à 18 anos atrás.


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Adele, Henry e Frank (da esquerda para a direita), uma família improvável.

 O passado de Adele e Frank vai sendo revelado ao longo de flashbacks, durante os quais vamos analisando os acontecimentos sobre o ponto de vista de ambos. E vamos percebendo que ambos representam a salvação um do outro. As cenas entre ambos são comoventes, como na cena em que Adele revela a sua maior preocupação para o futuro que ambos poderão vir a partilhar juntos, a resposta de Frank fez-me adorá-lo.


Henry, o filho de Adele e narrador da história, é um miúdo que para além de se ver envolvido nesta situação invulgar (albergar um fugitivo na sua própria casa), se debate com o seu próprio crescimento e amadurecimento e todas as questões existenciais próprias da idade, mas ao mesmo tempo é um jovem emocionalmente maduro para a idade, apesar de ser influenciável e de, ao longo do filme, se deixar manipular por uma jovem forasteira.

Existe toda uma corrente de situações que conduzem ao precipitar do grande clímax final, nesse momento senti que estava a ser feita uma grande injustiça, mas a verdade é que não estamos perante um romance cor-de-rosa, mas sim de uma história que podia ser real, sobre duas almas fragilizadas e solitárias que anseiam por amor mais do que qualquer outra coisa no mundo. O encerrar dos acontecimentos torna-se necessário. Com esta experiência, Henry parece ter-se tornado num jovem mais maduro e capaz para enfrentar o mundo, uma vez que a sua interação com Frank, naqueles poucos dias, pode ter sido o melhor que lhe aconteceu. Tornando-o mais capaz e preparando-o para o futuro mais do que a sua interação com o seu próprio pai.

O final do filme é comovente, apesar de me parecer de algum modo injusto, mas enfim trata-se de um filme que tenta ser realista e singelo.


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Kate Winslet e Josh Brolin protagonizam esta história de amor.


O melhor: Kate Winslet e Josh Brolin, dois atores acima da média, que conseguem conduzir o filme de modo magnífico, principalmente, Josh Brolin que esbanja charme em todas as cenas nas quais aparece.


O pior: O final um pouco agridoce, pelo menos para mim, mas o melhor mesmo é assistirem e tirarem as vossas próprias ilações.


janeiro 21, 2017

Loving Deviant (Cyborg Seduction 9), Laurann Dohner | Opinião Livros

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Loving Deviant
Capa do livro Loving Deviant de Laurann Dohner

Sinopse:

Depois de mal sobreviver a um terrível acidente, e de ser aprisionada durante anos pelo governo da Terra, Venice foge do planeta e, quando achava que tinha encontrado a resposta para as suas preces, através de um contrato para se tornar noiva no espaço profundo, acaba enfrentando um pesadelo ainda maior. Escondendo-se do seu "marido" a bordo da sua estação espacial, ela encontra um cyborg intimidador... um que pode ser a sua última esperança.

Deviant sente-se humilhado quando o seu pai sugere que ele visite um centro de prazer para fazer uso de uma robô de sexo. Pode ser verdade que os defeitos genéticos com os quais nasceu assegurarão que as fêmeas cyborgues jamais irão considerar adicioná-lo a uma unidade familiar. Mas apesar disso, ele ainda tem o seu orgulho. No entanto, a fêmea que entra no quarto é incrivelmente realista, e faz com que ele sinta coisas com que nunca tinha sonhado - até ao momento em que descobre que ela é humana. 


Venice precisa da ajuda de Deviant para sair da estação espacial. Deviant é um macho solitário e precisa de alguém que lhe ensine como dar prazer a uma fêmea. Venice e Deviant acabam por fazer um acordo, um tipo de acordo no qual Venice entrega a sua liberdade, mas logo poderá ser o seu coração a ficar em maior risco, pois é fácil amar Deviant... mesmo quando os outros estão determinados a torná-lo difícil (Fonte: Traduzido do original em inglês).


Opinião:

Sou uma grande fã da escritora norte-americana Laurann Dohner. Sigo praticamente todas as suas séries, sendo Cyborg Seduction uma das minhas preferidas.
O mais interessante nesta série não são os músculos super desenvolvidos dos seus protagonistas, que a autora adora evidenciar e ressaltar, aquilo que é o mais interessante é mesmo a abordagem simples em relação às emoções e sentimentos das personagens. As mulheres são fortes e decididas, elas sabem e lutam por aquilo que querem, não costumam enrolar com sentimentos de indecisão e dúvida, sem têm algum problema com o seu cyborg elas falam e não ficam por muito tempo a empatar. Eles são fofos, super queridos e atenciosos, além disso, sabem exatamente aquilo que querem: elas.
Os seus livros podem parecer demasiado simplistas, mas não o são, a autora coloca sempre desenvolvimentos no enredo e costuma interligar as histórias dos livros de maneira criativa, às vezes chega a escrever dois livros, cuja ação está a ocorrer simultaneamente e acabamos por vislumbrar dois pontos de vista sobre os mesmos acontecimentos.
O ambiente galáctico que rodeia a história dá-lhe toda uma áurea de mistério e aguça a nossa curiosidade. Até agora não houve um livro desta coleção que desgostasse, muito pelo contrário, adorei todos e cada um deles à sua maneira.
Falando propriamente deste livro quero ressaltar que já conhecia o Deviant, protagonista deste livro, de passagem nos dois livros anteriores, deste sabia apenas que era filho de Mayo (estou doida para que ele tenha a sua própria história, com aquele final feliz que tanto merece) e que era um macho excluído pelas fêmeas cyborg por ser diferente, mas tinha ficado com a ideia que as diferenças eram outras, que não apenas o seu tom de pele ligeiramente mais escuro (os cyborgs têm um tom de pele cinzento) e os seus olhos brilhantes (parece que brilham no escuro). Não achei que os supostos defeitos físicos dele fossem assim tão alarmantes, mas sei que a fêmeas cyborg são um tanto maldosas com os seus machos. Espero um dia ler um livro desta coleção que tenha uma fêmea cyborg diferente como protagonista, mas até lá tenho que me contentar com estes machos especiais.
A Venice (a sortuda do livro) é uma mulher com um passado difícil e que, para fugir de um futuro ainda mais difícil, faz um acordo com Deviant. O modo como eles se conhecem é super fofo, mas pouco ortodoxo, Laurann não gosta de nos enrolar por muito tempo e entra logo “a matar” com cenas muito “hot” entre os protagonistas. Ficou mais do que esclarecido que os dois estavam completamente caídos um pelo outro em pouco tempo. Achei as inseguranças do Deviant, fruto de uma vida de exclusão e discriminação muito encantadoras, só me apetecia abraçá-lo e dizer-lhe que era perfeito. É este o efeito que a escrita da Laurann Dohner tem em nós…
Neste livro a única personagem que nos trás sentimentos negativos é a mãe do Deviant, ela consegue ganhar o troféu de pior mãe de sempre sem se esforçar minimamente. E isso é algo impressionante. Em apenas duas cenas ela consegue destilar mais veneno do que uma cascavel.
Gostei também de rever algumas personagens que protagonizaram os livros anteriores da série, como o Krell, o Blackie e o Zorus, desejo que continuem todos felizes com as suas mulheres, e que consigam manter o planeta Garden protegido de ameaças externas, principalmente do homem.

O melhor: A relação fofinha entre os protagonistas.

O menos bom: Ter que aturar a mãe do Deviant em "ação".

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