Elite, Netflix | Opinião Séries

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Título original: Élite
Criadores: Dario Madrona, Carlos Montero
País: Espanha
Ano: 2018
Género: Crime, Drama, Thriller
Elenco: Danna Paola, Miguel Herrán, María Pedraza, Itzan Escamilla, Miguel Bernardeau, Jamie Lorente, Álvaro Rico, Arón Piper, Mina El Hammani, Ester Expósito, Omar Ayuso


Sinopse:
Quando três estudantes de classe média passam a frequentar um dos colégios privados mais caros de Espanha devido a ganharem uma bolsa de estudo, o choque entre eles e os alunos mais ricos leva a um misterioso homicídio (fonte: Netflix).

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Opinião:
Hoje venho vos falar de uma série que é o mais recente sucesso da Netflix, a série espanhola EliteEsta série entrou nas bocas do mundo e era aguarda com alguma expetativa por ser protagonizada por três dos atores de La Casa de Papel, anterior sucesso da Netflix, são eles Miguel Herrán, Jamie Lorente e María Pedraza, que interpretavam respetivamente, Rio, Denver e Alison Parker. 

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Jamie Lorente, María Pedraza e Miguel Herrán (da esquerda para a direita) são os atores de La Casa de Papel que entram em Elite.

Elite é sobre um grupo de alunos de um colégio privado frequentado pelos filhos dos mais ricos do país. A chegada de três alunos da classe média, depois da sua escola ter sido destruída e a construtora responsável ter pago as suas bolsas, vem destabilizar o frágil equilíbrio que já reina nessa escola, depois de um grave problema com um aluno bolseiro no passado ter deixado mazelas psicológicas em vários alunos, nomeadamente, em Marina e no seu irmão Guzmán.

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Os filhos dos mais ricos de Las Encinas.

Samuel, Nádia e Christian são os três novos alunos do colégio privado Las Encinas, chegaram a meio do ano letivo e têm contra eles o facto de não serem ricos. Assim no meio de desconfianças, rivalidades, paixões, preconceitos, xenofobia e bullying vamos tentando descobrir quem foi o assassino de Marina, uma das personagens que move toda a trama brilhantemente interpretada pela atriz María Pedraza que já tinha dado indícios de grande talento em La Casa de Papel, apesar do papel mais secundário enquanto a refém Alison Parker.

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María Pedraza é Marina, personagem central de Elite.

Ao longo de todos os oito episódios de Elite temos um mistério que nos prende do início ao fim. Quem foi o assassino da jovem Marina? Mas existem muitos outros conflitos e problemas a serem abordados ao longo de todos os episódios, nomeadamente, homossexualidade, intolerância religiosa, Sida/HIV, Ménage à trois, tráfico de droga, gravidez na adolescência, corrupção corporativa e muitos outros conflitos que apesar de não serem particularmente aprofundados são bastante explorados e temos até várias pontas soltas que poderão ser usadas na próxima temporada sem que Elite perca de maneira nenhuma o ritmo e a qualidade, mesmo sem Marina que apenas poderá voltar em flashbacks.

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O preconceito dos alunos ricos para com o bolseiros é visível ao longo de toda a série, principalmente para com Samuel que trabalha como empregado de mesa num restaurante que frequentam.

Relativamente, às relações que vemos crescer nesta primeira temporada, a maior química é sem dúvida entre Nádia e Guzmán, apesar da sua relação não se ter aprofundado de maneira nenhuma, espero que na segunda temporada estes dois jovens se possam acertar. Contudo, as coisas parecem ter ficado bem complicadas para o casal no final da temporada, e enquanto que era Nádia a reticente na primeira temporada, na próxima temporada as reticências irão estar do lado de Guzmán, pelo menos no início. Mas quem não gosta de ver um romance proibido dar certo?

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Nádia e Guzman, o casalinho por quem todos suspiramos.

Por outro lado, temos o casal homossexual da história, Andrés e Omar têm contra si a família mulçumana ultraconservadora de Omar, tal como Nádia (irmã de Omar) e Guzmán. Tenho a certeza que a segunda temporada irá continuar a retratar as dificuldades que ambos irão enfrentar por se amarem.

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Andrés e Omar, outros do casalinhos mais carismáticos da série.

Todas as personagens de Elite estão de facto bem desenvolvidas e a sua evolução fase aos acontecimentos da primeira temporada foi palpável com o último episódio. Contudo, Samuel, o suposto protagonista à primeira vista, foi de todas a personagem mais insonsa da série, faltou algum carisma ao ator e não faria mal se ele viesse a perder algum relevância para o futuro de Elite, mas reconheço que o seu papel poderá ser ainda mais importante na segunda temporada. Acho que vou ter que dar-lhe o benefício da dúvida e esperar que o jovem ator melhore a sua performance.

Jamie Lorente é um ator genial, foi o meu preferido de La Casa de Papel, onde a sua relação com o pai serviu de equilíbrio entre o seu passado de criminalidade e a sua personalidade amigável e de algum modo fofa, em Elite interpretou um personagem mais duro, Nano também estava marcado pela criminalidade e o seu passado perseguiu-o implacavelmente quando saiu da prisão, mas também Nano mostrou um lado amigável e mais integro que muitos dos personagens da história. Gostava que o personagem de Jamie Lorente se tivesse afastado mais do registo de La Casa Papel, mas ele é excelente no que faz por isso não tenho nada a reclamar.

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Jamie Lorente é o bad boy que nos cativa sempre.

Destaco ainda a atuação de Miguel Bernardeau, a sua personagem Guzmán era detastável no início da série, mas todos os fãs de Elite acabaram a primeira temporada a adorá-lo e a desejar vê-lo com mais destaque na segunda temporada. E a ver ele a Nádia juntos e felizes no final da sua história de amor que se adivinha bastante difícil e espinhosa...

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Guzmán, a personagem que começamos por odiar, mas que acabamos a amar!

Concluindo, adorei esta nova série da Netflix e aguardo ansiosamente a segunda temporada,  já confirmada. Depois do mega sucesso que foi La Casa de Papel, a jogada de génio da Netflix de aproveitar alguns dos talentos da série e fazer uma nova série espanhola noutro registo foi extremamente bem sucedida.

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Os bolseiros acompanhados por Andrés (à direita).

O melhor: A química palpável entre Nádia e Guzmán.

O menos bom: A personalidade sonsa e irritante de Samuel.

4 comentários:

  1. Ainda não tive o prazer de conhecer a série, mas tenho curiosidade. Acredito que mesmo num ambiente escolar, a série consiga trabalhar diversas questões relevantes.
    Beijos Joi
    estantediagonal.com.br

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    1. Elite pode não se aprofundar particularmente sobre os vários assuntos relevantes que aborda, mas promete com a segunda temporada continuar a explorar esses assuntos. Assim o espetador não é tão massacrado com temas bem pesados, essas questões são balanceadas com uma investigação policial que torna tudo muito mais interessante, pelo menos para mim.
      Beijos, Sónia

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  2. Não conhecia a série
    Obrigada, parece-me interessante :)
    Beijinhos

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    Respostas
    1. De nada. É mesmo muito interessante :)
      Beijinhos

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