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Dados Técnicos:
Título original: Russian Doll
Diretores: Leslye Headland, Jamie Babbit e Natasha Lyonne
País: EUA
Ano: 2019
Episódios: 8
Episódios: 8
Género: Drama, Comédia e Mistério
Elenco: Natasha Lyone, Charlie Barnett, Greta Lee, Elizabeth Ashley, Rebecca Henderson,
Jeremy Bobb, Ritesh Rajan, Yul Vazquez, Dascha Polanco, Brendan Sexton III
Jeremy Bobb, Ritesh Rajan, Yul Vazquez, Dascha Polanco, Brendan Sexton III
Sinopse:
Nadia descobre que, pior do que morrer no dia do seu 36º aniversário, é reviver a noite da sua morte uma vez, e outra, e outra... (Fonte: Netflix)
Opinião:
Considerada por muitos como uma das melhores séries do ano, Boneca Russa foi uma agradável surpresa que estreou no catálogo da Netflix dia 1 de fevereiro. Mas será esta série assim tão boa como dizem? Foi o que decidi comprovar.
Confesso que a premissa da série até me pareceu bastante interessante, mas por outro lado, a temática de retroceder no tempo repetidamente já está um pouco batida, sendo a última obra que assisti com este tema o dorama Mais Uma Vez que também faz parte do catálogo da Netflix e que nem me cativou por aí além. No entanto, eis que a originalidade das suas criadoras, Leslye Headland, Jamie Babbit e Natasha Lyonne, faz com que esta série seja realmente especial e que todo o alarido à sua volta seja também ele justificado.
A história de Boneca Russa gira em torno de Nadia, uma aniversariante que tem a infelicidade de falecer na noite do seu próprio aniversário, como se isso não bastasse ela acaba por voltar à vida horas antes e ter de passar por todo este processo de morrer várias vezes. Tendo tudo para ser uma série repetitiva, Boneca Russa acaba por seguir várias etapas diferentes até à conclusão da história. No início Nádia julga que está sobre o efeito de algum tipo de droga, depois que está maluca e quando aceita que tudo isto está realmente a acontecer descobre que não está sozinha... E aí começa a sua verdadeira aventura.
O ponto mais forte de Boneca Russa é sem dúvida a sua protagonista, Nádia, interpretada por Natasha Lyonne (Orange is the New Black), trata-se de uma personagem forte, diferente, cheia de falhas e egoísta, mas ao mesmo tempo uma mulher inteligente, independente e com um carisma improvável. Natacha Lyonne tem aqui um grande papel com o qual ela consegue jogar durante os oito episódios da série de forma absolutamente irrepreensível.
Numa história cheia de simbolismos e situações pensadas ao mais pequeno pormenor, temos uma história surpreendentemente diferente do habitual e de grande qualidade. O seu elenco está soberbo, com grande destaque para o elenco feminino, onde Natacha Lyonne encabeça com um papel que lhe encaixa às mil maravilhas, mas também temos Greta Lee e Rebecca Henderson como um casal lésbico e melhores amigas de Nadia e Elizabeth Ashley como Ruth, a mulher que criou Nadia depois que a sua mãe ficou incapacitada. Todas elas conseguem um equilíbrio surpreendente entre o verdadeiro e caricato das suas personagens todas um pouco excêntricas, mas não tanto como Nadia.
Concluindo, estamos perante mais uma excelente série com o carimbo Netflix que mais uma vez mostra grande ousadia em apostar numa obra que tinha tudo para ser apenas mais uma, mas que de algum modo acaba por se destacar das demais. Quanto a afirmar que Boneca Russa é a melhor série do ano, acho que ainda é cedo e quero acreditar que o ano de 2019 ainda tem muitas surpresas reservadas para todos nós...
O melhor: Natasha Lyonne dá-nos um show de representação.
O menos bom: Apesar de ter gostado do final, não percebi aquela última cena...
Confesso que a premissa da série até me pareceu bastante interessante, mas por outro lado, a temática de retroceder no tempo repetidamente já está um pouco batida, sendo a última obra que assisti com este tema o dorama Mais Uma Vez que também faz parte do catálogo da Netflix e que nem me cativou por aí além. No entanto, eis que a originalidade das suas criadoras, Leslye Headland, Jamie Babbit e Natasha Lyonne, faz com que esta série seja realmente especial e que todo o alarido à sua volta seja também ele justificado.
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Natasha Lyonne é Nadia. |
A história de Boneca Russa gira em torno de Nadia, uma aniversariante que tem a infelicidade de falecer na noite do seu próprio aniversário, como se isso não bastasse ela acaba por voltar à vida horas antes e ter de passar por todo este processo de morrer várias vezes. Tendo tudo para ser uma série repetitiva, Boneca Russa acaba por seguir várias etapas diferentes até à conclusão da história. No início Nádia julga que está sobre o efeito de algum tipo de droga, depois que está maluca e quando aceita que tudo isto está realmente a acontecer descobre que não está sozinha... E aí começa a sua verdadeira aventura.
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Nadia chega a duvidar da sua próprio sanidade mental. |
O ponto mais forte de Boneca Russa é sem dúvida a sua protagonista, Nádia, interpretada por Natasha Lyonne (Orange is the New Black), trata-se de uma personagem forte, diferente, cheia de falhas e egoísta, mas ao mesmo tempo uma mulher inteligente, independente e com um carisma improvável. Natacha Lyonne tem aqui um grande papel com o qual ela consegue jogar durante os oito episódios da série de forma absolutamente irrepreensível.
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Alan e Nadia encontram-se inexplicavelmente ligados um ao outro. |
Numa história cheia de simbolismos e situações pensadas ao mais pequeno pormenor, temos uma história surpreendentemente diferente do habitual e de grande qualidade. O seu elenco está soberbo, com grande destaque para o elenco feminino, onde Natacha Lyonne encabeça com um papel que lhe encaixa às mil maravilhas, mas também temos Greta Lee e Rebecca Henderson como um casal lésbico e melhores amigas de Nadia e Elizabeth Ashley como Ruth, a mulher que criou Nadia depois que a sua mãe ficou incapacitada. Todas elas conseguem um equilíbrio surpreendente entre o verdadeiro e caricato das suas personagens todas um pouco excêntricas, mas não tanto como Nadia.
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Lizzy e Maxine são as excêntricas, mas leais melhores amigas de Nadia. |
Concluindo, estamos perante mais uma excelente série com o carimbo Netflix que mais uma vez mostra grande ousadia em apostar numa obra que tinha tudo para ser apenas mais uma, mas que de algum modo acaba por se destacar das demais. Quanto a afirmar que Boneca Russa é a melhor série do ano, acho que ainda é cedo e quero acreditar que o ano de 2019 ainda tem muitas surpresas reservadas para todos nós...
O melhor: Natasha Lyonne dá-nos um show de representação.
O menos bom: Apesar de ter gostado do final, não percebi aquela última cena...
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