junho 12, 2017

Por 13 Razões (Netflix) | Opinião Séries

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Poster de Por 13 Razões (13 Reasons Why).

Título original: 13 Reasons Why
Criado por: Brian Yorkey
Género: Série de televisão, adolescentes, drama
Elenco: Dylan Minnete, Katherine Langford, Kate Walsh, Derek Luke, Brian d'Arcy James, Alisha Boe, Christian Navarro, Miles Heizer, Ross Butler, Devin Druid, Michele Selene Ang, Steven Silver, Amy Hargreaves
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1837492/


Sinopse:
Após o desconcertante suícidio de uma adolescente, um colega recebe uma série de cassetes que revelam o mistério de sua trágica escolha.


Opinião:

Por 13 Razões é uma história poderosa que aborda temas bastante sensíveis e complexos ou não fosse toda a polémica que tem envolvido esta série da Netflix desde a sua estreia no canal de streaming à algum tempo atrás.

Hannah Baker (Katherine Langford) era uma adolescente aparentemente normal até ao dia em que cometeu suicídio. Mas o que a levou a um ato tão extremo? São exactamente essas 13 razões que são abordadas ao longo dos 13 episódios desta série.

Memorial a Hannah Baker feito pelos outros alunos.

Clay Jensen (Dylan Minnete) é o protagonista de Por 13 Razões, aparentemente, é apenas mais um dos estudantes da escola que Hannah Baker frequenta e torna-se seu amigo. Mas vamos acabar por nos aperceber da sua real ligação com Hannah ao longo dos episódios da série. 
 
Logo no primeiro episódio, Clay recebe um conjunto de cassetes gravadas pela própria Hannah antes da sua morte a explicar os motivos que a levaram ao suicídio. 
 
Os 13 motivos que levaram ao suicídio de Hannah Baker são revelados aos poucos (um motivo por episódio) e envolvem situações bastante delicadas, infelizmente, verídicas para muitos jovens deste mundo.

 
13 Reasons Why
Hannah Baker é interpretada por Katherine Langford.

O que levou a protagonista desta história ao suicídio pode muito bem ser o motivo que leva muitos jovens a situações igualmente delicadas. São os temas polémicos de Por 13 Razões que fazem dela uma série envolta em acaloradas discussões. Até que ponto não estamos a incitar ao suicídio ao tornar Hannah numa espécie de heroína justiceira?
 
Cyberbullying, violência sexual, solidão, depressão e suicídio são alguns dos temas delicados que são abordados com grande realismo nesta grande aposta da Netflix.
13 Reasons Why
Clay Jensen e Hannah Baker
"Isto tem de melhorar. A forma como nos tratamos, como cuidamos uns dos outros. De alguma forma, tem de melhorar."  Clay Jensen (Episódio 13)

O melhor: A história e o elenco cinco estrelas.
 
O pior: Na opinião de muitos, talvez romantize o suicídio e possa incitar a comportamentos semelhantes.
junho 11, 2017

O Poder - Rhonda Byrne | Opinião Livros

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O Poder
Capa portuguesa do livro O Poder de Rhonda Byrne.

Sinopse:
Este é o guia para o maior poder do universo - O Poder para ter tudo o que deseja. Sem O Poder você não teria nascido. Sem O Poder não haveria um único ser humano à face do planeta. Cada nova descoberta, invenção e criação humana procede d’O Poder. Uma saúde perfeita, relações fantásticas, uma carreira gratificante, uma vida repleta de felicidade, e todo o dinheiro de que precisa para ser, fazer e ter tudo o que deseja, tudo isso emana d’O Poder.  A vida com que sempre sonhou está mais perto de si do que pensa. Porque O Poder de alcançar tudo o que a vida tem de bom para lhe oferecer vem de dentro de si.  Para criar seja o que for, para mudar seja o que for, é preciso apenas uma coisa… O PODER.

Opinião:

Nunca é demais ler um livro de auto-ajuda e ter diante de nós uma perspectiva mais optimista perante a vida, principalmente, quando precisamos de uma pequena motivação extra.

Mas este livro apresentou algo de novo? Para mim não, pelo menos em relação ao que a autora já nos havia apontado com o seu anterior sucesso literário, O Segredo. O Poder não nos trás nada de novo em relação a isso, de facto, esta obra parece-me uma repetição do mesmo.

Acho a abordagem da autora em relação ao mundo para lá de inspiradora, mas para elaborar este livro ela apenas pegou no seu livro anterior, acrescentou umas frases inspiradoras bastante genéricas de pessoas super conhecidas e que de facto mudaram o mundo como, por exemplo, Jesus Cristo e Buda. Retirou os vários testemunhos de vida de pessoas comuns que figuraram no seu livro anterior, onde essas pessoas, pela sua força e perseverança sobre circunstâncias de vida, por vezes, bastante extremas mostraram grande vontade e força de carácter e, já está!

Agora que olho para trás foram esses mesmos testemunhos de vida que me encantaram n'O Segredo e n'O Herói, duas obras bastante boas e poderosas da mesma autora. Mas quando pegamos numa fórmula que já nos rendeu milhões e tentamos repetir a dose, acaba por ser demais, pelo menos para os leitores.

Enfim, não deixamos de estar perante um bom livro para quem ainda não conhece a abordagem e o estilo de Rhonda Byrne, mas aviso desde já que estamos perante um livro extremamente repetitivo e com uma mensagem já repetida com mais criatividade pela mesma autora.


Sobre a autora:

Rhonda Byrne
Rhonda Byrne
Rhonda começou a sua viagem com o filme "O Segredo", visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Seguiu-se o livro "O Segredo", um bestseller global, disponível em 50 línguas e com mais de 25 milhões de exemplares impressos em todo o mundo. "O Segredo" esteve na lista de bestellers do New York Times durante 200 semanas e lá continua. Foi recentemente nomeado pelo USA Today como um dos 20 livros mais vendidos nos últimos 15 anos. Rhonda continuou o seu trabalho pioneiro com os livros "O Poder", em 2010, e "A Magia", em 2012, ambos bestsellers do New York Times.

junho 07, 2017

Rei Arthur: A Lenda da Espada, Guy Ritchie | Opinião Filmes

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Rei Arthur: A Lenda da Espada
Poster internacional do filme Rei Arthur: A Lenda da Espada

Título original: King Arthur: Legend of the sword 
Realização: Guy Ritchie
País: EUA
Ano: 2017
Género: Fantasia, drama, ação, aventura
Elenco: Charlie Hunnam, Astride Bergés-Frisbey, Jude Law, Djimon Hounsou, Eric Bana, Aiden Gillen, Freddie Fox, Graig McGinlay, Tom Wu



Sinopse:

Quando o pai de Arthur é assassinado, Vortigern, o tio de Artur, usurpa a coroa. Privado do seu direito de berço e sem qualquer ideia de quem realmente é, Artur acaba por crescer da maneira mais dura nas ruas e vielas da cidade. Mas no momento em que ele retira com sucesso a mítica espada da pedra, a sua vida sofre uma reviravolta e ele vê-se forçado a honrar o seu legado... quer ele queira, quer não.


Opinião:
O Rei Arthur é praticamente uma figura lendária, ligeiramente baseada nalgum guerreiro que existiu, mas cuja a vida ficou certamente muito aquém da lenda e das inúmeras histórias/adaptações que se criaram à sua volta.

Marion Zimmer Bradley foi a autora que mais brilhantemente elevou a lenda do Rei Artur nas suas crónicas As Brumas de Avalon. Mas longe da originalidade e criatividade de uma das maiores escritoras de todos os tempos, temos um filme realizado pelo ex-marido de Madonna, Guy Ritchie e protagonizado por Charlie Hunnam, ator inglês que protagonizou a série Sons of Anarchy e que foi, em tempos, escolhido para dar vida ao famoso Christian Grey do mega sucesso literário As Cinquenta Sombras de Grey.

A escolha de Charlie Hunnam para o papel de Christian Grey foi, desde o início, polémica, as fãs não achavam que o ator fosse sexy o suficiente para protagonizar o seu Christian. Charlie acabou por desistir do papel por razões pouco esclarecidas. Mas acima de tudo, Charlie Hunnam é um grande ator e, gostos à parte, ele teria feito um grande papel. Contudo, águas passadas não movem moinhos e é o seu papel como o mítico Rei Artur que irei abordar.

King Arthur
Charlie Hunnam é o lendário Rei Arthur

Filho de um rei deposto, Arthur foi criado num bordel sob as duras regras das ruas sujas de Londonium, ambicioso e com a personalidade de um líder torna-se num típico anti-herói que teima em aceitar o seu destino como rei e salvador do seu povo. Mas a partir do momento que que retira a espada Excalibur da rocha, sob a qual ela permaneceu durante anos, o seu destino está irremediavelmente traçado. Com a ajuda da resistência contra o atual rei, o seu tio Vortigern, e da Maga, uma personagem misteriosa interpretada por Astrid Bergès-Frisbey, o nosso herói irá travar a derradeira batalha da sua vida.

King Arthur
O momento em que Arthur retira a mítica espada Excalibur da pedra.

Numa batalha épica de ação e aventura, Arthur terá que enfrentar o exército do seu tio Vortigern (Jude Law no papel de um vilão com tanto de estranho como de poderoso) e o próprio tio (numa versão monstruosa), na derradeira batalha a ser travada em nome da amizade, honra e carácter.

King Arthur
O derradeiro duelo a ser travado é entre Arthur e o seu tio Vortigern.

Como um autêntico blockbuster medieval, Rei Arthur tem todos os condimentos necessários para cozinhar um prato cheio dos elementos que fazem dos típicos filmes de ação grandes sucessos, com pancadaria e estilo q.b, e ainda direito a imagens em grande plano do corpo musculoso de Charlie Hunnam, que está novamente em boa forma física, depois de ter perdido vários quilos para encarnar o protagonista do seu filme anterior, The Lost City of Z.

Vortigern é a personagem mais complexa do filme, a sua ambição cega leva-o a sacrificar quem mais ama para conquistar o poder, mas sem nenhuma razão válida para lutar que não a ambição e o poder cegos não consegue fazer frente a um herói determinado que perdeu um grande amigo e que enfrentou vários sacrifícios até estar finalmente pronto para o combate da sua vida. 

Como o próprio Arthur refere foi a ambição desmedida de Vortigern que o criou ao atirá-lo para as ruas violentas duma cidade como Londonium quando era ainda uma criança. Foi a vida de Arthur enquanto criança e adolescente que o tornou no homem forte e destemido que vimos crescer num ápice (excelente trabalho de flashback).

King Arthur
Jude Law no papel do grande vilão deste filme, o Rei Vortigern.

Um filme que não pretende nos educar, mas nos entreter e que à parte dos seus defeitos consegue o seu objetivo com grande primazia. E acho até que consegue marcar a diferença dentro das várias adaptações da história do Rei Arthur. Uma obra bem ao estilo do seu realizador e que pode ser uma deceção para muitos, mas que pode encantar muitos outros como eu.

King Arthur
Os elementos centrais deste filme: a espada Excalibur, Charlie Hunnam e Astrid Bergés-Frisbey (ao fundo).

O melhor: O ritmo frenético e os flashbacks cheios de história e simbolismo. E, claro, a excelente forma física de Charlie Hunnam assim como o seu carisma.

O pior: O roteiro claramente fraco de um filme que opta por dar prioridade às cenas de ação e aos cenários.

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