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Capa do livro A Conspiração da Condessa. |
Ambos partilham um segredo. E talvez, não seja o único...
Sinopse:
A reputação de Sebastian Malheur é bem conhecida na sociedade londrina: ele tem o dom de escandalizar tudo e todos! Se não é pelo seu estilo de vida libertino (é o que dá ser bonito e desejável), é pelas suas rocambolescas teorias científicas. A má fama não é algo que o apoquente.
Violet Waterfield, pelo contrário, tem uma reputação respeitável a manter. Viúva do conde de Cambury, já sofreu muito na vida, e pretende apenas levar uma existência pacata. Mas Violet esconde um segredo, algo que a liga profundamente ao devasso Sebastian... É que as teorias científicas não são dele. São dela! E quando Sebastian, farto de viver uma mentira, ameaça expô-los a ambos, Violet terá de fazer tudo ao seu alcance para o impedir... ainda que isso possa destruir o seu já frágil coração.
Depois de A Guerra da Duquesa e O Plano da Herdeira, A Conspiração da Condessa promete deixar as emoções ao rubro...
Opinião:
Depois de ler O Plano da Herdeira fiquei com imensa curiosidade para ler o livro seguinte da série Entre Irmãos, nomeado de A Conspiração da Condessa porque as personagens principais deste livro me pareceram extremamente interessantes e a sua história prometia com o seu polémico segredo em comum. Contudo, este livro acabou por se revelar uma desilusão com personagens que tinham tudo para ser extraordinárias, mas que se tornaram demasiado maçadoras e desinteressantes.
Quando leio um romance histórico, geralmente, adoro toda a envolvência da época, os bailes, os vestidos, as conveniências, as histórias de amor arrebatadoras, mas este livro acabou por se afastar desses ambientes e focar-se mais nas descobertas científicas do final do século XIX e no facto das mulheres estarem completamente limitadas em relação aos homens como se estes possuíssem um intelecto superior.
A protagonista deste livro, Violet, é uma jovem viúva que sofreu imenso por não conseguir ter filhos. A principal responsabilidade de uma mulher da nobreza é fornecer descendência ao marido para além de organizar a casa. Apesar de ser uma mulher extremamente inteligente e garantidamente à frente do seu tempo, Violet não consegue publicar os seus trabalhos de investigação científica. Então o seu amigo de infância, secretamente apaixonado por ela desde sempre, Sebastian Mauller, publica os trabalhos de Violet em seu nome conseguindo um sucesso e audiência imediatos, contudo, também consegue inúmeros inimigos que consideram as suas ideias escandalosas. Os dois formam então uma parceria secreta durante anos, até que Sebastian cansado se decide a acabar com tudo.
Como podem ver este livro tinha tudo para ser mais interessante que o livro anterior da série, mas para mim acabou por ser o contrário. A relação entre Sebastian e Violet acaba por ser demasiado morna ao longo de todo o livro e os traumas de Violet tornam tudo demasiado difícil e impossível entre eles e não havia necessidade de diminuir o Sebastian para engrandecer Violet, acho que eles podiam perfeitamente estar ao mesmo nível e todo aquele problema dele com o irmão... Não percebi a necessidade disso.
Não querendo ser demasiado rigorosa, quero apontar que a razão pela qual não apreciei particularmente este livro foi o facto de não ter criado grande empatia com a protagonista feminina que era uma mulher demasiado contida e com umas ideias demasiado retrogradas para além de ser uma cientista genial, o que me pareceu paradoxal. Todavia, adorei o Sebastian e outra história o teria feito brilhar.
Em relação à escrita da autora, só tenho a apontar os diálogos demasiado repetitivos e pouco naturais, ou seja, pouco fluidos e plausíveis na vida real. De resto, a sua narração continua cinco estrelas.
Muitas pessoas irão certamente apreciar esta história, mas esta é a minha humilde opinião sobre A Conspiração da Condessa de Courtney Milan.
O melhor: Um livro que nos fala sobre as dificuldades das mulheres em verem os seus trabalhos científicos reconhecidos e não só numa época em que os homens eram vistos como seres superiores.
O menos bom: Enredo demasiado repetitivo e personagens pouco desenvolvidas apesar do seu enorme potencial.
Quando leio um romance histórico, geralmente, adoro toda a envolvência da época, os bailes, os vestidos, as conveniências, as histórias de amor arrebatadoras, mas este livro acabou por se afastar desses ambientes e focar-se mais nas descobertas científicas do final do século XIX e no facto das mulheres estarem completamente limitadas em relação aos homens como se estes possuíssem um intelecto superior.
A protagonista deste livro, Violet, é uma jovem viúva que sofreu imenso por não conseguir ter filhos. A principal responsabilidade de uma mulher da nobreza é fornecer descendência ao marido para além de organizar a casa. Apesar de ser uma mulher extremamente inteligente e garantidamente à frente do seu tempo, Violet não consegue publicar os seus trabalhos de investigação científica. Então o seu amigo de infância, secretamente apaixonado por ela desde sempre, Sebastian Mauller, publica os trabalhos de Violet em seu nome conseguindo um sucesso e audiência imediatos, contudo, também consegue inúmeros inimigos que consideram as suas ideias escandalosas. Os dois formam então uma parceria secreta durante anos, até que Sebastian cansado se decide a acabar com tudo.
Como podem ver este livro tinha tudo para ser mais interessante que o livro anterior da série, mas para mim acabou por ser o contrário. A relação entre Sebastian e Violet acaba por ser demasiado morna ao longo de todo o livro e os traumas de Violet tornam tudo demasiado difícil e impossível entre eles e não havia necessidade de diminuir o Sebastian para engrandecer Violet, acho que eles podiam perfeitamente estar ao mesmo nível e todo aquele problema dele com o irmão... Não percebi a necessidade disso.
Não querendo ser demasiado rigorosa, quero apontar que a razão pela qual não apreciei particularmente este livro foi o facto de não ter criado grande empatia com a protagonista feminina que era uma mulher demasiado contida e com umas ideias demasiado retrogradas para além de ser uma cientista genial, o que me pareceu paradoxal. Todavia, adorei o Sebastian e outra história o teria feito brilhar.
Em relação à escrita da autora, só tenho a apontar os diálogos demasiado repetitivos e pouco naturais, ou seja, pouco fluidos e plausíveis na vida real. De resto, a sua narração continua cinco estrelas.
Muitas pessoas irão certamente apreciar esta história, mas esta é a minha humilde opinião sobre A Conspiração da Condessa de Courtney Milan.
O melhor: Um livro que nos fala sobre as dificuldades das mulheres em verem os seus trabalhos científicos reconhecidos e não só numa época em que os homens eram vistos como seres superiores.
O menos bom: Enredo demasiado repetitivo e personagens pouco desenvolvidas apesar do seu enorme potencial.
Sobre a autora:
Courtney Milan publicou o seu primeiro romance em 2010. Desde então, os seus livros têm figurado sempre nas listas dos melhores da Publishers Weekly e da Booklist. É também autora bestseller do New York Times e do USA Today, e finalista do RITA Award.
Mas Courtney nem sempre foi escritora. Licenciou-se em Físico-química e em Direito, e ainda trabalhou na área durante algum tempo. Hoje em dia, dedica-se à escrita a tempo inteiro e vive com o marido, um cão e um gato nas Montanhas Rochosas.
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