abril 26, 2017

Sempre que te Vejo, Burr Steers | Opinião Filmes

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Sempre que te Vejo
Poster do filme Sempre que te Vejo.

Realização: Burr Steers
País: EUA
Ano: 2010
Género: Drama, Romance, Sobernatural
Elenco: Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew, Augustus Prew, Donal Logue, Kim Basinger


Sinopse:
O romance intrigante de Ben Sherwood é a base desta estória espiritual sobre Charlie e a sua dedicação ao irmão, Sam, mesmo após a morte dele.


Opinião:

Sempre que te Vejo narra a história de Charlie St. Cloud, uma jovem promessa da navegação à vela, que após um grave acidente que quase o vitimiza e causa a morte de Sam, o seu irmão mais novo, entra numa espiral de estagnação, deixando de viver em prol da culpa de deixar o irmão mais novo para trás.


Charlie ganha uma bolsa de estudo numa grande universidade norte-americana à conta do seu talento para a navegação à vela.

O emprego como funcionário do cemitério onde o irmão foi enterrado e onde Charlie se consegue comunicar com ele e com os outros espíritos, consome a sua vida e, ao longo de cinco anos, as suas rotinas acabam por ser sempre as mesmas, numa sucessão de dias interminável.

Charlie torna-se funcionário do cemitério onde o irmão se encontra enterrado.

Assim, a vida segue o seu curso normal até que surge Tess Carol, também ela uma jovem promessa da navegação à vela, com o sonho de dar a volta ao mundo no seu barco à vela. À primeira vista estamos perante um romance normal entre dois jovens com sonhos de vida semelhantes, mas esta história consegue surpreender, apesar das semelhanças com o filme de culto Sexto Sentido.

O aparecimento de Tess na vida de Charlie pode bem vir a ser a salvação de ambos.

Ao descobrir a verdade que envolve o aparecimento repentino de Tess na sua vida, Charlie tem que optar entre abandonar o irmão, cujo espírito não consegue deixar partir e salvar a vida da mulher que ama. Será ele capaz de escolher entre o passado e o futuro? Principalmente, se para seguir em frente tem que abandonar tudo aquilo que mais preza?

Se querem saber qual a escolha de Charlie St. Cloud assistam a este grande filme.

Qual será a escolha de Charlie St. Cloud?

O melhor: A boa representação de Zack Efron e os seus lindos olhos azuis!
 
O pior: As semelhanças mais do que óbvias ao filme Sexto Sentido.
abril 25, 2017

In Your Eyes, Brin Hill | Opinião Filmes

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Poster do filme In Your Eyes.

Realização: Brin Hill
País: EUA
Ano: 2014
Género: Drama, Romance
Elenco: Zoe Kazan, Michael Stahl-David, Mark Feuerstein, Nikki Reed, David Gallagher, Jennifer Grey, Steve Howey


Sinopse:
Dois estranhos, em lados opostos do país, têm uma ligação telepática que permite que ambos vejam o que o outro vê, uma ligação tão profunda que leva ao amor (Fonte: Netflix).

Opinião:
In Your Eyes é um filme absolutamente mágico com uma história única e envolvente. Rebecca e Dylan são dois jovens com vidas completamente diferentes que vivem em lados opostos do país. Em condições normais, eles nunca se teriam encontrado. Nestas circuntâncias únicas, o amor é o único resultado possível.

Esta é uma história de amor transcendental, de tal modo bonita e absorvente que nos envolve na sua áurea de encantamento.

Um filme que nos leva numa viagem por paisagens perfeitas. Do deserto escaldante do Novo México ao gelo hipnotizante do New Hampshire, este filme constitui um autêntico colorido para os olhos de qualquer espectador que se preze. É nestes locais lindíssimos que uma história de amor diferente do habitual se irá desenvolver.

Rebecca é o que se pode chamar de socialite, vive com o marido perfeito, um médico importante, numa casa perfeita, mas que contra todas as expectativas vive num enorme vazio emocional.

Dylan é um ex-condenado que passou dois anos na prisão por roubo e que se vê constantemente empurrado de novo para uma vida de criminalidade pelos "amigos". Dylan vive num trailer e trabalha a lavar carros, a sua vida também não tem sentido.

A vida de Rebecca, interpretada por Zoe Kazan, é vazia e desprovida de sentimentos, a vida de Dylan, interpretado por Michael Stahl-David, oscila numa série de humores inconstantes que o poderão condenar a um futuro de criminalidade, com toda a gente que o rodeia a condená-lo e empurrá-lo para o passado de que ele próprio tenta fugir. Apenas quando começam a comunicar um com o outro é que finalmente desabrocham e passam a viver em pleno. Cada um representa a salvação um do outro, pois apenas a junção dos seus mundos poderá fazer com que conquistem a vida que merecem.

In Your Eyes
Rebecca (Zoe Kazan) vive uma vida vazia de sentimentos até que entra em contato com Dylan.

In Your Eyes
É a presença de Rebecca que irá dar sentido à vida de Dylan

Enfim, acho que já deu para perceber que adorei este filme e que não consigo lhe apontar quaisquer defeitos, mais uma pérola do catálogo da Netflix.

O melhor: Ver o desenrolar do relacionamento entre Rebecca e Dylan.

O pior: Nada a apontar.

abril 24, 2017

Arctic Heart, Marie Madinier | Opinião Filmes

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Arctic Heart
Poster do filme Arctic Heart.


Realizador: Marie Madinier

País: França
Ano: 2016

Género: Comédia Romântica
Elenco: Charlotte Le Bon, Guilaume Canet, Anne Le Ny, Patrick d'Assumçao, Damien Chapelle



Sinopse:
Apaixonada por um brilhante cientista que estuda uma proteína imunizante produzida pelos pinguins, uma tímida estudante oferece-se como cobaia na investigação dele (Fonte: Netflix). 


Opinião:
Arctic Heart não é, garantidamente, um blockbuster internacional, mas sim um filme francês do género comédia romântica sobre uma boba estudante de ciências que, obcecada pelo famoso cientista Quignard, tudo faz para chamar a atenção deste, até que chega ao ponto de se tornar cobaia na sua complexa investigação cientifica acerca de uma proteína imunizante encontrada no genoma dos pinguins.

Uma protagonista ingénua e com pouca personalidade e um protagonista masculino cego pelas suas ambições que não consegue ver (ou finge não ver) que a miúda está loucamente apaixonada por ele não costuma ser o meu tipo de filme de eleição, mas não pude deixar de o ver e de me divertir imensamente com ele e com as suas tiradas caricatas.

Trata-se de uma história simples e bem conseguida, com personagens cómicas e interessantes. Não é um filme complexo sobre filosofia e não tem qualquer tipo de intenção de nos apresentar questões complexas e metafísicas sobre a existência.

Não é um filme com um sem número de personagens, ao invés, com as suas poucas personagens consegue fazer passar a sua mensagem e divertir a audiência com várias situações inusitadas.

Arctic Heart
Um dos pontos fortes de Arctic Heart é o seu elenco cómico.
Christophine é a personagem mais fraca do filme em termos de personalidade, com atitudes completamente idiotas e sem sentido, mas cujo carácter singular se revela de extrema importância para que esta história possa decorrer de maneira natural e sem sobressaltos de maior importância. Charlotte Le Bon está perfeita neste papel simples e único que lhe foi concedido e com o qual tentou nos cativar e conseguiu com os poucos recursos que possuía.

Quignard é a personagem que mais evolui ao longo da trama, sendo interpretado por Guilaume Canet que tem um excelente trabalho de caracterização da sua personagem. De início é o típico homem arrogante, extremamente consciente das suas capacidades únicas, que só pensa nos seus próprios sentimentos e que utiliza a inocente Christophine como se fosse um rato de laboratório, com a diferença de que estes são muito mais estimados pelo jovem cientista Siegfried responsável por eles, uma personagem bastante única, mas pouco aproveitada de resto. Ao longo da história os sentimentos de Quignard vão mudando e este vai-se tornando consideravelmente mais humano, até que no final é ele que irá realizar o derradeiro sacrifício em nome do amor.

Enfim, um bom filme para quem não tem grandes expetativas em relação ao enredo e espera apenas um bom divertimento.

Arctic Heart
Quignard e Christophine formam um casal improvável neste filme original.

O melhor: A originalidade da história, bem diferente do habitual.


O pior: O carácter fraco e ingénuo da protagonista, que claramente não pode ser uma pessoa real.
abril 16, 2017

Uma Questão de Fé, Jodi Picoult | Opinião Livros

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Uma Questão de Fé
Capa do livro Uma Questão de Fé de Jodi Picoult

Sinopse:
"Em Uma Questão de Fé", Jodi Picoult lança-se uma vez mais numa temática polémica sobre fé, traição, milagres e mistério… mas o fio condutor da narrativa é sempre a força do amor maternal.

Pela segunda vez no seu casamento, Mariah White apanha o marido com outra mulher, e Faith, a filha de ambos, assiste a cada doloroso momento. Após o inevitável divórcio, Mariah luta contra a depressão e Faith começa a conversar com um amigo imaginário. A princípio, Mariah desvaloriza o comportamento da filha, atribuindo-o à imaginação infantil. Mas quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia, a apresentar estigmas e a fazer milagres, Mariah interroga-se se sua filha não estará a falar com Deus. Quase sem se aperceberem, mãe e filha vêem-se no centro de polémicas, perseguidas por crentes e não-crentes e apanhadas num circo mediático que ameaça a pouca estabilidade que lhes resta.


Opinião:
Talvez uma pessoa seja mais do que um corpo e uma mente. Talvez haja outra coisa que entre na mistura – não propriamente uma alma, mas um espírito que sugira que um dia possamos ser maiores, mais fortes do que agora somos. Uma promessa; um potencial.
 Ian Fletcher, pág. 394

Uma Questão de Fé é um livro poderoso pela mensagem que nos transmite e que deve ser lido com tempo e, acima de tudo, com uma grande abertura de espírito, não apenas pelo seu tamanho considerável, mas pela forte história que nos conta.

Mariah White é uma jovem mulher, casada e com uma filha de sete anos chamada Faith. Mariah planeia a sua vida ao mais pequeno pormenor, aparentemente, ela possui uma vida perfeita, mas acabaremos por ver que a sua vida está, na verdade, longe da perfeição. No passado, um acontecimento traumático levou-a a um acto extremo que a marcou para sempre, uma tentativa de suicídio. O seu marido, que a levou a esse acto com uma traição em flagrante, internou-a numa instituição para doentes mentais contra a sua vontade, lá ela descobre estar grávida e, mesmo assim, durante quatro meses é submetida a uma série de tratamentos que podem ou não prejudicar o bebé. É portanto, num mar de culpa que esta jovem vai vendo o avançar da sua gravidez.

Desde o nascimento da filha que Mariah tem tentado de modo obsessivo ser a mãe perfeita, mas é no seu enorme esforço que reside o seu maior erro, uma vez que acaba por se esforçar demasiado, o que faz com que não consiga se ligar verdadeiramente à filha. Entretanto, o marido, supostamente redimido, acaba por trazer a amante de longa data para casa onde a mulher e a filha os irão apanhar em flagrante. A partir daí começa esta história, na qual uma criança especial, capaz de realizar milagres e de falar com Deus, se torna mais próxima da mãe que adora e com a qual não conseguia interagir.

Acima de tudo esta é uma história de fé e amor entre mãe e filha. Pelo meio ainda temos tempo para conhecer uma das personagens mais charmosas de Jodi Picoult, o famoso e carismático Ian Fletcher.

Ao longo desta história é o coração das suas várias personagens que está em jogo, o coração de Mariah White, de Faith, de Ian Fletcher  e de várias outras personagens que, escolhendo ou não acreditar nas supostas visões de Faith vêem a sua vida ser afectada quer seja positivamente, quer seja negativamente pelos acontecimentos narrados neste livro.

A grande protagonista desta história é Mariah White, uma mulher que anteriormente havia batido no fundo, mas que se reergueu contra todas as expectativas para cuidar da filha que ama acima de tudo, inclusive, acima do seu amor obsessivo pelo marido que sempre a manipulou. É, curiosamente, o fim da relação de Mariah que permitirá que esta mãe possa finalmente ser a mãe que sempre ambicionou.

O intenso debate acerca da veracidade das visões de Faith acaba por se tornar secundário no meio de uma feroz batalha judicial pela custódia da menina. Pelo meio ainda temos tempo para perceber que existem advogados que não têm quaisquer escrúplos em denegrir a imagem de uma pessoa para atingir os seus objectivos de vitória, mas não irei revelar o resultado da derradeira luta da vida de Mariah White.

Enfim, um livro ao mesmo tempo forte e ao mesmo tempo mole, no sentido de nos fazer ver as coisas por um prisma mais terra a terra sem demasiados dramatismos baratos que, por vezes, nos tentam impingir.

Tardei em conhecer a obra de Jodi Picoult, porque, pelos seus temas fortes, julguei que eram livros que nos fariam chorar as pedras da calçada, afinal estava enganada e, é aí que reside o talento desta autora. A capacidade de nos passar grandes mensagens sem nos chocar em demasia.

Sobre a autora:
Jodi Picoult
Jodi Picoult
Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.
abril 03, 2017

John Wick 2, Chad Stahelski | Opinião Filmes

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Poster filme
Poster internacional do filme John Wick: Chapter 2


Realizador: Chad Stahelski
País: EUA
Ano: 2017
Género: Ação, Thriller
Elenco: Keanu Reeves, Riccardo Scamarcio, Ian McShane, Ruby Rose, Common
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt4425200/

Sinopse:
Forçado a abandonar a sua reforma, uma vez mais, devido a uma promessa antiga, John Wick viaja para Roma, a Cidade Eterna, com o objetivo de ajudar um velho amigo a derrubar uma organização internacional secreta, perigosa e mortal de assassinos procurados por todo o mundo.


Opinião:
O famoso ex-assassino profissional a quem cometeram o incrível erro de assassinar o cão e roubar o carro no primeiro filme está de volta para mais uma sequência de ação imparável com sangue e violência quanto baste.

Keanu Reeves repisa de novo o papel de John Wick, um ex-assassino carismático e de poucas falas, que o lançou de novo para as luzes da ribalta. Neste novo episódio da saga, John é perseguido pelo passado e obrigado a voltar ao mundo que abandonou, quando conheceu o grande amor da sua vida, a falecida Helen.


John Wick
Keanu Reeves num papel que parece a sua cara.

Ao longo deste filme de ação estonteante somos confrontados com figuras importantes do passado de John que anteriormente conviveram com ele, de modo até amigável, notando-se o grande respeito que este conquistou na sua anterior profissão. Afinal, só os mais brilhantes conseguem se tornar lendas como John Wick, o Papão.

Contudo, as circunstâncias que o forçam a voltar ao seu anterior mundo repleto de mistérios e personagens enigmáticas são as mesmas que o forçam a lutar para sobreviver. Aqui é matar para viver, já não se trata daquela vingança louca do filme anterior. Vemos John num novo registo, no registo de um homem perseguido e que luta praticamente contra tudo e todos completamente sozinho.

A banda sonora do filme é tão boa e adequada que se torna obrigatório mencionar a áurea de magia e misticismo na qual envolve a película.

A fotografia escura e cheia de sombras também esteve muito bem. Mas para mim aquilo que mais se destacou foi o excelente elenco repleto de estrelas, com atores bastante competentes em papeis que não exigiam praticamente brilhantismo, mas sim competência e sobriedade. Aqui não havia espaço para sentimentalismos baratos, ao invés, para lutas ferozes. Parecia que estávamos a jogar um videojogo em vez de assistir a um filme. Destaque para Ruby Rose que esteve muito bem no papel da misteriosa Ares.


Ares
Ares uma personagem com tanto de bela como mortal.


Laurence Fishbourne aparece neste filme num espécie de Dejá Vu à la Matrix.

O final deste filme imparável deixa aquela expectativa no ar de quero mais! Como irá o nosso protagonista se safar das circunstâncias extremas nas quais foi colocado? Esperemos que John Wick consiga mais uma vez surpreender com a resiliência notável que apresentou neste segundo episódio.


Keanu Reeves
O pormenor das costas tatuadas de John Wick está soberbo.


O melhor: Keanu Reeves que parece reerguido das cinzas tal qual o anti-herói que protagoniza neste filme.

O pior: Não consigo apontar nada!

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