agosto 29, 2017

O Fantasma da Ópera no Albert Royal Hall | Opinião Filmes

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Poster do Fantasma da Ópera no Albert Royal Hall.


Título original: Phantom of the Opera at the Royal Albert Hall - 25th Anniversary Edition
Realização: Laurence Connor, Nick Morris
País: Reino Unido
Ano: 2011
Género: Teatro, musical, drama, romance, thriller
Elenco: Ramin Karimloo, Sierra Bogges, Liz Robertson, Barry James, Gareth Snook, Wynne Evans
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt2077886/?ref_=fn_al_tt_1


Sinopse:
Muito abaixo da grandiosidade e esplendor da Ópera de Paris, envergonhado por sua aparência física e temido por todos, 'O Fantasma da Ópera' esconde-se de uma existência sombria. Porém o amor que ele sente por sua bela protegida Christine Daaé é tão forte que até mesmo o coração de sua amada não pode resistir. 
O musical estreou no Her Majesty’s Theatre em 09 de outubro de 1986, com Michael Crawford e Sarah Brightman nos papéis principais. Após isso, foram realizadas dezenas de produções em todo o mundo. Agora, em seu 25º ano de recordes, 'O Fantasma da Ópera' continua a cativar o público no Her Majesty’s Theatre, no West End de Londres, depois de mais de 10 mil apresentações.
A trilha sonora hipnotizante de Andrew Lloyd Webber, juntamente com cenários de cair o queixo e efeitos especiais de tirar o fôlego, combinam-se magicamente para trazer esta trágica história de amor à vida a cada noite.


Opinião:
O Fantasma da Ópera foi, primeiro, um clássico da literatura saído da mente de Gaston Leroux, escritor francês nascido em Paris, em 1868. Depois, uma extraordinária peça de teatro musical criada por Andrew Lloyd Webber, a mesma que mais tarde seria adaptada ao cinema com bastante sucesso, sendo um dos filmes independentes mais caros de sempre. É precisamente sobre a segunda que apresento a minha opinião, mais concretamente sobre o musical interpretado no Royal Albert Hall para comemorar os 25 anos de exibição da peça.

O Fantasma da Ópera no Royal Albert Hall é um espetáculo que nos arrasta para uma atmosfera mística. A história tem a ver com muito mais do que o amor obsessivo de um homem com a face deformada por uma bela mulher, tem a ver com aceitação e até com compaixão.

Christine Daaé é uma jovem cantora, que se torna na estrela de um grandioso teatro de Paris, após a desistência da caprichosa prima dona soprano Carlotta. Christine tem sido secretamente treinada por um estranho mascarado que para os outros dá pelo nome de "Fantasma da Ópera" e para Christine pelo nome de "Anjo da Música".

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A bela Sierra Boggess interpreta Christine Daaé.

O Fantasma da Ópera é um génio atormentado pelo facto de ter nascido com o rosto desfigurado e que, por tal, nunca foi amado, sendo desprezado por todos. Escondido nas profundezas do grande teatro onde se desenrola a ação, apaixona-se perdidamente por uma bela cantora de seu nome Christine e treina-a em segredo para se tornar na estrela principal do teatro. A paixão do Fantasma por Christine levá-lo-á a uma espiral de violência e obsessão, que apenas afastará cada vez mais o objeto da sua afeição.

A obsessão do Fantasma por Christine o deixará completamente louco.

Paralelamente, Christine reencontra o seu amigo e amor de infância, Raoul, agora um dos patrocinadores do teatro iniciando uma relação com ele. Os ciúmes do Fantasma vão conduzi-lo novamente a uma espiral de fúria, revolta e violência que culminarão apenas com as atitudes de Christine para com ele.

Uma história de amor trágica, sobre um homem diferente que, por nunca ter conhecido o amor ou a compaixão, apenas se consegue expressar com ódio, fúria e revolta. O Fantasma da Ópera representa uma espécie de anti-herói que cativa a audiência contra todas as expectativas. Um vilão que consegue mais carinho do público do que Raoul, o suposto salvador de Christine, mas que no fim é salvo pela própria.

Ramin Karimloo tem uma interpretação fantástica do Fantasma neste musical.

Uma história interessante e bonita que consegue, com este musical, se tornar ainda mais interessante e bonita. Os cenários são espetaculares, as músicas arrepiantes, as letras do mais belo que há, as interpretações soberbas, o guarda-roupa lindíssimo. Sei que só estou aqui a debitar elogios, mas adorei O Fantasma da Ópera no Royal Albert Hall, melhor só mesmo assistir à peça ao vivo e a cores. Gostaria muito de um dia ter o privilégio de o fazer.

O melhor: Os cenários, as músicas e as interpretações.

O menos bom: As quase 3 horas de espetáculo podem ser um pouco cansativas, o truque é ver aos poucos.
agosto 21, 2017

Outra Vez Nu, Michael Tiddes (Netflix) | Opinião Filmes

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Poster internacional do filme Outra Vez Nu da Netflix.

Título original: Naked
Realizador: Michael Tiddes
País: EUA
Ano: 2017
Género: Comédia, Romance, fantasia
Elenco: Marlon Wayans, Regina Hall, Dennis Haysbert, Jonathan Todd Jacksin, Scott Foley, Eliza Coupe, Brian Mcknight, Loreta Devine


Sinopse:
Sempre que está prestes a casar com a mulher dos seus sonhos, Rob Anderson acorda nu no elevador de um hotel, de novo no dia do seu casamento.


Opinião:

Sabem aquele tipo de filme que é tão ridículo, mas mesmo tão ridículo que têm a certeza que daqui a poucos dias tudo o que se vão lembrar é de quanto ridículo foi esse filme? Sim, Outra vez Nu é, infelizmente, esse tipo de filme.

Todo o filme gira em torno de Rob Anderson, um professor substituto irresponsável, que acorda no dia do seu casamento, nu, no elevador de um hotel, do outro lado da cidade. A partir daí, Rob irá viver a hora que antecede o seu casamento repetidamente até que finalmente tudo ocorra de acordo com os desígnios de Deus.

As personagens de Marlon Wayans e Dennis Haysbert (lá atrás) estão em constante atrito ao longo de todo o filme.

Parte castigo divino, parte oportunidade para que Rob possa se redimir dos seus pecados e conseguir fazer o que está certo, este vai e vem no tempo acaba por ser maçadoramente cansativo quando chegamos a metade do filme.

Trata-se de um filme com pouca substância e que tenta ser engraçado de modo forçado, o que não quer disser que não tenha momentos bastante engraçados.

Marlon Wayans é um comediante, mas para mim a sua atuação ficaria melhor num stand up de comédia do que neste filme. Mas, prestando um pouco de atenção à editora deste filme a qualquer coisa Wayans Edições percebo a escolha para o papel...

A sinopse deste filme pode não parecer interessante para muitas pessoas, mas a mim chamou-me a atenção, mal a Netflix o disponibilizou no seu catálogo me dispus a vê-lo. Posso me ter arrependido um pouco da minha decisão precipitada, mas no fim acabei por concluir que já vi filmes piores e não morri por isso. Trata-se efetivamente de uma comédia non sense, que apesar de tudo tem uma lição de moral bem aplicada.

Rob Anderson aprendeu a lição, mas não à primeira, segunda, terceira, e por aí adiante. Só depois de muitas tentativas desesperantes e cada vez mais inusitadas é que, por fim, Rob conseguiu. Mas o mais interessante está mesmo no modo como o Rob vai usando o que aprende em cada tentativa para concertar as coisas.

À excepção da personagem principal todas as outras personagens são demasiado superficiais, nota-se que estão lá claramente para ajudar Rob Anderson, o que é uma pena, porque estão bons atores nas fileiras de Outra Vez Nu, como Regina Hall, Dennis Haysbert e até Scott Foley.

Concluindo, não esperem muito deste filme, ao contrário de mim, e divirtam-se apenas. Ao fim de alguns dias não se vão lembrar de praticamente nada, por isso tanto faz.


O melhor: Vários momentos hilários devido à veia cómica de Marlon Wayans.

O pior: À exceção do protagonista, falta densidade a todas as outras personagens.

agosto 20, 2017

A Grande Magia - Elizabeth Gilbert | Opinião Livros

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Capa do livro A Grande Magia de Elizabeth Gilbert.

Sinopse:
Com uma capacidade de empatia notável e uma generosidade ímpar, a autora apresenta-nos a sua visão da misteriosa natureza da inspiração. Mostra-nos como abraçar a nossa curiosidade e largar o sofrimento. Viver a vida com mais paixão, menos angústias, e em toda a sua plenitude: é este o desafio d’A Grande Magia, uma porta aberta para o mundo da inspiração e da felicidade.


Opinião:
Ao longo do tempo, pela mão dos próprios artistas, tem surgido o mito do artista atormentado, um artista que apenas consegue alcançar o máximo de inspiração através do sofrimento, de um tormento emocional atroz. Elizabeth Gilbert não concorda com este ponto de vista, e, com este livro apresenta-nos o seu próprio ponto de vista. Um ponto de vista muito mais leve. Não é necessário sofrer ou consumir substâncias ilícitas como muitos artistas fizeram e alguns continuam a fazer para criar uma arte sublime.

Um livro motivacional para quem aspira a uma carreira nas artes, com a própria experiência de vida de Elizabeth Gilbert que antes de escrever um livro lido por milhões de pessoas em todo o mundo (Comer, Orar, Amar) e adaptado ao cinema com Julia Roberts no principal papel foi uma artista anónima entre tantos outros escritores ou aspirantes escritores, mas cuja a persistência e a sua maneira de ser não deixaram que desistisse e perseguisse o seu sonho de ser escritora com todas as suas forças. Muitas foram as recusas que ouviu, muitos foram os momentos em que se sentiu insegura quanto ao seu talento, mas nunca desistiu e procurou sempre melhorar.

Elizabeth Gilbert parece ser uma mulher muito especial, alguém que não tem medo de expor os seus mais profundos medos e esperanças neste livro. E que além disso mostra uma grande generosidade ao revelar os seus truques para conseguir alcançar o sucesso. Mas, como a própria refere várias vezes, é necessário gostarmos profundamente da arte para conseguirmos seguir um caminho muitas vezes incerto. Esta é uma profissão que, ao contrário de muitas outras, não nos trás estabilidade, por vezes, existirão grandes altos, noutras vezes enormes baixos, apenas o amor à arte poderá manter-nos no caminho certo sem desvios.

Seguem algumas das ideias que achei mais interessantes neste livro:

"Então, se puder concluir alguma coisa, conclua! Só com isso já ficará quilómetros à frente da maioria." (Pág. 186)

"Por outras palavras, talvez deseje que o seu trabalho seja perfeito; pois eu só quero concluir o meu." (Pág. 186)

"A confiança inabalável requer que, ainda assim, exponha o seu trabalho, porque ela sabe que o resultado não é o mais importante" (Pág. 271)

"Nunca peça desculpas, nunca dê muitas explicações e nunca se envergonhe da sua criação. Fez o melhor que pôde com o conhecimento e os materiais que tinha e no tempo disponível." (Pág. 276)


A autora:
Elizabeth Gilbert
agosto 18, 2017

TOP 7 - Livros de Fantasia

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Olá a todos! Estou de volta com o Top 7 - Livros de Fantasia.
A par do romance (contemporâneo e histórico), a fantasia é um dos meus géneros literários de eleição. Assim sendo, resolvi criar um Top 7 dedicado aos meus livros preferidos deste género literário.
As obras apresentadas variam na diversidade das histórias, nos seus protagonistas e no desenrolar dos seus plots, mas todas apresentam algo irreal e ao mesmo tempo plausível que nos faz sonhar com mundos, ao mesmo tempo, tão diferentes e semelhantes ao nosso.
Recordo que os critérios utilizados para a criação deste Top 7 são estritamente pessoais, tal com de resto tem vindo a acontecer com todos os meus outros Top 7 até agora.

7 - O Braço Esquerdo de Deus de Paul Hoffman


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Capa do livro O Braço Esquerdo de Deus de Paul Hoffman (4ª Edição).

Sinopse:
A sua chegada foi profetizada. Dizem que ele destruirá o mundo. Talvez o faça…
"Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção."
 O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado - um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objetivo - servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro — agora chamam-lhe Cale.
 É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um ato tão terrível que a única solução possível é a fuga.
 Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço… não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.
 Com O Braço Esquerdo de Deus, primeiro volume de uma trilogia, Paul Hoffman confirma-se como uma das novas grandes vozes da literatura de Fantasia.


Comentário:
Já li este livro à algum tempo, mas foi uma obra marcante e diferente sobre vários aspetos.
O Braço Esquerdo de Deus não é um romance cor-de-rosa, muito longe disso. Trata-se de uma obra negra e fatalista sobre um adolescente, que devido ao modo como foi criado (ou não criado), é desprovido de sentimentos, de qualquer tipo de empatia para com os outros e para consigo próprio. Cale não tem medo de nada e é isso que o torna tão perigoso.
Criado dentro dos muros do Santuário dos Redentores, Cale, assiste a um ato terrível e empreende uma fuga com alguns colegas fiéis que o levará a conhecer o mundo para lá do único sitio que conhecia, um local marcado pela crueldade e violência.
Para lá dos muros do Santuário dos Redentores, Cale irá crescer e apreender que o mundo é, também ele, um local cruel e a dualidade do ser humano irá testar os seus próprios limites, conduzindo o seu futuro que oscila entre dois extremos.
Qual o interesse dos misteriosos Redentores em Cale? Será ele o Braço Esquerdo de Deus? E o que quer isso dizer?
Uma obra diferente e intrigante que, apesar do ritmo lento no início, nos surpreende e leva a um virar de páginas ansioso. Além disso deixa uma vontade imensa de acompanharmos esta trilogia de Paul Hoffman com entusiasmo.

6 - Sangue Quente de Isaac Marion

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Capa do livro Sangue Quente de Isaac Marion.
Sinopse:
R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender – bem como a si próprio. R não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação… mas tem sonhos. Depois de um ataque, R devora o cérebro – e, com ele, as memórias – de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R. E a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte…
Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, "Sangue Quente" é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas – e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.


Comentário:
Alguma vez imaginaram que além pudesse escrever um livro protagonizado por um zombie? Eu não. Por isso quando tive conhecimento deste livro sabia que tinha que o ler. Após a sua leitura senti que não era bem o que eu esperava, mas o que é que eu esperava com Sangue Quente? Não sei.
R é um protagonista incomum, mas com pensamentos complexos, pelo menos para um zombie. Quando este consome o cérebro de uma das suas vitimas, tem acesso a memórias de um rapaz adolescente, essas memórias conduzem-no a Julie, a namorada do rapaz.
A relação que se desenvolve entre R e Julie é bastante estranha no início, mas ao fim de algum tempo acabou por cativar-me enquanto leitora.
R não é um zombie qualquer, é de facto um zombie especial que pode bem ser a salvação da humanidade, mas o papel de Julie não poderá nunca ser descartado.
Um livro pequeno, mas com uma mensagem profunda de esperança e fé numa humanidade que se julgava perdida.


Estamos onde estamos, independentemente da forma como cá chegámos. O que interessa é para onde vamos a seguir. (R na pág. 95)

Vamos chorar, sangrar, desejar e amar e, assim, encontraremos cura para a morte. Seremos nós a cura. Porque queremos sê-lo. (R na pág. 244)


Este livro foi adaptado para o cinema em 2013 contanto com Nicholas Hoult e Teresa Palmer com R e Julie, respetivamente. Ainda não assisti, pois receio que o filme possa ter apagado a magia do livro como muitas vezes acontece.

5 - Sangue-do-Coração de Juliet Marillier

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Capa do livro Sangue-do-Coração de Juliet Marillier.
Sinopse:
Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção... Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza detiorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre uma família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro. E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa. À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados...

Comentário:
Nome incontornável do género fantástico, Juliet Marillier é uma das maiores escritoras da atualidade. Não sou grande conhecedora da sua obra, à exceção de Sangue-do-Coração, mas esta obra fantástica é tão invulgar que tinha obrigatoriamente que figurar do meu Top 7.
Dois personagens invulgares, uma mulher à frente do seu tempo e um homem longe da perfeição física, cujas almas irão colidir de modo explosivo. Uma história de amor transcendental que mistura um Universo fantástico com personagens incrivelmente reais.


4 - A Quimera de Praga de Laini Taylor

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Capa do livro A Quimera de Praga de Laini Taylor.

Sinopse:
Pelos quatro cantos do mundo, marcas de mãos negras começam a aparecer nas portas, gravadas a fogo por estranhos seres alados, saídos de uma fenda no céu.
Numa loja escura e empoeirada, o abastecimento de dentes humanos de um demónio começa a ficar perigosamente reduzido. E nas ruelas labirínticas de Praga, uma jovem está prestes a embarcar numa jornada sem retorno.
O seu nome é Karou. Karou não sabe quem é, nem porque vive dividida entre o mundo humano e a sua família de demónios, mas crê que as respostas podem estar para lá de uma porta nos recantos sombrios de uma loja, ou no confronto com um completo desconhecido, de olhar abrasador e aparência divina - o anjo que queimou as entradas para o seu mundo, deixando-a só.



Comentário:
A Quimera de Praga é o primeiro volume de uma trilogia de fantasia criada pela mente de Laini Taylor. Aponto aqui o primeiro livro, porque é ele que marca o início desta história.
Acompanhamos a saga de Karou, uma jovem de cabelos azuis envolta em mistério, que irá descobrir algo surpreendente sobre a sua verdadeira identidade e o seu passado, ligado a Akiva, um anjo de olhos cor de fogo.
A luta entre anjos e demónios (quimeras) perdura à séculos e a vantagem incrível das quimeras (da qual os anjos nada sabem) parece não ser suficiente para deter os anjos.
Uma guerra sangrenta com vítimas de ambos os lados que não parece ter fim é inadvertidamente trazida para o nosso mundo por Karou, que entra numa espiral de vingança contra a pessoa que mais a ama no mundo, Akiva.
Karou não é a minha personagem favorita, as suas atitudes são, por vezes, inconsequentes e egoístas. Akira, por seu lado, é perfeito e talvez mais do que Karou merece, mas quem sou eu para julgar?
Uma grande história de amor que poderá salvar ou arruinar dois mundos, o nosso e o outro...

3 - Sedução na Noite de Sherrilyn Kenyon

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Capa do livro Sedução na Noite de Sherrilyn Kenyon.
Sinopse:
Valério é um Predador da Noite romano desprezado pela maioria dos predadores gregos que alimentam um profundo ódio à civilização que o viu nascer. De origem aristocrática e arrogante, Valério mal sabe o que pensar quando conhece Tabitha Devereaux. Ela é sensual, imprevisível e incapaz de o levar a sério. Mas é também irmã gémea da mulher do seu maior rival.
A única coisa que Tabitha leva a sério é matar vampiros. E agora terá de enfrentar, junto com o predador romano, o mais mortífero de todos os seus inimigos… uma ameaça acabada de regressar do mundo dos mortos. Para vencer este mal, Valério precisa de aprender a confiar em alguém e pôr tudo em risco para proteger o homem que odeia e a mulher que o leva à loucura.


Comentário:
Adoro a Sherrilyn Kenyon, ela é, de resto, a grande vencedora do meu Top 7 - Escritoras Favoritas. Sigo a sua série de Predadores da Noite, Predadores do Homem e Caçadores de Sonhos religiosamente, mas para enumerar apenas um dos seus livros, optei por Sedução na Noite, principalmente porque acho o Valério irresistível.
Valério é um dos predadores da noite, criados por Sherrilyn Kenyon, mais civilizados digamos assim. A sua história é tão triste, mas mesmo assim ele não deixou que a amargura tomasse contra dele, ao contrário do que acontece com muitos dos predadores criados pela autora.
Em tempos correram boatos de uma possível série de televisão dos Predadores da Noite pela mão da produtora Amber Entertainment... Continuo à espera!

2 - Para Além da Meia-Noite de Lara Adrian

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Capa do livro Para Além da Meia-Noite de Lara Adrian.
Sinopse:
Aos dezoito anos, Corinne Bishop era uma jovem bela e cheia de vida, com uma existência privilegiada como filha adotiva de uma família com dinheiro. O seu mundo mudou no instante em que foi raptada e mantida prisioneira pelo malévolo vampiro Dragos. Despois de muitos anos de cativeiro e tormento, Corinne é salva pela Ordem, um grupo de guerreiros vampiros envolvidos numa guerra contra Dragos e os seus seguidores. Para além de a terem despojado da sua inocência, Corinne perdeu também parte do seu coração… a única coisa que lhe dava esperança durante o seu calvário e a única que lhe interessa agora que é livre. O guerreiro Hunter é incumbido de proteger Corinne durante o seu regresso a casa. Um dos assassinos mais letais de Dragos, Hunter trabalha agora para a Ordem, e está empenhado em fazer com que Dragos pague pelos seus muitos pecados. Ligado a Corinne pelo seu mútuo desejo, Hunter terá de decidir até onde está disposto a chegar para acabar com o reinado de maldade de Dragos… mesmo que concluir a sua missão signifique despedaçar o terno coração de Corinne.


Comentário:
Lara Adrian criou uma série de vampiros que muitos dizem ser pouco original. Eu discordo, pois pegar num assunto já tão batido e conseguir, mesmo assim, milhões de fãs em todo o mundo é algo incrível e que requer uma certa dose de criatividade. A sua única falta de originalidade prende-se com os títulos dos seus livros que têm necessariamente que incluir a palavra "meia-noite", mas tal é compreensível porque a sua série chama-se Série Raça da Meia-Noite.
Para Além da Meia-Noite é dos últimos livros desta saga publicados em Portugal. Neste livro somos apresentados a Corinne Bishop e Hunter. Duas almas feridas que podem curar um ao outro. Uma história de amor terna e mágica.
A luta da Ordem contra Dragos ainda está longe do fim, e infelizmente com este livro não avançamos muito nesse sentido.

 

1 - A Trilogia das Joias Negras de Anne Bishop



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Livros que integram a Trilogia das Joias Negras de Anne Bishop: Filha de Sangue, Herdeira das Sombras e Rainha das Trevas.

Sinopse (do primeiro livro da trilogia):
Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões. Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida. E quem controlar a Rainha controlará o mundo...

Comentário:
Finalmente, encerro o meu pódio não com um, mas com três livros, mais concretamente com a famosa trilogia das Joias Negras de Anne Bishop, nome incontornável no género fantástico (não me conseguia decidir por nenhum dos livros, então decidi pelos três).
Uma das minhas autoras favoritas, foi através das suas obras que iniciei a minha jornada pelos livros de fantasia.
O destino de uma jovem irá se intercalar com o destino de três homens, um será como um pai, outro como um irmão e o outro um amante, mas qualquer um dos três daria a sua vida por ela.
O mundo criado por Anne Bishop é muito interessante, com alguns toques feministas na minha opinião, o que o torna realmente revolucionário. Mas trata-se acima de tudo de uma história sobre uma mulher cujo destino foi inadvertidamente traçado antes de nascer e que, devido a isso, sempre foi um alvo para qualquer pessoa ambiciosa que pretendesse utilizá-la para (como diz na sinopse) controlar literalmente o mundo.
Nesta trilogia temos personagens carismáticas que, à primeira vista, podem parecer invencíveis, mas que para além disso possuem inúmeras fragilidades, se ao longo dos livros vamos vendo o crescimento físico de Jaenelle, de criança a mulher, também vamos presenciar o crescimento emocional de várias outras personagens.


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