janeiro 14, 2019

Aquaman, James Wan | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Aquaman
Diretor: James Wan
País: EUA, Austrália
Ano: 2018
Género: Ação, Aventura, Fantasia
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Temuera Morrison,
Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II, Patrick Wilson, Nicole Kidman

Sinopse:
Arthur Curry (Jason Momoa), mais conhecido como Aquaman, é um homem solitário, mas quando ele começa uma jornada com Mera (Amber Heard), em busca de um algo muito importante para o futuro de Atlantis, ele aprende que não pode fazer tudo sozinho.

Opinião:

E eis que chegou o tão aguardado filme de Aquaman, um dos heróis menos conhecidos da DC Comics e que aqui consegue bater recordes de bilheteira, continuando a batê-los a um ritmo acelerado ainda hoje.

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Jason Momoa é Aquaman.

Aquaman é encarnado por Jason Momoa, uma das antigas estrelas da super produção televisiva Guerra dos Tronos e, mais recentemente, protagonista da série Fronteira da Netflix. A imagem de gigante bruto que nós temos de Momoa teve aqui que ser revista e o ator, não sendo um super ator, interpreta um super herói relutante e divertido na perfeição. Jason Momoa é o ponto forte do filme, mesmo com as suas falhas, ele conseguiu tornar Arthur num Aquaman credível e carismático ou seja num verdadeiro super herói e salvador do mundo mesmo contrariado como  é hábito neste tipo de obras.

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Nicole Kidman é a mãe de Aquaman.
O passado da personagem Aquaman foi devidamente explorado, sendo desenvolvido perante os nossos olhos um homem que se debate entre os seus lados humano e atlante e a culpa que sente pela morte da mãe, condenada à morte por o ter tido. O seu pai humano e a sua mãe, a rainha da Atlântida, interpretada por Nicole Kidman, conseguiram-lhe transmitir com o seu amor verdadeiro uma série de princípios necessários para tornar Arthur uma personagem integra que mesmo contra a sua vontade procura fazer o melhor pelas pessoas que dependem dele.


Aquaman é filme de ação do principio ao fim com cenas de tirar o fôlego e uma banda sonora que lhe dá um carácter divertido e imparável. O humor está colocado no filme de modo equilibrado não deixando a personagem de Aquaman cair no ridículo como muitos fãs da DC Comics temiam, pois muitos consideram que esta personagem nunca foi tratada com o respeito que merecia. Neste filme, Aquaman é finalmente tratado como merece e James Wan pode se orgulhar do excelente trabalho de realização.

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Amber Heard é a princesa Mera.
Quanto a Amber Heard, posso não nutrir simpatias pela atriz, mas sei reconhecer a sua incrível beleza e um trabalho de representação bem feito, apesar de não ter conseguido sentir assim tanta química entre ela e Jason Momoa como gostaria, mesmo assim eles convencem como casal protagonista e levam-nos com eles numa viagem pelo mundo desconhecido da Atlântida. Um mundo bem desenvolvido com cenários espetaculares e culturas diferentes que se interligam e interagem de modo diferente com o Oceano.



Acho que ninguém espera que Aquaman seja um filme profundo e com reviravoltas de cair o queixo, mas sim entretenimento garantido e nesse aspeto o seu objetivo foi cumprido a cem por cento. Estamos perante um filme que certamente ficará na memória de todos os fãs de filmes de ação e que nos deixa com água na boca para assistirmos a uma mais que provável sequela.

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Aquaman entre em conflito com o irmão Orm.


O melhor: Jason Momoa, um ator que consegue exceder as expectativas quanto às suas capacidades de representação e criar um Aquaman divertido sem cair no ridículo e poderosamente carismático.

O menos bom: A primeira parte possui algumas cenas mais lentas e desnecessárias que quebram um pouco o ritmo acelerado do filme.
janeiro 11, 2019

Mais Uma Vez, Netflix | Opinião Doramas

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Dados Técnicos:
Título original: He-eo-jin Da-eum-nal
País: Coreia do Sul
Ano: 2016
Episódios: 8
Género: Fantasia, Romance
Elenco: L (Kim Myung-Soo), So-hee Yoon, Kim Gi-du,
Chang-hwan Kim, Ji Su, Lee Tae-im, Kang Nam-gil


Sinopse:
Este drama de fantasia acompanha o vocalista de uma banda indie que sofre viagens no tempo indesejadas enquanto tenta salvar a namorada de um terrível destino. (Fonte: Netflix)
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Opinião:

Mais Uma Vez é um dorama sul-coreano transmitido à escala mundial pela plataforma de streaming Netflix que nos narra a história de Yoo Tan, o vocalista de uma banda indie a passar por uma séria crise existencial e que de repente se vê preso no dia 4 de outubro de 2016 que começa e acaba uma e outra vez numa espécie de ciclo interminável. Como conseguirá ele sair desse dia infernal?

Gif-dorama-One-More-TimeA razão porque Yoo Tan se encontra preso no mesmo dia está relacionada com a sua namorada Da-in e um pacto que esta fez com uma shingami (anjo da morte) no dia em que era suposto falecer. Um pacto que ela fez por um amor que julga estar a morrer e cujo prazo de validade era esse mesmo amor...




Este dorama alimenta-se durante os seus oito episódios da complexa interação entre seu o casal protagonista e das suas infindáveis reviravoltas e mudanças no enredo nunca sendo maçador, mas também não sendo assim tão interessante como poderia ter sido.

Gif-dorama-One-More-TimeNão podendo falar muito da história porque iria forçosamente incorrer em eventuais spoileres, arrisco dizer que Mais Uma Vez é aquele tipo de obras que vive do suspense que consegue fornecer ao espetador e do carisma da sua personagem principal, no caso de Yoon Tan, um jovem cheio de defeitos que aprende ao longo do seu dia interminável incontáveis lições de vida. Lições que o irão ensinar a valorizar a sua vida e as pessoas que fazem parte dela como Da-in, a sua namorada de longa data que ele começou a desprezar.

Este dorama andava a piscar-me o olho à muito tempo lá na Netflix. Confesso que gostei, mas não é um dos meus preferidos, a história apesar de interessante é demasiado rebuscada e o final não me fez muito sentido (percebi-o só não achei que fosse o melhor para a história). O protagonista é muito inconstante e as coisas mudam radicalmente sem nenhuma explicação, apesar de estarmos perante as mesmas circunstâncias durante todo o dorama. No geral gostei, mas se me pedissem para ver novamente... não obrigado. É bom, mas já vi melhor e tenho muitos mais doramas para assistir e comentar aqui no blogue, inclusive na Netflix tem outros bem interessantes.
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Destaco aqui uma personagem muito especial, interpretada por uma menina que poderá vir a ter futuro como atriz. Esta personagem sem nome é uma espécie de shinigami, isto é um anjo da morte ou ceifadora, responsável por recolher as almas dos falecidos e levá-las para o além. Esta jovem ceifadora teve aqui muito trabalho para fazer com que tudo funcionasse e, por isso, merece os devidos créditos por um trabalho bem difícil.

Concluindo, se querem assistir a um romance fofinho, mas já com alguma carga emocional mais pesada, Mais Uma Vez pode ser uma boa aposta, mas se são iniciantes nisto dos doramas, esta talvez não seja a vossa melhor opção para mergulhar neste mundo maravilhoso, uma vez que se tratam de oito episódios tão agitados e confusos que se não tivermos muita atenção acabaremos por nos perder no meio de tantos acontecimentos e pormenores.


O melhor: As várias reviravoltas inesperadas do enredo.

O menos bom: Um roteiro já demasiado batido que não tem assim tanto espaço para a originalidade.
janeiro 08, 2019

Livro vs Filme: Sangue Quente, Isaac Marion

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Estou de volta com mais uma rubrica Livro vs Filme, a primeira deste ano, e para variar um pouco deixei Nora Roberts de lado e parti para a comparação do livro Sangue Quente de Isaac Marion com o filme a que deu origem, Warm Bodies. Segue abaixo a minha análise sobre as duas obras, mas quero ressaltar que independentemente do vencedor deste duelo, tanto o livro como o filme são obras que merecem ser assistidas.


O livro:

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Sinopse:
R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender – bem como a si próprio. R não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação… mas tem sonhos. Depois de um ataque, R devora o cérebro – e, com ele, as memórias – de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R. E a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte…

Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, "Sangue Quente" é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas – e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.


Análise e pequeno resumo:


A sinopse deste livro cativou-me, tanto que iniciei a sua leitura com as mais altas expectativas. No entanto, o começo da história não foi propriamente atrativo. Diria até que o autor apresentava uma escrita demasiado crua e visceral (literalmente), cheguei, inclusive, a sentir-me enojada com certas descrições sobre os já conhecidos hábitos alimentares dos zombies.

Fosse sobre qualquer prisma, não me conseguia identificar com R, um protagonista invulgar. R era um zombie em todos os sentidos da palavra, mas tinha algo mais e foi esse “algo mais” que serviu de ponto de partida para o desenvolvimento do livro.

Foi quando R conheceu Julie, uma rapariga também ela única, que a história deu uma volta de 180 graus. R começou gradualmente a tornar-se humano. A pensar, a sentir e até a sonhar como qualquer um de nós. Se, no início não sentia qualquer empatia pelo personagem, comecei a gostar cada vez mais dele, até que passei a compreendê-lo. Considero que é quando nos identificamos com uma personagem que realmente nos apaixonamos por uma história e somos absorvidos por ela.

Para mim, a leitura é uma viagem. Vamos até onde o autor nos quer levar e é quando conseguimos chegar a esse destino que atingimos todos os desafios propostos com aquela leitura.

A mensagem deste livro é sobre esperança e redenção. Graças a R, um zombie inconformado, a humanidade que se julgava perdida encontra uma cura, que não é nada mais do que a esperança. Tal como R nos diz:

Estamos onde estamos, independentemente da forma como cá chegámos. O que interessa é para onde vamos a seguir. (pág. 95)
Vamos chorar, sangrar, desejar e amar e, assim, encontraremos cura para a morte. Seremos nós a cura. Porque queremos sê-lo. (pág. 244) 

Para mim, este livro é daqueles que primeiro estranha-se e depois entranha-se, mais do que uma história de amor, estamos perante uma história sobre o destino da humanidade. Aqui, perante o desapego para com a vida daqueles que supostamente tinham todo o direito a vivê-la, vivenciamos um forte apego à vida daqueles que aparentemente já não tinham o direito sequer a desejá-la.



O filme:

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Dados Técnicos
Título original: Warm Bodies
Diretor: Jonathan Levine
País: EUA
Ano: 2013
Género: Comédia, Horror, Romance
Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Rob Corddry, Analeigh Tipton, John Malkovich, Cory Hardrict

Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, um zumbi romântico se apaixona por uma humana, e o envolvimento deles cria uma reação em cadeia. Ele quer provar que os zumbis podem mudar, mas o cenário indica uma batalha entre os vivos e os mortos-vivos.




Comparações e pequeno resumo:

R é um zombie inconformado com a sua pacata vida, que consiste em deambular lentamente pelo aeroporto abandonado onde vive com outros zombies, grunhir com o seu melhor amigo zombie, M, procurar comida que é como quem diz seres humanos fresquinhos e colecionar pequenos objetos que encontra. Tudo muda quando se alimenta do cérebro de Pery, namorado de Julie, e consegue ter acesso às memórias deste levando a jovem consigo para o aeroporto e a esconde, em parte para a proteger, por outra parte para ter alguém que lhe faça companhia. Um dos aspetos mais bem explorados no filme é a convivência entre R e  Julie e o modo como eles interagem um com o outro. Nicholas Hoult e Teresa Palmer conseguem criar um casal carismático, apesar de um estar morto e o outro não.

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Nicholas Hoult e Teresa Palmer são R e Julie.

No início do filme R nem consegue falar e, se no livro temos os seus pensamentos e tudo aquilo que sente transcritos para o papel, no filme temos um grande monólogo inicial que poderá ser maçador para os espetadores mais impacientes, mas que para mim funciona na perfeição, pois permite-nos criar mais empatia pelo pobre zombie que se sente solitário e ambiciona que a vida seja mais do que aquilo que as circunstâncias da vida lhe impuseram.

Em termos visuais a fotografia do filme está lindíssima, mudando os seus tons cinzentos para outros mais calorosos ao mesmo ritmo que R vai se tornando progressivamente mais humano. E a banda sonora está divinal, também ela a conferir o ritmo ao filme.

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R e M, dois zombies especiais...

Em relação às outras personagens que compõem a história, M é a personagem que mais se destaca no filme em relação ao livro, sendo que Cory Hardrict consegue emanar um carisma muito próprio com uma personagem sem expressões faciais, mas com olhares e pequenos gestos significativos.

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Vencedor:

Warm Bodies é um filme dos géneros comédia, romance e horror adaptado do livro Sangue Quente de Isaac Marion que conta com Nicholas Hoult e Teresa Palmer nos principais papéis. Curiosamente, esta adaptação cinematográfica de 2013 funciona às mil maravilhas num cenário improvável com um protagonista que é um zombie. Sim, R é um zombie que nem consegue falar a principio e um dos grandes desafios do filme foi tornar R gradualmente mais humano aos nossos olhos e aos olhos das outras personagens. Ao contrário do que tem acontecido com os posts anteriores desta rubrica, o grande vencedor deste duelo Livro vs Filme é… o filme:

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Poster do filme Warm Bodies.

A razão é simples, estamos perante um espetáculo visual bem conseguido com interpretações bastante consistentes num filme que não tenta ser uma obra de arte até porque nem é adaptado de uma obra de arte. O livro de Isaac Marion pode ter tido bastante sucesso, mas apresentou-se numa altura em que este tipo de obras estava tão em voga e bastou um ligeiro toque de originalidade para ter sucesso garantido.

Isaac Marion usa e abusa de situações satiricamente cómicas para nos surpreender e divertir, ao mesmo tempo que joga com a nossa capacidade de criar empatia com um protagonista invulgar, mas que mesmo assim  consegue reter mais humanidade do que muitos dos personagens humanos da história. A cura para R e os outros que o seguiram foi a esperança. A esperança em algo mais, num mundo em que a sobrevivência parece ser apenas aquilo que importa.
janeiro 01, 2019

Retrospectiva 2018 | Livros, Filmes, Séries e Animes

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E acabado mais um ano segue uma pequena retrospectiva acerca dos livros que li, assim como filmes, séries e animes que assisti durante esse ano. Adorei algumas dessas obras outras nem tanto, mas todas elas fizeram parte do meu ano de 2018 e deste blogue, sendo que todas elas foram comentadas ao longo dos últimos doze meses aqui no blogue.


Livros:

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No início do ano andei à volta de alguns romances históricos e livros de desenvolvimento pessoal, pelo meio aproveitei para conhecer um autor português que me surpreendeu, Sandro William Junqueira com o livro Quando as Girafas Baixam o Pescoço. Mais para o final do ano li Tecnologia versus Humanidade, um livro que alerta para o perigo das novas tecnologias virem a dominar todos os aspectos da nossa vida e aproveitei para colocar os romances eróticos de Laurann Dohner em dia, desde acabar de ler os seus últimos livros publicados das coleções New Species e Cyborg Seduction até aproveitar para conhecer uma das suas novas séries, VLG, onde me apaixonei pelos GarLycans, seres sobrenaturais metade Gárgulas metade Lycans (lobisomens). Também criei uma nova rubrica aqui no blogue: Livro vs Filme, onde começei por comparar algumas obras de Norta Roberts com as suas adaptações cinematográficas. Para 2019 pretendo continuar a diversificar os meus hábitos de leitura e trazer novas opiniões e outras rubricas.


Filmes:

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2018 não foi um ano rico em filmes, fui ao cinema muito poucas vezes e a Netflix foi o meu plano de apoio. No cinema assisti Tomb Raider: A Origem, onde Alicia Vikander encarna uma Lara Croft muito mais credível que a boneca sexualizada que começou por ser a protagonista de Tomb Raider. Ready Player One foi uma surpresa que vale pelas suas inúmeras referências. Jurassic World pode funcionar, mas retirou os dinossauros do seu contexto  original e, por isso, me causou alguma estranheza. Hotel Artemis é um filme que vale pelos atores e pouco mais.
Em relação à Netflix destaco o último filme que assisti este ano, Battle, que me encantou ao conseguir colocar na dança todos os sentimentos dos personagens principais, Agarra-te à Vida Não ao Cabelo pela incrível mensagem, A Todos os Rapazes que Amei por ser uma invulgarmente bem conseguida adaptação de um livro de sucesso e A Princesa e a Plebeia por ser um filme natalício delicioso com uma Vanessa Hudgens bastante competente.


Séries:

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Em relação às séries, este foi um ano bastante bom e rico em diversidade. The End of The F***ing World foi uma das primeiras surpresas do ano, Carbono Alterado, uma distopia futurística bastante pertinente para a nossa sociedade nos tempos que correm, La Casa de Papel foi um dos incontornáveis sucessos do ano da Netflix, tal como Elite, outra série espanhola que surgiu na sua pegada. No final do ano, a série francesa Amor Ocasional conseguiu conquistar as minhas perferências.


Animes:

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Começei este ano a assistir a vários animes, mas com o passar dos meses fui vendo cada vez menos, planeio retornar aos animes em força para 2019. A destacar tenho as obras de Mamoru Hosoda que considero um génio na arte de fazer animes: Wolf Children, The Girl Who Leapt Through Time, Summer Wars e The Boy and the Beast são obras de uma beleza e delicadezas sublimes que aconselho a qualquer pessoa.

2018 foi também o ano em que o este blogue que mais cresceu e isso não teria sido possível sem a ajuda de todos! Desejo a todos um ano de 2019 recheado de coisas boas e sonhos realizados.
dezembro 31, 2018

Battle, Netflix | Opinião Filmes

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Dados Técnicos:
Título original: Battle
Diretor: Katarina Launing
País: Noruega
Ano: 2018
Género: Drama, Música e Romance
Elenco: Lisa Teige, Fabian Svegaard Tapia, Achmed Akkabi, Vebjørn Enger, Karen-Lise Mynster, Charlott Utzig, Silje Marie Baltzersen, Sigyn Åsa Sætereng, Stig R. Amdam, Bao Andre Nguyen, Sofie Albertine Foss, Morad Aziman, Marius Vold, Lucas Lute

Sinopse:
Quando o pai de Amalie abre falência, a vida abastada da jovem dançarina acaba. Mas, após conhecer Mikael, um dançarino de hip-hop, encontra um novo ritmo para seguir.

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Battle, filme norueguês que surpreende na Netflix.

Opinião:


Battle
é um filme norueguês trazido até nós pela Netflix que nos conta a história de descoberta interior da jovem Amalie. Um filme que com todas as suas falhas não podia ter um final mais perfeito. Devo começar por confessar que face às críticas positivas em relação ao filme criei algumas expectativas e que apesar disso ele conseguiu me cativar e fazer entrar na história de Amalie.

A protagonista de Battle, Amalie, é uma jovem cheia de falhas e que ao longo do filme vai apreender mais sobre si própria e sobre o mundo do que aquilo que, provavelmente, julgava que fosse possível. Mesmo que o roteiro pudesse ter desenvolvido mais certos aspetos da vida e personalidade da protagonista e das suas motivações para esconder as suas novas circunstâncias de vida dos seus amigos e namorado, o filme conseguiu seguir para um final conclusivo e maravilhoso, apesar de que podíamos ter visto mais qualquer coisinha após a cena final.

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Lisa Teige é Amalie, a protagonista de Battle.

Amalie é uma jovem com uma vida abastada e que estuda dança moderna numa prestigiada academia, mas o seu pai entra em falência e eles acabam por ter que se mudar para um apartamento pequeno noutro local. Para além de ter que se adaptar à sua nova vida, Amalie tem como objetivo ganhar uma vaga para trabalhar numa companhia de dança famosa na Holanda. É à procura de um local para treinar que Amalie se cruza com Mikael, um dançarino de hip-hop que a vai ajudar a crescer enquanto dançarina e também enquanto pessoa.

Na verdade, Amalie não é a princípio uma dançarina excecional, quer dizer ela tem a técnica, mas faltam-lhe os sentimentos. É a partir do momento em que ela conhece Mikael e entra no mundo do hip-hop e das battles (batalhas) que a sua dança ganha mais emoção e seu torna especial.

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Lisa Teige e Fabian Tapia na cena mais emocionante do filme.

Com uma banda sonora divinal entramos no mundo do hip-hop e das battles (batalhas). A battle final do filme é perfeita, porque nela os protagonistas conseguem expor a cru todos os seus sentimentos sem dizer uma palavra, são os seus movimentos, gestos e expressões durante as danças que nos mostram aquilo que vai nas suas almas.

Concluindo, Battle é aquele tipo de filme que mesmo não sendo perfeito consegue encantar o espetador com uma facilidade enorme. A química entre os protagonistas também é muito boa e ambos não podiam ter sido melhor escalados para o papel. Lisa Teige e Fabian Tapia são ambos excelentes atores e dançarinos, sem eles este filme não teria sido tão mágico.

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O melhor: A banda sonora e a emocionante battle final entre os protagonistas.

O menos bom: A motivação para Amalie ter escondido a sua situação financeira dos amigos não foi bem desenvolvida, o que fez com que muitas vezes me irritasse com as suas atitudes por não conseguir compreendê-las.
dezembro 28, 2018

TOP 7 - Quem são as personagens de Baby?

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Baby é uma série italiana de seis episódios lançada pela Netflix no final de novembro sobre duas adolescentes italianas que enveredam pelo mundo da prostituição como espace para o vazio das suas vidas.

Esta série é composta por várias personagens interessantes que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, mas que mesmo assim conseguiram chegar ao coração de muitos fãs. As sete personagens mais relevantes da série são:


1- Chiara (Benedetta Porcaroli)

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Chiara é uma jovem atleta com uma vida abastada, mas cujos problemas familiares se refletem na sua vida fazendo com que ela sinta um tremendo vazio interior. Os seus pais vivem um casamento falso, pois mesmo estando separados e tendo amantes, fingem continuar felizes perante as outras pessoas e utilizam a filha como desculpa.

A situação em casa de Chiara é no mínimo tensa, os seus pais não falam um com o outro e muito menos com a filha que se sente ignorada. Os seus melhores amigos no início da série são Camilla e Fabio, mas irá desenvolver uma grande amizade com Ludo e se apaixonar pelo novo aluno Damiano.

Chiara adentra dentro do mundo da prostituição procurando uma aventura, um escape à sua vida. Á medida que se sente cada vez mais isolada e sozinha ela vai-se aproximando de Ludo e criando juntamente com ela uma vida secreta que envolve o mundo da prostituição.

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Personagem complexa dotada de vários níveis difíceis de decifrar, permite-se diminuir enquanto pessoa ao aceitar um caso secreto com Niccolò e ao ter que presenciar constantemente a troca de carinhos entre este e a namorada. Além disso não consegue confessar o caso à sua melhor amiga Camilla que é também irmã de Niccolò prejudicando a sua amizade com esta.


Inicialmente tem vergonha de assumir a sua amizade com Ludo perante Camilla e Fabio, o que mais uma vez abona pouco a seu favor. Concluindo, Chiara é a principio uma adolescente realmente vazia que não consegue se relacionar a cem por cento com os seus amigos, não conseguindo ser sincera com eles e tentando viver das aparências tal como os seus pais.



2- Ludovica (Alice Pagani) 

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Ludovica, mais conhecida como Ludo, interpretada pela carismática Alice Pagani é a outra protagonista de Baby. Uma jovem isolada socialmente, sem amigos e vítima de Bulying vê o ex-namorado Brando, melhor amigo de Niccolò, expor para toda a escola um vídeo intimo dos dois, sendo que é ela é julgada como vadia pelos colegas.

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Ludo envolve-se com Fiore.
Os pais de Ludo estão divorciados e, sendo a filha menor, é ela quem mais sofre com os atritos entre os progenitores. A mãe de Ludo tem vários problemas financeiros agravados pelos seus namorados mais jovens e oportunistas. O seu pai recusa-se a pagar os seus estudos no colégio privado que frequenta, sendo essa é uma das suas maiores motivações para entrar na prostituição, outra é o seu caso com Fiore, por quem a jovem desenvolveu sentimentos e se sentiu traída. Ao seguir com o esquema da prostituição ela está também a provar ao ex-amante que ele não foi realmente importante para ela...



3- Damiano (Riccardo Mandolini)

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O filho secreto do embaixador do Líbano em Itália, Damiano é um rapaz rebelde que tenta se adaptar a um novo ambiente, completamente diferente daquele de onde vem.
Após o falecimento da mãe, Damiano vai viver com o pai e a família deste devido a uma promessa que fez à mãe. A sua relação com o pai é fria e o facto de viverem na mesma casa não parece diminuir a distância entre eles.
Tem um irmão mais novo que desconhecia, fruto do casamento do pai com Mónica, a atraente professora de atletismo da sua escola.
Irá desenvolver sentimentos por Chiara, mas acabará por se ver envolvido com Camilla quase sem saber como.



4- Camilla (Chabeli Sastre)

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A melhor amiga de Chiara e sua colega de atletismo, Camilla tem um irmão, Niccolò, que se irá envolver secretamente com Chiara, apesar de namorar com Virgínia e assim abalar os alicerces da amizade de ambas, uma amizade que não parece ser lá muito sólida.
Camilla é vista como a menina certinha e sonha estudar nos EUA através de uma bolsa de estudos do colégio juntamente com Fabio e Chiara.
Desenvolve sentimentos pelo novo bad boy da escola, Damiano, sem saber que Chiara também está interessada no rapaz. Aliás, Camilla parece ser a única ignorante quanto aos sentimentos de Chiara por Damiano e vice-versa.







5- Fabio (Brando Pacitto)

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O filho do diretor do colégio, Fabio é o melhor amigo de Camilla e Chiara e desenvolve uma boa amizade com Damiano ao longo da série. Calmo e ponderado, ele acaba por funcionar como uma espécie de conselheiro para os amigos, mas esconde um segredo que não é aceitável na escola hipocritamente conservadora que frequenta.
Fabio perdeu a mãe quando ainda era muito jovem e foi criado pelo pai, um homem rígido e intransigente que lhe dá pouca liberdade.




6- Fiore (Giuseppe Maggio)

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Uma personagem complexa, Fiore é apontado como um dos antagonistas da história, mas a sua ambiguidade faz com que isso seja pouco claro, é interpretado pelo belo ator italiano Giuseppe Maggio.
Fiore é o co-proprietário de um bar noturno juntamente com o primo Saverio frequentado por Ludo e mais tarde por Chiara.
Envolve-se com Ludo, mas acaba por a incitar à prostituição. Apesar da sua atitude aparentemente indiferente em relação a Ludo, parece se preocupar e gostar mais dela do que aquilo que dá a entender. O que é demonstrado quando persegue e agride Brando, após Ludo lhe contar acerca do vídeo intimo de ambos que este divulgou para toda a escola e o quanto ela se sentiu diminuída com tudo isso.



7- Niccolò (Lorenzo Zurzolo)

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Irmão de Camilla e namorado da fútil Virgínia, no início da série tem um relacionamento secreto com Chiara, desenvolvendo uns ciúmes doentios por ela, apesar de ainda continuar com a namorada. Os seus ciúmes de Chiara com Damiano vão fazer com que cometa vários atos reprováveis para destruir a reputação de Damiano e que revelam o seu carácter duvidoso.
Juntamente com Brando irá desenvolver um interesse pouco saudável pela professor de atletismo da escola, Mónica que é também a madrasta de Damiano.

Outras personagens:


Mónica (Claudia Pandolfi):

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Professora de atletismo do colégio é casada e tem um filho pequeno com o embaixador do Líbano em Itália. Recentemente descobriu que o marido tinha um filho, Damiano, que praticamente abandonou com a mãe num bairro pobre de Itália.
Acolhe Damiano na sua casa e tenta servir como moderadora na difícil relação do marido com o filho. Ao mesmo tempo o seu casamento sofre uma inevitável crise.
Irá se tornar num troféu a conquistar para os alunos Brando e Niccolò.


Brando (Mirko Trovato):

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O estouvado melhor amigo e cúmplice de Niccolò, é tão falho em carácter quanto o último. Teve um anterior relacionamento com Ludo e acabou por divulgar um vídeo intimo com os dois que destruiu a reputação da jovem.
Não é uma personagem particularmente relevante para a história, mas não deixa de ter um importante papel de suporte que irá crescer na próxima temporada ao descobrir algo importante no fim desta temporada.
dezembro 27, 2018

Baby, Netflix | Opinião Séries

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Dados Técnicos:
Título original: Baby
Diretores: Andrea De Sica, Anna Negri
País: Itália
Ano: 2018
Episódios: 6
Género: Drama
Elenco: Benedetta Porcaroli, Alice Pagani, Riccardo Mandolini, Chabeli Sastre, Brando Pacitto, Lorenzo Zurzolo, Galatea Ranzi, Tommaso Ragno, Massimo Poggio, Mehdi Nebbou, Giuseppe Maggio, Mirko Trovato, Federica Lucaferri, Beatrice Bartoni, Isabella Ferrari, Claudia Pandolfi, Paolo Calabresi


Sinopse:
No seu mundo luxuoso, as aparências são tudo. Cansadas das regras, elas iniciam uma vida secreta sem lei nem normas.


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Chiara e Ludo são as protagonistas de Baby.

Opinião:

Muitas foram as críticas negativas para com a nova série italiana da plataforma de streaming Netflix. Acusada de promover a prostituição de menores, Baby teve uma importante agência de proteção de vítimas de tráfico sexual a tentar boicotar a série mesmo antes do decorrer das filmagens, mas afinal tratou-se de excesso de zelo, exagero ou ignorância por parte do público? Acho que tratou-se de um pouco de tudo. Uma série ligeiramente baseada em factos reais como Baby deveria funcionar como um alerta para uma realidade que muitos desconhecem ou apenas ignoram, mas que definitivamente existe e continuará a existir.

Hoje em dia parece que todas as séries produzidas pela Netflix originam grandes polémicas por uma razão ou por outra. Uma série é, apesar da sua possível influência sobre as massas, ficção devendo ser encarada como tal e é todo o alarido que criam à volta destas séries que as tornam imensamente populares, às vezes por razões que não o seu próprio mérito. A Netflix ignorou todas as críticas, que até ajudaram a plataforma com o marketing, e partiu com entusiasmo para o lançamento da série a 30 de novembro.

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Ludo e Chiara tornam-se amigas e envolvem-se numa aventura que poderá trazer consequências perigosas.

Baby
segue as vidas de duas alunas de um prestigiado colégio privado de Roma, Chiara e Ludovica. Por um lado temos os seus conflitos na escola e com os pais, por outro temos a vida dupla que ambas irão desenvolver devido a várias circunstâncias que as vão empurrando cada vez mais para a prostituição. Chiara e Ludo tornam-se grandes amigas, mas as razões de ambas para embarcar neste modo de vida são opostas. Ludo precisa de dinheiro para pagar as propinas do colégio, já que o seu pai milionário ignora a filha mais nova se recusa a pagar os seus estudos devido aos conflitos que tem com a ex-esposa. A mãe de Ludo esbanja todo o seu dinheiro com namorados mais novos e oportunistas.

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Ludo com a mãe.

Chiara não precisa de dinheiro, mas a sua vida familiar está a deixá-la seriamente deprimida, os seus pais estão separados, mas para manterem as aparências vivem na mesma casa, apesar de terem amantes e perante os outros fingem ser um casal de verdade, além disso a sua vida na escola não vai nada bem. Após ser descoberto o seu caso secreto com Nicolo, irmão de Camilla e namorado de Virgínia, a miúda mais popular da escola, Chiara passa a ser ostracizada pelos colegas e a sua amizade com Camila sofre com isso. Chiara vai encontrar na prostituição um escape para os seus problemas, uma escolha que irá abalar a sua vida, a sua amizade com Camilla e Fabio e o seu possível relacionamento com Damiano, o rebelde filho secreto do embaixador libanês em Itália.

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Chiara sente-se vazia.

Chiara e Ludo são as duas personagens centrais da série, elas têm passados e ambientes familiares diferentes, contudo, ambas veem de famílias disfuncionais demasiado preocupadas com o seu umbigo para reparar naquilo que se passa com as suas filhas bem debaixo dos seus narizes. Mas não vamos culpar unicamente as famílias e colegas destas adolescentes por elas terem enveredado pela prostituição, há também os oportunistas Savario e Fiore, donos de um bar noturno de Roma que irão ver nas jovens um meio para ganhar dinheiro, as inserindo no mundo da prostituição. E claro, há ainda a personalidade das jovens que irão enveredar por este caminho em prole de qualquer outro.

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Chiara e Damiano vivem uma atração que tentam negar.

Damiano é também ele uma personagem interessante para o enredo, filho de um embaixador, ele foi criado pela mãe na pobreza para após o falecimento desta ir viver com o pai e a sua família e passar a estudar num colégio de prestígio onde não é bem aceite pelos colegas. A luta de Damiano para ser adaptar à sua nova vida ao mesmo tempo em que tem que lidar com a atração que sente por Chiara e os sentimentos que Camilla nutre por ele, tornam esta personagem pouco aproveitada face a todo o seu relevo para a série. Depois há Fabio, o melhor amigo de Chiara e Camilla que também se torna num bom amigo para Damiano. Filho do diretor do colégio, ele esconde um segredo que, na sociedade hipocritamente conservadora de Baby, poderá muito bem ser a sua queda.

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Camilla e Chiara.

Baby é, inegavelmente, uma série que poderia ter sido melhor desenvolvida, principalmente ao nível de algumas das suas personagens, mas mesmo assim consegue cativar o público. Já li várias críticas negativas sobre quase tudo aquilo que Baby tem para oferecer desde o tema, o enredo, os diálogos, os atores, as cenas, ora não estamos perante uma obra da qualidade de Elite, mas mesmo assim Baby tem qualidade e argumentos para se aguentar com mais uma temporada sem perder o interesse do público.

O ritmo lento e a banda sonora repetitiva são os únicos pontos que me deixaram um pouco desconfortável com a série, mas mesmo assim estou no role de pessoas que realmente gostou de assistir Baby e que esperam ansiosamente pela segunda temporada para ver as consequências que a vida dupla das jovens terá não apenas sobre elas, como também sobre os seus amigos e familiares, porque certamente haverão consequências.

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Alice Pagani está excelente como Ludo.

O melhor: O carisma da atriz Alice Pagani que dá vida à rebelde Ludo.

O menos bom: Não gosto lá muito da banda sonora...


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